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Funchal assume de forma definitiva a partir do dia 31 de julho, informou o ministério da Economia. Até lá, haverá um processo de transição entre o atual e o futuro secretários. Mansueto Almeida, em foto de fevereiro de 2020 Daniel Resende / Futura Press / Estadão Conteúdo Mansueto Almeida foi exonerado do cargo de secretário do Tesouro Nacional. A decisão foi publicada na madrugada desta quarta-feira (15) no “Diário Oficial da União” (DOU). Mansueto já havia comunicado ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que deixaria o governo, conforme antecipou o blog da Ana Flor. A exoneração, a pedido, foi assinada pelo ministro da Casa Civil, Walter Souza Braga Netto. O novo secretário do Tesouro Nacional será o economista Bruno Funchal. Mansueto, que estava à frente do Tesouro Nacional desde 2018, pretende ir para a iniciativa privada. Mansueto Almeida foi exonerado do cargo de secretário do Tesouro Nacional. A decisão foi publicada no 'Diário Oficial da União' Reprodução / Diário Oficial da União O atual secretário foi nomeado para o cargo ainda no governo Michel Temer, pelo então ministro da Fazenda Eduardo Guardia. Após a posse de Jair Bolsonaro, Mansueto foi mantido no posto. Mansueto Almeida é formado em economia pela Universidade Federal do Ceará, é mestre em economia pela Universidade de São Paulo (USP) e cursou doutorado em Políticas Públicas no MIT, Cambridge (USA), mas não defendeu a tese. É técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA, tendo assumido, entre outros, os cargos de coordenador-geral de Política Monetária e Financeira na Secretaria de Política Econômica no Ministério da Fazenda (1995-1997), assessor da Comissão de Desenvolvimento Regional e de Turismo do Senado Federal (2005-2006) e Assessor Econômico do Senador Tasso Jereissati. Funchal Bruno Funchal - Tesouro Divulgação / Governo do ES O ministério da Economia informou que Funchal assume de forma definitiva a partir do dia 31 de julho. Até lá, haverá um processo de transição entre o atual e o futuro secretários. De acordo com a pasta, Bruno Funchal é bacharel pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com doutorado em economia pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pós-doutorado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). É também professor titular da Fucape Business School e foi pesquisador visitante na Universidade da Pensilvânia. Em 2017 e 2018, Funchal foi secretário de Fazenda do Espírito Santo e um dos responsáveis pelo processo de ajuste das contas públicas promovido pelo estado. E desde o início do governo Bolsonaro integra a equipe da Secretaria de Fazenda como diretor de Programa e foi um dos técnicos responsáveis para elaboração do projeto do Pacto Federativo, que tramita no Congresso Nacional.

Trabalhadores que são correntistas desses bancos já receberam o crédito em conta. Carteira de trabalho Divulgação/ Reprodução O abono salarial PIS-Pasep 2020-2021 começa a ser pago na quinta-feira (16) para os trabalhadores com direito ao benefício nascidos de julho (PIS) ou com benefício final 0 (Pasep). As datas valem para trabalhadores que não forem correntistas da Caixa ou do BB - no caso desses últimos, o dinheiro já foi creditado diretamente em conta. O calendário de saques se estenderá até 30 de junho de 2021 (veja os calendários mais abaixo). No caso do PIS (trabalhadores do setor privado), os pagamentos são feitos de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. No Pasep (para servidores públicos), seguem o número final do benefício. Só no caso do PIS, são mais de 5,9 milhões de trabalhadores que terão o crédito em conta antecipado, totalizando R$ 4,5 bilhões em recursos, segundo a Caixa. Abono 2019/2020 Segundo o Ministério da Economia, quem não sacou o abono anterior, do calendário 2019/2020, até o dia 29 de maio, ainda pode fazer isso. Para os correntistas da Caixa e do BB também foi feito crédito em conta a partir de 30 de junho – e os demais trabalhadores poderão fazer o saque a partir de 16 de julho. No caso da Caixa, o saque pode ser realizado a partir do dia 16 de julho e vai até o dia 30 de junho nos canais de atendimento com cartão e senha cidadão, ou nas agências da Caixa. A consulta ao direito também pode ser realizada pelo App CAIXA Trabalhador e pelo atendimento Caixa ao Cidadão, 0800 726 0207. Calendário de pagamentos O calendário de recebimento leva em consideração o mês de nascimento, para trabalhadores da iniciativa privada, e o número final da inscrição, para servidores públicos. O PIS é destinado aos trabalhadores do setor privado e é pago na Caixa Econômica Federal. O Pasep é pago para servidores públicos por meio do Banco do Brasil. Quem nasceu nos meses de julho a dezembro ou tem número final de inscrição entre 0 e 4 receberá o benefício ainda no ano de 2020. Já os nascidos entre janeiro e junho e com número de inscrição entre 5 e 9 receberão no primeiro semestre de 2021. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 30 de junho de 2021, prazo final para o recebimento. A Caixa vai disponibilizar cerca de R$ 15,8 bilhões para mais de 20,5 milhões de beneficiários até o final do calendário do exercício 2020/2021. O valor do abono varia de R$ 88 a R$ 1.045, dependendo do período trabalhado formalmente em 2019. Calendário de pagamento do PIS Calendário de pagamento do PIS Reprodução Calendário de pagamento do Pasep Calendário de pagamento do Pasep Reprodução/D.O.U. Qual o valor e quem tem direito? O valor do abono salarial varia de R$ 88 a R$ 1.045, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano base 2019. Só receberá o valor total quem trabalhou os 12 meses de 2019. Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2019. É preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Dados atrasados Para os trabalhadores que tiverem os dados declarados na Rais 2019 fora do prazo, mas até 30 de setembro de 2020, o pagamento do benefício estará disponível a partir de 4 de novembro de 2020, conforme o calendário de pagamento. Quem tiver a regularização encaminhada pelos empregadores após 30 de setembro e até 12 de jnho de 2021, só vai receber no calendário do próximo ano. Para saber se tem direito e como sacar Para sacar o abono do PIS, o trabalhador que possuir Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, pode receber o valor em qualquer agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação. Informações sobre o PIS também podem ser obtidas pelo telefone 0800-726-02-07 da Caixa. O trabalhador pode fazer uma consulta ainda no site www.caixa.gov.br/PIS, em Consultar Pagamento. Para isso, é preciso ter o número do NIS (PIS/Pasep) em mãos. Veja como localizar o número do PIS na internet Os servidores públicos que têm direito ao Pasep precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, precisam procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone 0800-729 00 01, do Banco do Brasil.
Renegociação de dívidas por empresas está prevista no Código Tributário e foi regulamentada por MP, mas texto vetou empresas inscritas no Simples. Projeto segue para sanção. O Senado aprovou nesta terça-feira (14) o projeto que permite a empresas inscritas no Simples Nacional renegociarem as dívidas com a União por meio da transação tributária, modalidade de acordo fechado com a Fazenda Pública. O texto, aprovado em sessão remota por 70 votos a zero, já passou pela Câmara dos Deputados e seguirá para sanção presidencial. A renegociação é uma ferramenta prevista no Código Tributário Nacional (CTN), foi regulamentada em uma medida provisória, mas o texto da MP veta a transação para créditos tributários relativos ao Simples enquanto não houver uma lei sobre o assunto. Com isso, pelo projeto aprovado, as empresas inscritas no Simples passam também a ter direito a esse tipo de renegociação. A proposta prorroga excepcionalmente o prazo para microempresas e empresas de pequeno porte em início de atividade aderirem ao Simples Nacional. As empresas terão até 180 dias, a contar da data de abertura constante do CNPJ, para a fazer a opção pelo modelo. O texto atribui ao Comitê Gestor do Simples Nacional a competência para fixar os critérios, as condições para rescisão, os prazos, os valores mínimos de amortização e os demais procedimentos da transação. Medida provisória A medida provisória, convertida em lei em abril deste ano, prevê que a transação tributária seja usada na cobrança da dívida ativa da União e no contencioso tributário. Isto é, estimula a Fazenda Pública e o contribuinte a negociarem um acordo para extinguir a dívida. A lei determina como modalidades de transação as realizadas: na cobrança de créditos inscritos na dívida ativa da União, de suas autarquias e fundações públicas, ou cuja cobrança seja competência da Procuradoria-Geral da União; nos demais casos de contencioso judicial ou administrativo tributário; no contencioso tributário de pequeno valor. Para pessoa jurídica, a medida prevê descontos de até 50% sobre o crédito e parcelamento em até 84 meses. Já transação que envolva pessoa física, microempresa e empresa de pequeno porte, o desconto será de até 70% e prazo para quitação será de 145 meses.
Impacto na tarifa será diluído até 2025, porque os custos de transmissão já foram incluídos no empréstimo que socorreu o setor elétrico durante a pandemia da Covid-19. A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta terça-feira (14) elevar em 26,6% a tarifa de transmissão de energia para o ciclo 2020-2021. Com a decisão, o valor total a ser cobrado passará de R$ 27,63 bilhões para R$ 34,9 bilhões. Segundo a Aneel, a mudança deve gerar um impacto médio de 3,92% nas contas de energia. Entre os motivos da alta na remuneração das distribuidoras, está a entrada em operação de novas linhas. Segundo a Aneel, o impacto previsto para a tarifa não será aplicado de imediato. Ele será diluído ao longo de cinco anos, já que esse custo foi incluido no empréstimo de quase R$ 15 bilhões de socorro ao setor elétrico. Governo anunciou socorro ao setor elétrico após queda do uso industrial e comercial de energia na pandemia A maior parte do empréstimo tomado pelas distribuidoras de energia vai servir para cobrir um buraco financeiro no setor elétrico causado pela queda no consumo de energia e aumento da inadimplência durante a pandemia do novo coronavírus. O empréstimo também considera outros custos, como o encarecimento da energia produzida pela hidrelétrica de Itaipu – motivado pela disparada do dólar – e o aumento no valor pago para remunerar o serviço de transmissão de energia. O empréstimo será pago com recursos que virão de um encargo a ser cobrado nas contas de luz a partir de 2021. A previsão é que o empréstimo seja incluído na conta de luz, ou seja, quitado progressivamente pelo pagamento dos usuários, ao longo de cinco anos. Como cada distribuidora receberá um valor diferente de empréstimo, o valor a ser pago por cada consumidor também vai variar.

Companhia aérea terá 60 dias para apresentar a relação dos seus ativos. Empresa não opera desde maio do ano passado e chegou a reportar dívida de R$ 2,7 bilhões. A Justiça decretou nesta terça-feira (14) a falência da companhia aérea Avianca Brasil. Agora, a empresa terá 60 dias para apresentar a relação dos seus ativos. A decisão foi tomada pelo juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Avião da companhia aérea Avianca decola no Aeroporto Internacional São Paulo - Cumbica (GRU), em Guarulhos Celso Tavares/G1 Na semana passada, a companhia já havia pedido à Justiça para ter sua falência decretada por não conseguir cumprir o plano de recuperação judicial. Em novembro de 2019, a administradora judicial Alvarez & Masal, responsável pelo acompanhamento da recuperação judicial da empresa, também recomendou a falência da companhia. Dívida bilionária A Avianca Brasil entrou com o pedido de recuperação judicial em dezembro de 2018, quando se declarou sem condições de pagar dívidas estimadas à época em R$ 494 milhões. Posteriormente, o valor da dívida foi corrigido para cerca de R$ 2,7 bilhões. Um plano de recuperação chegou a ser aprovado pelos credores da empresa em abril de 2019, mas foi questionado por parte das empresas envolvidas no processo. O plano envolvia a divisão da companhia em sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs), incluindo horários de pousos e decolagens (slots). O leilão com os ativos da companhia foi realizado em julho de 2019, mas, depois, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) distribuiu os slots da Avianca Brasil para Azul, MAP e Passaredo. Em maio daquele ano, a Anac já havia suspendido todos os voos da Avianca Brasil, alegando temer pela falta de capacidade da empresa para operar com segurança. Um mês antes, em abril, a empresa se viu obrigada a devolver os aviões que usava para os arrendadores. A Avianca Brasil chegou a ter 48 aviões em sua frota. Quarta maior empresa A Avianca Brasil chegou a ocupar o posto de quarta maior empresa de aviação do país. A empresa sempre gostou de se diferenciar das rivais por operar na contramão da fórmula de "baixo custo, baixa tarifa". Antes do pedido de recuperação judicial, entre janeiro e outubro de 2018, a Avianca Brasil transportou 10,265 milhões de passageiros e alcançou 10,6% de participação do mercado.
Após as suspeitas de adulteração do combustível, a petroleira decidiu suspender a oferta de gasolina de aviação. A BR Distribuidora informou nesta terça-feira (14) que está retomando a comercialização de gasolina de aviação após uma paralisação preventiva no fornecimento pela Petrobras, sua única provedora do combustível. A medida adotada pela petroleira foi decorrente da detecção, no sábado, de um lote de gasolina para aeronaves (AVGAS) com teor de compostos aromáticos diferente dos lotes até então importados, embora dentro dos requisitos de qualidade exigidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Anac investiga suspeita de adulteração de gasolina de aviação Anac e ANP investigam suspeita de adulteração de gasolina de aviação Anac já recebeu 73 relatos de possíveis problemas com combustível de aviação As vendas pela BR estão sendo retomadas porque, segundo a distribuidora, a Petrobras ofereceu informações técnicas suficientes para a identificação exata do lote que apresentou teor de compostos aromáticos menor. "Essas informações permitiram que a BR, em conjunto com suas revendas, fizesse o rastreamento dos locais onde aquele lote está armazenado e iniciasse o processo de completo recolhimento daquele produto", informou em nota a companhia, que no segmento de aviação atua como BR Aviation. Novos lotes, "sem qualquer relação com o indicado pela Petrobras", já estão sendo fornecidos aos revendedores e clientes a partir da base da BR em Cubatão (SP), segundo a empresa. A logística reversa (devolução do produto) vai incluir toda a gasolina de aviação que esteve armazenada junto com o lote indicado pela petroleira. Serão enviadas informações detalhadas aos revendedores e clientes sobre os procedimentos para a coleta do produto, acrescentou a BR.

Sem relação com coronavírus, novas estimativas globais preveem 'mundo moldado por árabes e africanos' e 2 bilhões de pessoas a menos que o previsto anteriormente. Pesquisadores apontam que a estimativa de vida dos brasileiros poderá saltar de em torno de 76 anos para uma média de 82 até o fim do século ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL via BBC Até o fim desde século, a população do Brasil deve encolher em quase 50 milhões de pessoas, a China cairá de primeiro para terceiro país mais populoso do mundo, Japão, Itália e Portugal devem ter suas populações reduzidas a menos da metade e a lista dos 10 países com mais habitantes no planeta incluirá 5 africanos - hoje, só a Nigéria faz parte dessa lista. Este novo mundo com populações mais enxutas e idosas, onde migrações e trocas multilaterais preencherão vácuos na força de trabalho e abrirão espaço para novas potências é descrito por um novo estudo feito por pesquisadores da escola de medicina da Universidade de Washington e publicado nesta terça-feira (14) pela revista científica britânica The Lancet. A partir de novas fórmulas para estimar taxas de natalidade, mortalidade e fluxos de circulação de pessoas, os autores desafiam previsões consagradas ao apontarem que a população mundial não deve crescer indefinidamente. Para os pesquisadores, depois de alcançar um pico de 9,7 bilhões de pessoas, a população global começará a encolher a partir de 2064 até chegar a 8,8 bilhões em 2100 - quase 2 bilhões de pessoas a menos que o previsto em estimativas da ONU, por exemplo. Resultado de um aumento no acesso à educação e no acesso a métodos contraceptivos em todo o mundo, a queda no número de filhos por família se repetiria em 183 dos 195 países e territórios estudados, incluindo o Brasil. Segundo os autores, a população brasileira saltaria de 211,8 milhões (dado de 2017) para um pico de 235,49 milhões em 2043, quando entraria em queda acentuada, até chegar a 164,75 milhões de brasileiros em 2100. As mortes decorrentes do novo coronavírus, ressaltam os pesquisadores, "dificilmente vão alterar significativamente as tendências de longo prazo previstas para a população global". Ainda assim, apontam os pesquisadores, quando o tamanho da população e a distribuição destas pessoas por faixa etária mudam, a maneira como as pessoas vivem, o meio ambiente, as políticas públicas e a economia também se transformam. O Brasil do fim do século 21 Os autores da pesquisa, que teve entre seus financiadores a Fundação Bill e Melinda Gates, apontam que a queda já percebida na quantidade de filhos por família no Brasil deve se intensificar nas próximas décadas. Ao mesmo tempo em que a taxas de natalidade diminuirão, eles apontam que a estimativa de vida dos brasileiros poderá saltar de em torno de 76 anos para uma média de 82 até o fim do século. O resultado direto seria uma população mais velha que a atual – o que também pode significar um encolhimento na economia brasileira, como explica à BBC News Brasil o norueguês Stein Emil Vollset, professor de saúde global da Universidade de Washington e um dos autores do estudo. "Prevemos reduções no PIB total no Brasil como resultado do encolhimento da população em idade ativa, o que por sua vez é impulsionado pelas baixas taxas de fertilidade no país", disse o professor por e-mail à reportagem. "As taxas de fertilidade no Brasil estão abaixo do nível necessário para manter os níveis atuais da população há vários anos e prevemos que as taxas de fertilidade permanecerão abaixo do nível necessário para crescimento ao longo deste século", continuou Vollset. Segundo o levantamento, o Brasil se manteria como 8ª maior economia do mundo até 2050. Mas, até 2100, o Brasil seria ultrapassado por Austrália, Nigéria, Canadá, Turquia e Indonésia, e cairia para a 13ª posição no ranking das maiores economias do mundo. Dono da sexta maior população mundial em 2017, ano usado como referência pelo estudo, o Brasil deve ocupar a 13ª colocação entre os países com mais habitantes até 2100. Um novo futuro Em nota enviada a jornalistas, o editor-chefe da revista Lancet, Richard Horton, disse que a pesquisa “oferece uma visão sobre mudanças radicais no poder geopolítico”. “O século 21 assistirá a uma revolução na história de nossa civilização humana. A África e o mundo árabe moldarão nosso futuro, enquanto a Europa e a Ásia recuarão em sua influência”, diz. Entre as principais movimentações no ranking das 10 maiores economias do mundo entre 2017 e 2100, segundo o estudo, destacam-se o avanço da Índia para o pódio dos maiores PIBs mundiais (um salto da sétima para a terceira posição) e uma ascensão meteórica da Nigéria, que saltaria da 28ª posição para a nona e se tornaria o primeiro país africano entre entre as 10 mais. “Até o final do século, o mundo será multipolar, com Índia, Nigéria, China e EUA como potências dominantes. Este será realmente um mundo novo, para o qual devemos nos preparar hoje”, diz Horton. A Rússia, por sua vez, cairia da atual 10ª posição para a 14ª. O vácuo dos russos seria ocupado pelo Canadá, que pularia da 11ª para a 10ª posição. Segundo o professor Vollset, as flutuações nos PIBs dos países resultariam, entre outros fatores, de um "declínio no número de adultos em idade ativa (...) que poderá resultar em grandes mudanças no poder econômico global até o final do século.” No mundo inteiro, segundo o estudo, a fatia da população com mais de 65 anos será bem maior que a com menos de 20 (ou 2,37 bilhões contra 1,7 bilhão). Os pesquisadores argumentam que essa queda na proporção de jovens pode significar uma redução em índices como inovação das economias. Também encolheria o mercado interno - formado por pessoas aptas a consumir bens e serviços. “Aposentados têm menos probabilidade de comprar bens de consumo duráveis do que os adultos de meia idade e jovens”, exemplificam os autores em nota à imprensa. Segundo os autores, o fenômeno expõe “enormes desafios ao crescimento econômico trazidos por uma força de trabalho em declínio”, além de sobrecargas a sistemas de previdência social e saúde frente a populações cada vez mais idosas. A explosão africana O levantamento indica que as populações de 183 países do mundo devem encolher – “a não ser que a baixa natalidade seja compensada por imigração”. Ainda assim, a população da África subsaariana, em media, deve triplicar ate o fim do século, passando de 1,03 bilhões em 2017 para 3,07 bi em 2100. Países subsaarianos, junto aos do norte da África e às nações do Oriente Médio serão os únicos, segundo o estudo, a registrarem aumento populacional até o fim do século. O ranking dos cinco países mais populosos do mundo trará Índia (1,09 bilhão), Nigéria (791 milhões), China (732 milhões), EUA (336 milhões) e Paquistão (248 milhões). Já a lista das 10 maiores populações incluirá, além da Nigéria, outros quatro países da África: República Democrática do Congo, Etiópia, Egito e Tanzânia. A situação é bem diferente da Ásia e da Europa – continentes onde acontecerão as maiores quedas em termos populacionais. No primeiro grupo, o Japão deve encolher das atuais 128 milhões de pessoas para 60 milhões em 2100, e a Tailândia deve ver sua população caindo de 71 para 35 milhões. A queda prevista para a China é ligeiramente menor, porém ainda impactante: de 1,4 bilhão em 2017 para 732 milhões em 2100. Já na Europa, a população espanhola pode encolher de 46 a 23 milhões, enquanto a Itália perderá 30 milhões de cidadãos (de 61 para 31 milhões) e os portugueses irão de 11 para 5 milhões. A jornalistas, o diretor da escola de medicina da Universidade de Washington, Christopher Murray, disse que o “estudo oferece aos governos de todos os países a oportunidade de começar a repensar suas políticas sobre migração, força de trabalho e desenvolvimento econômico para enfrentar os desafios apresentados pelas mudanças demográficas". “Para países de alta renda com populações em declínio, políticas abertas de imigração e políticas de suporte para que famílias tenham a quantidade de filhos que desejarem são as melhores soluções para sustentar os atuais níveis populacionais, de crescimento econômico e de segurança geopolítica”, diz o professor. Os autores também ressaltam que as respostas de governos ao declínio da população não podem em qualquer hipótese interferir na liberdade e nos direitos reprodutivos das mulheres. Limites Entre os possíveis problemas do estudo, os autores dizem que as previsões podem ser afetadas pela quantidade e qualidade dos dados, “embora o levantamento tenha usado os melhores dados disponíveis”. Eles também apontam a possibilidade de imprevistos que possam afetar ritmos de “fertilidade, mortalidade ou migração”.

Pregão desta terça superou os temores aguçados ontem pelo fechamento de bares e restaurantes no Estado da Califórnia. Wall Street Lucas Jackson/Reuters As bolsas de Nova York tiveram uma sessão instável nesta terça-feira (14) depois da divulgação dos primeiros resultados de lucros do segundo trimestre de grandes bancos americanos. Os índices acionários oscilaram entre perdas e ganhos durante boa parte da sessão, mas se firmaram em alta na reta final e fecharam com ganhos consistentes, ignorando os temores aguçados ontem pelo fechamento de bares e restaurantes, entre outros estabelecimentos, no Estado da Califórnia. Puxada por Vale, Bovespa volta a fechar acima dos 100 mil pontos Além disso, sinalizaram mais uma vez para a esperança por uma recuperação econômica rápida e mais estímulos do Federal Reserve (o BC dos Estados Unidos) que ainda podem estender o “bull market”. O Dow Jones fechou em alta de 2,13%, a 26.642,59 pontos, o S&P 500 subiu 1,34%, a 3.197,52 pontos, e o Nasdaq avançou 0,94%, a 10.488,58 pontos. Bancos Entre os balanços, o resultado mais positivo foi do JP Morgan, que reportou queda de 51% nos lucros, para US$ 4,7 bilhões, ou US$ 1,38 por ação no segundo trimestre. Apesar da queda impressionante, o número ainda foi considerado positivo, recuando menos do que o esperado no período, levando a ação do banco a fechar em alta de 0,56%. O Citigroup também reportou uma queda menor do que o esperado, a US$ 0,50 por ação, mas ainda assustou os investidores ao reportar provisões de US$ 52 bilhões em preparação para os possíveis prejuízos que podem ser causados pela pandemia. A ação do banco caiu 3,93% no pregão de hoje. E se os números dos outros dois grandes bancos assustaram, o Wells Fargo elevou ainda mais os receios na primeira metade da sessão ao reportar prejuízo líquido pela primeira vez em mais de uma década. Flórida é o novo epicentro da Covid-19 nos Estados Unidos De acordo com o balanço, o banco registrou prejuízo de US$ 2,38 bilhões no trimestre, depois de reservar US$ 10 bilhões em preparação para uma onda de inadimplência. A ação do banco terminou o dia em queda de 4,57%. Ainda assim, o índice do setor financeiro do S&P 500 fechou em alta de 0,51% nesta terça-feira. "Isso mostra que há uma recuperação de três velocidades na economia", disse Sebastien Galy, macro estrategista da Nordea Asset Management. "Alguns bancos estarão melhor posicionados do que outros", durante períodos de volatilidade, particularmente no caso do JPMorgan, que é um participante fundamental no mercado. "Cada banco está dizendo algo diferente sobre a economia", disse ele. Esta semana ainda vão divulgar seus resultados o Morgan Stanley, o Bank of America e o Goldman Sachs. Outros destaques No conjunto, o setor que teve o melhor desempenho dentro do S&P 500 foi o de energia, que subiu 3,51%. No fim, nenhum dos 12 setores fechou com desempenho negativo. Já as ações da Delta Air Lines caíram 2,65%, depois de a empresa reportar uma perda antes de impostos de US$ 7 bilhões. Mas a aérea disse que possuía US$ 15,7 bilhões em liquidez no fim do trimestre para ajudar a manter a companhia em atividade. Dólar fecha em queda após atingir R$ 5,45 O dado de inflação de junho nos EUA ficou acima do esperado, indicando alta de 0,6% dos preços, contra expectativa de consenso de 0,5%, de acordo com o Departamento do Trabalho. Ainda assim, a inflação continua muito abaixo da meta do Fed e dos níveis vistos antes da pandemia. A notícia é positiva para o risco, pois abre espaço para que o BC americano continue injetando liquidez na economia. Mas não foi suficiente para dar ânimo aos investidores, que já esperavam uma inflação fraca em junho.

Aeroporto em Campinas teve 3 milhões de passageiros de janeiro a junho, total que representa perda de 2,1 milhões no comparativo com 2019. Concessionária vê tendência de alta 'gradual'. Fluxo de passageiros em Viracopos diminuiu 40% em Viracopos no 1º semestre de 2020 Aeroportos Brasil Viracopos O Aeroporto de Viracopos (SP) encerrou o primeiro semestre com 40,6% menos passageiros do que o registrado no mesmo período de 2019, segundo dados divulgados na tarde desta terça-feira (14) pela concessionária administradora. Em meio aos reflexos econômicos provocados pela pandemia do novo coronavírus, o terminal teve aumento do fluxo de viajantes pelo segundo mês seguido, em junho, e aposta em uma "retomada gradual e lenta" nos próximos meses. Veja abaixo gráfico com detalhes. O levantamento da Aeroportos Brasil Viracopos mostra que 3,06 milhões passaram pelo aeroporto ao longo dos seis meses - perda de 2,09 milhões no comparativo com janeiro a junho do ano passado. Movimento em junho Do total de passageiros contabilizados durante o semestre, 305,4 mil foram recebidos em junho, número que significa diminuição de 65,5% na quantidade de pessoas que embarcaram ou desembarcaram por Campinas (SP) em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Além disso, este é o terceiro menor fluxo de viajantes para um prazo de 30 dias desde que o aeroporto é administrado pela iniciativa privada. O pior ocorreu em abril, de acordo com a concessionária. Antes da pandemia, o terminal registrou uma série marcada por altas consecutivas entre julho de 2018 até fevereiro de 2020, comparando-se cada mês com o mesmo período do ano anterior. Também em junho, o governo federal confirmou aprovação das condições do projeto para relicitação. O processo promete solucionar a crise financeira do terminal que soma R$ 2,88 bilhões em dívidas. Campinas bate recorde de mortes, com 26 registros em 24h; casos sobem para 12.247 Governo aprova condições de projeto para relicitação do Aeroporto de Viracopos Anac reajusta tarifas do Aeroporto Internacional de Viracopos Voos em junho Passageiros domésticos 2019 - 795.598 2020 - 294.793 Passageiros internacionais 2019 - 89.403 2020 - 10.674 Total de viajantes 2019 - 885.001 2020 - 305.467 Voos no 1º semestre Passageiros domésticos 2019 - 4.714.887 2020 - 2.796.676 Passageiros internacionais 2019 - 438.740 2020 - 264.899 Total de viajantes 2019 - 5.153.627 2020 - 3.061.575 "A previsão é que o mês de julho apresente nova alta, porém ainda gradual e lenta se comparado ao mês de julho de 2019 quando o aeroporto registrou recorde histórico com 995 mil pessoas embarcando ou desembarcando pelo terminal", diz nota da assessoria da concessionária ao estimar média de 130 pousos e decolagens ao longo deste mês. A Aeroportos Brasil destacou que a média diária de 330 pousos e decolagens foi reduzida para 34 em março, e ela subiu para 56 em abril. Em maio foi para 72, enquanto que aumentou para 84 em junho. Coronavírus: diferenças entre máscara cirúrgica, de pano, N95 e face shield Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
Os preços dos contratos para setembro do Brent fecharam em alta de 0,42%, a US$ 42,90 o barril, e os do WTI para agosto valorizaram 0,47%, a US$ 40,29 o barril Em uma sessão instável, o petróleo reverteu as perdas e fechou em alta moderada nesta terça-feira (14). A commodity começou o dia pressionada pela notícia do fechamento de bares, cinemas, restaurantes, academias de ginástica, cabeleireiros e igrejas na Califórnia. Porém o que os investidores estão realmente esperando é a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), nesta semana, para decidir se os cortes de produção serão ou não estendidos. Os preços dos contratos para setembro do Brent, a referência global, fecharam em alta de 0,42%, a US$ 42,90 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os contratos para agosto do WTI, a referência americana, valorizaram 0,47%, a US$ 40,29 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Califórnia, nos EUA, reavalia a reabertura das atividades após casos de Covid-19 aumentar “O grande evento de risco para os preços do petróleo é a recomendação da Opep+, que deve vir amanhã, para reduzir o corte na produção de 9,7 milhões de barris para, possivelmente, 7,7 milhões de barris por dia. O petróleo bruto WTI não será capaz de permanecer perto do nível de US$ 40 se a disseminação do novo coronavírus continuar prejudicando os esforços de reabertura que serão acompanhados de uma demanda muito menor por petróleo bruto”, afirmou analista da Oanda em Nova York, Edward Moya. A Arábia Saudita pressionou durante meses os membros da Opep para diminuir a produção e reequilibrar um pouco a oferta com a demanda, mas, agora, tanto os sauditas quanto a maioria dos demais participantes do cartel sinalizam que são favoráveis ao alívio nos cortes. A reunião ocorrerá nesta quarta (15) via conferência on-line. Enquanto isso, os investidores digerem a atualização das projeções da Opep divulgada mais cedo e aguardam os dados sobre estoques dos Estados Unidos na semana passada. Ainda hoje, o Instituto Americano do Petróleo (API, na sigla em inglês) divulga seus dados extraoficiais. As informações oficiais serão divulgadas amanhã pelo Departamento de Energia (DoE, da sigla em inglês) do país.

Segundo o Down Detector, que aglomera relatos de consumidores, pico de reclamações foi por volta das 17h, com mais de 30 mil relatos; número caiu cerca de meia hora depois. Empresa diz que está 'ciente' da falha e que trabalha para restaurar o serviço. Ícone do Whatsapp, um dos aplicativos de conversa mais populares do mundo, é visto na tela de um smartphone Fábio Tito/G1 Usuários do WhatsApp relataram problemas no funcionamento da plataforma na tarde desta terça-feira (14). No Twitter, o termo WhatsApp apareceu como o assunto mais comentado por volta das 17h, com mais de 400 mil menções. Inicialmente, as reclamações dos internautas eram direcionadas ao serviço de desktop, WhatsApp Web. Porém, também houve instabilidade na versão para smartphones. O site Down Detector, que aglomera relatos de consumidores sobre o status de serviços online, apresentou uma alta no nível de reclamações a partir das 16h30, registrando mais de 30 mil manifestações às 17h14. Às 17h30, cerca de uma hora após o início das reclamações, houve queda no número de usuários que relataram problemas com a plataforma. Fora do Brasil também houve relatos de instabilidade no WhatsApp. O site Outage Reports regitrou mais de 1.500 reclamações, vindas da Europa e da costa Oeste dos Estados Unidos. Procurado pelo G1, o WhatsApp disse, em nota, que está ciente "de que algumas pessoas estão tendo problemas para enviar mensagens", e que a empresa está "trabalhando para restaurar o WhatsApp para todos o mais rápido possível". Site DownDetector mostra aumento nas reclamações do WhatsApp Reprodução
Agência diz que planos de saúde continuam obrigados a fornecer o exame até que sua Diretoria Colegiada decida, nos próximos dias, que medidas devem ser tomadas. Justiça derruba liminar que obrigava planos a pagar por teste de anticorpos contra Covid A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) conseguiu derrubar na Justiça decisão liminar que obrigava os planos de saúde a oferecer testes sorológicos para o novo coronavírus. Trata-se do teste que detecta a presença dos anticorpos IgA, IgG ou IgM no sangue do paciente, produzidos pelo organismo após exposição ao vírus. IgG e IgM positivo para Covid: entenda as siglas e diferença para o teste PCR A decisão é assinada pelo desembargador Leonardo Augusto Nunes Coutinho, de Pernambuco, que acata argumento da ANS de que não é possível "fazer uso de testes, de forma paulatina e segura, como auxílio no mapeamento de pessoas infectadas". "Considera-se presente, também, o risco de dano grave ou de difícil reparação, consubstanciado nos prejuízos advindos da incorporação – por decisão liminar – de nova tecnologia como mínima obrigatória em setor regulado, sem que haja qualquer garantia de efetividade/segurança de tais tecnologias (testes), permitindo-se a aplicação deles em larga escala, com risco à população beneficiária de planos de saúde e, em última análise, ao próprio funcionamento do setor (saúde suplementar – empresas de plano de saúde)", diz a decisão. Em nota à reportagem do G1, a ANS diz que, apesar da decisão judicial desta terça, os planos de saúde continuam obrigados a fornecer o exame sorológico. "O tema será levado para discussão da Diretoria Colegiada da ANS, que avaliará a medida a ser tomada. Enquanto isso, segue válida a Resolução Normativa nº 458, que desde o dia 29/06 obrigou os planos de saúde a oferecerem os exames sorológicos", diz a agência. A ANS afirma ainda que avaliação técnica sobre a inclusão dos testes sorológicos no rol de coberturas obrigatórias estava em curso antes mesmo da obrigatoriedade definida no mês passado e está prevista para terminar nos próximos dias. A ANS havia incluído o teste sorológico na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde no fim de junho, atendendo a uma decisão judicial dada em Ação Civil Pública movida pela Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps), de Pernambuco. A entidade vai recorrer. "A atitude da ANS em ingressar com um Agravo de Instrumento para derrubar a liminar é uma afronta, uma falta de respeito aos consumidores que pagam pelos seus planos e seguros de saúde", diz Renê Patriota, coordenadora executiva da Aduseps. "A ANS não considera o exame importante, pois as operadoras que devem pagar pelo procedimento da sorologia. Enquanto isso, a Anvisa autoriza farmácias e drogaria a vender testes sorológicos." A liminar permitia que o exame sorológico fosse realizado sem custo extra, contanto que houvesse requisição feita por um médico. Para encaminhamento, o paciente teria que ter apresentado sintomas de quadro gripal ou síndrome respiratória. A decisão também é temporária e será encaminhada para o colegiado da Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), que analisa o recurso. Planos de saúde são obrigados a cobrir despesas com teste para detectar a Covid-19 Testes sorológicos Desde de março, os planos de saúde são obrigados a cobrir o exame RT-PCR, que identifica a presença do material genético do vírus, com coleta de amostras da garganta e do nariz. Mas o teste não consegue detectar infecções em estágio inicial ou depois da cura da doença. Outros seis tipos de exame que ajudam no acompanhamento dos pacientes estão previstos legalmente, mas reportagem do G1 relata dificuldade de pacientes a terem acesso aos exames. O teste sorológico é indicado para pessoas que tiveram sintomas da doença há mais de dez dias, pois a produção de anticorpos no organismo leva alguns dias para ser detectada pelo exame. Brasileira que coordena testes com vacina para Covid-19 na Inglaterra explica dilema da prova de eficácia "Serve para inquérito sorológico, ou seja, para monitorar a população e identificar a porcentagem de pessoas que já foi exposta ao vírus, e para testes individuais", explicou em entrevista recente ao G1 o virologista José Eduardo Levi, pesquisador do Instituto de Medicina Tropical da USP e Gestor de Pesquisa e Desenvolvimento da Dasa Ainda que se siga o protocolo, o teste é criticado por parte dos especialistas, pois coletas realizadas antes do período recomendado – ou muito depois – podem causar diagnósticos de falso negativo. Até a decisão de hoje, a cobertura era obrigatória nos planos da categoria ambulatorial, hospitalar e referência. Quando houve a liberação, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) disse que a resolução seria cumprida pelas operadoras associadas, conforme as diretrizes estabelecidas pelo órgão regulador, mas que considerava a incorporação "inadequada", pois os testes sorológicos não têm a "acurácia do RT-PCR, exame já coberto pelos planos de saúde". Planos de saúde dificultam acesso a testes da Covid-19 na região de Ribeirão Preto, dizem pacientes
Governo passou a permitir que empresas que demitiram funcionário sem justa causa possam recontratá-lo menos de 90 dias depois. O governo publicou nesta terça-feira (14) uma portaria que permite que as empresas que demitiram um funcionário sem justa causa possam recontratá-lo menos de 90 dias depois. A prática não era permitida. A medida tem o objetivo de facilitar a readmissão de trabalhadores num momento de piora do mercado de trabalho. Portaria permite que empresas demitam e depois contratem o mesmo funcionário em 90 dias Veja perguntas e respostas sobre a portaria elaboradas com a colaboração de Cássia Pizzotti e Celso Báez, advogados do escritório Demarest. O que determina a portaria? A portaria determina que a empresa não precisa mais esperar o prazo de 90 dias para readmitir ou recontratar o trabalhador que foi demitido sem justa causa. O que valia antes desta nova portaria? A regra em vigor era de 1992 e previa que uma empresa poderia cometer fraude ao sistema do FGTS se contratasse um trabalhador demitido sem justa causa antes do prazo de 90 dias. Até quando vigora a nova portaria? A portaria vigora até 31 de dezembro, data que marca o fim da calamidade pública no país. No caso de uma recontratação, o salário deve ser o mesmo de antes da demissão? O Ministério da Economia informou que o valor do salário tem que ser o mesmo do contrato anterior. Mas pode haver uma negociação para o salário numa eventual recontratação? Sim. O Ministério da Economia informou que a legislação em vigor permite negociação coletiva para redução de salário. Se houver uma aprovação na negociação coletiva para reduzir o salário, a empresa pode recontratar com uma remuneração mais baixa. Por que o governo decidiu flexibilizar essa norma de contratação? A portaria quer facilitar a readmissão de trabalhadores num momento de piora no mercado de trabalho.
Discussão conjunta seria ideal, diz presidente da Câmara, mas assunto é 'urgente'. Congresso criou comissão mista em fevereiro, mas pandemia interrompeu agenda de reuniões. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (14) que os deputados vão retomar, ainda nesta semana, o debate sobre a reforma tributária. A comissão sobre o tema voltará a se reunir, mesmo sem a participação dos senadores. Em fevereiro, Câmara e Senado instalaram uma comissão mista para unificar os projetos que tramitam nas duas casas legislativas. No entanto, em razão da pandemia do novo coronavírus, os trabalhos não avançaram. Considerada pauta prioritária na área econômica, Maia tem defendido que a discussão avance neste semestre, inclusive, para ajudar na recuperação da crise atual. O presidente da Câmara argumentou que o ideal seria fazer as discussões junto com os senadores, mas que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sinalizou que não teria condições de discutir esse tema no atual momento. “O presidente do Congresso disse que tinha dificuldade de retomar as comissões mistas. Como nós não conseguimos avançar lá [na comissão mista], a partir de amanhã, nós vamos retomar na Câmara dos Deputados”, afirmou Maia em entrevista à imprensa. BLOG DO VALDO CRUZ: Reforma tributária ainda não reúne consenso para voltar a tramitar e ser aprovada Em fevereiro, antes da pandemia, Câmara e Senado criaram comissão mista para debater reforma tributária O presidente da Câmara disse que, se for possível retomar o debate com o Senado, será "muito melhor", mas ressaltou a urgência de uma simplificação das regras tributárias do país. "Eu acredito que um novo IVA [Imposto sobre Valor Agregado] nacional, a simplificação, a unificação dos impostos sobre consumo é muito importante e urgente e vai ser base importante da recuperação da confiança do nosso país, da confiança e recuperação do ambiente de negócios para o setor privado. Então, nós vamos retomar esse debate", disse. Maia disse ter avisado sobre a retomada do assunto, inclusive, ao atual relator da proposta de emenda à Constituição (PEC), deputado Baleia Rossi (MDB-SP). “Nós vamos retomar essa semana esse debate. A princípio, amanhã pela manhã”, disse. “Acho que esse debate é urgente e amanhã, eu já avisei o relator, já avisei o autor da PEC, o deputado Baleia, que nós vamos retomar o debate. (...) Se puder agregar os senadores, melhor, um debate das duas casas certamente é um debate mais produtivo do que apenas de uma das casas”, afirmou. Bolsonaro veta prorrogação da desoneração da folha de empresas ao sancionar MP Desoneração O presidente da Câmara afirmou que o governo tem condições de acomodar no orçamento a prorrogação por mais um ano da desoneração sobre a folha de pagamento de empresas. Ao sancionar a MP que permite a redução de jornada e salário, o presidente Jair Bolsonaro vetou um dos pontos — o que previa a prorrogação da desoneração da folha das empresa de 17 setores da economia. A desoneração permite que empresas optem por contribuir para a Previdência Social com um percentual que varia de 1% a 4,5% sobre a receita bruta em vez de recolher 20% sobre a folha de pagamento. Segundo Maia, a prorrogação desse benefício por mais de um ano teria um custo elevado, mas seria possível até o final de 2021. “Nós precisamos manter os empregos. Sabemos que a desoneração por mais de um ano seria um período muito longo, um custo grande. Mas a prorrogação por um ano acho que é perfeitamente possível que o governo tenha condições de colocar no orçamento", afirmou. Maia afirmou ainda que, se o Congresso derrubar o veto presidencial, deputados e senadores terão que encontrar fontes de receita para fechar orçamento de 2021. Fundeb Na mesma entrevista coletiva, antes da sessão da Câmara desta terça, Rodrigo Maia confirmou que o projeto de redefinição do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) será votado na próxima semana. O Fundeb foi criado em 2007 em uma lei que já previa a extinção do fundo em 2020. Se um novo texto não for aprovado, o fundo deixa de existir em dezembro. O Fundeb é a principal fonte de financiamento da educação pública em todo o país, do ensino infantil ao médio. A Câmara analisa uma nova proposta de emenda à Constituição (PEC), para torná-lo permanente a partir de 2021. O dinheiro do fundo reforça a verba de estados e municípios para o ensino básico. "O texto tem muitos avanços. Sempre teremos críticas, mas acho que o texto vai na direção correta", afirmou Maia. No formato atual, a União complementa o fundo com 10% sobre o valor aportado por estados e municípios. O texto da relatora, deputada Professora Dorinha Seabra (DEM-TO), já foi revisado após a pandemia e, atualmente, prevê um aumento escalonado que começaria em 12,5% em 2021 e chegaria a 20% em 2026.
Em termos nominais, subsídios foram 9,8% maiores que em 2018, quando totalizaram R$ 317 bilhões, informa Ministério da Economia. Os subsídios concedidos pelo governo federal custaram R$ 348,3 bilhões aos cofres públicos em 2019, informou nesta terça-feira (14) o Ministério da Economia. O valor corresponde a 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. É a primeira vez, desde 2015, em que há um aumento nos subsídios federais. Naquele ano, os subsídios representaram 6,7% do PIB. Depois, o percentual caiu para 6,1% e 2016, 5,5% em 2017 e 4,6% em 2018. Veja os valores no gráfico: Em termos nominais, os subsídios federais de 2019 foram 9,8% maiores do que o registrado em 2018. Em 2018, os subsídios somaram R$ 317,3 bilhões, 4,6% do PIB. Segundo o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, esse aumento foi motivado por um ajuste contábil no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O ajuste foi determinado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e elevou o patrimônio do FAT em R$ 27,3 bilhões em 2018. Com isso, o subsídio necessário em 2018 foi reduzido e, na comparação, houve um aumento subsequente em 2019 com a volta ao patamar original. Do valor total dos subsídios, R$ 308,4 bilhões correspondem a benefícios tributários – um aumento de R$ 12,8 bilhões em relação ao ano anterior. Com relação ao percentual do PIB, esse tipo de subsídio caiu de 4,3% em 2018 para 4,2%. Esse tipo de incentivo é concedido quando o governo abre exceções em relação às regras de pagamento de impostos e contribuições. Na prática, o governo abre mão de uma receita. De acordo com o Ministério da Economia, os subsídios tributários que apresentaram aumentos mais expressivos em 2019 foram os relativos à agricultura e à agroindústria, ao Simples Nacional, ao setor automotivo e à Zona Franca de Manaus e áreas de livre comércio. Outros R$ 40 bilhões correspondem a benefícios financeiros e creditícios. Esses subsídios são concedidos na forma de subvenções econômicas, como em programas de redução de juros para empresas ou de garantia de preço mínimo. Esses subsídios representam uma despesa para a União. O gasto com esse tipo de subsídio aumentou de R$ 18,309 bilhões de 2018 para 2019, uma alta de 84%. Segundo o Ministério da Economia, “esse aumento é largamente explicado pelo crescimento do subsídio creditício do FAT". Os programas de subsídios do governo e seus efeitos Redução dos subsídios Segundo o secretário Waldery, o compromisso do governo é de continuar com a tendência de redução de subsídios, tanto tributários quanto creditícios e financeiros. “Quase 90% dos subsídios são de benefício tributário, hoje em 4,2% do PIB. A diretriz do governo é de redução e esse tratamento será colocado dentro da reforma tributária. É um compromisso do governo e ele será mantido”, afirmou.
Antes da pandemia do coronavírus, fabricante estava buscando autorização para que aviões do modelo pudessem voltar a voar. Clientes da Boeing cancelaram encomendas de 355 unidades do jato 737 MAX no primeiro semestre, informou a fabricante norte-americana nesta terça-feira (14). A Boeing, que antes da chegada do novo coronavírus estava tentando obter aprovação para que o avião voltasse a voar, afirmou que companhias aéreas e de leasing de aeronaves cancelaram outras 60 encomendas do jato no mês passado. As entregas do primeiro semestre encolheram 71%, para apenas 70 aviões, diante do colapso da indústria de aviação gerado pelas medidas de quarentena contra a Covid-19. As entregas são importantes para os fabricantes porque marcam quando as empresas são pagas pelo envio das aeronaves aos clientes. A Boeing afirmou que entregou 10 aviões em junho, ante quatro em maio, e seis em abril. As entregas de junho incluíram um 747, um 777, uma aeronave de reabastecimento KG-46, dois cargueiros 767, duas aeronaves de patrulha marítima P-8 e três 787s. Após ajustes que consideram aeronaves encomendadas em anos anteriores mas que provavelmente não serão entregues agora, a carteira de pedidos da Boeing perdeu 784 encomendas líquidas este ano, ante perda de 602 até o final de maio. Autoridades devem começar testes para certificação do 737 Max, da Boeing Os aviões 737 MAX estiveram envolvidos em dois acidentes, que mataram 346 pessoas na Etiópia e na Indonésia, e não voam desde então. A decisão de manter as aeronaves no chão provocou ações judiciais, investigações do Congresso e do Departamento de Justiça e cortou uma fonte importante de renda da Boeing. Em janeiro deste ano, a Boeing suspendeu a produção do modelo.
Programa de apoio a micro e pequenas empresas recebeu limite adicional na segunda. Contratos assinados e em análise já somam os R$ 5,9 bilhões garantidos pelo governo. A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (14) que atingiu o limite de R$ 5,9 bilhões autorizados pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO) para empréstimos pelo Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Segundo a Caixa, até esta terça-feira foram disponibilizados R$ 4,4 bilhões via Pronampe. Os R$ 5,9 bilhões, no entanto, já foram atingidos quando se leva em consideração as propostas em fase final de análise. De acordo com a instituição, são 8.234 pré-contratos assinados, que totalizam R$ 1,2 bilhão à espera de liberação. Há, ainda, processos com documentação em análise. Programas de expansão de crédito ainda não foram o 'suficiente', diz Guedes Em nota, a Caixa informou que vai continuar oferecendo empréstimos para micro e pequenas empresas através de outras linhas de crédito. Flávia Oliveira: ‘Micro e pequenas empresas têm dificuldade de acesso ao crédito’ Com o Pronampe, o governo dá garantia para os empréstimos tomados por micro e pequenas empresas. Todas as instituições financeiras públicas e privadas estavam aptas a operarem a linha de crédito. O programa tem R$ 15,9 bilhões disponíveis para garantir as operações financeiras. O Pronampe é destinado a: Microempresas com faturamento de até R$ 360 mil por ano; e Pequenas empresas com faturamento anual de de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões. Na segunda, a Caixa tinha anunciado a expansão do volume total de crédito disponível e com garantia do FGO. O limite inicial, de R$ 3,18 bilhões, foi ampliado duas vezes pelo Ministério da Economia: para R$ 4,24 bilhões em 9 de junho e, quatro dias depois, para os R$ 5,9 bilhões atuais. A expansão foi batida em menos de um dia. Além da Caixa, o Banco do Brasil (BB) também atingiu a cota inicialmente reservada na última quarta-feira (8). O Itaú Unibanco informou nesta segunda-feira que também chegou ao limite de créditos vinculados ao Pronampe. Segundo o banco, foram atendidas pela linha de crédito mais de 37 mil micro e pequenas empresas clientes do banco, em um total de R$ 3,7 bilhões em empréstimos.

Bebidas estarão disponíveis nas lojas a partir de agosto. Ano passado, a empresa lançou edição especial do Galak. Sensação e Alpino em pó: lançamentos da Nestlé para o inverno Divulgação/Nestlé A Nestlé anunciou nesta terça-feira (14) o lançamento de edições limitadas de chocolates em pó Alpino e Sensação. A novidade deve chegar às lojas no fim de agosto, como especial de inverno. O Alpino tem base de chocolate e segue o sabor característico do bombom da marca. O Sensação será uma bebida de sabor misto de chocolate e morango. O preço sugerido para ambos é de R$ 6,99. Em maio do ano passado, a Nestlé havia anunciado edição limitada do chocolate branco Galak. O produto ainda pode ser encontrado para venda. Ainda na família de produtos há o Chocolate Nestlé básico. Puxada por combustíveis e alimentos, inflação em junho fica em 0,26% Bom momento Com a pandemia do novo coronavírus, a Nestlé teve o melhor crescimento trimestral de vendas globais em quase cinco anos, conforme os consumidores estocaram produtos para se preparar para o coronavírus. As vendas na América do Norte e na Europa foram particularmente fortes em março, ajudando a impulsionar um aumento geral de 4,3% nos três primeiros meses do ano, marcando o crescimento trimestral mais rápido em quase cinco anos e acima das expectativas dos analistas de um aumento de 3%. Gasolina e alimentos impulsionam inflação do consumidor dos EUA em junho "A maioria dos mercados, principalmente na América do Norte e Europa, viu um crescimento significativamente maior em março, parcialmente suportado por consumidores estocando produtos", afirmou a Nestlé em comunicado. Será preciso ficar de olho nos números, pois, na última divulgação, a empresa detectou que vendas na Ásia caíram 4,6%, uma vez que clientes na China ficaram longe de restaurantes e lojas durante grande parte do trimestre, embora as vendas online tenham aumentado.
Combustível adulterado pode ter causado danos e corrosões em tanques de combustível e em peças de pequenas aeronaves, além de vazamentos. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta terça-feira (14) que já recebeu 73 relatos de possíveis problemas com a adulteração da gasolina de aviação. Na semana passada, a GloboNews revelou relatos de pilotos de que um possível combustível adulterado pode ter causado danos e corrosões em tanques de combustível e em peças de pequenas aeronaves, além de vazamentos. Por causa do possível combustível adulterado, muitos pilotos estão se negando a levantar voo. Anac investiga suspeita de adulteração de gasolina de aviação O mapeamento tem sido realizado pela Anac em parceria com a Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves (Aopa) e com outras instituições do setor. Após as suspeitas de adulteração do combustível, a Petrobras decidiu suspender a oferta de gasolina de aviação importada. Anac e ANP investigam suspeita de adulteração de gasolina de aviação Após suspeitas de adulteração, Petrobras suspende oferta de gasolina de aviação importada A ANAC também informou que aguarda os resultados da investigação da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para identificar as causas e a extensão da possível contaminação de alguns lotes de gasolina de aviação. A Anac esclarece que o combustível de aviação investigado só é utilizado na aviação de menor porte (mono ou bimotor) e não afeta as aeronaves que atendem voos regulares de passageiros. Cerca de 12 mil aviões usam o combustível suspeito. Toda gasolina de aviação distribuída no país é importada. A produção era nacional e feita pela Petrobras, mas foi interrompida em 2018 por causa de obras na planta da empresa em Cubatão, no litoral paulista. As obras, no entanto, estão atrasadas por causa da pandemia do coronavírus.

Segundo levantamento semanal da agência, o valor médio do litro da gasolina ao consumidor avançou 0,81%, a R$ 4,097. Bomba de gasolina em posto da zona sul de São Paulo Marcelo Brandt/G1 Os preços da gasolina e do diesel voltaram a subir nos postos na semana passada, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo levantamento semanal da agência, o valor médio do litro da gasolina ao consumidor subiu 0,81%, a R$ 4,097. O preço do litro do diesel avançou 1,27%, para R$ 3,147. Foi o sétimo avanço seguido do preço da gasolina e do diesel nos postos. Já o litro do etanol permaneceu estável, a R$ 2,737, na semana passada. Preço nas refinarias Na semana passada, a Petrobras anunciou reajuste médio de 5% para a gasolina vendida em suas refinarias, enquanto manteve a cotação do diesel. O movimento foi o oitavo aumento seguido para a gasolina, em tendência vista desde o início de maio. Com o reajuste, o preço médio da gasolina nas refinarias da Petrobras está em R$ 1,6577 por litro, maior valor desde 29 de fevereiro, conforme acompanhamento feito pela Reuters.

"Uboi" pretende conectar pecuaristas e motoristas para levar animais a frigoríficos, leilões e exposições pelo Brasil. Caminhão da Uboi, aplicativo para transporte de gado JBS/Divulgação Pecuaristas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e do Vale do Araguaia, em Mato Grosso, poderão contar com um "Uber" para o transporte do gado: o "Uboi". A tecnologia não é uma novidade para o agro. Há empresas que oferecem transporte de cargas, como grãos e insumos. O que o app tem de diferente é ser focado em pecuária, que exige cuidados maiores para o transporte dos animais. Desenvolvido pela gigante JBS, o app permitirá o acesso dos pecuaristas à frota da transportadora da companhia, que conta com quase 3 mil veículos, entre veículos próprios e parceiros, que rodam por todo o Brasil. O app serve até em caso de o pecuarista vender gado para outro frigorífico que não seja da empresa, como para as concorrentes Marfrig e Minerva. Também é possível levar os animais para leilões, feiras e exposições. A ferramenta disponibilizará dados como nome do motorista e a placa do caminhão. O aplicativo ainda permitirá o acompanhamento de todas as etapas do processo (carregamento, transporte e descarregamento dos animais), a consulta do histórico de transportes realizados e a avaliação sobre qualidade dos serviços oferecidos. “Os pecuaristas terão a garantia de que o gado será transportado seguindo premissas internacionais de Bem-Estar Animal. O compromisso da companhia com o tema reforça a importância do manejo correto de bovinos, contribuindo com a redução de acidentes e minimizando fatores de estresse para animais”, diz a empresa, em nota. Nos próximos meses o serviço também será disponibilizado para outras regiões do Brasil que contam com operações da JBS. A empresa afirma que investiu R$ 1 milhão nessa primeira etapa que envolve a criação e desenvolvimento do app. A ferramenta está disponível para iPhone e Android.

Edital oferece 5 vagas de nível médio e superior, com prazo de inscrição até 10 de agosto. Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba abre edital com 5 vagas Instituto Quadrix/Divulgação Um concurso público para atuação no Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba (CRESS/PB) está com inscrições abertas para 5 vagas em cargos de nível médio e nível superior. As inscrições vão até 10 de agosto e podem ser feitas exclusivamente via internet, no portal do Instituto Quadrix. As vagas oferecem benefícios de vale alimentação no valor de R$ 352 e auxílio transporte. Ainda segundo o edital, 10 de agosto é o último dia para pagamento da taxa de inscrição. São duas vagas para assistente administrativo, duas para agente fiscal e uma para assessor de comunicação. Destas, 5% são destinadas a pessoas com deficiência. Na hipótese dessa porcentagem resultar em número fracionado, deverá ser elevada até o primeiro número inteiro subsequente, desde que não ultrapasse 20% das vagas oferecidas. Concurso do Conselho Regional de Serviço Social Vagas: 5 Níveis: médio e superior Salários: R$ 1.812,47 a 4.386,24 Prazo de inscrição: até 10 de agosto Local de inscrição: site da organizadora, Instituto Quadrix Taxas de inscrição: R$ 39 para nível médio e R$ 44 para nível superior Provas: 4 de outubro Edital do concurso do Conselho Regional de Serviço Social
Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) afirmou que órgão identificou 299 mil servidores públicos que estavam recebendo o benefício. O ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, afirmou nesta terça-feira (14) que o governo federal conseguiu recuperar R$ 78 milhões do auxílio emergencial pagos a quem não tinha direito ao benefício. Rosário participou de uma audiência na comissão mista do Congresso Nacional que acompanha os gastos e ações de combate à pandemia do novo coronavírus. “Nós já recuperamos até o momento R$ 78 milhões de 82 mil beneficiários. É pouco perto do valor que se foi, mas temos várias pessoas realizando a devolução desse valor”, afirmou Rosário. O auxílio emergencial foi criado no início de abril para ajudar trabalhadores informais diante da crise na economia provocada pela pandemia. Em linhas gerais, pessoas que cumprem uma série de requisitos têm direito ao auxílio de R$ 600. Inicialmente, seriam pagas três parcelas do benefício no valor de R$ 600. Porém, o governo decidiu prorrogar a ajuda e serão feitos mais quatro pagamentos, desta vez, da seguinte forma: R$ 500 no início de julho; R$ 100 no fim de julho; R$ 300 no início de agosto; R$ 300 no fim de agosto. Segundo o ministro da CGU, muitos servidores públicos e militares tiveram os CPFs usados para fraudar o auxílio (veja no vídeo abaixo). Ele afirmou, no entanto, que quem cometeu ilícitos vai sofrer sanções, não apenas administrativas, mas penais. Auxílio emergencial: 66% dos militares que receberam indevidamente ainda não devolveram Ainda conforme o ministro, a CGU, em parceria com estados e municípios, identificou 299 mil servidores públicos recebendo o auxílio, o que representa 0,45% do total de 65,2 milhões de pessoas que já receberam o auxílio desde abril. “Iniciamos um trabalho de busca de bases de dados de folhas de pagamentos de servidor público estaduais e municipais, porque o governo federal não tem acesso a essas bases. Numa parceria com estados e municípios, cruzamos e identificamos mais de 299 mil servidores públicos de todos os entes público recebendo recursos do auxílio emergencial”, explicou Rosário. Licitações O ministro também falou que a CGU fez uma análise de riscos das contratações diretas do Ministério da Saúde, o que permitiu a revogação de R$ 2 bilhões em licitações. “Isso permitiu a revogação de quase R$ 2 bilhões em licitação através de identificação de fragilidades na licitação que poderiam trazer problemas futuros para o governo federal, explicou Rosário.
Os três maiores bancos do país anunciaram provisões de US$ 28 bilhões para lidar com inadimplência. Dois deles divulgaram grandes quedas nos lucros durante a pandemia. Três dos maiores bancos dos Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (14) provisões de US$ 28 bilhões para lidar com inadimplência, sinalizando que grande parte dos problemas econômicos gerados pelas medidas de quarentena contra o coronavírus ainda estão por vir. Empresas recorreram a trilhões de dólares em crédito governamental e de bancos e parte deste suporte está acabando e as instituições financeiras temem um salto na inadimplência. JPMorgan e Citigroup Inc divulgaram cada um grandes quedas de lucro do segundo trimestre, enquanto o Wells Fargo publicou o primeiro prejuízo trimestral desde 2008. Bancos com grandes negócios em Wall Street conseguiram minimizar as perdas com crédito com grandes ganhos de receita no mercado de capitais. A queda nos resultados deveu-se praticamente às provisões para inadimplência. Programas de assistência governamental sem precedentes criaram uma desconexão entre os mercados financeiros e a economia de tal forma que a situação da economia parece favorável, mas o cenário poderá mudar rapidamente se os programas de ajuda forem retirados. A taxa de desemprego nos EUA atingiu 11,1% em junho e o PIB caiu 5% durante o primeiro trimestre. O JPMorgan está assumindo que o desemprego no país continuará em dois dígitos até a primeira metade de 2021, e o Citigroup espera que o PIB caia em mais de 35% antes da recuperação, disseram executivos dos dois bancos. Painel: as eleições presidenciais nos Estados Unidos e seus fatores imprevisíveis A maior preocupação dos bancos está sobre cartões de crédito, que tendem a ter risco maior por não terem qualquer garantia atrelada em caso de calote. Até agora, não houve choque uma vez que o gasto caiu por conta das quarentenas e dos pacotes de estímulo. O Citigroup, um dos maiores emissores de cartões do mundo, afirmou que a inadimplência e calotes caíram no segundo trimestre. Enquanto isso, o Wells Fargo, que não tem uma grande operação de banco de investimento e teve um prejuízo de 2,4 bilhões de dólares, bem acima do esperado, espera que a situação piore. "Nossa visão sobre a longevidade e gravidade da crise econômica se deteriorou consideravelmente", disse o presidente-executivo da instituição, Charlie Scharf.
Medida vale enquanto durar o estado de calamidade, decretado em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Recontratação deve obedecer os mesmos termos do contrato anterior. O governo publicou nesta terça-feira (14), em edição extra do "Diário Oficial da União", uma portaria que permite às empresas demitirem um funcionário sem justa causa e depois o recontratarem menos de 90 dias depois. A regra vale para enquanto durar o estado de calamidade, decretado em decorrência da pandemia do coronavírus e previsto para vigorar até 31 de dezembro. Segundo a portaria, a recontratação deve obedecer os mesmos termos do contrato anterior. Mas o texto faz uma ressalva. Diz que a recontratação também poderá ocorrer em "termos diversos" ao contrato original de trabalho, desde que haja essa previsão em "instrumento decorrente de negociação coletiva". Com a portaria, fica afastada temporariamente a norma do antigo Ministério do Trabalho que estabelece que, em um processo de demissão sem justa causa, a empresa deve esperar o prazo de 90 dias para readmitir ou recontratar o trabalhador. A medida publicada nesta terça visa facilitar a readmissão de trabalhadores em um momento de alta de demissões, por conta da pandemia do novo coronavírus. “A portaria vai facilitar a recontratação de trabalhadores demitidos para possibilitar uma recuperação mais rápida no mercado de trabalho”, afirmou o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo. Salário O Ministério da Economia informou que, pela portaria o valor do salário tem que ser o mesmo do contrato anterior. Entretanto, acrescentou que a legislação em vigor permite negociação coletiva para redução de salário. Segundo o governo, a portaria publicada nesta terça-feira não impede a redução acertada em convenções das categorias de profissionais. Com isso, se houver negociação coletiva para reduzir o salário, a empresa pode recontratar com uma remuneração mais baixa. O governo informou que, por meio da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia, haverá "ostensiva fiscalização para apurar possibilidades de fraudes, que deverão ser penalizadas nos termos da lei, quando comprovadas". Desemprego Entre março e maio deste ano, números oficiais apontam que foram fechadas 1,487 milhão de vagas formais, ou seja, com carteira de trabalho. A pandemia levou governos a adotarem medidas de restrição e isolamento social para reduzir a velocidade do avanço da doença, o que provocou a suspensão do funcionamento de serviços considerados não essenciais, o fechamento de boa parte do comércio e também de fábricas. Essas medidas vêm sendo relaxadas nas últimas semanas no país, apesar de o Brasil ainda apresentar número alto de casos e de mortes provocadas pelo coronavírus. Pedidos de seguro-desemprego em junho são 28% maiores do que em junho de 2019

Influenciadores da rede social fizeram vídeos se despedindo de seguidores e pedindo que os acompanhassem em outras redes, como YouTube e Instagram. Secretário de Estado afirmou que governo dos EUA considera banir app. TikTok está sob ameaça nos Estados Unidos, depois que membros do governo sinalizaram que poderia proibir plataforma Dado Ruvic/Reuters Ty Gibson, 20 anos, de Greensboro, Carolina do Norte, não deu importância no TikTok na semana passada para as especulações de que sua rede social favorita seria banida. Na quinta-feira (9), usuários entraram em pânico após uma falha na plataforma ter apagado o número de visualizações de seus vídeos. De repente, as notícias das ameaças do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, de bloquear aplicativos chineses, como o TikTok, pareceram mais reais enquanto ele observava outros usuários inundando o aplicativo com despedidas. EUA consideram banir TikTok e outras redes sociais chinesas, diz secretário de Estado Assessor de Trump propõe 'ação forte' contra TikTok "Eu pensei que era o fim", disse Gibson em uma entrevista. "Eu nem tive tempo para pensar sobre as coisas." Gibson gravou seu próprio vídeo de despedida para seus 4,6 milhões de fãs, pedindo-lhes para segui-lo no YouTube e no Instagram. Enquanto o destino do TikTok nos Estados Unidos é incerto, as notícias desencadearam uma onda de preocupações entre a dedicada base de usuários da plataforma, que está se preparando para migrar para outros serviços. Alguns, como o astro dos e-sports Tyler Blevins, conhecido mais amplamente como Ninja, que tem 4 milhões de seguidores no TikTok, disse a seus 6 milhões de seguidores no Twitter que já havia excluído o TikTok do celular. Os usuários leais estão apenas aguardando, por enquanto. Mas eles estão preocupados — compartilhando vídeos de si mesmos chorando (e dançando) com hashtags como #TikTokBan, que tem 212 milhões de visualizações e #SaveTikTok, com 315 milhões de visualizações no aplicativo. "Se o TikTok perder a confiança dos usuários, eles perderão a relevância", disse Alexander Patino, vice-diretor do American Influencer Council, uma associação comercial de personalidades de mídias sociais que comercializam produtos online. Embora existam questões reais de segurança sobre o TikTok, os motivos do governo de Donald Trump são principalmente políticos, o que torna não apenas difícil prever o que Washington decidirá, mas quase impossível retaliar se a proibição ocorrer, disse Justin Sherman, um membro do grupo de estudos Atlantic Council, que se concentra em geopolítica e segurança cibernética. "Acho que a empresa não poderia fazer nada para acalmá-los", disse ele. O TikTok afirmou que nunca forneceu dados de usuários ao governo chinês e que não o fará se for ordenado, acrescentando que a empresa não recebeu nenhuma solicitação para isso. TikTok se distancia de Pequim após Índia banir aplicativo Anunciantes em espera O efeito de uma proibição do aplicativo nos EUA seria mínimo no mundo da publicidade, já que o negócio de anúncios do TikTok ainda é incipiente e as marcas migrariam facilmente para outras plataformas, disse um executivo de uma grande agência de publicidade. Mas o patrocínio corporativo dos influenciadores já começou a sofrer. Uma grande marca de bens de consumo suspendeu um acordo de cinco dígitos com um influenciador do TikTok por pelo menos dois meses, porque não queria ser associada a notícias negativas sobre o aplicativo, disse Joe Gagliese, presidente-executivo da agência de marketing de influenciadores Viral Nation, recusando-se a nomear a marca. James Lamprey, um chef de cozinha com 1,2 milhão de seguidores no TikTok, disse que a incerteza levou uma empresa de câmeras que o patrocinava a interromper o acordo com ele para um vídeo patrocinado no valor de 1.000 dólares, até que haja mais clareza sobre o destino do aplicativo. Lamprey disse que começou a tentar fazer com que seus fãs no TikTok o sigam no Instagram. Se o TikTok for banido, o impacto sobre seus ganhos poderá ser enorme, disse ele.
Texto foi intitulado de 'Convergência pelo Brasil'. Ex-ministros e ex-presidentes do Banco Central pediram crescimento sustentável, com responsabilidade social e ambiental. Ex-ministros e ex-presidentes do BC lançam medidas para retomar economia Em carta pública divulgada nesta terça-feira (14), ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes do Banco Central escreveram que a recuperação econômica do país deve levar em conta a preservação ambiental e a responsabilidade social. O documento é assinado, entre outros, pelos ex-ministros da Fazenda Pedro Malan, Fernando Henrique Cardoso, Henrique Meirelles, Joaquim Levy e Zélia Cardoso de Mello, além dos ex-presidentes do BC Armínio Fraga, Gustavo Loyola, Persio Arida e Ilan Goldfajn. "Superar a crise exige convergirmos em torno de uma agenda que nos possibilite retomar as atividades econômicas, endereçar os problemas sociais e, simultaneamente, construir uma economia mais resiliente ao lidar com os riscos climáticos e suas implicações para o Brasil", escreveram no texto. VEJA A ÍNTEGRA DA CARTA PÚBLICA Desde que tomou posse, Jair Bolsonaro é criticado por ter tomado medidas que afrouxaram a fiscalização ambiental. As críticas ao país ameaça inclusive o acordo comercial entre Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e União Europeia. No mês passado, um grupo de 29 grandes fundos internacionais de investimento, que gerencia cerca de R$ 20 trilhões em recursos, enviou carta carta aberta às embaixadas brasileiras de oito países (Estados Unidos, Japão, Noruega, Suécia, Dinamarca, Reino Unido, França e Holanda). Na carta, os investidores manifestam preocupação com o aumento do desmatamento no Brasil e apontam uma incerteza generalizada sobre as condições para investir e fornecer recursos financeiros ao país. Europeus já ameaçaram desinvestir no Brasil por causa dos problemas ambientais na Amazônia. Nesta segunda-feira (13), o governo exonerou a coordenadora-geral de Observação da Terra do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Lubia Vinhas após o órgão divulgar, na semana passada, que o mês de junho teve o maior número de alertas de desmatamento para o mês em toda a série histórica, iniciada em 2015. Investidores estrangeiros pedem comprometimento do Brasil com preservação do meio ambiente Pontos da carta pública Na carta pública, os ex-ministros da Fazenda e presidentes do BC brasileiro defendem que critérios de redução das emissões e do estoque de gases de efeito estufa na atmosfera, e de resiliência aos impactos da mudança do clima sejam integrados à gestão da política econômica. "Esses critérios já são, e serão cada vez mais, baseados em tecnologias compatíveis com o aumento da produtividade da nossa economia, a geração de empregos e a redução da desigualdade no Brasil. Além disso, a descarbonização significa a valorização da nossa economia no longo prazo, uma consideração cada vez mais importante para investidores internacionais", acrescentam. Indicaram ainda princípios para "descarbonizar" a economia brasileira e, simultaneamente, aumentar a sua produtividade, como a diretriz de que investimentos públicos e privados devem apoiar a transição da economia brasileira para um padrão de emissões líquidas de carbono zero, indispensável para estabilizar a temperatura média global. Também pediram que seja zerado o desmatamento na Amazônia e no Cerrado, argumentando que seu retorno é "baixo e certamente negativo quando se considera, além da biodiversidade e os serviços ambientais e climáticos, o impacto reputacional sobre o país", além de ações para o aumento da resiliência climática e pesquisas científicas que propiciem soluções e promovam modelos de negócio de baixo carbono. Problema de escala global Em coletiva de imprensa online realizada nesta manhã sobre a carta pública, Persio Arida, ex-presidente do BC, afirmou que a pandemia do novo coronavírus acentuou transformações na consciência coletiva. “A primeira delas é em relação a desigualdades. O fato dramático é que, no Brasil, pobres venham a falecer mais do que ricos. Para a sociedade brasileira, e outras sociedades também, vai nos levar a refletir mais seriamente sobre a questão da desigualdade social e de como combater a pobreza. O segundo aspecto é o meio ambiente. Se olharmos historicamente, de início era uma preocupação dos cientistas e ambientalistas. Aos poucos, foi se difundindo para a opinião pública e, depois, chegou ao mundo corporativo [...] O meio ambiente é um problema de escala global”, disse. Questionado sobre a inclusão de critérios ambientais na discussão da reforma tributária, prevista para os próximos meses, o ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou ser importante conseguir pelo menos ao menos uma neutralidade. “É um grande avanço se não tiver subsídios para setores que afetem quer seja emissões, com impacto climático, como também a biodiversidade. A gente tem grandes vantagens no país de capacidade de ter uma economia limpa. Se não fosse pelo desmatamento, nossa pegada de carbono seria muito baixa. Temos de continuar trabalhando nisso. Nesse momento, para aumentar o investimento, ter clareza nessa direção é importante. E haver confiança do investidor local e estrangeiro que esse é o tipo de economia que a gente quer”, acrescentou. Ilan Goldfajn, também ex-presidente do BC, disse não ter como haver um crescimento sustentado da economia no curto prazo sem considerar questões ambientais. "Por outro lado, tem o aspecto do investimento responsável, o famoso ‘ESG’, que é preocupação de governança, preocupação em termos de meio ambiente, estabilidade. Nós tivemos recentemente vários investidores do norte da Europa condicionando seu investimento ao dinheiro ser utilizado de forma responsável e sustentável”, disse.

Tailândia não tem casos de transmissão local de Covid-19 há cerca de sete semanas. Outros importantes eventos do setor foram cancelado por causa da crise do coronavírus. Salão do Automóvel de Bangkok acontece em meio à pandemia de coronavírus Jorge Silva/Reuters O Salão do Automóvel de Bangkok, na Tailândia, começou nesta terça-feira (14) indo na contramão do que fizeram os principais eventos do setor durante a pandemia. Paris, Detroit, Nova York, Pequim, Milão e outros tiveram as edição canceladas ou adiadas indefinidamente por causa da crise do coronavírus. Depois de ser postergado por duas vezes, o evento teve seu dia inicial reservado para apresentações de imprensa, e ficará aberto para o público de 15 a 26 de julho. "Isso significa muito mais que um evento, mas também é a reputação da Tailândia porque outros organizadores de evento estão vendo", disse Prachin Eamlumnow, chefe da organização do evento, segundo a agência Reuters. Salão do Automóvel de Bangkok nesta terça (14), na Tailândia Jorge Silva/Reuters Coronavírus na Tailândia A Tailândia não tem casos de transmissão local de Covid-19 há cerca de sete semanas e tem flexibilizado as restrições impostas para combater o surto, buscando impulsionar sua economia novamente. O país do sudeste ssiático é um importante pólo regional de produção de automóveis, com seus salões anteriores registrando mais de um milhão de visitantes. Os organizadores prometeram limitar as multidões este ano e controlar a entrada no evento, onde 25 marcas de carros - incluindo Ford e Subaru - e 22 fabricantes de motocicletas exibirão seus produtos.

Recadastramento de aposentados e pensionista está suspenso desde março por conta da pandemia do novo coronavírus. Atendimento presencial nos postos do INSS está previsto para ser retomado em 3 de agosto. Por lei, todos os aposentados e pensionistas do INSS precisam comprovar que estão vivos para continuarem recebendo benefício. JN O governo decidiu manter suspensa, até 30 de setembro, a exigência de recadastramento anual de aposentados e pensionista, a chamada "prova de vida" do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão consta na instrução normativa nº 52, do Ministério da Economia, publicada na edição do dia 6 de julho do Diário Oficial da União (DOU) e faz parte das medidas de controle da pandemia do coronavírus. O mesmo documento também informou a decisão de prorrogar, até 31 de julho, o atendimento remoto aos segurados do INSS. Com a decisão, o atendimento presencial nos postos do órgão está previsto para o dia 3 de agosto. A suspensão da prova de vida havia sido determinada em março, quando tiveram início no Brasil as medidas de isolamento social para conter a disseminação da Covid-19, pelo prazo de 120 dias. A lei prevê que, todos os anos, beneficiários do INSS precisam comprovar ao governo que estão vivos. A medida evita fraudes e pagamento indevido dos benefícios. Essa comprovação é sempre presencial e pode ser feita em uma agência do INSS, em embaixadas e consulados ou na casa de aposentados e pensionistas com dificuldade de locomoção.

Cais santista concentrou 79,2% as exportações no período. Porém, houve queda no volume em relação a safra anterior. Café conilon torrado Vinícius Gonçalves/ TV Gazeta O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, aumentou sua particpação na exportação brasileira de café na safra 2019/2020, que terminou em junho deste ano. O cais santista concentrou 79,2% do volume embarcado no país. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). A exportação total de café do Brasil (verde e industrializado) em 2019/2020 atingiu 39,9 milhões de sacas de 60 kg, queda de 3,6% em relação ao ciclo anterior, que refletiu uma safra menor colhida no ano passado. De acordo com o presidente Cecafé, Nelson Carvalhaes, a pandemia de Covid-19 não teve impacto. "Tivemos um semestre muito bom, com muita eficiência, bons resultados e dentro da quantidade de café que era possível embarcar para o mercado internacional", declarou ele, nesta segunda-feira (13). No ano safra 2019/2020, o Porto de Santos concentrou a maior parte das exportações com 79,2% do volume embarcado, cerca de 31,6 milhões de sacas de 60 kg. Na sequência está o Rio de Janeiro com 12,7% dos embarques, cerca de 5,1 milhões de sacas no período. Na safra 2018/2019 foram registradas 32,6 milhões de sacas embarcadas no Porto de Santos, um volume acima da recente safra. Porém, essa quantidade correspondeu a 78,7% dos embarques daquele período, demonstrando que o cais santista ganhou mais espaço na exportação do grão de uma safra para outra. Semestre De janeiro a junho de 2020, o Porto de Santos também seguiu na liderança como via de escoamento do café com 80,6% do volume embarcado no período, equivalente a 15,8 milhões de sacas. No mesmo período em 2019, o cais santista embarcou um pouco mais, cerca de 15,9 milhões de sacas que, na época, correspondeu a 78,1% do volume embarcado no Brasil. O porto do Rio de Janeiro segue na segunda posição do ranking com 12,2% dos embarques, cerca de 2,4 milhões de sacas, de janeiro a junho deste ano.

Surto de peste suína africana no país, que matou milhões de animais, ainda causa efeito nas compras dos chineses. Funcionários de frigorífico na China embalam cortes de porco em imagem de 2017 Dominique Patton/Reuters A China importou 4,75 milhões de toneladas de carne, incluindo miúdos, no primeiro semestre, mostraram dados da alfândega nesta terça-feira (14), com alta de 73,5% ante mesmo período do ano anterior. Compradores chineses aumentaram as importações de carne depois de um colapso na produção doméstica de carne suína causado por uma epidemia de peste suína africana que varreu o país desde 2018. Exportação de carne suína do Brasil avança 37% no 1º semestre A China importou 896 mil toneladas de carne em junho, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas, alta de 9,8% ante as 813 mil toneladas em maio. "É um número surpreendentemente alto. Os preços de porcos vivos caíram um pouco em maio, então achei que isso reduziria importações um tanto, mas isso não ocorreu", disse Darin Friedrichs, analista sênior na StoneX. Ele acrescentou que espera significativa redução nas importações em julho devido a questão logísticas relacionadas a testes adicionais para coronavírus em carnes importadas. Em comunicado em separado, a alfândega disse que as importações chinesas de carne suína cresceram 140% de janeiro a junho, para 2,12 milhões de toneladas. As importações de carne bovina avançaram 42,9%, para 997 mil toneladas. Não foram divulgados dados individuais de junho.
A empresa reduziu os voos que planejava adicionar de 1.000 para 500. A Delta Air Lines reduziu o número de voos que planejava adicionar em agosto em meio a um aumento nos casos de Covid-19 e alertou que serão necessários mais de dois anos para que a indústria veja uma recuperação sustentável do "espantoso" impacto da pandemia. "Estamos paralisados agora", disse o presidente-executivo da empresa, Ed Bastian, à Reuters, acrescentando que a demanda que se acumulou ao longo de junho para viajar para lugares como Las Vegas, Flórida ou Nova York sofreu devido ao aumento de casos e novas medidas de isolamento. A empresa reduziu os voos que planejava adicionar em agosto de 1.000 para 500. A Delta registrou um prejuízo líquido ajustado de 2,8 bilhões de dólares, ou 4,43 dólares por ação, no segundo trimestre, com a receita de passageiros despencando 94% durante uma temporada que alguns analistas consideram a pior da história da aviação. A aérea a manteve sua meta de interromper um consumo diário de caixa, que atingiu 100 milhões de dólares no início da pandemia, este ano, embora Bastian tenha alertado que isso depende da demanda. "Há muito risco, porque é difícil prever o que vai acontecer com o vírus", disse ele. A companhia reduziu seu consumo diário de caixa para cerca de US$ 27 milhões em junho e vê uma taxa semelhante em julho, com melhorias à medida que as economias se abrem e as pessoas se sentem mais confortáveis para viajar. A Delta tinha US$ 15,7 bilhões em liquidez no final de junho. A empresa ainda não decidiu se aceita um empréstimo garantido de US$ 4,6 bilhões nos termos da Lei CARES - disponível até 30 de setembro - já que contempla outras opções que envolvam garantias semelhantes, disse Bastian. A empresa já recebeu US$ 5,4 bilhões para cobrir a folha de pagamento até setembro sob o pacote de estímulo do governo dos EUA. A analista da Cowen, Helane Becker, afirmou que o destaque do trimestre foi o controle de custos melhor que o esperado, mas disse que as perspectivas de receita "continuam sendo desafiadas devido a reservas irregulares e ao prolongamento pandemia". Empresas aéreas dos EUA passam a punir passageiros sem máscaras
As empresas Cyrela e Concentrix estão com processos seletivos abertos para vagas de emprego. Veja abaixo os detalhes dos processos seletivos: Veja mais vagas de emprego no país Cyrela A incorporadora Cyrela abriu as inscrições para o Programa Jovem Aprendiz 2020 em diversas áreas da companhia, como Repasse, Pós-repasse, Repasse Vivaz, Qualidade, Planejamento, Suprimentos, Projeto e TI. O programa selecionará 15 jovens, com idade entre 16 a 22 anos, que apresentem uma situação de vulnerabilidade social, para trabalhar no escritório de São Paulo (SP). A seleção também prevê contratação de profissionais com deficiência sem limite para idade. Durante o período, os jovens terão a possibilidade de se desenvolverem no segmento de construção. Os jovens selecionados iniciarão o trabalho em modelo home office e terão uma jornada semanal de 30 horas com um dia na semana dedicado à atividades teóricas. Os profissionais receberão uma bolsa-auxílio compatível com o mercado, assistência médica, assistência odontológica, vale-transporte, vale-refeição, seguro de vida, Gympass/TotalPass, Day off de Aniversário, Frutas e Café no Escritório, Auxílio Bebê após o nascimento (6 meses), licença casamento estendida, licença paternidade estendida, Allya (aplicativo de parcerias da companhia). As inscrições vão até o dia 21 de julho. Por conta da quarentena, todo o processo seletivo será feito digitalmente e os candidatos são convocados por e-mail. Os interessados podem se inscrever através do link. Concentrix A Concentrix, multinacional de soluções de customer experience, está com 150 vagas abertas na capital paulista para contratação em julho. As oportunidades são para posições de agente de atendimento via chat e os requisitos variam de acordo com cada vaga. A empresa também pretende abrir mais 300 vagas no mês de agosto. Todo o processo de recrutamento está acontecendo de forma remota, desde a candidatura até as entrevistas, incluindo testes em tempo real, como o de digitação, por exemplo. Caso efetivado, o profissional também realiza todo o processo de envio de documentação, RH e treinamento de modo virtual. O novo colaborador deve ir ao escritório apenas para assinar o contrato e verificar as questões de ferramentas para trabalho. Os candidatos contratados contarão com assistência médica, seguro de vida, assistência odontológica, vale refeição/alimentação, vale transporte, parceria com universidades e escolas de idiomas, entre outros benefícios. Os interessados em participar da seleção devem acessar o site da Concentrix ou pesquisar pela empresa em sites de emprego. Os candidatos também podem acompanhar novas oportunidades nas redes sociais da empresa: @concentrixbr. Kira Kimura, gerente de Aquisição de Talentos da Concentrix Brasil, dá dicas para candidatos em busca de oportunidade no mercado: Continua sendo importante fazer uma leitura do cenário: que empresa é essa? O que tem de informação no mercado? A forma como a empresa se posiciona tem sinergia com o que acredito? Quanto maior for o seu conhecimento sobre a empresa, maior a probabilidade de sucesso. Se prepare com antecedência: você não tem mais o tempo de deslocamento, mas precisa de tempo para checar se sua conexão de internet está boa, se o aplicativo utilizado na entrevista abrirá no seu computador etc. Treine a entrevista: que perguntas podem ser feitas por um recrutador? Que tal você gravar as respostas com seu próprio celular? Assim terá a chance de “se ver” no processo e identificar possíveis erros em sua comunicação. Faça perguntas caso tenha dúvidas: é melhor entender tudo a respeito da nova atividade, isso ajuda a decidir se é esse o melhor lugar para o seu próximo passo de carreira.

Em entrevista concedida ao jornal 'The Washington Post', presidente dos EUA diz que autorizou ataque contra a Internet Research Agency em 2018. Donald Trump disse que autorizou ataque cibernético para interroper atividades de agência russa. Saul Loeb/AFP O presidente dos Estados Unidos Donald Trump confirmou que ordenou um ataque cibernético contra a Internet Research Agency (IRA), uma organização russa acusada de interferir nas eleições norte-americanas. O ataque teria tirado a agência russa do ar durante as eleições de meio de mandato de 2018. A confirmação do ataque foi dada em uma entrevista concedida por Trump ao colunista Marc Thiessen do jornal "The Washington Post". Na mesma entrevista, Trump acusou seu antecessor, Barack Obama, de ignorar a ameaça. O mesmo jornal informou ainda em 2018 que o Comando Cibernético dos Estados Unidos teria realizado uma operação contra a agência russa. A ação não foi confirmada pelo governo, mas o senador republicano Mike Rounds, ouvido pelo jornal, disse que "não foi uma coincidência" que as eleições de 2018 aconteceram sem intervenção russa. Não foram informados detalhes técnicos sobre a ação do governo norte-americano. Embora Trump e as fontes anônimas ouvidas pelo "The Washington Post" afirmem que a agência foi "desligada da internet", não se sabe como isso aconteceu, nem por quanto tempo a medida foi eficaz. 'Trolls' russos tentaram dissuadir eleitores negros nos EUA, diz informe Conheça a Internet Research Agency Sediada em São Petersburgo, a IRA foi identificada pela investigação especial de Robert Mueller como uma das principais responsáveis por ações que teriam o objetivo de desestabilizar ou interferir nas eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2016. A agência é conhecida como uma "fazenda de trolls", que cria sites e publicações falsas em redes sociais. A operação seria financiada por Yevgeny Prigozhin, um oligarca aliado do presidente russo Vladimir Putin, que também foi acusado pelos Estados Unidos de chefiar mercenários na Síria. Alvos de sanções e acusações de autoridades dos Estados Unidos, os russos negam qualquer ação de interferência. Embora a IRA não esteja envolvida em todas as ações de conteúdo falso que a Rússia é suspeita, ela é a entidade mais conhecida desse ramo. Empresa mapeia campanha que espalhou conteúdo falso na internet contra líderes europeus Além de atuar na internet, a IRA ainda incentiva ativistas e ajudar a organizar protestos e manifestações. Em alguns casos, ela atua, simultaneamente, em lados opostos de uma mesma polêmica com o intuito de agravar divergências e favorecer o extremismo. Praticamente toda a atuação conhecida da IRA está ligada aos Estados Unidos, mas o grupo também é acusado de atuar em pelo menos oito países da África. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para [email protected]

Compras saltaram 71% na comparação com o mesmo período do ano passado. Produtores brasileiros são os principais fornecedores. Brasil é o principal exportador mundial de soja Fábio Scremim/APPA As importações mensais de soja pela China tiveram um recorde em junho, com salto de 71% na comparação anual, mostraram dados de alfândega nesta terça-feira (14), com forte ritmo de chegadas de carregamentos do Brasil, o principal fornecedor do país. A China, maior importadora global da oleaginosa, importou 11,16 milhões de toneladas em junho, ante 6,51 milhões no mesmo período do ano anterior. Houve ainda alta de 19% na comparação com os 9,38 milhões de toneladas de maio, segundo números da Administração Geral de Alfândegas. As exportações do Brasil tiveram uma retomada após março, na sequência de uma melhoria do lima no país da América do Sul. "A principal razão é que os grãos brasileiros estavam baratos e as margens de processamento em junho estavam realmente boas, então processadores agendaram um monte de cargas", disse Xie Hullian, analista da consultoria agrícola Cofeed. "Processadores assinaram muitos contratos com consumidores finais e realizaram pré-vendas de muito farelo, para travar os lucros", acrescentou. Principal vendedor, Brasil registra maior compra de soja em 4 anos Processadores chineses de soja, que mais cedo neste ano tiveram que parar operações devido à falta de oferta do grão, estão agora sofrendo com excesso de estoques. Ainda assim, as importações neste mês devem permanecer acima dos níveis normais, acima das 9 milhões de toneladas, disseram analistas e operadores de mercado. "As importações em julho devem atingir 10 milhões de toneladas também, com a maior parte dos carregamentos vindo do Brasil", disse a analista Monica Tu, da Shanghai JC Intelligence.
Índice de preços ao consumidor subiu 0,6% no mês passado, o maior ganho desde agosto de 2012. Os preços ao consumidor nos Estados Unidos tiveram o maior aumento em quase oito anos em junho com a reabertura das empresas, mas o núcleo do índice sugeriu que a inflação permanece sem forças e permite ao Federal Reserve continuar injetando dinheiro na economia em dificuldades. O Departamento do Trabalho informou nesta terça-feira (14) que seu índice de preços ao consumidor subiu 0,6% no mês passado, o maior ganho desde agosto de 2012, após recuar 0,1% em maio. O aumento, que encerrou três meses seguidos de queda, foi impulsionado pela alta dos preços da gasolina e dos alimentos. Nos 12 meses encerrados em junho, o índice subiu 0,6%, após acréscimo de 0,1% em maio, este o menor aumento em base anual desde setembro de 2015. Economistas consultados pela Reuters previam que o índice aumentaria 0,5% em junho e avançaria 0,6% ano a ano. As empresas reabriram após fecharem em meados de março para retardar a disseminação de Covid-19. Mas novos casos da doença respiratória surgiram em grande parte do país, levando alguns Estados a reverter ou interromper a reabertura. A economia entrou em recessão em fevereiro. O Fed está injetando dinheiro na economia por meio de medidas extraordinárias, incluindo compras de ativos em larga escala e canalização de empréstimos para empresas. Separadamente, o governo forneceu quase 3 trilhões de dólares em estímulos fiscais, contribuindo para um déficit orçamentário mensal recorde em junho. Temia-se que o estímulo sem precedentes pudesse alimentar a inflação. Mas com um recorde de 33 milhões de pessoas recebendo benefícios desemprego, economistas esperam que a inflação deva permanecer benigna. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice subiu 0,2% em junho após recuar 0,1% em maio. Os aumentos nos custos de vestuário e saúde foram compensados por uma inflação do aluguel moderada. O chamado núcleo do índice caiu por três meses consecutivos pela primeira vez desde que a série começou em 1957. Nos 12 meses até junho, o núcleo do índice aumentou 1,2%, igualando a alta de maio. O Fed acompanha o índice de preços PCE para a meta de inflação de 2%. O núcleo do PCE aumentou 1,0% em maio na comparação anual, o menor avanço desde dezembro de 2010. Os dados do núcleo do PCE de junho serão divulgados no final deste mês. Flórida é o novo epicentro da Covid-19 nos Estados Unidos
Alvos foram Capitalpart Participações, João Fortes Engenharia e Longdis. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou, em comunicado, que foram suspensos registros de Capitalpart Participações, João Fortes Engenharia e Longdis. O motivo é descumprimento, há mais de um ano, da obrigação de prestar informações à autarquia, detalhou a Superintendência de Relações com Empresas (SEP), da CVM. A área técnica da CVM alertou que, enquanto o registro estiver suspenso, as companhias não podem ter os valores mobiliários por elas emitidos admitidos à negociação, em mercados regulamentados, quais sejam: balcão organizado, bolsa ou balcão não organizado. A CVM informou, ainda, que a suspensão não exime as companhias, seus controladores e administradores da responsabilidade decorrente de eventuais infrações cometidas até o cancelamento do registro.
Objetivo inicial do governo era emprestar R$ 40 bilhões por meio do programa, encerrado no fim de junho. Mudanças estão sendo discutidas em MP que tramita no Congresso. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, informou nesta terça-feira (14) que defende a extensão do Programa Emergencial de Suporte a Empregos, que se encerrou em junho, até o final de outubro. A proposta consta em apresentação feita em conferência com investidores, divulgada pela instituição. Anunciado em março e instituído por meio da medida provisória 944, o programa abriu uma linha de crédito, com juros de 3,75% ao ano, para empresas pagarem salários de funcionários por até dois meses. Em contrapartida, as empresas não podem demitir os trabalhadores por até dois meses após o fim do empréstimo. A expectativa inicial do Banco Central era de que fossem emprestados R$ 40 bilhões por meio desse programa. Entretanto, até o fim de junho, quando foi encerrado, foram liberados, de acordo com dados da instituição, somente R$ 4,52 bilhões, ou seja, pouco mais de 10% da previsão. Segundo interlocutores da área econômica, a exigência de que os empresários mantivessem o emprego e que tivessem folha de pagamento em instituições financeiras (para que o crédito fosse diretamente para os salários dos trabalhadores), limitou a concessão dos empréstimos - apesar dos juros baixos. Ao mesmo tempo em que o programa registra baixa procura, a falta de crédito tem sido uma das principais reclamações de pequenos e médios empresários durante a pandemia do novo coronavírus - que tem gerado forte queda do nível de atividade e aumento do desemprego no país. ‘Micro e pequenas empresas têm dificuldade de acesso ao crédito na pandemia Mudanças propostas Nesta terça-feira, Campos Neto, do Banco Central, propôs que o novo prazo para contratações vá até o final de outubro. Com isso, poderia ser financiada a folha de pagamentos de julho, agosto, setembro e parte da de outubro. Além da reabertura do prazo de contratações, o presidente do BC também voltou a defender outras alterações no programa - como a inclusão de empresas maiores, com faturamento acima de R$ 10 milhões no ano de 2019. Atualmente, podem ter acesso à linha de crédito empresas com faturamento em R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano. Outra alteração seria na exigência de manutenção de empregos: a proposta é que as empresas que aderirem ao programa sejam obrigadas a manter 50% dos contratados, não 100%, como é agora. Essas alterações já haviam sido defendidas no início de junho por Campos Neto. Para que tenham validade, as alterações precisam ser feitas na Medida Provisória 944, em tramitação no Congresso Nacional. Com essas mudanças, o Banco Central acredita que cerca de R$ 10 bilhões a mais serão emprestados por meio do programa, com o volume total de crédito atingindo R$ 15,5 bilhões. Crédito emergencial O governo anunciou três linhas de crédito emergencial, com o uso de recursos públicos, para as empresas durante a pandemia do novo coronavírus. Além da linha para manutenção do emprego, a área econômica também implementou: Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A linha de crédito foi sancionada pelo presidente da República em 19 de maio, para capital de giro (despesas como água, luz, aluguel, reposição de estoque, entre outras), com possibilidade de emprestar até R$ 18 bilhões. Os juros são de 1,25% ao ano, mais a taxa Selic (atualmente em 3% ao ano). Os primeiros bancos, como a Caixa, começaram a operar a linha de crédito somente na semana passada. Crédito para pequenas e médias empresas, fruto da MP 975, que ainda não não pode ser encontrada nos bancos pois ainda precisa ser regulamentada. A ideia é atender empresas que empregam 3,3 milhões de trabalhadores. O governo busca começar a disponibilizar os valores no fim deste mês.

Nesta terça-feira, o Ibovespa subiu 1,77%, a 100.440 pontos. Após uma manhã de oscilação, o principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em alta nesta terça-feira (14), apoiada particularmente no avanço das ações da Vale após nova alta dos preços do minério de ferro na China, mas também endossado pela melhora da Petrobras e bancos. O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 1,77%, a 100.440 pontos. Veja mais cotações. Com o resultado de hoje, o acumulado do mês na bolsa reflete alta de 5,66%. O ano continua, contudo, com perda de 13,14%. Cenário Análise gráfica da Santander Corretora cita que, após superar a resistência nos 98.000 pontos, o Ibovespa abriu espaço para buscar novos objetivos em 105.000 e 109.000 pontos. Do lado da baixa, os suportes ficam em 98.000, 95.800 e 93.200 pontos. A alta em Wall Strett, com a pauta da sessão incluindo resultados de bancos, entre eles o JPMorgan e o Citi, além de dados de preços ao consumidor, também ajudou os negócios no Brasil. No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 1,31% em maio na comparação com o mês anterior - resultado que, para a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitor, desapontou. "Sabemos que o processo de recuperação é gradual e não será linear. O ponto negativo em maio foi sem dúvida o setor de serviços que ainda precisa de mais tempo para se adaptar à pandemia e iniciar a recuperação", afirmou no Twitter. Vale teve um dia de fortes ganhos após os futuros do minério de ferro na China avançarem pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira, em meio a um sentimento positivo no mercado quanto à recuperação econômica e com esperanças de melhora na demanda após a estação de chuvas. A mineradora disse que divulgará seu relatório sobre produção do segundo trimestre no próximo dia 20. Variação do Ibovespa em 2020 G1 Economia

Com as lojas fechadas por causa da pandemia e sem atingir o retorno desejado através do site, o plano B foi entrar em contato com as clientes via WhatsApp. Investir em atendimento personalizado através do WhatsApp foi o caminho que a empresária Renata Mendonça encontrou para vender as roupas das suas cinco lojas durante a crise da pandemia do novo coronavírus. As clientes fazem os pedidos pelo aplicativo e retiram as peças na entrada da loja. A estratégia foi adotada após o baixo faturamento com as vendas através de um site recém-criado. “Imagine eu, com site novo, dez dias no ar, concorrendo com investimento de grandes marcas. O conteúdo que a gente gerava não atingia a nossa clientela. Tivemos que pensar num plano B”, conta Renata. O plano B foi entrar em contato com as clientes através do aplicativo de mensagens e entender que seria uma venda mais lenta. “Eu tinha uma carteira de 14 mil clientes. A gente começou a chamar e convidar uma a uma para fazer compras pelo WhatsApp. Cheguei a contratar blogueiras e fazer fotos ”. Setor de moda e acessórios foi um dos mais impactados pela crise do coronavírus Reprodução: TV Globo A estratégia deu certo. Com as lojas fechadas, as vendas pelo WhatsApp chegaram a 20% do faturamento. Após a reabertura das lojas, as vendas já cobrem 60% do faturamento. A ideia é contratar uma equipe especializada e manter o atendimento personalizado para as clientes. Veja a reportagem completa: Empresária se reinventa para manter loja de roupas em SP