Simule e contrate
Ruberval Profeta - Corretor de Seguros

G1 > Economia


São oportunidades para auxiliar de cozinha, garçom, chapeiro de restaurante, entre outros. Há vagas para auxiliar de cozinha no Sine Amapá Fred Loureiro/Secom O Sistema Nacional de Emprego no Amapá (Sine-AP) oferece vagas de empregos para Macapá. O número de vagas está disponível de acordo com as empresas cadastradas no Sine e são para todos os níveis de escolaridade e experiência. Os interessados podem procurar o Sine, localizado na Rua General Rondon, nº 2350, em frente à praça Floriano Peixoto. Em toda a rede Super Fácil tem guichês do Sine e neles é possível obter informações sobre vagas na capital. Para se cadastrar e atualizar os dados, o trabalhador deverá apresentar Carteira de Trabalho, RG, CPF e comprovante de residência (atualizado). Veja as vagas disponíveis de acordo com as solicitações das empresas: atendente de telemarketing auxiliar de cozinha auxiliar financeiro atendente de lanchonete cobrador externo empregada doméstica chapeiro de restaurante encarregado de padaria garçom gerente de restaurante mecânico de automóveis mestre doceiro almoxarife promotor de vendas externo trabalhador rural comprador secretária recepcionista O Sine informa que as vagas oferecidas podem sofrer alterações de um dia para o outro, pois o sistema não contabiliza os atendimentos ao longo do dia realizado nas unidades Superfácil, que funcionam após o fechamento da agência central. Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.

Retenção de trabalhadores estrangeiros altamente qualificados é essencial para países como a Suécia, mas não é isso que tem acontecido. Suecos chamam essas deportações de 'kompetensutvisning', que significa 'expulsar alguém que possua habilidades exigidas no mercado de trabalho' Sokol Vjerdha via BBC Ele comprou um apartamento e um carro, fez aulas de sueco, matriculou o filho na creche e se dedicou a esquiar para se adaptar às baixas temperaturas. No entanto, pouco mais de três anos depois que sua família chegou à Suécia, e apesar do cargo bem remunerado em uma conceituada empresa de energia e tecnologia, o iraniano Ali Omumi foi convidado a deixar o país. "Para mim, foi uma grande frustração. Para minha esposa, foi o início de uma profunda depressão", lamenta o especialista em engenharia de vendas. Omumi, então com 38 anos, recebeu uma ordem definitiva de deportação em 2018, após apelar sem sucesso de uma decisão da Agência de Migração Sueca. As autoridades negaram o pedido de renovação do seu visto de trabalho com base em um erro administrativo cometido pela empresa de software para a qual ele trabalhava anteriormente, que não forneceu os seguros corretos. "A deportação me deu a sensação de que eu era um criminoso, embora eu saiba que não sou. Vim trabalhar e pagar impostos, trouxe minha experiência e dinheiro." Escassez de talentos na Suécia A Suécia tem uma escassez de profissionais graduados qualificados em áreas como engenharia e programação, o que significa que os empregadores estão olhando cada vez mais além das fronteiras nacionais e da União Europeia para preencher as vagas. Milhares de trabalhadores estrangeiros qualificados se mudam para o país nórdico a cada ano e muitos decidem que querem permanecer, graças a uma economia relativamente forte e uma elevada qualidade de vida. Os vistos de trabalho — necessários para profissionais que não pertencem à União Europeia — estão inicialmente vinculados a um trabalho específico, mas aqueles que desejam mudar de empresa podem iniciar novas funções enquanto aguardam o processamento da renovação do visto. Entretanto, centenas de trabalhadores que não são da União Europeia, como Ali, tiveram seus pedidos de renovação negados com base em pequenos erros administrativos cometidos por ex-empregadores durante sua residência. 'Para mim, foi uma grande frustração. Para minha esposa, foi o início de uma profunda depressão', diz o iranino Ali Omumi Ali Omumi via BBC Além das questões relacionadas a seguro, outros erros que já levaram à deportação incluem pagamentos incorretos de pensão, férias insuficientes ou em excesso e até mesmo conseguir um emprego pelo LinkedIn que não foi anunciado pelo Serviço Público de Emprego da Suécia. Os suecos chamam essas deportações de kompetensutvisning, que significa "expulsar alguém que possua habilidades exigidas no mercado de trabalho", e a questão desperta calorosos debates há algum tempo no país, especialmente diante da rápida expansão do setor de tecnologia. A deportação de um desenvolvedor paquistanês em 2016 desencadeou uma petição assinada por mais de 10 mil pessoas, incluindo o cofundador do Spotify Daniel Ek, que mais tarde admitiu que 15 dos principais profissionais contratados de sua empresa foram ameaçados de deportação. No início deste ano, a Câmara de Comércio de Estocolmo alertou que a tendência poderia prejudicar a economia da capital sueca, enquanto uma filial local da Startup Grind, a maior organização comunitária independente de startups do mundo, realizou um evento chamado Keep The Talent ("Retenha os Talentos", em tradução livre) para protestar contra o fato de a Suécia "drenar talentos internacionais". Em março, os resultados de uma grande pesquisa da Diversify Foundation, organização sem fins lucrativos que faz campanhas por um mercado de trabalho mais inclusivo, mostraram que 81% dos trabalhadores de fora da União Europeia que participaram da enquete acreditavam que sua saúde ou a saúde de sua família haviam sido afetadas pela ameaça de deportação. Quase 70% disseram que não recomendariam a Suécia como destino para trabalhadores estrangeiros. "Acreditamos que isso tenha sido prejudicial à reputação internacional da Suécia", diz Alexandra Loyd, advogada do Centrum för Rättvisa, um escritório de advocacia sem fins lucrativos que representa alguns dos trabalhadores afetados. "Muitas pessoas — trabalhadores ou empregadores que estão em contato conosco — se sentem inseguras sobre o sistema jurídico na Suécia." Antes de perder uma batalha judicial de três anos para permanecer na Suécia, Aniel Bhaga trabalhava como desenvolvedor de negócios da H&M em Estocolmo Maddy Savage via BBC A raiz do problema, ela argumenta, é a estrita interpretação da Agência Sueca de Migração de uma decisão de 2015 do Tribunal de Apelação de Migração, que afirmou que os vistos não devem ser prorrogados para trabalhadores cujos empregadores não tenham respeitado as normas da indústria. A resolução em questão se referia a dois casos em que estrangeiros foram mal remunerados e foi tomada para proteger os migrantes da exploração por parte de empregadores desonestos. Este é um dos alicerces da cultura de trabalho na Suécia, que tem uma longa história de sindicatos fortes e acordos rígidos desenvolvidos para proteger os direitos dos trabalhadores. A resolução resultou, no entanto, em um período de deportações de talentos com base em pequenos erros administrativos. Em 2017, mais de 1,8 mil pessoas tiveram suas renovações de visto de trabalho negadas, embora não seja possível detalhar exatamente quantas delas foram causadas por pequenos erros. Progresso limitado A situação melhorou nos últimos dois anos, em parte graças a uma emenda na lei, que permite aos empregadores corrigir erros de forma retroativa. Enquanto isso, uma nova decisão do Tribunal de Apelação de Migração, de dezembro de 2017, determinou que deveria haver uma "avaliação geral" do caso de cada solicitante, a fim de tomar decisões mais equilibradas, em vez de negar automaticamente com base em pequenos erros. Per Ek, ​​porta-voz da Agência Sueca de Migração, diz que entende que alguns trabalhadores estrangeiros acabam "em uma situação muito difícil" se seus vistos são negados. Mas destaca que o método de avaliação geral está "funcionando sem problemas" para limitar as deportações de trabalhadores qualificados, ao mesmo tempo em que permanece fiel à legislação anterior criada para proteger trabalhadores de todos os setores. "Estamos aqui por uma razão clara. Temos que garantir que a legislação e as leis sejam cumpridas... e estamos fazendo nosso melhor para informar a todos que estão vindo aqui sobre que tipo de regras ou requisitos precisam ser cumpridos", disse. Pelo menos 550 pessoas tiveram seus vistos de trabalho negados em 2019, incluindo cerca de 50 que trabalham na área de TI e programação, número significativamente menor do que o registrado em 2017 e 2018. No entanto, a advogada Alexandra Loyd acredita que a agência ainda tem a tendência de "seguir as regras" — rejeitando casos em que não há precedentes legais e aguardando a recursos nos tribunais, em vez de adotar um olhar mais amplo no início de cada processo de renovação de vistos. "Há uma falta de previsibilidade no sistema e nas decisões da Agência de Migração", argumenta. O engenheiro de vendas Ali Omumi está agora de volta à Suécia, onde assumiu um novo cargo na sua antiga empresa, a ABB. Mas garantir seu retorno foi um processo longo. O iraniano se mudou temporariamente para Istambul, na Turquia, com a família enquanto procurava novas oportunidades de trabalho na Suécia e em outros lugares do norte da Europa. Inicialmente, ele alugou a casa que tinha na Suécia, mas logo foi forçado a vendê-la abaixo do valor mercado, ao ser informado de que havia violado as regras que proíbem a maioria dos proprietários de imóveis no país de alugar suas propriedades, a menos que se mudem por motivo de trabalho, estudo, doença ou para viver com um parceiro ou parentes — e nenhum dos casos se aplicava a Omumi. Zena Jose está recorrendo atualmente da decisão que negou a extensão do seu visto de trabalho Zena Jose via BBC Quando recebeu a oferta de emprego na Suécia, ele foi inicialmente impedido de solicitar um novo visto, porque a Autoridade de Migração disse que ele não estava fora do país por tempo suficiente, decisão que acabou sendo anulada. O Centrum för Rättvisa está, agora, o ajudando a processar o Estado sueco pela perda de rendimentos durante o período em que esteve fora. É a primeira vez que um trabalhador deportado apresenta uma ação desse tipo — e ele pode receber cerca de 600 mil coroas suecas (cerca de R$ 260 mil). "O principal objetivo é reconhecer que o que aconteceu está errado, e garantir que a Agência de Migração não faça mais isso", diz Loyd, que espera que o caso seja um marco. Se o processo chegar ao Supremo Tribunal da Suécia, poderá estabelecer um precedente para outros trabalhadores deportados que acreditam que foram tratados injustamente. "Espero que esse processo faça com que os tomadores de decisão elaborem uma legislação melhor, na qual os talentos internacionais possam vir para cá... e permanecer na Suécia enquanto estiverem contribuindo", acrescenta Omumi. "No fim das contas, será uma Suécia melhor para todos". A Agência de Migração da Suécia prefere não especular sobre o potencial impacto do processo. "Vamos deixar que eles tomem a decisão primeiro nesse caso, para que possamos comentar", disse o porta-voz, Per Ek. A agência não comentou sobre os detalhes do caso de Omumi. Quem ainda é afetado? Enquanto isso, muitos trabalhadores estrangeiros qualificados permanecem no limbo. A indiana Zena Jose, que é desenvolvedora web, está recorrendo atualmente da decisão que negou a extensão do seu visto. A jovem de 28 anos atua em uma start-up em Estocolmo, mas trabalhou anteriormente para uma grande empresa na capital sueca, após uma temporada de serviço remoto em Mumbai. A falha do seu primeiro empregador em cancelar o visto original foi, segundo ela, o erro administrativo que justificou sua deportação. "É muito desanimador, porque não é minha culpa que isso esteja acontecendo, não fiz nada de errado. Mas sou eu que tenho que pagar por isso", desabafa. Ela foi aconselhada a não deixar a Suécia enquanto recorre da decisão, pois poderá enfrentar problemas se voltar ao país sem a documentação válida. Isso significa que ela não pôde visitar a família durante o Natal. "É muito deprimente porque não posso visitar minha família ou meus amigos... e já faz quase um ano", diz. O australiano Aniel Bhaga, de 34 anos, trabalhou até recentemente como desenvolvedor de negócios da marca de roupas sueca H&M em Estocolmo, mas perdeu uma batalha jurídica de três anos para permanecer no país em outubro, devido a erros administrativos cometidos por start-ups para as quais ele havia trabalhado anteriormente. "Construí uma rede profissional enorme, uma rede muito, muito boa de família e amigos aqui, construí minha vida", lamenta. Bhaga agora mora com os pais em Brisbane, na Austrália, e trabalha como freelancer enquanto prepara um novo pedido de visto de trabalho para retomar seu emprego na H&M. Embora esteja farto desta situação, ele acredita que "tem sorte", uma vez que "há muitas pessoas em situações mais difíceis... que não têm um bom país para voltar", enquanto aguardam o processo. Uma questão polêmica O governo da Suécia levou a questão para a esfera política, mas o avanço tem sido lento. Um acordo assinado em janeiro do ano passado entre o Partido Social Democrata, de centro-esquerda, do primeiro-ministro, Stefan Löfven, os Verdes, e dois pequenos partidos de centro-direita previa "resolver o problema" do kompetensutvisional e estabelecer um novo visto para talentos profissionais estrangeiros altamente qualificados a partir de 2021. Desde então, no entanto, poucos detalhes concretos foram divulgados — e o ministro da Justiça e das Migrações, Morgan Johansson, se recusou a dar entrevista para esta reportagem. A migração de mão de obra continua sendo, de maneira geral, uma questão polêmica, com partidos da oposição e sindicatos de trabalhadores apresentando diferentes pontos de vista sobre as principais prioridades para quaisquer mudanças adicionais na legislação. Alguns querem limitar os vistos, oferecendo apenas a estrangeiros que trabalham em profissões onde há escassez comprovada de mão de obra, enquanto outros querem ainda mais flexibilidade quando se trata de lidar com pequenos erros administrativos cometidos pelos empregadores. Enquanto isso, uma série de reportagens divulgadas recentemente, como um documentário da emissora sueca SVT sobre a exploração de trabalhadores vietnamitas em um salão de beleza, esquentaram o debate ao expor o que pode acontecer ao se burlar os regulamentos atuais. Matthew Kriteman, diretor de operações da Diversify Foundation, diz que a Suécia está sendo pressionada por duas forças distintas — segundo ele, as autoridades ainda "estão descobrindo o caminho de como manter a tradição dos regulamentos trabalhistas", e ao mesmo tempo "integrar o talento estrangeiro necessário para diversificar". Ele acredita que o caso da Suécia deve ser observado de perto, uma vez que o kompetensutvisning vai muito além de uma série de batalhas judiciais individuais ou debates internos. "Acho que reflete os desafios da quarta revolução industrial, onde a tecnologia, as ideias e a inovação são mais fluidas", avalia. "No que diz respeito à mobilidade, esse é um problema do futuro... não há dúvida de que a inovação e os verdadeiros talentos realmente [têm] um mercado enorme com diferentes destinos pela frente." "Se você quer crescer, prosperar e tornar as empresas globais, precisa de talento internacional para trazer esse 'tempero' extra a todas as empresas e equipes", concorda Aniel Bhaga, alertando que os profissionais estrangeiros na Suécia vão ficar cada vez mais tentados a se mudar para cidades como Berlim ou Londres, se o país nórdico não encontrar uma solução de longo prazo para o kompetensutvisning. Ele argumenta que "aumentar a conscientização" sobre as regras atuais entre empregados e empregadores é o primeiro passo fundamental, assim como uma "colaboração melhor" entre as grandes empresas e start-ups, sindicatos e políticos do país. "Vocês estão atraindo todas essas pessoas para cá. Mas também precisam mantê-las aqui... porque é isso que vai impulsionar a inovação na Suécia."
Região se consolidou como um dos principais polos agrícolas do país, mas trouxe problemas sociais e ambientais. Uso racional da água para irrigação é desafio. Produção de grãos no oeste da Bahia traz desenvolvimento, mas apresenta problemas Neste domingo (19) o Globo Rural reapresenta algumas das melhores reportagens do programa em 2019. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Uma delas fala sobre a agricultura no Nordeste. Nas últimas décadas, o oeste da Bahia se firmou como o principal polo de produção de grão. A região atraiu milhares de agricultores e, como eles, surgiram novas fazendas, novos empregos e negócios, mas esse crescimento econômico também gerou problemas sociais e ambientais. Relembre a reportagem no vídeo acima. Acompanhe a cobertura de Agronegócios do G1

Entre as principais reclamações citadas por internautas eram as falhas no envio de mídias como áudios e figurinhas. WhatsApp Reprodução/G1 Usuários do WhatsApp usaram as redes sociais para relatar problemas no funcionamento da plataforma neste domingo (19). Entre as principais reclamações citadas por internautas eram as falhas no envio de mídias como áudios e figurinhas. O site Down Detector, que aglomera relatos de consumidores sobre o status de serviços online, apresentou uma alta no nível de reclamações a partir das 7h49, atingindo seu pico por volta das 10h. Usuários relatam instabilidade no WhatsApp neste domingo Down Detector O G1 tentou contato com a assessoria da plataforma, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. A falha no funcionamento acabou rendendo memes criados por internautas no Twitter. Veja repercussão na rede social: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
Segundo produtores, chuva em janeiro é sinal de bom inverno no sertão. Chuva anima agricultores da Paraíba e do Rio Grande do Norte No Nordeste do Brasil, o ano começou chuvoso em alguns estados e o agricultor corre para preparar a terra para o plantio. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Na Paraíba, as regiões do Cariri e do Sertão foram as mais beneficiadas com as primeiras chuvas do ano. Antes, muitos rios e açudes estavam secos. O açude Boqueirão, que abastece Campina Grande e outras 19 cidades, foi o que mais recebeu água das chuvas. A expectativa dos meteorologistas é que 2020 seja um ano mais chuvoso. 'Bom sinal' No interior do Rio Grande do Norte, a chuva nas primeiras semanas de janeiro chegou a ultrapassar os 100 milímetros em algumas localidade. Esse volume é considerado normal, segundo a meteorologia, mas para agricultores, a chuva em janeiro é sinal de bom inverno no sertão. Nas últimas semanas, os principais reservatórios do estado aumentaram o volume acumulado. A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, a maior do estado, está com quase 24% por cento da capacidade total. Veja a reportagem completa no vídeo acima. Acompanhe a cobertura de Agronegócios do G1
Falta de chuvas prejudicou a qualidade das pastagens e, com uma alimentação pior, rebanho acaba produzindo menos. Estiagem afeta a produção de leite no Rio Grande do Sul O Rio Grande do Sul enfrenta um verão com pouca chuva e temperaturas altas, e o gado leiteiro está sentindo as consequências. A produção caiu e os criadores estão preocupados. Assista a todos os vídeos do Globo Rural No município de Estrela, a queda foi grande. A produção, que fica em torno de 3 milhões de litros por mês, caiu para 2 milhões de litros em dezembro. “Com a seca nas pastagens, a lavoura de milho todas ficam com uma qualidade muito inferior, então, isso além do animal comer menos, ele vai comer um alimento de qualidade muito baixa”, explica o veterinário Tiago Conrad. Veja a reportagem completa no vídeo acima. Acompanhe a cobertura de Agronegócios do G1
Pelo menos 36 variedades estão sendo afetadas. Estimativa é que o problema prejudique 60% da produção que é vendida para outros estados. Mosca da carambola prejudica a venda de frutas de agricultores de Roraima Agricultores de Roraima estão enfrentando restrições para vender as frutas que produzem por causa de uma praga: a mosca da carambola, que, apesar do nome, ataca vários tipos de frutas. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Para enfrentar o problema, o Ministério da Agricultura ampliou a área de quarentena no estado. Com isso, a estimativa é que o problema prejudique 60% da produção que é vendida para outros estados. Pelo menos 36 tipos de frutas estão sendo afetadas. Além disso, fazendas que não possuem a praga também não poderão vender, se estiverem dentro da área de quarentena. As frutas só podem ser vendidas nas regiões em que são produzidas. Veja a reportagem completa no vídeo acima. Acompanhe a cobertura de Agronegócios do G1
11 pessoas continuam desaparecidas e mais de 70 produtores rurais pediram indenização à Vale, empresa responsável pela barragem que rompeu no dia 25 de janeiro de 2019. Globo Rural relembram tragédia de Brumadinho, que completa 1 ano esta semana O Globo Rural deste domingo (19) relembra um desastre que chocou o Brasil e que completa um ano nesta semana: o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, Minas Gerais. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Centenas de famílias perderam filhos, pais e amigos. Além disso, muita gente que vivia no campo ficou sem terra e sem fonte de renda. O Globo Rural acompanhou o drama dos agricultores logo depois da tragédia, e voltou à região meses depois para reencontrar as famílias atingidas. Quase um ano depois, 11 pessoas continuam desaparecidas e mais de 70 produtores pediram indenização, por meio da Defensoria Pública, sendo que cerca de 30 já fecharam acordo com a Vale. Relembre a reportagem no vídeo acima. Initial plugin text Acompanhe a cobertura de Agronegócios do G1
Espécies de plantas brasileiras vão para maior banco genético do mundo, que foi planejado para resistir a catástrofes climáticas e explosões nucleares. Embrapa envia milhares de sementes para 'bunker'localizado na Noruega Na última semana, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mandou quase 3.500 sementes de diversas variedades tradicionais brasileira para um banco mundial de sementes, que fica na Noruega. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Entre os produtos estão arroz, milho, cebola, pimentas e cucurbitáceas, que são melancia, pepino, abóboras. Em uma remessa anterior, o país também enviou sementes de feijão. O banco de sementes fica na Ilha de Svalbard. Ele foi construído dentro de uma montanha e é considerado o mais seguro do mundo, segundo a Embrapa. Ele foi inaugurado há 12 anos e tem sementes de 200 países. O banco foi projetado para resistir a catástrofes ambientais e até nucleares e evitar a extinção das espécies que servem de alimentos. A capacidade de armazenamento pode chegar até 4,5 milhões de espécies de plantas do mundo todo. Veja a reportagem completa no vídeo acima. Acompanhe a cobertura de Agronegócios do G1

São 182 vagas e salários de até R$ 2,8 mil. Divulgação Estão abertas até este domingo (19) as inscrições no concurso para a Prefeitura de Sapé, na mata paraibana, que oferece 182 vagas em cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior. Os salários variam de R$ 998 a R$ 2,8 mil. Veja o edital da seleção para a prefeitura de Sapé De acordo com o edital, o cargo com mais vagas é o de professor de educação básica I, que tem 28 vagas, sendo 18 para a zona rural e 7 para a zona urbana. Já os cargos com salários maiores são os de supervisor educacional e professor da educação básica II. Este segundo cargo tem vagas nas áreas de artes, ciências, educação física, geografia, história, matemática, português e Libras. Além destes cargos, também há vagas para auxiliar de serviços gerais, auxiliar de creche, merendeira, motorista (CNH D e CNH B), vigia, auxiliar de saúde bucal, agente de trânsito, agente fiscal de meio ambiente, cuidador, condutor socorrista, digitador, monitor de creche, recepcionista, técnico em enfermagem, técnico em auditor de controle interno, técnico em radiologia, técnico em edificação, assistente social, auditor de controle interno, enfermeiro, educador físico, médico (pediatra, mastologista, ginecologista, neurologista, reumatologista, urologista, psiquiatra, cardiologista, gastroenterologista e otorrinolaringologista), nutricionista, pedagogo, psicólogo, psicopedagogo e procurador. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da organizadora. A taxa de inscrição custa R$ 65 para cargos de nível fundamental, R$ 85 para cargos de nível médio ou técnico e R$ 105 para cargos de nível superior. As provas estão previstas para acontecer no dia 16 de fevereiro de 2020. Concurso da Prefeitura de Sapé Vagas: 182 Níveis: fundamental, médio, técnico e superior Salários: R$ 998 a R$ 2.853,47 Prazo de inscrição: até este domingo (19) Local de inscrição: site da organizadora, CPCon Taxas de inscrição: R$ 65 (fundamental), R$ 85 (médio/técnico) e R$ 105 (superior) Provas: 16 de fevereiro de 2020 Edital do concurso da Prefeitura de Sapé
Para entender os efeitos da "fase 1" do pacto, Globo Rural conversou com o economista José Roberto Mendonça de Barros. Especialista explica efeitos do acordo EUA-China para o agro negócio brasileiro Na última semana, China e Estados Unidos assinaram a "fase 1" do acordo comercial entre os dois países. Assista a todos os vídeos do Globo Rural A disputa entre chineses e americanos favoreceu a exportação de vários produtos agrícolas do Brasil. Para entender os efeitos deste acordo para o agronegócio brasileiro, a equipe do Globo Rural conversou com o economista José Roberto Mendonça de Barros, especialista em mercado agrícola e internacional. Veja no vídeo acima. Acompanhe a cobertura de Agronegócios do G1
Estado é o maior produtor do grão no país e trabalhos nas lavouras já duram dia e noite. Produtores de Mato Grosso começam a colheita da soja Começou a colheita da soja nas fazendas de Mato Grosso, principal estado produtor do grão no país. Por lá, os agricultores esperam uma safra grande e as máquinas já trabalham dia e noite. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Nesta temporada, o estado registrou um aumento da área plantada de quase 2% em relação à safra passada: são aproximadamente 10 milhões de hectares. E a produção também deve ser animadora. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a expectativa é de que sejam colhidas em todo o estado mais de 33 milhões de toneladas de soja, alta de 2,9% no comparativo com a safra anterior. No Brasil, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os agricultores do país devem colher mais de 122 milhões de toneladas do grão, aumento de 6% em relação à safra passada. A soja é o principal produto do agronegócio brasileiro. Veja a reportagem completa no vídeo acima. Acompanhe a cobertura de Agronegócios do G1
Veja como obter informações das empresas citadas no programa. Veja a reportagem: Empreendedor recicla pneus e produz caminhas para cachorros CÃOMINHAS PETS Avenida Manoel Tavares, 1077 - Alto Branco Campina Grande/ PB - CEP 58401-500 Telefone: (83) 9 9980-0566 (WhatsApp) E-mail: [email protected] Instagram: @amarildo_silva2 / @caominhas_pets2 Facebook: Amarildo Silva / caominhas pets Veja a reportagem: Jovem aprendiz se torna empresário de destaque na indústria de botas country VIMAR BOOTS Rua Frei Agostinho da Piedade, 5851 - Vila Santa Terezinha Franca / SP - CEP: 14.409-261 E-Mail: [email protected] Facebook: www.facebook.com/vimarboots Instagram: @vimarboots www.vimarboots.com.br Veja a reportagem: Rede lança bolo no pote para aumentar faturamento de franqueados CASA DE BOLOS – UNIDADE VILA MEDEIROS Av. Roland Garros, 1871, Casa 1 - Jardim Brasil São Paulo / SP – CEP: 02235-001 Telefone: (11) 2386-8278 www.casadebolos.com.br CASA DE BOLOS – QUIOSQUE SHOPPING METRÔ TUCURUVI Shopping Metrô Tucuruvi Rua Paranabi, 218-224 – Tucuruvi São Paulo / SP – CEP: 02307-120 www.casadebolos.com.br SHOPPING METRÔ TUCURUVI Rua Paranabi, 218-224 – Tucuruvi São Paulo / SP – CEP: 02307-120 Telefone: 3198-0451 www.shoppingmetrotucuruvi.com.br Veja a reportagem: Startup cria provador virtual para clientes de e-commerces de roupas SIZEBAY Rua Paulo Malschitzki, 10 • CJ.04 • Univille / Inovaparq Joinville/ SC - CEP: 89219-710 Tel (47) 3461-9250 www.sizebay.com Email: [email protected] CAMISARIA FASCYNIOS Rua da Graça, 450/454, São Paulo/ SP - Cep:01125-000 (11) 3223-7100 [email protected] www.camisariafascynios.com.br Veja a reportagem: Aplicativo de transporte específico para crianças facilita vida dos pais APP BABYPASS Rio de Janeiro - RJ E-mail: [email protected] Instagram: https://www.instagram.com/babypassoficial Facebook: https://www.facebook.com/babypassoficial www.babypass.mobi Veja a reportagem: Empreendedores mudam a cara da periferia com produtos diferenciados Açaí 61 Endereço: Av. Nagib Farah Maluf, 1085 – Itaquera São Paulo/SP – CEP: 08250-550 Telefone: (11) 4117-4247 Rede Social: @acai61_oficial RESTAURANTE MEXICANO DA RUA 7 Primeiro de culinária mexicana na periferia Rua Guaraitá,264 - Vila Curuçá São Paulo/SP Horário de funcionamento: Terça a Sábado das 18:00 as 23:00. Rede sociais: www.facebook.com/mexicanoderua www.instagram.com/mexicanodarua7
Empresários investem em negócios para mudar a experiência do consumidor das periferias. Empreendedores mudam a cara da periferia com produtos diferenciados A periferia das grandes cidades concentra um público consumidor ansioso por novidades. E alguns empreendimentos estão mudando a experiência do consumidor. Eles oferecem ambiente confortável e produtos de qualidade para o morador. Éder Barbosa montou na garagem de casa uma loja especializada em açaí, no final do ano passado. Ele oferece açaí cremoso de máquina, com ou sem açúcar, granola, frutas, creme de tapioca. Tudo servido em ambiente charmoso, com luminárias pendentes e paredes decoradas. O empresário nasceu em Itaquera, Zona Leste de São Paulo, e viu a oportunidade para empreender quando viajou para o exterior. "Comecei a pesquisar aqui na região, tinham outras lojas que trabalhavam com esse conceito de açaí soft, só que era privilégios de bairros mais nobres. Então falei: 'quero trazer esse conceito pra cá, pra Itaquera, pra periferia'", conta Éder. Ele investiu R$ 40 mil para reformar, mobiliar e comprar a máquina de açaí. O desafio depois foi fazer o produto caber no bolso do consumidor da periferia. Ele diz que a aposta é ganhar no volume. O copo de açaí custa a partir de R$ 6,90, com direito a três acompanhamentos e uma fruta. O negócio foi além das expectativas do Éder. Ele está vendendo 1500 copos e faturando R$ 14 mil. "Os empresários subestimam a periferia. Os comerciantes locais também. Então, eles acham que por ser na periferia, por ser um bairro mais pobre, tem que fazer algo simples. Mas não, o dinheiro e a economia circulam muito por aqui, a galera gosta de coisa boa", explica Éder. na Vila Curuçá Velha, também na periferia da Zona Leste de São Paulo, o destaque é a comida mexicana. O casal Alexandre Lima e Aline Gutierrez investiu R$ 12 mil para abrir o primeiro restaurante mexicano do bairro. "80% dos moradores trabalham no centro de São Paulo e têm acesso a esse tipo de culinária. Só que eles chegam onde moram e não têm mais esse acesso”, explica Aline. Antes de inaugurar, os empresários fizeram cursos de empreendedorismo. Depois, estudaram o mercado e o público local. Eles identificaram três características para um negócio de periferia ter sucesso: preço baixo, porque o poder aquisitivo da região é menor; oferecer quantidade, pois o pessoal gosta de pratos bem servidos, e a qualidade. Além disso, tem uma palavrinha mágica pra qualquer tipo de negócio: diferenciação. A casa onde funciona o restaurante é estilosa, decorada com sombreiros e máscaras mexicanas. Alexandre, um apaixonado por culinária, pesquisou receitas e temperos do país. Sem opções semelhantes na região, o cliente veio em peso. No primeiro mês de funcionamento, o restaurante faturou R$ 15 mil. Açaí 61 Endereço: Av. Nagib Farah Maluf, 1085 – Itaquera São Paulo/SP – CEP: 08250-550 Telefone: (11) 4117-4247 Rede Social: @acai61_oficial RESTAURANTE MEXICANO DA RUA 7 Primeiro de culinária mexicana na periferia Rua Guaraitá,264 - Vila Curuçá São Paulo/SP Horário de funcionamento: Terça a Sábado das 18:00 às 23:00 Rede sociais: www.facebook.com/mexicanoderua www.instagram.com/mexicanodarua7
Carros que prestam serviços possuem cadeirinha de criança para mais segurança no transporte. Aplicativo de transporte específico para crianças facilita vida dos pais Uma startup carioca resolveu criar um serviço para pais preocupados com a segurança dos filhos no trânsito. Afinal, são poucos táxis e motoristas de aplicativo que têm a cadeirinha para a criança. Vira e mexe a Deborah Fazza Barroso precisa usar o aplicativo de transporte para levar o filho Arthur para escola. Poderia ser arriscado se não tivesse a cadeirinha. Mas o carro da motorista Carla Akiyama tem o equipamento e ela presta serviço através de um aplicativo específico para pais com crianças pequenas. "Com o aplicativo ficou mais fácil porque a gente sabe que hoje tem aplicativos de táxis que as mães também pegam, mas sabemos que eles não necessariamente têm o equipamento que é necessário e obrigatório", afirma a motorista Carla Akiyama. O aplicativo foi criação do Bruno Castro e de outros dois sócios e surgiu por uma necessidade. Eles viram que nenhum carro era adaptado com cadeirinha de criança. Estudos mostram que o uso da cadeirinha pode evitar que acidentes de trânsito sejam fatais. A startup atua desde outubro de 2018 no Rio de Janeiro e, desde o começo de 2019, em São Paulo. Já tem cinco mil clientes ativos e 250 motoristas mulheres nas duas cidades. A startup fornece as cadeirinhas e os assentos. “O motorista recebe o treinamento online e um treinamento presencial pra poder instalar a cadeirinha de acordo com as normas do fabricante", explica Bruno. A startup cobra 20% do valor da corrida das motoristas cadastradas no app. As crianças não podem estar desacompanhadas no trajeto. Bruno acredita que os pais não se importam de pagar um pouco a mais pelo serviço de motorista com esse diferencial. O valor da corrida pelo app é até 10% mais caro. APP BABYPASS Rio de Janeiro - RJ E-mail: [email protected] www.babypass.mobi Instagram: www.instagram.com/babypassoficial Facebook: www.facebook.com/babypassoficial
O negócio tem 170 clientes no Brasil e já está expandido para outros países. Startup cria provador virtual para clientes de e-commerces de roupas Como experimentar uma calça, uma saia ou uma camisa em um e-commerce, se na internet não tem cabine? Uma startup de São Paulo resolveu esse problema e desenvolveu um provador virtual. Com ele, fica mais fácil para o consumidor comprar e também para os e-commerces que vendem roupa, aumentar o faturamento. Depois de comprar um presente para a mulher num e-commerce e não servir, o empresário Marcelo Bastos teve ideia junto com o sócio Janderson Araújo, de desenvolver um provador virtual. O negócio começou em 2016. "Ele coloca dados que já conhece sobre ele mesmo, como peso, a idade e também a altura. Nesse momento, a gente pergunta algumas coisas sobre o corpo dele e, a partir desse momento, a gente começa a recomendar a roupa que serviria nele”, explica Janderson. Com inteligência virtual, o produto vai se ajustando. E como cada marca tem suas medidas, a empresa criou um produto personalizado. “A gente tem um banco de marcas gigantesco e também a gente conversa junto com os próprios fornecedores, muitas vezes empresas menores que já têm sua própria modelagem. A nossa equipe ajuda a definir essas tabelas. E a partir desse momento, o provador funciona pra recomendar certinho o tamanho”, conta Janderson. A startup atende a lojas virtuais de todos os tamanhos e cobra uma mensalidade, que varia de acordo com a quantidade de acessos. Hoje, o negócio tem 170 clientes no Brasil e já está expandido o negócio para outros países. Yonathan Reismann, gestor de negócios online, é um dos clientes do provador virtual. Ele tem um e-commerce de uma marca de camisas e há três anos oferece o serviço para os consumidores da loja virtual: “Existe um antes e depois, porque antes a gente tinha uma tabela de medidas, mas a tabela demora muito e ninguém tem uma fita métrica na mão. Com a vinda do provador, a gente consegue ver que conforme os clientes vão utilizando, as vendas vão vindo junto”. A ferramenta ajuda não apenas a loja a fechar mais vendas, mas também a evitar trocas e devoluções. “Nós conseguimos reduzir a troca e devolução em mais de 50%. E nós conseguimos aumentar em média 30% as vendas das lojas dos clientes que usam o provador virtual”, garante Marcelo Bastos. SIZEBAY Rua Paulo Malschitzki, 10 • CJ.04 • Univille / Inovaparq Joinville/ SC - CEP: 89219-710 Tel (47) 3461-9250 Email: [email protected] www.sizebay.com CAMISARIA FASCYNIOS Rua da Graça, 450/454, São Paulo/ SP - Cep:01125-000 (11) 3223-7100 [email protected] www.camisariafascynios.com.br
Ideia era ter alternativa para o tempo frio, mas o produto fez sucesso com clientes e ganhou até quiosque. Rede lança bolo no pote para aumentar faturamento de franqueados Atenção empresários que lidam com produtos sazonais: o que parece um problema pode virar a solução do negócio. Uma franquia de São Paulo de bolos caseiros criou uma sobremesa gelada para as épocas mais quentes do ano e acabou criando uma nova franquia só para vender o bolo no pote, que seria temporário. Escolher um lugar movimentado é um passo importante para se dar bem no comércio. Karina e Willian Kasa abriram quatro franquias de loja de bolo, todas em pontos de rua. Agora, foram testar a receita em shopping. “Em dezembro, a gente inaugurou. Desde lá, a gente vem percebendo um aumento de vendas de 15% a cada mês e isso nos empolgou pra abrir um segundo quiosque”, conta Karina. O dono da marca, o franqueador Rafael Ramos, criou um novo produto a partir do bolo caseiro. O objetivo foi dar uma alternativa de faturamento aos franqueados: “No frio, as vendas aumentam e no calor, tendem a diminuir. Então pensamos: o que podemos fazer pra equilibrar e, no calor, os clientes continuassem a consumir e tivessem algumas alternativas diferentes?”. Os bolos de 1kg deram, então, lugar aos de 250 gramas, vendidos no pote. Eles têm mais recheio e cobertura - e são servidos gelados. O sucesso foi imediato e o que era uma solução pra driblar a sazonalidade acabou virando oportunidade de negócio. "Foi bem bacana a aceitação do público que já era nosso cliente, mas também houve um movimento interessante de trazer um público diferente, mais jovem, pessoal das escolas queriam uma sobremesa logo após a aula. Então gerou uma nova linha de clientes para a franquia também", conta Willian Kasa. O franqueador percebeu que o bolinho poderia ficar mais importante nessa história e criou um quiosque só para vender bolo no pote. “Hoje, o modelo de quiosque é pensado pro nosso franqueado. Foi uma alternativa que a franqueadora pensou pra agregar um negócio novo pro nosso franqueado. Ele já tem um espaço, já tem toda a linha de produção lá. Já tem os colaboradores. Então, ele aproveita esse espaço e produz pra fornecer pro seu próprio quiosque”, explica Rafael. Em menos de um ano, a marca já vendeu 15 quiosques. Outros nove estão em implantação. O valor do investimento é de R$ 99 mil. O modelo é enxuto e funciona em lugares com grande circulação de pessoas, como estações de metrô. O negócio deu tão certo que Karina e Willian já estão abrindo o terceiro quiosque, além das quatro lojas de rua que já tinham. CASA DE BOLOS – UNIDADE VILA MEDEIROS Av. Roland Garros, 1871, Casa 1 - Jardim Brasil São Paulo / SP – CEP: 02235-001 Telefone: (11) 2386-8278 www.casadebolos.com.br CASA DE BOLOS – QUIOSQUE SHOPPING METRÔ TUCURUVI Shopping Metrô Tucuruvi Rua Paranabi, 218-224 – Tucuruvi São Paulo / SP – CEP: 02307-120 www.casadebolos.com.br SHOPPING METRÔ TUCURUVI Rua Paranabi, 218-224 – Tucuruvi São Paulo / SP – CEP: 02307-120 Telefone: 3198-0451 www.shoppingmetrotucuruvi.com.br

Região entra em 2020 sem um rumo político único e com uma instabilidade crescente, envolvida em manifestações populares contrárias a quem quer que esteja no poder. Maurício Macri passa bastão a Alberto Fernández, em Buenos Aires, em 10 de dezembro de 2019 Agustin Marcarian/Reuters Entre tantas incertezas que 2019 deixou a respeito da América Latina, ao menos uma ideia parece ter ficado evidente: perdeu o sentido afirmar que a região está dando uma guinada à direita ou à esquerda. Na região, movimentos pendulares de um polo a outro do espectro político marcaram a última década, que começou com o que ficou conhecido como "maré rosa", com a eleição de partidos de esquerda em quase todo o subcontinente. Anos depois, a tendência se inverteu: candidatos mais à direita ascenderam ao poder em países como Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Brasil. Com a eleição do político de esquerda Andrés Manuel López Obrador no México, em julho de 2018, alguns analistas políticos chegaram a se perguntar se a região começava a dar uma nova guinada ideológica. Mas o balanço da última "maratona eleitoral" na América Latina, com 15 eleições desde 2017, não sinaliza nem uma coisa nem outra. A região entra em 2020 sem um rumo político único e com uma instabilidade crescente, envolvida em manifestações populares contrárias a quem quer que esteja no poder, seja de direita ou de esquerda. Em cinco das seis eleições que aconteceram em 2019 na região, os latino-americanos votaram para tirar o partido que estava no poder. Uma delas, a da Bolívia, nem chegou exatamente ao fim: diante de acusações de fraude, o presidente Evo Morales renunciou ao que seria seu quarto mandato e afirma que foi vítima de um golpe de Estado. O humor anti-governo marcou os protestos mais recentes na própria Bolívia, que era capitaneada pela esquerda desde 2003, e no Chile, presidido pelo conservador Sebastián Piñera. "Essa ideia de que bastaria colocar a direita ou a esquerda no poder na América Latina e os problemas estariam resolvidos não funciona hoje", afirma o cientista político Maurício Santoro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, em imagem de arquivo Carlos Jasso/Reuters Velhos problemas, novas frustrações Um fator fundamental para o aumento do mal-estar social na América Latina estaria a desaceleração (ou em alguns casos estagnação) econômica em boa parte dos países a partir de 2014, com o fim do ciclo de boom das commodities que marcou os anos 2000. A primeira reação à ela, em diversos países, foi a troca de governos de esquerda por outros de direita — o que, na maioria dos casos, não se traduziu em recuperação da atividade. A taxa média de crescimento da região em 2019 será de 0,1%, de acordo com a última projeção da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal). Para 2020, a estimativa é de 1,3%. "Se esse cenário se confirmar, o período entre 2014 e 2020 será o de menor crescimento na região nas últimas quatro décadas", disse a organização em relatório divulgado em dezembro. À questão econômica se soma uma série de problemas ainda não resolvidos na América Latina, como a desigualdade, a violência e a corrupção, que contribuem para aumentar a insatisfação popular em relação aos políticos que estão no poder e às elites políticas de forma geral. A realidade se choca com a expectativa de milhões de latino-americanos de consolidar sua ascensão à classe média, um sonho que hoje parece distante para muitos. "As ideologias foram superadas. Cada uma teve sua oportunidade e não conseguiu entregar o que se esperava", avalia Marta Lagos, diretora da pesquisa Latinobarómetro, referindo-se à motivação dos protestos que marcaram o segundo semestre de 2019. A última edição da pesquisa anual, ressalta ela, indicou que 70% da população da região acredita que, em seus países, "se governa para uma minoria" e que os partidos políticos estão entre as instituições democráticas com menor nível de confiança — apenas 13%. "O ciclo eleitoral atual na América Latina revela um aumento da polarização política, assim como a intensidade da frustração com as elites políticas", diz o Instituto para Democracia e Assistência Eleitoral Internacional (IDEA) em relatório de dezembro, que teve como tema "O estado da democracia no mundo e nas Américas em 2019". A análise destaca ainda que "o desencanto impulsionou os eleitores a apoiarem diferentes líderes anti-sistema, tanto à direta quanto à esquerda". Manifestante chuta lata de gás lacrimogêneo em protesto em Santiago, no Chile, em imagem de arquivo Rodrigo Arangua/AFP A tendência: mudanças de governo Assim, mais que uma inclinação em direção a um dos polos do espectro político, a tendência que parece se consolidar é a de uma mudança de governos. Os argentinos, por exemplo, em vez de reelegerem o conservador Mauricio Macri, preferiram em outubro reconduzir o peronismo ao poder — optaram pela chapa que reunia Alberto Fernández e a ex-presidente Cristina Kirchner como vice. A oposição também venceu no Uruguai. O candidato de centro-direita Luis Lacalle venceu em novembro depois de 15 anos de gestão da coalização de esquerda Frente Amplio. No Panamá, por sua vez, o candidato de oposição era de centro-esquerda: Laurentino Cortizo foi eleito em maio. Na Guatemala, Alejandro Giammattei venceu em agosto em sua quarta candidatura à Presidência. Alguns meses antes, em fevereiro, Nayib Bukele rompeu com 30 anos de bipartidarismo e alternância entre a esquerda e direita "tradicionais" em El Salvador. Em todos os casos, os candidatos foram eleitos com a promessa de renovação política e recuperação econômica, de maior zelo com os recursos públicos e maior firmeza no combate ao crime de maneira geral e à corrupção. São as mesmas expectativas que levaram um candidato de direita como Jair Bolsonaro e outro de esqueda como López Obrador a assumirem em 2018 o comando das maiores democracias da região: Brasil e México. Manifestantes favoráveis a Evo Morales protestam em Cochabamba, na Bolívia, em imagem de arquivo Natacha Pisarenko/AP Photo Tudo isso acontece enquanto a sensação de bem-estar segue diminuindo em vários países da América Latina, conforme o Relatório Mundial sobre a Felicidade, produzido pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. "A infelicidade se traduziu em votos contra governos em exercício em diversas partes do globo", conclui a última edição do relatório. O texto cita o caso específico do México, onde, após a eleição de López Obrador, observou-se uma recuperação dos níveis de satisfação para patamar próximo ao registrado em 2013. "Os mexicanos estão otimistas em relação ao novo governo, mas, caso não haja mudanças concretas nos próximos 12 meses, esse otimismo pode virar uma grande frustração", afirma o economista Mariano Rojas, que já contribuiu para o relatório em anos anteriores. Para ele, o desafio da América Latina hoje é encontrar um modelo de desenvolvimento que contemple, além do crescimento econômico, o bem-estar social. "O que vemos é mais uma busca que uma alternativa clara", afirma. "As pessoas canalizam suas frustrações contra o governo, mas não temos exatamente uma alternativa... e pensar que a alternativa é simplesmente a direita ou a esquerda seria um grave erro."
Empresário aprendeu a fazer botas de couro na infância e hoje fatura com o conhecimento adquirido logo cedo. Jovem aprendiz se torna empresário de destaque na indústria de botas country A moda country provou não ser passageira no Brasil. Para mostrar do que é feito um bom calçado do estilo, o Pequenas Empresas & Grandes Negócios foi para Franca, no interior de São Paulo, conhecida como a capital nacional do calçado masculino. Por lá, conheceu um empreendedor que começou a trabalhar bem jovem no setor calçadista. Marco Souza colocou a mão na massa desde pequeno e aprendeu a fazer as famosas e concorridas botas de couro: “Com nove anos, já costurava sapato nas horas vagas da escola. Com 13, entrei numa empresa como aprendiz e trabalhei aprendendo a fazer de tudo na parte fabril de um calçado. Logo depois de prestar serviço militar, fiz um curso de modelagem”. Tanto empenho e determinação tinham destino certo: Marco já sabia que queria ter a própria empresa de calçados. “Logo em seguida, iniciei uma pequena empresa, com poucas máquinas, adquiridas através de venda de duas linhas telefônicas. Na época, era um investimento”, conta. Da fundação, no final dos anos 80, pra cá, a fábrica passou de três para cem funcionários. Hoje são dezenas de máquinas, em um espaço de 1300 metros quadrados. Muito trabalho para se destacar da região de Franca, que tem cerca de 500 empresas calçadistas. “Hoje o mais complicado como empresa é concorrer com um produto de baixa qualidade. Mas a gente nunca abriu mão da qualidade, da durabilidade e do conforto do nosso produto”, garante. A fábrica produz 250 pares de calçados por dia. Antes de chegar nas caixas, as botas passam por mais de 30 processos. O único serviço terceirizado é a sola, que depois de pronta, volta pra fábrica para ser colada, prensada e depois costurada. É o que garante a qualidade dos produtos da empresa. A melhor época de vendas é no inverno, com o impulso da festa do peão de Barretos. Para driblar a sazonalidade, eles investiram na linha casual, para o ano todo. Os calçados custam na fábrica de R$ 150 a R$ 690. A linha mais cara é a de couro exótico, um pedido dos representantes de vendas. No ano passado, a empresa faturou R$ 3,8 milhões. Todo trabalho exige muito a atenção do dono do negócio, que nunca deixou de colocar a mão na massa. "Sempre que necessário eu tô aqui colaborando com o pessoal, na ausência de algum, fazendo o trabalho dele, no que for preciso. E com isso a gente vai orientando e supervisionando o serviço. É aquele ditado: o olho do dono que engorda o boi. E comigo é assim”, explica Marco. VIMAR BOOTS Rua Frei Agostinho da Piedade, 5851 - Vila Santa Terezinha Franca / SP - CEP: 14.409-261 E-Mail: [email protected] Facebook: www.facebook.com/vimarboots Instagram: @vimarboots www.vimarboots.com.br
Programa fala sobre corais marinhos, pulverização de plantações, fabricação de balaios, uma coleção de tratores antigos e uma receita de moqueca de banana. Durante o mês de janeiro, o Nosso Campo faz uma pausa para reexibir algumas das reportagens produzidas em 2019. Neste domingo (19), os telespectadores podem conferir novamente os seguintes assuntos: Produtor cria corais marinhos em fazenda no interior paulista Produtor usa helicóptero para pulverizar plantações Fabricar balaios é tradição em município do Interior Paulista Produtor rural guarda coleção com quase 150 tratores antigos Receita Nosso Campo: Moqueca de banana fica uma delícia Assista ao programa deste domingo: 1ª parte Retrospectiva Nosso Campo: confira a 1º parte do programa deste domingo, 19 2ª parte Retrospectiva Nosso Campo: confira a 2º parte do programa deste domingo, 19 3ª parte Retrospectiva Nosso Campo: confira a 3º parte do programa deste domingo, 19 Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes Sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
Amarildo Silva pediu demissão do emprego e hoje, como MEI, vende 50 camas de pets por mês. Empreendedor recicla pneus e produz caminhas para cachorros Amarildo Silva é um microempreendedor de Campina Grande, na Paraíba, e transforma pneus velhos em caminhas para cachorro. Ele conta no quadro “Você No PEGN” que trabalhava em uma rede de supermercado e há dois anos resolveu tomar coragem e pedir demissão para trabalhar por conta própria. Ele abriu a própria empresa como MEI. "O que para muitos é lixo, para mim se torna lucro. Já cansei de ver pneus jogados na rua. Eu levo pra minha residência e transformo lixo em arte", afirma. Um parte da empresa dele, que funciona na casa onde mora com a família, parece uma borracharia. Quando não recolhe os pneus na rua, Amarildo compra em lote e paga, em média, R$ 1 cada. Na composição dos custos do produto, a maior parte é trabalho e arte. Além de pneus, o artesão usa parafusos para prender as alças e a calota no fundo da futura caminha e também tinta, tecido e espuma. Depois da limpeza, em menos de uma hora, Amarildo termina todo o processo. “A parte de dentro é um acolchoado, um colchãozinho que tem zíper porque você tira pra lavar. Nós temos o travesseiro que tem zíper pra facilitar na lavagem e as alcinhas de transporte que são parafusadas", explica. Amarildo vende 50 camas de pet por mês. Tudo pela internet. O preço varia entre R$ 90 a R$ 130, o que garante a ele um faturamento de até R$ 5 mil mensais. "O diferencial do meu produto é que ele é sustentável e altamente mais resistente que as que vendem por aí”, garante Amarildo. CÃOMINHAS PETS Avenida Manoel Tavares, 1077 - Alto Branco Campina Grande/ PB - CEP 58401-500 Telefone: (83) 9 9980-0566 (WhatsApp) E-mail: [email protected] Instagram: @amarildo_silva2 / @caominhas_pets2 Facebook: Amarildo Silva/caominhas

Blog também tira dúvidas sobre como atualizar o sistema no PC com Windows 7 e sobre PC lento quando está com pouco espaço livre no SSD. Windows S Eu comprei um computador equipado com o Windows 10 S, o problema é que essa versão do sistema não permite instalação de programas ou apps que não estejam publicados na loja oficial da Microsoft. E de acordo com a Microsoft, para que eu possa instalar um programa que não está publicado na loja oficial, terei que abrir mão do Windows 10 S — esse processo é irreversível. Como devo proceder para instalar um pen drive com a assinatura digital? – Luis Vasques Olá, Luis! O Windows S é uma versão otimizada do sistema operacional da Microsoft, ele tem como característica principal um excelente desempenho. Mas para que o seu pleno funcionamento seja garantido pelo desenvolvedor, o usuário só consegue baixar e instalar aplicativos publicados na Microsoft Store. Essa determinação existe devido ao fato que todos os aplicativos disponibilizados, passaram por um rigoroso processo de verificação. Infelizmente se os programas que você precisa usar no seu PC, não estão publicados na Microsoft Store, a única alternativa é desativar o modo "S" para poder realizar a instalação de qualquer programa. Vale salientar que esse processo não poderá ser desfeito, mesmo após ter removido os programas que foram instalados paralelamente. Não é possível instalar programas no Windows 10 S que não estejam na loja da Microsoft. Divulgação/Microsoft Migrar do Windows 7 para uma versão mais atual Olá, Ronaldo! O meu PC não suporta atualizações do Windows, e após o fim do suporte do Windows 7 eu gostaria de continuar usando o computador durante mais algum tempo. – Júlio Olá, Júlio! Será possível continuar usando o seu PC com um sistema operacional moderno instalado. No entanto, você terá que substituir o Windows por alguma distribuição GNU/Linux. O sistema operacional é uma excelente alternativa ao sistema que foi descontinuado. O blog já mostrou em detalhes como instalar o GNU/Linux no PC. SSD lento Olá! Eu instalei um SSD no meu PC e houve um acréscimo enorme no desempenho. No entanto, com o passar do tempo o Windows começou a apresentar travamentos, principalmente quando fico com pouco espaço livre no SSD. Essa perda de desempenho tem relação com a pouca quantidade de espaço livre? – Miguel Olá, Miguel! As mídias de armazenamento SSDs (solid-state drive) proporcionam um desempenho superior ao encontrado nos discos rígidos convencionais. Mas para manter esse ganho de velocidade, é necessário evitar que o SSD fique com menos de 10 GB de espaço livre.

Oportunidades são para profissionais de todos os níveis de escolaridade, para 7 estados. Concursos: Marinha seleciona para 900 vagas com remuneração de até R$ 1.950,00 Pixabay Ao menos 15 órgãos abrem inscrições nesta segunda-feira (17) para concursos que selecionam para mais de 1,4 mil vagas. As oportunidades são para profissionais de todos os níveis de escolaridade, para 7 estados (Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Roraima e Piauí). CONFIRA A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS E OPORTUNIDADES Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de postos durante a validade do concurso. Só na prefeitura de Maracaí, em São Paulo, os salários chegam a R$ 13.217,90. As 31 vagas são para profissionais de nível fundamental, médio e superior. As inscrições podem ser feitas no site da organizadora até o dia 4 de fevereiro. Já a Marinha seleciona para 900 vagas com remuneração de até R$ 1.950,00. Podem se candidatar profissionais com Ensino Médio e as inscrições vão até 3 de fevereiro no site da Marinha. Veja abaixo os concursos que abrem inscrições nesta segunda: Câmara Municipal de Santos (SP) Inscrições até: 19/02/2020 Vagas: 38 Salário máximo: R$ 8.000,00 Escolaridade: médio e superior Local: Santos Estado: São Paulo Mais informações Corpo de Bombeiros de Roraima Inscrições até: 21/01/2020 Vagas: 23 Salário máximo: R$ 60/hora-aula Escolaridade: superior Estado: Roraima Mais informações Marinha Inscrições até: 03/02/2020 Vagas: 900 Salário máximo: R$ 1.950,00 Escolaridade: médio Mais informações Prefeitura de Águas Formosas (MG) Inscrições até: 20/02/2020 Vagas: 27 Salário máximo: R$ 3.782,58 Escolaridade: fundamental, médio e superior Local: Águas Formosas Estado: Minas Gerais Mais informações Prefeitura de Aracitaba (MG) Inscrições até: 18/02/2020 Vagas: 41 Salário máximo: R$ 3.217,59 Escolaridade: fundamental Local: Aracitaba Estado: Minas Gerais Mais informações Prefeitura de Colíder (MT) Inscrições até: 30/01/2020 Vagas: 59 Salário máximo: R$ 6.499,29 Escolaridade: médio e superior Local: Colíder Estado: Mato Grosso Mais informações Prefeitura de Conceição da Barra de Minas (MG) Inscrições até: 20/02/2020 Vagas: 12 Salário máximo: R$ 2.467,21 Escolaridade: fundamental, médio e superior Local: Conceição da Barra de Minas Estado: Minas Gerais Mais informações Prefeitura de Corumbaíba (GO) Inscrições até: 20/02/2020 Vagas: 16 Salário máximo: R$ 3.869,40 Escolaridade: fundamental, médio, técnico e superior Local: Corumbaíba Estado: Goiás Mais informações Prefeitura de Guadalupe (PI) Inscrições até: 22/02/2020 Vagas: 33 Salário máximo: R$ 2.941,46 Escolaridade: médio e superior Local: Guadalupe Estado: Piauí Mais informações Prefeitura de Icatu (MA) Inscrições até: 17/02/2020 Vagas: 94 Salário máximo: R$ 5.600,00 Escolaridade: médio, técnico e superior Local: Icatu Estado: Maranhão Mais informações Prefeitura de Maracaí (SP) Inscrições até: 04/02/2020 Vagas: 31 Salário máximo: R$ 13.217,90 Escolaridade: fundamental, médio e superior Local: Maracaí Estado: São Paulo Mais informações Prefeitura de Mutunópolis (GO) Inscrições até: 20/02/2020 Vagas: 70 Salário máximo: R$ 6.322,35 Escolaridade: fundamental, médio e superior Local: Mutunópolis Estado: Goiás Mais informações Prefeitura de Rianápolis (GO) Inscrições até: 19/02/2020 Vagas: 33 Salário máximo: R$ 3.802,35 Escolaridade: fundamental, médio e superior Local: Rianápolis Estado: Goiás Mais informações Prefeitura de São Felix de Minas (MG) Inscrições até: 18/02/2020 Vagas: 67 Salário máximo: R$ 10.499,54 Escolaridade: fundamental, médio e superior Local: São Felix de Minas Estado: Minas Gerais Mais informações Prefeitura de Viradouro (SP) Inscrições até: 03/02/2020 Vagas: 7 Salário máximo: R$ 3.993,95 Escolaridade: fundamental e superior Local: Viradouro Estado: São Paulo Mais informações

De olho no futuro das cidades, a indústria automobilística discute também o próprio futuro. Com novas tecnologias e discussões chegando aos carros — eletrificação, automação, redução de combustíveis fósseis e até a relação dos consumidores com a posse dos automóveis — as fabricantes discutem como essas novidades irão mudar as cidades. E, em última análise, até mesmo o futuro dessas empresas. A discussão foi um dos principais pontos da Consumer Electronic Show (CES), maior feira de tecnologia do mundo, que passou a ser o principal evento do setor no início do ano, agora que o Salão de Detroit acontece em junho. Em Las Vegas, Ford, Hyundai, Toyota tiraram o foco dos carros e tentaram olhar para as cidades com outras tecnologias, como análise dados e inteligência artificial. O objetivo é tentar prever, com algum grau de precisão, como elas podem se adaptar ao futuro e entender a mobilidade nas cidades que virão. Dados e novas formas de mobilidade Tentando entender quais são as necessidades urbanas e como direcionar soluções para os problemas que já enfrentamos nas cidades, as montadoras recorreram à análise de dados e à inteligência artificial. A Ford tem um projeto desse tipo, chamado de City Insights Platform (Plataforma de Entendimento da Cidade, em tradução livre), em Ann Arbor, cidade que fica no estado de Michigan. Ann Arbor tem a maior rede de transporte público do estado, o que ainda é insuficiente para lidar com o volume de pessoas. Embora tenha cerca de 120 mil habitantes, o que corresponde a apenas 1% da população de São Paulo, a cidade viu crescer sua população em 5 vezes nos últimos 20 anos, o que trouxe problemas de locomoção, tráfego e estacionamento. Usando análise de dados e inteligência artificial, Ford conseguiu fazer modelo preditivo do tráfego na cidade de Ann Arbor, nos EUA. Thiago Lavado/G1 A plataforma, fruto de parceria da Ford com autoridades locais e com o Instituto de Pesquisa do Trânsito da Universidade de Michigan, permitiu criar um modelo preditivo, baseado em dados, que consegue visualizar os congestionamentos nas próximas 24 horas e testar soluções para o trânsito. Um dos testes foi o que aconteceria com a implementação de vans para transporte compartilhado. Os dados mostraram que, se a iniciativa tivesse baixa adesão, poderia até piorar o trânsito, mas se tiver adoção elevada, melhoraria o congestionamento em 5,75%. “Pensamos que parte do congestionamento no centro se devia à falta de vagas, e planejávamos construir novas áreas de estacionamento”, disse Bill Frykman, diretor de inovação e mobilidade na Ford. “Se você pode introduzir vans de transporte, tirando os carros individuais da rua, você reduz o congestionamento”. O impacto mais significativo seria justamente nos estacionamentos, que poderiam liberar de 8 a 12 vagas para cada van de transporte nas ruas. Vans projetadas pela Ford para transporte urbano poderiam transportar até 6 passageiros. Thiago Lavado/G1 O experimento também revelou que áreas do centro da cidade, pouco abastecidas pelo transporte público, passariam a ter algum tipo de nova opção de transporte e mudariam os incentivos e impacto do uso de carros. Outro achado tem a ver com acidentes. Analisando os 25 piores cruzamentos da cidade, também foi possível implementar mudanças na estrutura urbana — como mudanças na localização dos sinais e intervalos de semáforos. As trocas geraram economia de US$ 6 milhões para a sociedade e redução no número de acidentes. "Realmente faz parte de uma visão maior", disse Frykman. "O cenário da mobilidade vai mudar e queremos ter certeza que a Ford será capaz de atender a essas necessidades". Ele acrescentou que o projeto já está sendo expandido para outros lugares como Austin, no Texas, Detroit, Pittsburgh e Indianópolis. Já a Toyota divulgou os planos para construir a Woven City, uma cidade aos pés do Monte Fuji, planejada para ter as melhores soluções de transporte e moradia. No longo prazo, a ideia é povoar a cidade, que é um protótipo reduzido, com funcionários da empresa e suas famílias. No curto prazo, a Toyota vai construir outra cidade no mundo virtual, para poder prevenir antes problemas que poderiam surgir no futuro. O projeto deve começar em 2021. De acordo com Akio Toyoda, presidente da montadora, a iniciativa será "uma oportunidade para testar a tecnologia de inteligência artificial no mundo virtual e no mundo físico". A Hyundai, com a apresentação de um “carro voador” em parceria com a Uber, também vislumbra um futuro diferente para as cidades. A ideia envolve ainda a instalação de estações de decolagem e pouco, além de vans para conectar passageiros. 'Carro voador' da parceria entre Hyundai e Uber envolve também um redesenho urbano, com introdução de pontos de pouso e transporte para os passageiros. Thiago Lavado/G1 Dos eletrônicos aos carros Com montadoras discutindo o futuro e as cidades, curiosamente foi na Sony, uma empresa de eletrônicos, que um veículo ocupou o centro do palco. A preocupação da empresa japonesa, porém, não é fabricar carros em larga escala, mas mostrar que produz sensores que farão cada vez mais parte dos automóveis no futuro. O Vision-S tem 33 sensores, além de sistemas de entretenimento e informação da empresa. Modelo Vision-S ocupou o principal lugar no estande da Sony. Thiago Lavado/G1 Atualmente, a Sony tem apenas 3% do mercado de sensores para carros, enquanto que é líder do segmento de sensores de imagem para smartphones, de acordo com dados da companhia de pesquisas Techno Systems Research. "Não é exagero dizer que o celular tem sido a grande tendência da última década", disse o presidente-executivo da Sony, Kenichiro Yoshida, em entrevista coletiva na CES. "Acredito que a próxima grande tendência será a mobilidade." A divisão de semicondutores é a segunda maior fonte de renda da empresa, depois do videogame PlayStation — dentro dessa área, a venda de sensores, principalmente para smartphones, responde por 86% do faturamento. O objetivo é refletir esses números também em sensores automotivos.

FGV-Dapp, que monitora centenas de grupos do aplicativo, levantou os links de vídeos mais compartilhados entre agosto e outubro. G1 encontrou erros e informações falsas em 20% dos mais populares. Vídeos com mentiras, metade deles postados há mais de um ano e que somam 5 milhões de visualizações no YouTube, estão entre os principais conteúdos de grupos de política no WhatsApp no Brasil. Essa é a conclusão de uma análise feita pelo G1 com base num monitoramento de 409 grupos de WhatsApp realizado pela Diretoria de Análise de Política Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Dapp), que há anos estuda o debate político e a circulação de informações em plataformas digitais. O uso do Youtube e do Whatsapp para difusão de notícias falsas já havia sido mostrado em agosto de 2019 pelo jornal americano "The New York Times". Na ocasião, o jornal revelou que vídeos de Youtube com informações falsas sobre o vírus da zika acabavam circulando na íntegra ou em trechos no Whatsapp. A partir da reportagem do NYT, o G1 procurou a FGV para obter dados que ajudassem a mapear a circulação de notícias falsas. A pedido do G1, a equipe da FGV-Dapp levantou informações sobre o que foi postado entre 15 de agosto e 10 de outubro nos 409 grupos de WhatsApp (veja mais sobre a metodologia no final desta reportagem). O YouTube se mostrou o site mais popular, com 142 mil dos 410 mil links mais compartilhados (foram 2,6 milhões de mensagens, no total). Em seguida, a equipe do G1 analisou os 100 links de YouTube mais compartilhados. Eles remetem para 78 vídeos, dos quais 16 – ou 20% – contêm alguma informação falsa ou errada. No WhatsApp, somam 2,5 mil postagens. No YouTube, 5 milhões de visualizações. Parte desses vídeos com mentiras pertencem a 3 canais do YouTube que contam com serviço de assinatura – uma opção para lucrar com os vídeos ofertada pela plataforma a produtores de conteúdo selecionados. O WhatsApp informou ao G1 ter feito "alterações significativas no produto e trabalhou com parceiros para ajudar a lidar com as consequências prejudiciais da desinformação". "Embora não exista uma ação única que possa resolver os desafios complexos que contribuem para a desinformação, estamos comprometidos em ajudar a fazer a nossa parte para garantir que o WhatsApp continue sendo uma força para o bem no Brasil", disse a empresa. O YouTube diz que a desinformação representa um grande desafio e que tem adotado uma série de medidas para lidar com o fenômeno (leia mais abaixo). Vídeos que induzem a erro Para além dos vídeos com erros e mentiras, há aqueles que, mesmo sem uma afirmação claramente falsa, podem induzir a confusões. Por exemplo: um dos vídeos analisados, que não foi incluído na lista de 16 que contêm mentira, mistura realidade (a Agenda 2030 da ONU) com ficção (o filme Matrix) para defender que existe uma estratégia secreta de controle mundial. Outro sugere que o acordo UE Mercosul ficou paralisado durante 20 anos até ser fechado pelo governo Bolsonaro – embora rodadas de negociação tenham ocorrido em 2016 e 2018, por exemplo. "Tem coisas que não são claramente factuais– existem dispositivos que você coloca dentro do discurso, ainda que você não coloque de uma forma tão escancarada – mas que são maliciosas o suficiente para ir criando uma visão de mundo bastante distorcida. Se ampliasse o critério [para incluir esse tipo de conteúdo], ampliaria esse número focado em desinformação", diz o diretor da FGV-Dapp, Marco Aurelio Ruediger. Ruediger destaca que a circulação de mentiras, especialmente em vídeo, prejudica a confiança da população no processo político – em 2020, por exemplo, o Brasil terá eleição para todos os 5.570 municípios. A preocupação com a influência de informações falsas no pleito levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a criar um programa de combate à desinformação. “É extremamente corrosivo da credibilidade das pessoas sobre o processo político. Então, na verdade, você tem uma certa fronteira de impulsionar um certo niilismo na sociedade. No final, não se acredita em nada, e, quando não se acredita em nada, não se acredita nas instituições, em valores, tudo é possível, justificar até o injustificável", afirma. Mentiras sobre incêndios na Amazônia, ditadura militar e Ursal A maior parte dos 78 vídeos trata da Amazônia, que em agosto – época do início do levantamento – atingia o maior número de focos de incêndio em 9 anos, com 30,9 mil, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – crise ambiental que chamou a atenção internacional para o país. Um desses vídeos é de 2015, e voltou a circular em 26 de agosto deste ano, dois dias depois de o presidente da França, Emmanuel Macron, dizer na cúpula do G7 que a Amazônia é um “bem comum” e pedir “mobilização de potências” contra o desmatamento. O vídeo, compartilhado em 118 grupos de WhatsApp por 173 usuários diferentes, mostra a retirada de arrozeiros que ocupavam ilegalmente a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, em 2009, por ordem do STF, em decisão pública. As cenas, entretanto, são descritas no vídeo de forma diferente. O título do vídeo afirma que o "presidente Lula manda invadir Roraima secretamente". No YouTube, o vídeo responde por 847 mil das 26 milhões que o canal VerdadeFinalRevelada obteve desde 2012. Vídeo que trata erroneamente a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol como ordem secreta de invasão dada por Lula Reprodução O G1 tentou falar com os responsáveis pelo canal, mas, no YouTube não há informações sobre quem é responsável por ele, nem contatos. A reportagem encontrou um usuário do Facebook relacionado ao canal e enviou uma mensagem em 7 de janeiro, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Outra mentira, a de que “existem mais de 100 mil ONGs na Amazônia" (são 15 mil entidades sem fins lucrativos na região, na verdade), circula nos grupos de WhatsApp de política desde 22 agosto, mas está no YouTube ainda há mais tempo: o vídeo foi publicado em 2014 no canal Tada Shiro, que não respondeu ao e-mail enviado pela reportagem em 7 de janeiro. O segundo vídeo mais compartilhado – postados 290 vezes em 119 grupos por 159 pessoas a partir de 22 de agosto – é de um incêndio ocorrido na Região Metropolitana de Belo Horizonte acompanhado da seguinte frase: "Urgente!! Índios confirmam!!! a esquerda bandida e as ONGs estão botando fogo na Amazônia”. É o 2º vídeo mais popular do canal 100noçao, que o YouTuber Rodrigo Alves criou em 2017. Tem 103 mil visualizações, 25% das 517 mil do canal. Só perde para "Perereca vai vai vem vem", um funk de MC Levin (138 mil visualizações). A reportagem procurou Alves por e-mail em 7 de janeiro, mas não obteve resposta. A esquerda é outro tema recorrente. E, entre os vídeos mais postados nos grupos, uma paródia é apresentada como uma instituição real: a Ursal, sigla para União das Repúblicas Socialistas da América Latina, que se popularizou na eleição de 2018 ao ser citada pelo então candidato à Presidência Cabo Daciolo (Patri). No vídeo, um apresentador não identificado afirma que “muitos projetos que estão sendo aprovados no Congresso Nacional no Brasil, e em vários outros congressos, saíram do Foro de São Paulo, passaram pela Unasul [União das Nações Sul Americanas] e já estão implantados na Ursal". A Ursal, entretanto, não existe. Trata-se de um termo irônico criado pela socióloga brasileira Maria Lúcia Victor Barbosa em uma crítica ao Foro de São Paulo, entidade que reúne partidos políticos de esquerda da América Latina. "Por mais que eu fale para as pessoas que isso [Ursal] não existe, é impossível tirar a 'verdade' da cabeça delas", diz Maria Lúcia ao G1. O vídeo saiu do ar pelo menos desde 26 de dezembro. O canal responsável - Brasil a espera de um milagre (sic) - também não está mais disponível no YouTube. Pautas inconstitucionais Reprodução de vídeo do canal Intervencionistas do Brasil Reprodução/YouTube Vídeos de YouTube com defesa de pautas inconstitucionais também são muito populares nos grupos de política do WhatsApp. Um quinto dos grupos monitorados (99 dos 409) receberam um vídeo em que narrador não identificado diz que a "solução" para o Brasil é "uma intervenção que pode ser pacífica, mas a possibilidade é que seja violenta e revolucionária”. O vídeo, que tem 167 mil visualizações, pertence ao canal SeuTube, que soma 15 milhões de visualizações desde abril de 2015. Não há contatos na página, tampouco no Facebook. Outro, postado em 91 grupos, é ainda mais popular no YouTube: tem 206 mil visualizações. Com o título "Bolsonaro responde pedido de intervenção militar com: 'lei de segurança nacional?'" foi postado em 1º de outubro no site e compartilhado no mesmo dia nos grupos de política do WhatsApp. Além de afirmar que "nunca houve golpe militar" no Brasil – o que é uma mentira – o vídeo defende também uma "intervenção". A sequência pertence ao canal Intervencionistas do Brasil, que supera 16,9 milhões de visualizações desde 2012. Em 7 de janeiro, o G1 enviou um e-mail para um endereço disponibilizado no canal (ao lado de um link para um curso online de cupcake). Em resposta, recebeu uma resposta assinada por uma pessoa que se identificou como Tiago. O texto reafirma que "não houve GOLPE, e sim a vontade de milhares de brasileiros", elenca uma série de ações que apresenta como conquistas do regime militar e conclui dizendo que "somos e sempre seremos intervencionistas, independentemente do governo". Canais com assinantes É difícil saber quem está por trás de boa parte dos vídeos que contêm mentiras ou defendem pautas extremas. Os narradores não se identificam nas sequências, e nos canais não há identificação dos autores e responsáveis. Outros, entretanto, são apresentados por personalidades que ganharam notoriedade como comunicadores alinhados a um dos lados do espectro político e que ganham dinheiro com o YouTube. É o caso do Giro de Notícias, que abriga o vídeo com informações falsas mais visualizado entre os 78 analisados pelo G1: 950 mil das 5 milhões. Nele, o narrador acusa ONGs de estarem por trás de incêndios na Amazônia e, como prova, mostra o áudio uma mulher indígena sobre um incêndio ocorrido na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG) – o mesmo compartilhado pelo canal 100nocao. Com 1 milhão de seguidores e 139 milhões de visualizações desde março de 2015, o Giro é um dos 3 canais que têm vídeos com mentiras e que fazem parte do Programa de Parcerias do YouTube. Para entrar nesse grupo, o YouTube exige que os canais cumpram um conjunto de requisitos, como ter um número mínimo de seguidores e de horas de exibição. A avaliação é feita por sistemas automatizados e por seres humanos. Em troca, a plataforma permite que os responsáveis ganhem dinheiro na plataforma por meio de assinaturas e publicidade. Por e-mail, os responsáveis pelo Giro de Notícias disseram que "a mulher que fala no áudio foi conferida e autenticada como uma pessoa que conhece como as ONGs trabalham" – sem, entretanto, dar mais detalhes. Eles não quiseram dar entrevista. Reprodução do canal Giro de Notícias, em que o apresentador atribui a ONGs a responsabilidade pelos incêndios na Amazônia Reprodução/YouTube WhatsApp e YouTube não têm ações efetivas contra mentiras O WhatsApp (que pertence ao Facebook) e o YouTube (que é do Google) estão entre as redes sociais mais utilizadas no Brasil. Dados divulgados pelo próprio WhatsApp em 2017 diziam que o aplicativo tinha, à época, mais de 120 milhões de usuários no país. Já o YouTube tem mais de 100 milhões de usuários com mais de 18 anos, segundo a consultoria ComScore. O WhatsApp afirma, nas políticas de uso da plataforma, que os usuários não devem usar o serviço “de maneira que envolva publicar desinformação, falsas representações ou afirmações errôneas”. Apesar disso, na mesma página onde estabelece essas políticas, o WhatsApp reitera a criptografia de ponta-a-ponta que existe na plataforma, afirmando que “suas mensagens são suas e nós não podemos ler elas”. Justamente por isso, o controle dessa política é limitado pela empresa. Em resposta ao G1, o Whatsapp disse ter atualizado "campanha educacional chamada 'compartilhe alegria, não rumores' para lembrar as pessoas de não compartilhar informações falsas". A empresa cita ainda alterações no produto, como "Etiquetas de encaminhamento" (marcador que destaca quando um usuário recebe uma mensagem que foi encaminhada a ele), inclusive para mensagens frequentemente encaminhadas. "Esses indicadores ajudam as pessoas a saber quando uma mensagem recebida não foi criada pela pessoa que a enviou e incentivamos os usuários a pensar antes de compartilhar as mensagens encaminhadas", informou o Whatsapp. Há ainda limite de encaminhamentos de mensagens, como maneira de "lidar com a disseminação da desinformação viral". O Whatsapp disse ainda que tem banido cerca de 2 milhões de contas de spam por mês e estabelecido configuração de privacidade em grupos, para "impedir que as pessoas sejam adicionadas a grupos indesejados". Já o YouTube faz restrição a conteúdos extremistas e discurso de ódio, classificados como “todo conteúdo que promova a violência ou o ódio contra indivíduos ou grupos” com base em características como idade, classe social, deficiência ou etnia. A plataforma também tem uma política para remoção de conteúdos que promovam revisão de fatos históricos, como negação do Holocausto ou da ditadura no Brasil. Metodologia Os pesquisadores da FGV-Dapp monitoraram entre 15 de agosto e 10 de outubro mais de 409 grupos de WhatsApp, aos quais chegaram por meio de convites públicos que circulam na internet ou no próprio aplicativo. Por questões técnicas, não há dados para os dias 4, 14, 15, 16, 17, 18 de setembro e 10 de outubro. A partir do que foi postado nesses grupos, a FGV-Dapp classificou, a partir do conteúdo existente neles, 345 como de apoiadores do governo do presidente Jair Bolsonaro e 64, de opositores. Segundo os pesquisadores, o número de grupos de apoiadores do governo monitorado é muito maior porque, nesse segmento, mais grupos são criados e distribuídos do que no segmento da oposição. Houve, inclusive, tentativa de diminuir essa distância, mas o crescimento da base de grupos da oposição é muito lento, segundo a instituição. O monitoramento da FGV-Dapp, então, levantou que, no período 27 mil usuários participaram dos 409 grupos Cerca de 2,6 milhões de mensagens foram disparadas Dessas, 410 mil são links 141 mil ou 30% dos links são de vídeos do YouTube Como o YouTube se mostrou o site mais popular nos grupos de política do WhatsApp, o G1 decidiu analisar o que havia nos vídeos mais populares. Para tanto, pediu aos pesquisadores do FGV-Dapp a lista de 50 links de YouTube mais postados nos grupos de governo e 50 de oposição. Os pesquisadores da FGV-Dapp não analisaram que vídeos são esses nem, por consequência, o que há neles. Esse trabalho foi realizado pelos repórteres do G1, que analisaram os 100 links. O primeiro passo foi identificar a quais vídeos esses links se referiam, se ainda estavam no ar, em quais canais do YouTube foram postados e quando e quantas visualizações possuíam. Em seguida, a reportagem assistiu a todos os vídeos que ainda estavam disponíveis para analisar o seu conteúdo. As conclusões desse trabalho foram: Os links remetem para 78 vídeos que ainda estavam disponíveis no YouTube quando a apuração foi realizada (entre outubro e novembro de 2019) Desses 78 vídeos, 16 contêm mentiras e 6 pregam fechamento do STF, do Congresso ou intervenção militar. 3 dos canais com vídeos que têm mentiras têm serviço de assinatura Outros 2 têm publicidade nos vídeos com mentiras *Estagiária, sob supervisão de Vitor Sorano

Intervenções são executadas pelo programa Patrulha Mecanizada, coordenado pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Produtores rurais da Bahia recuperam 500 km de estradas na região oeste do estado Divulgação/Abapa Os agricultores baianos recuperaram 500 quilômetros de estradas no oeste da Bahia, em 2019, conforme informou a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Com foco voltado para estradas vicinais, a pavimentação asfáltica ocorreu em um trecho de 40 km da rodovia Rio Grande e de 33 km da Estrada da Soja, ambas em São Desidério, na região agrícola do oeste baiano. As intervenções são executadas pelo programa Patrulha Mecanizada, coordenado pela Abapa. De acordo com a Abapa, os benefícios não são apenas para o desenvolvimento do setor agrícola, mas para para quem mora na zona rural e precisa circular pelas estradas, seja no período da seca ou da chuva. Em 2019, também foi iniciada a recuperação de 31 km da Estrada da Timbaúba, em Luís Eduardo Magalhães, também no oeste da Bahia, que já é preparada para ganhar a pavimentação no primeiro semestre de 2020. Dentre os 500 quilômetros de estradas recuperadas em 2019, ainda entram na lista: 120 km da estrada entre Baianópolis e São Desidério; 45 km da Linha Paraíso, em São Desidério; 38 km na estrada que liga a BA 463 à Linha dos Pivôs; 35km da estrada Rio de Pedras, em Barreiras; e 64 km da Estrada João Barata, em Barreiras. Criado e executado desde 2013, o Patrulha Mecanizada já recuperou cerca de 2,5 mil quilômetros de estradas, além de proteger os recursos hídricos, com a criação de sete mil bacias de captação de água, 300 terraços e desvios laterais, evitando a erosão e o soterramento de nascentes, córregos e rios da região. Veja mais notícias do estado no G1 Bahia.

Em 2019, 44% das exportações da bebida foram destinadas à União Europeia. Apesar de ser o terceiro destilado mais consumido no mundo, apenas 1% da produção, o equivalente a 8,4 milhões de litros, é destinada à exportação. No Brasil, se chama pinga, brejeira e até assovio de cobra. Já na França, é simplesmente conhecida como “cachaçá”. Esse destilado tipicamente brasileiro está virando figurinha carimbada dos bares franceses, e alguns empreendedores têm notado seu potencial de venda. Em 2019, 44% das exportações da bebida foram destinadas à União Europeia. MG tem 44% dos produtores de cachaças do Brasil, aponta Ministério da Agricultura Cachaça do RN é considerada a melhor do mundo em avaliação de revista dos Estados Unidos Mas será que a cachaça pode destronar outras aguardentes mais antigas na França, como o rum e o uísque? Ainda não, respondeu a professora de enologia no Instituto Clorivière em Paris, Sylvie Casanovas. Por outro lado, o mercado da cachaça está em expansão no território francês pelo potencial que a bebida tem para ser misturada com outros produtos. Segundo Casanovas, as importações de cachaça aumentaram nos últimos dez anos, impulsionadas pelo retorno de um fenômeno à Europa: a arte de fazer coquetéis, de misturar vários produtos diferentes. "A cachaça pode ser usada para fazer esses drinks; a prova é que os brasileiros são famosos por fazer o coquetel local, a caipirinha", destaca a enóloga. Outro argumento forte de venda para o destilado é a fama positiva do Brasil na França. De acordo com a empreendedora Sylvie Delauche, a identidade brasileira, mesmo se baseada nos estereótipos de samba e carnaval, é admirada em toda a Europa, gerando a curiosidade de conhecer seus produtos culturais. "O fato é que, com todas as copas do mundo de futebol, o Brasil sempre foi uma estrela e é verdade que esse tipo de evento também ajuda a vender os produtos desse país astro, a cachaça sendo um deles”, diz. Em 2019, 44% das exportações da bebida foram destinadas à União Europeia. Shutterstock Empreendedorismo na França Antes conhecida como bebida de botequim, desde 1994, a cachaça é considerada um produto cultural do Brasil. Mas, apesar de ser o terceiro destilado mais consumido no mundo, apenas 1% da produção, o equivalente a 8,4 milhões de litros, é destinada à exportação. No entanto, a qualidade do produto destinado ao mercado externo não é a mesma, segundo Nicolas Delauche, empreendedor francês que morou no Brasil. Para ele, a cachaça artesanal é mais saborosa do que a industrial, que compõe boa parte das exportações. “Alguns [franceses] têm um preconceito, um clichê de álcool ruim por causa das cachaças industriais que têm chegado à França, mas a maioria deles quer provar a bebida”, explica. Em 2018, a França foi o quarto país que mais importou cachaça no mundo, atrás do Paraguai, Alemanha e Estados Unidos. Nicolas Delauche viu então uma oportunidade de ampliar os negócios e desenvolver o mercado. Este ano ele co-fundou uma marca de cachaça sob o slogan “nascida no Brasil e criada na França”, com a intenção de apresentar um produto de qualidade para o paladar francês, que já conhece seu similar, o rum. “O que queremos fazer em Paris é apresentar a cachaça como uma prima do rum, ou seja, vamos procurar sabores diferentes em um produto que seja bem próximo, mas também bastante diferenciado”, conta Delauche. Desafios do mercado francês Segundo Sylvie Casanovas, o maior desafio da cachaça para ganhar o mercado francês é a concorrência com outros destilados similares. A produção de cachaça é exclusivamente brasileira, enquanto o rum, por exemplo, é produzido em diversos países, como Antilhas Francesas, Cuba e ex-colônias inglesas no Caribe (Trinidade, Antígua e Barbados). “Como o rum é produzido em todo o mundo, há uma chance maior de torná-lo conhecido do que a cachaça. A bebida também é consumida principalmente no Brasil, então, durante muito tempo, os brasileiros não procuraram necessariamente exportar o produto, enquanto o rum, sim”, explica. Para Casanovas, conquistar os franceses vai exigir servir mais qualidade para compensar o preço que muitos podem considerar amargos de mais. “No Brasil, você pode encontrar excelentes cachaças de € 5 a 15 euros (R$ 23 a R$ 69). Quando elas chegam à França, obviamente são acrescidas do custo de exportação, transporte, impostos e comissão dos distribuidores. Você pode ter um produto que vai custar o dobro ou até o triplo do valor brasileiro. Comprar uma cachaça, que já não é muito conhecida, a € 35 ou € 40 (R$ 162 ou R$ 185) pode doer no bolso”, explica Para incentivar o consumo e a cultura da cachaça na França, é preciso um tempo de experimentação, segundo Casanovas. Ela sugere mais bares e festas de temática brasileira que usam bons produtos, mais visitas dos produtores às grandes exposições de bebidas alcoólicas e preços mais baixos. “Para evitar comprar uma cachaça de € 40, muitos bares compram cachaças a preço de custo, o que obviamente não ajuda os franceses a conhecer as boas cachaças”, diz Casanovas. “Eu acho que existe um trabalho de educação a se fazer sobre o produto, para mostrar que a paleta de cachaças é muito, muito variada.” Enquanto a cultura latina, e especificamente brasileira, ganha mais popularidade na Europa, Nicolas Delauche acredita que a cachaça, pura ou em coquetel, se tornará ainda mais fiel às do seu país de origem. “A história entre a cachaça e a França é relativamente nova, mas há uma boa chance que 2020 seja o ano da cachaça na França e na Europa”, afirma. Terra de Minas visita o Museu da Cachaça no Norte de Minas Gerais

Psicologia explica como diferentes formas de pagamentos impactam nossos cérebros. Você costuma fazer compras com dinheiro físico, cartão de crédito ou carteiras eletrônicas? Javier Hirschfeld/Getty Images via BBC Lembro que, quando era menino, guardava meus trocados em uma gaveta especial, as moedas douradas de libras formavam uma pilha precisa. (Embora a pilha nunca ficasse tão grande que prejudicasse a estrutura). Cresci em Hastings, uma pequena cidade costeira em East Sussex (Inglaterra), famosa pela conquista dos normandos (em 1066) e pelo charme litorâneo. Ela tem fama de ser um pouco decadente e está sempre se revitalizando. Ganhei meu primeiro cartão de débito quando tinha 14 anos. Guardei dinheiro para um ano sabático trabalhando em um bingo, e pus o dinheiro em uma conta poupança. Evitava cartões de crédito. Naquela época (2007), as taxas de rendimento giravam em torno de 5%, e me lembro de ganhar 70 libras (R$ 371) certo ano, o que me fez sentir muito rico. Corta para 2018 e eu estava morando e trabalhando em Pequim, China, como um jornalista freelancer. Todos os moradores de Pequim em volta de mim pagavam tudo usando apenas seus celulares. Eles caminhavam até o balcão de um restaurante, comércio ou loja de conveniência, e mostravam um QR code para o caixa escanear. Depois de escaneado, o sistema imediatamente debitava a quantia exata da carteira virtual do comprador. Sem ter de buscar dinheiro na carteira nem esperar por troco. Sem ter de passar um cartão de plástico. A transação levava segundos. Mas eu era teimoso. Meus amigos, tanto ocidentais quanto chineses, tiravam sarro de mim por ser tão tradicional — por manusear "notas sujas" — vendo o dinheiro amassado como prova de minha revolta contra a tecnologia. Mas havia algumas razões pelas quais eu continuava usando dinheiro físico e evitava transações virtuais. Primeiro, eu me sentia mais seguro. Não entendia bem como o dinheiro eletrônico funcionaria no meu smartphone e temia que ele pudesse ser facilmente desviado. Em segundo lugar, temia que, ao migrar para pagamentos eletrônicos e perder a inconveniência de pagar com dinheiro, eu acabaria gastando mais. Tinha medo de que ao perder as qualidades tangíveis e visíveis do papel moeda, e a transação física — de pescar minha carteira, encontrar as notas requeridas, e entregar o dinheiro — eu estaria perdendo o senso de quanto, a cada dia, eu estaria gastando. Esses temores eram justificados? Conforme mais e mais pessoas ao redor do mundo evitam dinheiro em papel, essas são questões essenciais a se considerar. Antes de entrarmos no universo complicado da psicologia do consumidor, e no conflito entre a economia clássica e a psicologia que levou ao nascimento da economia comportamental, vamos primeiro avaliar o que exatamente é o dinheiro. Babilônia revolucionou a forma como usamos o dinheiro Javier Hirschfeld/Alamy via BBC Dinheiro é um conceito abstrato — e hoje nós o damos de barato, sem considerar como um pedaço de papel, ou pedaços de metal, têm valor intrínseco. Mas o dinheiro é uma invenção relativamente recente, e representou uma mudança fundamental na sociedade humana, diz Natacha Postel-Vinay, que leciona um curso sobre a história do dinheiro e das finanças na London School of Economics. "Era algo completamente diferente do escambo", diz ela. "Você não precisa de uma correspondência exata entre duas pessoas e seus desejos. Se quisesse comprar pão, o vendedor não precisava receber algo específico de você, seu casaco ou o vegetal da sua horta. Você só precisava de um pouco de prata." Em termos técnicos, o dinheiro é uma reserva de valor e deve ser um item contábil, o que significa simplesmente que deve ser um item padronizado (como uma moeda). O primeiro registro do uso de dinheiro vem dos antigos Iraque e Síria, na civilização babilônica, por volta de 3 mil a.C. Nos tempos babilônicos, as pessoas usavam pedaços de prata que eram medidos conforme uma unidade de peso conhecida como shekel. Vêm da Babilônia os registros dos primeiros preços, anotados por sacerdotes do Templo de Marduk, assim como os primeiros contadores e as primeiras dívidas. Na Babilônia, tínhamos muitas das coisas essenciais para uma economia monetária. Isso incluía o fato de que a prata tinha sua pureza regularmente testada e era uma força estabilizante, como um rei ou um governo, em que as pessoas podiam confiar para garantir o valor do dinheiro. "Em todos os tempos, para que o dinheiro tivesse valor, a confiança foi necessária", diz Postel-Vinay. Mas houve muitas mudanças no dinheiro ao longo do caminho. A Babilônia tinha dinheiro, mas ele ainda era volumoso e precisava ser pesado — não era tão avançado quanto moedas. Por volta do ano 1000 a.C., outras civilizações passaram a usar metais preciosos e, na Grécia antiga, no reino de Lídia, as primeiras moedas foram fabricadas. As primeiras notas de dinheiro foram usadas na China Imperial durante a dinastia Tang (618-907 d.C.) e eram notas de crédito produzidas privadamente ou notas de câmbio, mas a Europa só adotaria a ideia no século 17. Hoje, o dinheiro não está atrelado a objetos físicos que são eles próprios commodities com valor, como moedas de ouro ou prata, mas usamos uma forma chamada moeda fiduciária, que é uma moeda que um governo estabeleceu como legal. O conceito de crédito (e débito) existia muito antes da invenção de cartões de crédito. "Não precisa ser físico para ser dinheiro", explica Postel-Vinay. O cartão de crédito emitido por bancos foi inventado por John Biggins, do Flatbush National Bank, no Brooklyn, em Nova York, em 1946. Posteriormente, ofereceram-se cartões de crédito a vendedores viajantes, para que os usassem na estrada, nos EUA. No Reino Unido, a Barclays produziu o primeiro cartão de crédito britânico em 29 de junho de 1966. O primeiro cartão de débito surgiu no Reino Unido em 1987. Chips e senhas foram introduzidos em 2003, e cartões de crédito que funcionam por aproximação foram lançados quatro anos depois. Na China, enquanto isso, escanear QR codes com o celular, ou gerar QR codes no celular para que sejam escaneados por comerciantes, tornou-se um meio comum para fazer pagamentos. A rápida adoção de pagamentos eletrônicos na China se explica pelo alcance do aplicativo WeChat no país, que inclui serviços de pagamento virtual, mensagens e funções de mídias sociais; pela popularidade de plataformas de comércio virtual, como a Taobao, da Alibaba; e pelo fato de que a China tem baixos índices de uso de cartão de crédito. A partir de 2015, a adoção de pagamentos eletrônicos em transações do dia a dia se tornou muito mais predominante. Países que têm os maiores índices de compras sem dinheiro vivo incluem o Canadá, onde é comum que cada pessoa tenha mais de dois cartões de crédito. Na Europa, a Suécia é a sociedade que menos usa dinheiro em papel: apenas 13% dos suecos disseram ter usado dinheiro em compras recentes, segundo uma pesquisa nacional feita no ano passado. Em 2010, o índice era de 40%. Em comparação, cerca de 70% dos americanos ainda usam dinheiro semanalmente, segundo um estudo recente do Pew Research Center. Emelie Svensson, uma sueca que trabalha como jornalista em Nova York, diz que os dois países são muito diferentes quanto ao uso de dinheiro. "O sistema gira em torno de gorjetas e muitas lojas nem aceitam cartões, ou a compra deve ser de no mínimo 10 dólares", ela diz, referindo-se à experiência de morar nos EUA. "Mas está melhorando. Há cinco anos, eu pagava meu aluguel com dinheiro vivo!" A China inventou o papel moeda Getty Images via BBC E embora o uso de pagamentos sem dinheiro vivo esteja aumentando no Reino Unido, ele ainda tem um longo caminho a percorrer. Para Moa Carlsson, uma açougueira de 20 anos de Gotemburgo, o país tem uma postura pálida quando comparado à sua Suécia nativa. "Acho que é um pouco divertido e de certa forma quase estranho usar dinheiro vivo", ela diz, quando visita o Reino Unido. "A Inglaterra parece mais antiquada. Me sentiria quase estranha ao não usar dinheiro lá. Acho que a libra é uma parte grande da Inglaterra, muito mais do que a coroa para a Suécia." Para pessoas que vivem em sociedades que usam cada vez menos dinheiro em espécie, os benefícios de pagamentos eletrônicos são óbvios. "É muito conveniente. Você não tem a sensação de guardar 200 libras no bolso ou (a chateação) de ter de sacar dinheiro. 'Onde está o caixa eletrônico?' Está ali no seu bolso", diz William Vanbergen, um empreendedor britânico que chegou à China em 2003 e demorou a aderir a pagamentos eletrônicos. Como Carlsson, ele diz que lidar com dinheiro vivo parece antiquado. Quando Vanbergen viaja a trabalho a Hong Kong, onde o dinheiro em espécie ainda é o método de pagamento mais comum, ou à Inglaterra, ele diz se sentir como se voltasse no tempo. Mas e as desvantagens? Será que pagar sem usar dinheiro físico faz com que as pessoas gastem mais? Essa é uma questão complicada e pressupõe que humanos sejam criaturas irracionais em vários sentidos. Por exemplo, foi mostrado que as pessoas sentem mais dor quando perdem 100 libras do que sentem alegria ao ganhar a mesma quantia. Em outras palavras, a dor da perda machuca mais, embora as duas quantias sejam idênticas. Esse tipo de efeito psicológico alimentou grandes mudanças no campo da economia. No passado, na economia clássica, acadêmicos baseavam suas teorias na suposição de que as pessoas se comportavam racionalmente (de modo que a perda ou ganho de uma quantia igual seriam tratados de forma idêntica por um indivíduo). Mas isso se mostrou falso a partir de estudos psicológicos, levando à criação da economia comportamental e sub-ramos como a psicologia do consumidor. Um dos grandes pesquisadores dessa disciplina relativamente nova é Drazen Prelec. O professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA) fez um estudo sobre um leilão silencioso. O leilão foi feito entre estudantes da prestigiada escola de negócios Sloan e envolvia ingressos para jogos esgotados da NBA, a liga americana de basquete. Os pesquisadores disseram a metade dos participantes que eles só poderiam pagar com dinheiro vivo, enquanto os outros só poderiam pagar com um cartão de crédito. Os resultados surpreenderam os pesquisadores. Na média, descobriu-se que os que usavam cartão de crédito faziam duas vezes mais lances que os usuários de dinheiro vivo. Isso significa, segundo Prelec, que o custo psicológico de gastar um dólar no cartão de crédito é de apenas 50 centavos. Comprar com cartão de crédito tem claramente impactos na forma como as pessoas gastam, conforme atestado por muitos estudos. Porém, também revelou-se que as contas de cartão de crédito, quando chegam, causam imensa dor ao receituário. Tanto é assim que economistas comportamentais acreditam que isso explica a manutenção da popularidade dos cartões de débito. Mas e quanto ao uso de carteiras eletrônicas (e-wallets)? O que importa aqui é o retorno, diz Emir Efendic, pós-doutor em Psicologia e Economia Comportamental na Universidade de Louvain, na Bélgica. "Com cartões de crédito, você não recebe atualizações instantâneas (sobre as compras). Mas com bancos online, você vê a quantia sendo debitada imediatamente", diz Efendic. "Se você perde os retornos, então sim, você gastará mais". Cartão de crédito inovou ao separar o prazer da compra da dor de gastar Javier Hirschfeld/Getty Images/Alamy Com cartões de crédito, a dor do gasto é atrasada (até que chegue a conta mensal). A grande habilidade dos cartões de crédito, em outras palavras, é que eles têm o poder psicológico de separar o prazer da compra da dor do pagamento. Mas, com carteiras eletrônicas, usuários veem o dinheiro debitado imediatamente. Emily Belton, trabalhadora expatriada britânica que usa o WeChat em Pequim, diz que gosta de receber uma notificação a cada vez que faz um pagamento pelo app, e que seu saldo é atualizado em tempo real. Isso é uma comunicação instantânea e não implica o mesmo efeito que um cartão de crédito. Prelec, porém, descobriu que caminhos neurais são acionados pelo que ele chama de "momento vacilante", quase como uma breve dor física, quando nos separamos de nosso dinheiro. Embora não haja pesquisa semelhante sobre o uso de e-wallets, pode-se presumir que o momento vacilante não ocorra quando pagamos com um smartphone. Mas isso precisa ser mais pesquisado. A dor de se separar do nosso dinheiro impede que gastemos além da conta, mas o aspecto negativo é que ela também rouba parte da alegria de consumir. O custo psicológico, que Prelec chama de "imposto moral", pode ser reduzido de várias formas. Instrumentos como o empacotamento (a inclusão de itens gratuitos na compra de um produto) pode reduzir parte do "imposto moral". O pagamento antecipado é outro método, mesmo quando não há vantagem financeira — por exemplo, as pessoas têm mostrado preferir pagar as férias em parcelas (ainda que estejam perdendo parte da liquidez em dinheiro vivo). E, quando estão no exterior, as pessoas também acham mais fácil gastar com moeda estrangeira, tratando-a com muito menos seriedade do que o "dinheiro real" de seu país natal. Empresas como o Club Med se valem dessa psicologia ao definir que seus hóspedes comprem fichas de plástico em vez de usar dinheiro. No meu caso, acabei adotando o uso de pagamentos virtuais em Pequim. Achei o sistema impressionante por sua qualidade e conveniência. É como viver num mundo onde você tem todos os benefícios de gastar sem a dor de pagar. Talvez isso seja melhor para as economias, que podem se beneficiar se as pessoas gastarem seu dinheiro mais livremente, e muitos governos no mundo estão tentando estimular isso. Há um velho ditado inglês que diz: "O dinheiro, como o estrume, não faz nenhum bem até que seja espalhado". Mas, às vezes, esse tipo de gasto livre, sem qualquer fricção, leva a um tipo de desconforto. Talvez esse seja o "imposto moral" a que Drazen Prelec se refere, o que é uma tendência psicológica de sentir o custo de oportunidade como dor real. Em outras palavras, posso estar sentindo esse desconforto por imaginar que poderia gastar aquele dinheiro com outras coisas. Conforme mais sociedades migram do dinheiro em espécie para as transações virtuais, a forma como gastamos pode mudar. Mas o dinheiro continuará sendo uma força governante nas vidas humanas. Pessoas tendem a gastar mais quando estão no exterior Credit Javier Hirschfeld/Getty Images via BBC Weird West Este artigo é parte da nossa série Weird West. Em 2010, uma equipe na Universidade de British Columbia (Canadá) indicou que a pesquisa psicológica contém uma grande falha: boa parte dela se baseia em exemplos de sociedades ocidentais, escolarizadas, industrializadas, ricas e democráticas (as iniciais das palavras em inglês formam o acrônimo "Weird", que batiza a série e significa "estranho" em inglês). Os pesquisadores costumavam supor que seus achados se aplicariam a pessoas de qualquer lugar. Mas, quando analisou o tema, a equipe descobriu que membros das sociedades "Weird" eram, na verdade, as populações menos representativas que alguém poderia usar para fazer generalizações sobre humanos. Da grande imprensa à academia, porém, continua normal ver as sociedades "Weird" como normais, ou ao menos como o padrão pelo qual outras culturas e povos são julgados. Nesta série, mergulhamos nos efeitos disso na vida cotidiana. Que hábitos e formas de pensar são comuns em sociedades Weird que as pessoas de outras partes do mundo podem achar estranhas? E o que isso nos diz não só sobre diferenças culturais, mas sobre nós mesmos? Da hora em que tomamos banho à forma como compramos, esta série reexamina os comportamentos que muitas vezes damos de barato — e explora como o "padrão" é raramente o melhor ou único caminho.

Há muitos aplicativos de saúde mental no mercado, mas o quanto eles ajudam de fato? Alexa Jett achou aplicativo de terapia útil: 'Me tirou daquele lugar sombrio' Alexa Jett/ BBC Alexa Jett, de 28 anos, passou por maus bocados ​​nos últimos anos. Ela foi diagnosticada com câncer de tireoide em 2016. E, embora seu tratamento tenha sido bem-sucedido, em agosto de 2019 ela se viu mergulhada em outra crise quando seu melhor amigo e ex-namorado morreu de câncer aos 33 anos. "Me fechei completamente. E comecei a me perguntar se seria a próxima", relembra. Ela não conseguia sair da cama, e as tarefas domésticas foram se acumulando, deixando a casa uma bagunça. Desesperada, procurou ajuda na internet e em um chatbot (software que tenta simular um ser humano em bate-papo por meio de inteligência artificial) de saúde mental, chamado Vivibot. "Ei, por que não traçamos uma meta?", escreveu o chatbot para ela em 10 de setembro. Psicóloga Noël Hunter diz que aplicativos de saúde mental não podem substituir médicos humanos Noël Hunter/ BBC Para começar, ela só precisava pintar as unhas dos pés. Mas essa tarefa simples, combinada com a "personalidade divertida e amigável" do chatbot — além de sua presença 24 horas por dia, 7 dias por semana — incentivou Jett a realizar sucessivamente mais tarefas. "Me tirou daquele lugar sombrio, e eu voltei a 'funcionar' novamente", diz Jett. O Vivibot é oferecido pelo GRYT, um aplicativo voltado para pessoas com câncer. Há dezenas de serviços semelhantes, que batem papo com os usuários sobre questões de saúde mental, disponíveis no mercado. Eles oferecem relatórios de humor e dicas sobre como melhorar seu estado mental e emocional. "Esses chatbots são um ótimo primeiro passo para pessoas que podem estar tristes, deprimidas ou ansiosas recuperarem sua saúde mental", diz Danielle Ramo, diretora de pesquisa da Hopelab, que desenvolveu o Vivibot. Ela adverte, no entanto, que os chatbots não podem tratar quadros clínicos de depressão ou ansiedade — e que não foram criados para substituir nenhum tipo de interação humana. Mas a psicóloga clínica Noël Hunter diz que alguns chatbots não são comercializados dessa maneira e, em vez disso, se apresentam como uma solução para problemas de saúde mental. "Eles são muito cuidadosos em não dizer isso explicitamente, porque seriam processados. Mas as pessoas recebem essa mensagem", afirma. Para Hunter, os chatbots reforçam a ideia de que somos culpados por nosso próprio sofrimento. "Eles fazem você acreditar que, se você consultar o telefone e fazer algumas tarefas de autoajuda, isso vai substituir a natureza curativa de um relacionamento saudável", diz ela. Além disso, os robôs não conseguem entender a comunicação não verbal, que pode indicar muito sobre a maneira como nos sentimos. "Uma grande parte dessa comunicação não verbal, imperativa para o nosso bem-estar geral e para nosso sentimento de preenchimento, é perdida em contextos em que não há interação humana", acrescenta Hunter. No entanto, há um interesse cada vez maior ao redor do mundo em usar a tecnologia em prol da saúde mental. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que uma em cada quatro pessoas sofra com algum tipo de problema de saúde mental — e pesquisas sugerem que os indivíduos são mais honestos com robôs do que com seres humanos. Até gigantes das redes sociais, como o Facebook, estão entrando no campo da saúde mental digital. Em outubro de 2019, o Facebook lançou um pacote de figurinhas para o Messenger e filtros para o Stories, como parte da campanha Let's Talk ("Vamos conversar"), que tinham o intuito de estimular conversas sobre o assunto pelo aplicativo. "Descobrimos que as mensagens privadas podem tornar mais fácil conversar sobre assuntos sérios ou sentimentais. De fato, 80% das pessoas que usam aplicativos de mensagens sentem que podem ser completamente honestas quando enviam mensagens privadas", diz Antigone Davis, chefe de segurança global do Facebook. Olhando para o futuro, pode chegar um momento em que a inteligência artificial possa estar avançada o suficiente para ter uma compreensão profunda da saúde mental humana. "Podemos ter uma inteligência artificial no nível humano em 2029", diz Peter Diamandis, médico, engenheiro e autor do livro The Future is Faster Than You Think ("O futuro é mais rápido do que você pensa", em tradução livre). Segundo ele, estamos apenas nos primórdios da inteligência artificial, sobretudo na área médica. "A quantidade de dados que agora são coletados por exames médicos, seja uma ressonância magnética do cérebro, testes genéticos ou os resultados de vários exames, tudo isso está muito além da capacidade de um único humano", diz Diamandis. "Na verdade, será uma negligência médica não usar a inteligência artificial em diagnósticos nos próximos 20 anos, possivelmente 10." Peter Diamandis diz que no futuro será 'negligência' não usar inteligência artificial na medicina Getty Images/ BBC Nem todo mundo concorda, no entanto, que a inteligência artificial vai avançar tão rápido. E a pergunta permanece: as pessoas vão ser relacionar com os robôs da mesma maneira que se relacionam com um terapeuta humano? Jett, sem dúvida, acredita que assim. Ela ressalta que a geração dela cresceu com a tecnologia digital — para ela, é uma extensão da sua existência. Mas Hunter enxerga apenas uma bolha tecnológica que, uma vez estourada, levará as pessoas a recorrer a formas mais tradicionais de cura, seja no consultório de um terapeuta ou por meio da espiritualidade. "Pertencer a certos tipos de comunidades, algo que envolva relacionamentos", afirma. Já Diamandis prevê um equilíbrio, que contempla um forte envolvimento da inteligência artificial ​​em nossas vidas. "Imagino que um terapeuta humano usando inteligência artificial seja muito mais poderoso do que um terapeuta humano sozinho", diz ele, acrescentando que, em quase todas as áreas em que a inteligência artificial e os profissionais humanos coexistem para diagnosticar e tratar pacientes, as taxas de sucesso são melhores. Diamandis faz referência ao filme Homem de Ferro para explicar como a inteligência artificial poderá transformar nossa saúde mental. No filme, o super-herói Tony Stark tem um assistente pessoal digital, Jarvis, que marca suas reuniões, atende a porta e até organiza as playlists dele. "Acho que todos nós vamos ter uma versão do Jarvis na próxima década", diz Diamandis. "Um Jarvis que executa nossas tarefas administrativas, como ler nossos e-mails ou atender nossos telefonemas; um Jarvis que vai sentir um clima depressivo dentro de casa e vai revertê-lo, colocando nosso filme favorito ou uma música que ele sabe que vai nos colocar para cima; um Jarvis que nos estudará 24 horas por dia, sete dias por semana e vai aprender sobre nós coisas que nem nós mesmos conhecemos."

G1 voltou a ouvir 6 analistas sobre a capacidade do governo Bolsonaro para promover a retomada do crescimento, aprovação de reformas, reequilíbrio das contas públicas e geração de empregos. O comando da Presidência da República por Jair Bolsonaro completou um ano há pouco, com alguns avanços e outros revezes na condução da política econômica, acompanhados com atenção pelos economistas. Em novembro de 2018, um mês após a eleição do novo presidente, o G1 ouviu 6 economistas sobre suas expectativas a respeito da capacidade do governo de promover o crescimento da economia, conseguir aprovação de reformas, reequilibrar as contas públicas e gerar mais empregos. As entrevistas se repetiram 30 dias após a posse e quando o mandato completou seis meses. Na última reportagem da série, o G1 voltou a ouvir os mesmos profissionais entre os dias 8 e 10 de janeiro, um ano após a posse do novo governo. O levantamento mostra que houve melhora nas expectativas em 3 dos 4 pontos questionados, com destaque para as estimativas para as contas públicas e para a geração de emprego – com cinco dos seis economistas ouvidos avaliando que o governo vai conseguir criar mais postos de trabalho. Houve piora apenas nas expectativas sobre a aprovação de reformas, ainda que a da Previdência tenha tido sucesso. Em julho, todos os seis economistas ouvidos estavam otimistas de que o governo conseguiria a aprovação de reformas; no levantamento atual, esse número caiu para quatro. Veja abaixo o que mudou nas expectativas dos economistas ao longo desse período: 1 mês após as eleições: 1 mês após as eleições: economistas respondem sobre expectativas para o novo governo Juliane Monteiro/G1 1 mês de mandato 1 mês após a posse de Bolsonaro: economistas respondem sobre expectativas para o novo governo Alexandre Mauro 6 meses de mandato 6 meses: economistas respondem sobre expectativas para o novo governo Guilherme Luiz Pinheiro/G1 1 ano de mandato 1 ano após a posse de Bolsonaro: economistas respondem sobre expectativas para o governo Rodrigo Sanches/G1 Participaram do levantamento Alessandra Ribeiro (Tendências Consultoria), Alex Agostini (Austin Rating), André Perfeito (Necton), José Francisco de Lima Gonçalves (Banco Fator), Luís Paulo Rosenberg (Rosenberg Associados) e Marcel Caparoz (RC Consultores). Além de responder "sim" ou "não" às perguntas, os economistas também fizeram análises sobre as questões levantadas. Leia abaixo: Crescimento da economia Dos 6 entrevistados, 5 disseram que o governo Bolsonaro conseguirá promover o crescimento da economia – 1 especialista a mais do que no levantamento anterior. O avanço das expectativas foi atribuído à melhora de indicadores econômicos do país, como a queda da taxa de juros e inflação sob controle, e além da aprovação de reformas em 2019, com destaque para a Previdência Social. Entenda o que muda com a nova Previdência Social “Internamente, houve grandes avanços nas questões fiscais que melhoraram as percepções de risco de investidores e empresários em relação ao Brasil. Houve também a redução da taxa de juros para nível historicamente baixo e início da retomada do mercado de trabalho, ainda que de forma moderada", diz Agostini. "Esses fatores são o pano de fundo da retomada econômica, porém, sem grandes alardes, já que nossa estimativa é de alta do PIB [Produto Interno Bruto] de apenas 2,4%", acrescenta. Rosenberg reforça que a melhora dos indicadores irá ajudar na retomada do consumo e dos investimentos. “O ano de 2019 foi muito bom para criar as condições de crescimento econômico”, diz. “Do lado das reformas, além da Previdência, o governo abraçou forte a pauta trabalhista, ao criar a Carteira de trabalho Verde e Amarelo e apoiar a flexibilização da CLT. Essa maior liberdade para o setor privado também ajuda no crescimento”, afirma Rosenberg. Saiba mais sobre o programa Verde e Amarelo André Perfeito destaca que o foco do governo em aumentar investimentos por meio do estímulo ao setor privado é uma estratégia que leva mais tempo para surtir efeito na economia. “Como o intuito do governo é melhorar a produção, isso implica em mais investimento e investimento é algo que demora pra acontecer. Apesar do crescimento até ganhar certa tração, temos ainda uma reação tímida no mercado de trabalho, por exemplo. Logo a sociedade deve sentir pouca melhora no curto prazo”, diz Perfeito. Já Gonçalves acredita que a política fiscal contracionista do atual governo reduz o potencial de crescimento do país. “Na medida em que o governo encolhe os investimentos e reduz as suas compras, isso impacta diretamente a atividade, já que o Estado tem uma participação importante na economia. O setor privado não consegue, sozinho, estimular a economia”, diz. Reformas econômicas Deputados votam o texto-base da reforma da Previdência no plenário da Câmara em 10 de julho de 2019 Michel Jesus/Câmara dos Deputados O número de economistas que aposta na continuidade de aprovação das reformas diminuiu do levantamento anterior para este. Enquanto em julho de 2019, todos os 6 analistas estavam positivos, neste mês, somente 4 esperam mais aprovações. Foi o único item que apresentou piora nas expectativas em relação à avaliação feita há seis meses. Quando os economistas responderam ao levantamento de julho, a Câmara dos Deputados estava perto de aprovar, em primeiro turno, a reforma da Previdência Social. Mesmo os especialistas que acreditam na continuidade das reformas avaliam que haverá mais dificuldades este ano. Segundo eles, as principais discussões das casas legislativas em 2020 girarão em torno das reformas tributária e administrativa, além das Propostas de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo e PEC Emergencial. Estas três últimas são uma série de propostas para controlar gastos e reduzir o tamanho da máquina pública. Entenda as medidas do governo para ajustar as contas públicas Caparoz diz que a próxima reforma que pode ser aprovada é a tributária. Porém, a possibilidade de ausência de consenso e eleições municipais podem travar o encaminhamento. “Ao contrário da reforma da Previdência, cada congressista defende uma reforma tributária própria. Ainda que se concorde sobre a necessidade de uma reforma tributária, não há qualquer consenso sobre os pilares das mudanças que devem ser realizadas”, avalia Caparoz. “Os parlamentares têm apressado as comissões que analisam as propostas de reforma tributária. Se não for aprovada até o meio deste ano, é provável que fique para o ano seguinte, uma vez que a agenda será completamente tomada pelas articulações em torno das eleições municipais”, acrescenta. Perfeito tem uma avaliação semelhante. Além das eleições para as prefeituras, ele pontua que: “As reformas são de cunho federativo e, neste sentido, será necessário uma maior atuação do presidente Bolsonaro para mediar eventuais tensões. Sabemos que ele está num momento frágil (construindo um novo partido), logo será limitada sua capacidade de atuação”, diz. Já Alessandra Ribeiro está mais positiva e afirma que o Congresso mostrou, ao longo de 2019, que tem uma “propensão bastante reformista”. “Além de o Congresso ter um alinhamento com a equipe do Ministério da Economia, eles sabem que precisam melhorar a sua imagem perante o público. E, essa melhora, passa pela retomada da economia, o que, por sua vez, depende de reformas”, diz Ribeiro. Nas projeções dela, a PEC Emergencial, a reforma administrativa e uma parte do Pacto Federativo devem começar a ser aprovados a partir do segundo semestre de 2020. "Não consideramos a aprovação da reforma tributária em nosso cenário básico", afirma a economista da Tendências. Contas públicas Já com relação à capacidade do governo de reequilibrar as contas públicas, a perspectiva melhorou. Dos 6 entrevistados, 5 apostam no ajuste contra apenas 2 no levantamento anterior. Ribeiro avalia que o governo deve começar a ter superávit (receitas maiores que despesas, sem os juros da dívida) a partir de 2022, último ano do mandato de Bolsonaro. “A recuperação da atividade econômica vai gerar um aumento da arrecadação de tributos e as privatizações e concessões trarão receitas extras. Além disso, o governo deve continuar cortando gastos”, diz Ribeiro. Nas projeções dela, o governo deve arrecadar cerca de R$ 15 bilhões por ano de receitas extraordinárias até o final do mandato. Rosenberg também vê as privatizações e concessões como “essenciais” para a melhora imediata das contas públicas e diz que, se o governo conseguiu melhorar as suas finanças com o Brasil “crescendo pouco” em 2019, em torno de 1%, “com a economia avançando mais rapidamente em 2020, em 2,5%, fica mais fácil”, diz. Já Gonçalves avalia que as receitas extras não trazem equilíbrio no longo prazo. “A melhora recente nas contas do governo veio mais de recursos não recorrentes, o que, por definição não é equilibrar as finanças, apesar de ter um efeito de diminuição do déficit”. Como ele espera que a economia continue apresentando um crescimento “mais modesto” em 2020, o economista não vê a receita de tributos avançando de forma significativa. Soma-se a isso, o corte de investimentos públicos que, em sua avaliação, reduz tração da economia e, portanto arrecadação. Geração de empregos Desempregados fazem fila no Vale do Anhangabaú, na cidade de São Paulo, em busca de uma vaga Pâmela Kometani/G1 Houve também melhora na expectativa de geração de empregos. Entre os 6 entrevistados, apenas 1 economista está mais pessimista com o mercado de trabalho. No levantamento anterior, 3 estavam mais negativos. Agostini diz que, além da reforma trabalhista, “que já surte efeito com geração de empregos intermitentes em alguns setores”, a criação do programa Verde Amarelo vai estimular geração de emprego para os jovens entre 18 a 29 anos. “Ademais, a queda da taxa de juros tem estimulado a recuperação de setores que são intensivos no uso da mão de obra, como, por exemplo, o setor da construção civil”, diz Agostini. Já Caparoz e Perfeito chamam a atenção para a qualidade dos postos que devem ser gerados. “O mercado de trabalho está sendo amplamente desregulado e novas tecnologias criaram novos ofícios. De fato a taxa de desemprego deve continuar a cair, mas o emprego criado é de pior qualidade no sentido da renda. Este deve ser o tom ao longo do ano”, diz Perfeito. Caparoz acrescenta que salários baixos e emprego sem estabilidade, inibem o consumo dos trabalhadores. “O nível de informalidade ainda deve ser grande”, reforça. Agostini, por sua vez, espera que, mantido o cenário atual, a tendência é que, a partir de 2021, a qualidade do emprego e da renda comece a melhorar. “Ou seja, teremos menos subempregos e empregos temporários e valorização dos salários”. Ribeiro afirma que a própria retomada da economia vai estimular novas vagas, mas que a taxa de desemprego cairá lentamente. “Na média do ano, a taxa de desocupação deve fechar 2019 em 11,9%, após ter alcançado 12,3% em 2018. Em 2022, essa taxa deve terminar em 11%”.

Produtores planejam inaugurar sua própria fábrica de chocolate, financiada de forma colaborativa. Esse tipo de cultura responde por apenas 1% da produção nacional do fruto. Produtores avaliam qualidade do cacau orgânico em fazenda na Bahia Morgann Jezequel/AFP Em uma encosta de uma colina, na Bahia, os grãos de cacau levam dias secando no interior de uma estufa. "É a nossa última colheita e já temos comprador", conta, entusiasmado, Rubens Costa de Jesus, agricultor da fazenda comunitária Dois Riachões, que reúne 39 famílias. Antes sem terra e agora instalados a 80 km do litoral da Bahia, esses pequenos agricultores produzem cacau, frutas e verduras sem usar fertilizantes ou agrotóxicos. Pará retoma liderança na produção de cacau Sua produção faz parte das cerca de 1.900 toneladas de cacau orgânico cultivadas no Brasil em 2018, menos de 1% da produção nacional. Todos os agricultores são nativos da região e, em 2001, se estabeleceram em Dois Riachões, mais precisamente em precárias instalações situadas próximo a uma estrada. Na época, a propriedade de 400 hectares pertencia a uma grande família de produtores de cacau que não cumpria com os critérios de produtividade impostos pelo governo. Seis anos depois, após uma desapropriação judicial do terreno e mesmo com recurso apresentado por parte dos antigos proprietários, esses produtores decidiram se instalar em uma parte da terra e cultivar ali os seus produtos, sempre usando métodos exclusivamente orgânicos e sistema agroflorestal para o plantio de cacau. Quatro hectares por família Na fazenda comunitária, cada família é responsável por cultivar quatro hectares de árvores de cacau e participa da manutenção da horta comunitária. Em 2018, após acabarem todos os recursos judiciais da família desapropriada, a Justiça concedeu a posse da propriedade para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que assim permitiu oficialmente aos produtores que pudessem permanecer no terreno. Fazenda Dois Riachões, na Bahia, pertencia a uma grande família de produtores de cacau que não cumpria com os critérios de produtividade impostos pelo governo Morgann Jezequel/AFP "Antes trabalhávamos em plantações convencionais de cacau, o que apenas nos permitia sobreviver. Além disso, a situação piorou quando as zonas de cultivo foram devastadas por uma praga chamada vassoura da bruxa, que levou muitos à falência", explicou Costa de Jesus, de 31 anos. "Produzir nosso próprio cacau, que é orgânico, finalmente nos permite viver do nosso trabalho". Para conseguir comercializar a produção, eles primeiro passaram a fazer parte de um programa público de apoio à comercialização de produtos da agricultura familiar. Porém, as compras subsidiadas pelo Estado foram caindo e os agricultores tiveram que buscar outras opções. Receita triplicada Em 2016, a Dois Riachões recebeu sua primeira certificação de produtos orgânicos, reconhecida pelo Ministério da Agricultura, o que permitiu aos produtores a venda dos produtos nas feiras ecológicas da Bahia. Participaram de capacitações, plantaram árvores mais resistentes, melhoraram seus métodos de produção e instalaram a estufa para secar e melhorar a qualidade dos grãos comercializados. Agora vendem a maioria do seu cacau fino às grandes marcas brasileiras de chocolate. A pedido do seu principal cliente, a empresa Amma Chocolate - cuja produção é somente de produtos orgânicos, os quais exporta uma parte - a fazenda comunitária solicitou e obteve o selo Ecocert, líder mundial nas certificações de produtos orgânicos, em 2018. No Brasil, essa classificação só foi concedida a dois produtores de cacau orgânico, entre eles a Dois Riachões. "Essa marca nos paga duas vezes mais do que o preço do mercado, assim como outro cliente nosso, a empresa Denga, que só compra cacau fino e nos paga um adicional de 30% pelo cacau orgânico. Isso nos fez triplicar nosso lucro", ressalta Costa de Jesus. Atualmente, os pequenos produtores planejam inaugurar a sua própria fábrica de chocolate, financiada de forma colaborativa. No Brasil, menos de 400 produtores de cacau têm o certificado nacional de cultivo orgânico, e sua produção continua sendo baixa, principalmente pela "dificuldade de vender o produto" em algumas regiões, explica Manfred Willy Müller, coordenador da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculada ao Ministério da Agricultura. No estado do Pará, no último ano, em um grupo de cooperativas com 126 agricultores, 85% da sua produção de cacau orgânico teve que ser vendida como cacau convencional por falta de estrutura comercial, lembra Müller. Veja também: Pará retoma liderança na produção de cacau Liderança na produção de cacau 'volta para casa' no Pará com a união de agricultores
Programa fala sobre a volta da chuva no Nordeste, a estiagem no Rio Grande do Sul, a colheita da soja em Mato Grosso e mostra as melhores reportagens de 2019. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (19/01/2020) No Globo Rural deste domingo (19), o programa mostra crescimento da produção de grãos no oeste da Bahia. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Tem também notícias sobre a volta da chuva no Nordeste, a estiagem no Rio Grande do Sul, a colheita da soja em Mato Grosso e a tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, que completa um ano na próxima semana. Não perca! O Globo Rural começa às 8h30.

Duas são polêmicas e, para líderes, governo terá dificuldade para aprová-las. MPs têm força de lei assim que publicadas, mas precisam ser aprovadas em até 120 dias. O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre Marcos Correa/Brazilian Presidency/Handout via REUTERS Três das 25 medidas provisórias (MPs) em tramitação no Congresso Nacional podem perder a validade se não forem aprovadas assim que os deputados e senadores voltarem do recesso parlamentar, em fevereiro. Duas são mais polêmicas e, para líderes ouvidos pelo G1, o governo terá dificuldade para aprová-las. Uma das medidas retira das entidades estudantis a exclusividade sobre a emissão das carteiras de estudante, que passa a ser gratuita. A outra acaba com a obrigatoriedade de órgãos da administração pública publicarem os atos em jornais de grande circulação. A terceira MP que está perto do prazo de validade, mas não gera polêmica, garante pensão para crianças com microcefalia causada pelo vírus da zika. Já foi aprovada na Câmara e deve passar com facilidade no Senado, de acordo com líderes. Críticas As MPs mais polêmicas são criticadas por parte dos parlamentares porque, na avaliação deles, o presidente Jair Bolsonaro as editou para atingir setores específicos, como os movimentos estudantis e a chamada "grande imprensa". "Há um desconforto do governo com o papel dos movimentos estudantis, e a MP atinge a subsistência das suas atividades. Claro que é possível discutir esse tema, mas falta legitimação para receber o apoio do Congresso", diz o líder do PSB, Tadeu Alencar (PE). Para o líder do Solidariedade na Câmara, Augusto Coutinho (PE), a condução do governo foi "equivocada porque pareceu retaliação". O líder do PSD no Senado, Otto Alencar (BA), entende que a outra medida provisória não terá apoio suficiente. "A MP das publicações em jornais não passa de jeito nenhum, não vai ter voto pra passar, deixa caducar", afirma. Ambas ainda estão paradas na comissão mista (integrada por deputados e senadores), primeira etapa de análise no Legislativo. Se forem aprovadas, ainda precisarão ser votadas no plenário da Câmara e, em seguida, no do Senado. Outro incômodo é em relação ao prazo. Votar as duas MPs que ainda estão na comissão mista em menos de duas semanas é vista como apressado pelo líder do Podemos no Senado, Álvaro Dias (PR). “O instituto da medida provisória está sendo usado indevidamente, o tema poderia vir mesmo como um projeto em regime de urgência. As MPs chegam no Senado em cima do prazo. Essa estratégia de deliberar na última hora transforma o Senado em uma chancelaria”, diz. Embora alguns parlamentares apostem na perda de validade das medidas, os mais alinhados com as políticas do governo acreditam que os dois textos passam com facilidade. “Acho que todas são importantes. Não vejo razão para que a gente não trabalhe e resolva isso no primeiro mês, agora em fevereiro”, diz o vice-líder do MDB no Senado, Márcio Bittar (AC). O líder do Novo na Câmara, Marcel Van Hattem (RS), também defende a aprovação das medidas e diz que seu partido fará um esforço para aprová-las antes de acabar o prazo de validade. Força de lei Medidas provisórias são editadas pelo presidente da República e têm força de lei assim que publicadas no “Diário Oficial da União”. No entanto, para se tornarem leis em definitivo, precisam ser aprovadas pelo Congresso em até 120 dias. Caso contrário, perdem a validade. A contagem desse prazo é suspensa durante o recesso parlamentar, que vai de 23 de dezembro a 1º de fevereiro. Deputados e senadores podem aprovar o texto enviado pelo governo ou fazer modificações. Prazo de validade Saiba quais MPs vencem em fevereiro: Carteira de identificação estudantil O que diz: O Ministério da Educação pode emitir a carteira estudantil, que deve ser gratuita e adotar, preferencialmente, o formato digital. Ao solicitar a carteira, o estudante autoriza o compartilhamento de dados cadastrais e pessoais com o MEC. Antes da MP, a legislação previa que a carteirinha fosse emitida por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), que cobram pelo documento. A cobrança é uma das principais fontes de recurso dessas entidades. Até então, o MEC não estava na lista dos emissores. Validade: Publicada em 9 de setembro, vale até 16 de fevereiro. Fase de tramitação: Está parada na comissão mista. Publicação de atos da administração pública O que diz: Dispensa prefeituras, governos estaduais e o governo federal de publicar atos administrativos em jornais de grande circulação. Pelo texto, podem ser publicados somente em diário oficial ou na internet avisos de licitação, convocação para pregões e minuta de edital e de contrato de PPP, entre outros. O teor é semelhante ao de outra MP que acabava com a obrigatoriedade de empresas de capital aberto publicarem seus balanços em jornais. A medida teve o relatório rejeitado pelos parlamentares e caducou no ano passado. Validade: Publicada em 9 de setembro, tem validade até 16 de fevereiro. Fase de tramitação: Está parada na comissão mista. Pensão a crianças com microcefalia O que diz: A MP institui uma pensão mensal vitalícia, no valor de um salário mínimo, para crianças com microcefalia (síndrome congênita do zika vírus), beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A proposta inicial do governo previa que a mensalidade fosse oferecida a crianças nascidas entre 2015 e 2018, mas o relator, senador Izalci Lucas (PSDB-DF), elevou esse período até 2019. Validade: Publicada em 5 de setembro, a medida é válida até 12 de fevereiro. Fase de tramitação: Foi aprovada no fim de dezembro na Câmara e aguarda votação no Senado. Outras MPs polêmicas Outras medidas provisórias editadas no ano passado pelo governo podem sofrer resistência entre os parlamentares. “Algumas vão caducar, inclusive a do DPVAT também”, afirma o líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP). “Algumas estão vencendo e são MPS realmente sem importância nenhuma, sem relevância sobre o que é o espírito de uma MP.” Valente se refere à medida provisória que extingue o seguro obrigatório DPVAT e o DPEM a partir de 2020. O primeiro indeniza vítimas de acidente de trânsito e o segundo, vítimas de danos causados por embarcações. O texto chegou a ser analisado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que em dezembro suspendeu a medida, mas voltou atrás no último dia 9. A MP apelidada de "Verde e Amarelo", que, segundo o governo, tem como objetivo incentivar a contratação de jovens, também não encontra consenso. A oposição chegou a pedir ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, que devolvesse o texto ao governo, o que não ocorreu. Alcolumbre, no entanto, já afirmou que pontos mais polêmicos do texto, como a contribuição previdenciária sobre o seguro-desemprego, serão retirados do parecer pelo relator da MP na comissão mista, deputado Christino Áureo (PP-RJ).

Em junho do ano passado, estatal vendeu 90% da empresa de gasodutos à francesa Engie e ao fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec. A Petrobras informou nesta sexta-feira (17) que iniciou processo para vender uma fatia remanescente de 10% na Transportadora Associada de Gás (TAG). A companhia vendeu 90% da empresa de gasodutos à francesa Engie e ao fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) em transação concluída em junho do ano passado, por de R$ 33,5 bilhões. Sede da Petrobras no Rio de Janeiro Daniel Silveira/G1 Agora, potenciais compradores receberão um memorando com informações detalhadas sobre a TAG e instruções sobre o desinvestimento, na chamada "fase não vinculante" da operação, incluindo orientações para envio de propostas. A TAG opera infraestrutura de transporte de gás com capacidade de movimentar 74 milhões de metros cúbicos por d0ia. A malha de gasodutos da empresa soma cerca de 4.500 quilômetro, segundo informações do site da companhia. A Engie e os canadenses da CDPQ possuem direito de preferência na aquisição, uma vez que já são os acionistas majoritários da TAG. O presidente da Engie no Brasil, Maurício Bähr, afirmou no início de dezembro que a empresa tem interesse em comprar a participação restante da Petrobras no ativo e deverá exercer o direito de preferência. A Petrobras, por sua vez, pretende vender "com prêmio" os 10% que ainda detém na companhia de gasodutos, afirmou em dezembro o diretor de relações institucionais da estatal, Roberto Ardenghy. O anúncio do negócio ocorre em meio a um amplo plano de desinvestimentos da Petrobras, que tem buscado reduzir o endividamento e focar esforços na exploração de petróleo e gás em águas profundas e ultraprofundas.

Valor médio do litro da gasolina para o consumidor subiu 0,6%, para R$ 4,586. Diesel avançou 0,2% na semana, para R$ 3,791 por litro. Preços tiveram alta na semana, diz ANP Marcelo Brandt/G1 Os preços dos combustíveis subiram nesta semana, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (17) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com o levantamento, o valor médio do litro da gasolina para o consumidor avançou 0,6%, para R$ 4,586. Na semana passada, o preço do combustível permaneceu estável. Já o preço do diesel avançou 0,2% na semana, para R$ 3,791 por litro, em média. O preço do etanol também teve alta na semana. O avanço foi de 1,8%, para R$ 3,241 por litro. Os valores são uma média calculada pela ANP com dados coletados em postos em diversas cidades pelo país. Os preços, portanto, variam de acordo com a região. Guia Prático #74: Aprenda a calcular o consumo de seu carro Preços nas refinarias Nesta semana, a Petrobras reduziu o preço médio da gasolina e do diesel nas refinarias em 3%, após ter mantido os valores de ambos os combustíveis estáveis por semanas. A gasolina não sofria um reajuste desde 1º de dezembro, enquanto o diesel tinha a cotação estável desde 21 de dezembro, quando houve um aumento de 3%. Nos preços da gasolina, houve um aumento de 4% no dia 27 de novembro. A redução do preço dos combustíveis nas refinarias ocorreu após um acomodação dos preços internacionais do petróleo. Nesta sexta-feira, por exemplo, os contratos futuros do petróleo fecharam próximos da estabilidade, mas tiveram a segunda semana consecutiva de queda em 2020. Os contratos futuros do Brent recuaram 0,20% na semana, enquanto os futuros do West Texas Intermediate (WTI) tiveram queda 0,84%.
Cerca de 2 milhões de pessoas estão na fila, e governo anunciou contratação de 7 mil militares da reserva para tentar diminuir esse número. Contratação não pode ser direcionada, diz procurador. Ministério Público pede ao TCU que suspenda contratação de militares para INSS O subprocurador-geral do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, pediu nesta sexta-feira (17) ao tribunal que suspenda a contratação, pelo governo, de militares da reserva para atuar no INSS. A representação será distribuída a um dos ministros do TCU. Caberá ao relator atender ou não ao pedido (leia os argumentos dos procurador mais abaixo). Procurada, a Secretaria de Trabalho informou que a Advocacia Geral da União (AGU) se manifestará sobre o caso quando for notificada do pedido. Na última terça (14), o governo informou que irá contratar 7 mil militares para tentar reduzir as filas de atendimento. Atualmente, cerca de 2 milhões de pessoas estão à espera de uma resposta para obter benefícios. Governo vai contratar 7 mil militares da reserva para ajudar no INSS Argumentos do Ministério Público No pedido apresentado ao TCU, Lucas Furtado questiona a legalidade da medida. Isso porque, segundo ele, a contratação não poderia ser direcionada apenas a militares da reserva. "Ao meu ver, não pode haver o direcionamento da contratação para os militares da reserva, pois, nesse caso, é nítida a reserva de mercado que o governo federal está promovendo para remediar o impasse das filas de processos pendentes de análise", afirmou o procurador. Furtado também argumentou que o militar da reserva não é um funcionário público aposentado e que a disponibilidade dos militares de reserva visa atender a possíveis necessidades das Forças Armadas, não a necessidades de atividades de natureza civil. Segundo informou o governo, o custo das medidas para acabar com a fila de pedidos no INSS será de R$ 14,5 milhões por mês, valor que inclui a gratificação dos militares – que, por lei, equivale a 30% adicionais sobre a aposentadoria na reserva.

Candidatos têm até 22 de janeiro para entrar pedido de revisão da prova objetiva. Resultado oficial do certame deve sair até 20 de fevereiro. Veja a classificação do concurso da Saae de Vilhena, divulgado pela prefeitura Divulgação O resultado preliminar do concurso público do Sistema Autônomo de Águas e Esgoto (SAAE) foi divulgado pela prefeitura de Vilhena (RO). Ao todo, 1.158 pessoas se inscreveram no certame para disputar três vagas e cadastro reserva em cargos de nível fundamental a superior. As respostas contra o gabarito da prova objetiva e divulgação do gabarito oficial também foram disponibilizados no site do Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento executivo (Ibade). Segundo o Ibade, com a divulgação dos resultados preliminares, os candidatos têm até a próxima quarta-feira (22) para entrar com pedido de revisão da prova objetiva. As vagas estão distribuídas em dez cargos: Assistente social, contador, engenheiro civil, engenheiro sanitarista, agente administrativo, eletromecânico, mecânico geral, operador de máquinas pesadas, técnico em eletricidade e motorista de viaturas pesadas. O resultado final do concurso deve ser divulgado no dia 20 de fevereiro. Mais informações podem ser obtidas através da central de atendimento do Ibade, pelo telefone 0800 668 2175.

Mais de 2 milhões de pessoas têm direito a receber reembolso por terem pago valor mais caro no seguro obrigatório. Gestora do DPVAT, Seguradora Líder responde a reclamações de motoristas. DPVAT 2020, pagamento e restituição: tire suas dúvidas Detran/Divulgação O vai-vem nos valores do DPVAT 2020 fizeram mais de 2 milhões de motoristas pagarem mais caro pelo seguro obrigatório e, depois do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a redução do valor, esses consumidores têm o direito a receber o estorno com a diferença de preços. Acesse site para pedir a restituição Entenda a 'novela' do DPVAT Responsável pela gestão do DPVAT, a Seguradora Líder informa que, até às 18h desta sexta-feira (16), mais de 421 mil solicitações de reembolso foram feitas. Mas muita gente ainda tem dúvidas sobre o pagamento e a restituição do seguro obrigatório 2020. Nas redes sociais, internautas reclamam de dificuldades de efetuar o cadastro, enquanto outros perguntam até quando podem pedir o ressarcimento. Saiba como pedir a restituição do DPVAT Veja respostas para as principais dúvidas: Como pagar o seguro obrigatório O pagamento pode ser feito até o vencimento da cota única de IPVA ou ou na da primeira parcela de cada estado. Para efetuar a quitação, o motorista pode gerar o boleto no site da Seguradora Líder ou fazê-la em canais bancários. Será necessário inserir o Renavam do carro. O que acontece se não pagar Caso não efetue o pagamento, o proprietário do veículo é considerado inadimplente e fica sem a cobertura do seguro obrigatório até que a dívida seja quitada, de acordo com a Resolução CNSP 332, da Superintendência de Seguros Privados (Susep), uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Economia. A administradora do DPVAT ressalta que os demais envolvidos (passageiros e pedestres) permanecem cobertos pelo seguro mesmo sem o pagamento por parte do dono do veículo. O não pagamento do seguro obrigatório também impede o licenciamento do veículo. Quais os valores em 2020 Automóvel, táxi e carro de aluguel: R$ 5,23 - redução de 68%; era R$ 16,21 em 2019; Ciclomotores: R$ 5,67 - redução de 71%; era R$ 19,65 em 2019; Caminhões: R$ 5,78 - redução de 65,4%; era de R$ 16,77 em 2019; Ônibus e micro-ônibus (sem frete): R$ 8,11 - redução de 67,3%; era de R$ 25,08 em 2019; Ônibus e micro-ônibus (com frete): R$ 10,57 - redução de 72,1%; era de R$ 37,90 em 2019 Motos: R$ 12,30 - redução foi de 86%; era de R$ 84,58 em 2019. Como pedir a restituição se pagou a mais De acordo com Seguradora Líder, a diferença do valor no DPVAT, para quem pagou antes da redução, será feita por depósito diretamente na conta corrente ou conta poupança do proprietário do veículo. O site para o reembolso é o: https://restituicao.dpvatsegurodotransito.com.br Para realizar a solicitação, será necessário informar: CPF ou CNPJ do proprietário; Renavam do veículo; E-mail de contato; Telefone de contato; Data em que foi realizado o pagamento maior; Valor pago; Banco, Agência e Conta corrente ou conta poupança do proprietário. A gestora do seguro obrigatório diz que o proprietário recebe um número de protocolo para o acompanhamento da restituição, no mesmo site. A previsão da Líder é que, após o cadastro, a restituição seja feita em até dois dias úteis. Até quando pedir o reembolso Não existe um prazo fechado para que o dinheiro do DPVAT mais caro seja pedido de volta. A Seguradora Líder disse que a restituição pode ser realizada após 2020, mas, depois dessa data, os novos pedidos devem ser feitos pelo endereço: https://www.seguradoralider.com.br/Contato/Duvidas-Reclamacoes-e-Sugestoes. E se paguei o DPVAT 2 ou mais vezes? Para quem pagou, por algum motivo, o DPVAT duas ou mais vezes, a solicitação de restituição dos valores deve ser feita pelo endereço: https://www.seguradoralider.com.br/Contato/Duvidas-Reclamacoes-e-Sugestoes. Ressarcimento para frotas de veículos Para os proprietários que possuam frotas de veículos, o pedido de ressarcimento precisa ser realizado pelo e-mail [email protected] Problemas na hora de fazer a solicitação Com base nas reclamações e dúvidas de motoristas ao tentar fazer o cadastro de reembolso, o G1 pediu alguns esclarecimentos para a Seguradora Líder. Seguem as respostas abaixo: "Meu nome não foi aceito no cadastro, o que fazer?" A restituição do pagamento do Seguro DPVAT 2020 é feita diretamente para o proprietário do veículo, em conta corrente ou conta poupança. Caso o proprietário não consiga realizar sua restituição em seu próprio nome por um eventual problema com a atualização da base de dados, deve realizar o pedido pelo canal: https://www.seguradoralider.com.br/Contato/Duvidas-Reclamacoes-e-Sugestoes. "Tento fazer o cadastro e aparecem mensagens como "dados inconsistentes" ou "pagamento não realizado" Initial plugin text Se mesmo com todos os dados corretos não for possível concluir o envio, o proprietário do veículo deve entrar em contato com a Seguradora Líder por um dos canais oficiais de atendimento, disponíveis no www.seguradoralider.com.br. "Sistema não aceita a data de pagamento do DPVAT" A data a ser informada deve ser a do comprovante de pagamento. Caso o pagamento tenha sido feito fora do horário de expediente bancário (um domingo, por exemplo), o processamento foi feito no dia seguinte e, portanto, esta deve ser a data informada. Não consegui fazer o cadastro, como consigo o reembolso? Initial plugin text Os proprietários de veículos que não tenham conta corrente deverão fazer a solicitação por meio do https://www.seguradoralider.com.br/Contato/Duvidas-Reclamacoes-e-Sugestoes. Os que porventura tenham dificuldades de acesso ao sistema de restituição podem entrar em contato com a Seguradora Líder por um dos canais oficiais de atendimento, disponíveis no www.seguradoralider.com.br. Como pedir a restituição se não tenho conta corrente? Os proprietários de veículos que não tenham conta corrente deverão fazer a solicitação por meio do https://www.seguradoralider.com.br/Contato/Duvidas-Reclamacoes-e-Sugestoes. Os que porventura tenham dificuldades de acesso ao sistema de restituição podem entrar em contato com a Seguradora Líder por um dos canais oficiais de atendimento, disponíveis no www.seguradoralider.com.br. Pedi a restituição, devo pagar ao DPVAT de novo? Quem pediu a restituição, não deve pagar o DPVAT novamente. O seguro já está quitado. Se não pedir o reembolso, nunca vou receber a diferença de volta? A Seguradora Líder está avaliando mais formatos, além dos já disponibilizados, para restituir 100% dos proprietários que tenham realizado o pagamento do valor a maior do Seguro DPVAT 2020. Canal de reclamações A Susep, responsável pela fiscalização de seguros no Brasil, criou um canal exclusivo em seu site para reclamações de quem não conseguiu pedir o ressarcimento do DPVAT. Detalhes sobre o DPVAT Arte/G1 Para onde vai o DPVAT O seguro DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), instituído por lei desde 1974, cobre casos de morte, invalidez permanente ou despesas com assistências médica e suplementares (DAMS) por lesões de menor gravidade causadas por acidentes de trânsito em todo o país. A Seguradora Líder diz que o valor pago pelos proprietários de veículos será aplicado da seguinte forma: 50% para a União: 45% para o Sistema Único de Saúde (SUS), para o atendimento de vítimas de trânsito e 5% para o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran); 38% para a indenizações de vítimas de trânsito; 12% para despesas administrativas. “Sendo assim, constata-se que, de cada R$ 1 pago pelos cidadãos no processo de arrecadação do Seguro DPVAT, há uma reversão de mais 88% para toda a sociedade (ou R$ 0,88)”, disse a empresa. Vítimas de acidentes e seus herdeiros (no caso de morte) têm um prazo de 3 anos após o acidente para dar entrada no seguro. Informações de como receber o DPVAT podem ser obtidas pelo telefone 0800-022-1204. Initial plugin text

Investigação da BBC descobriu ser possível segmentar anúncios com palavras-chave sensíveis, como 'transfobia', supremacista branco" e 'anti-gay'. Sede do Twitter em São Francisco, nos EUA. Jeff Chiu/AP O Twitter se desculpou por permitir que anúncios neonazistas, homofóbicos e de outros grupos de ódio fossem direcionados para parte de seus usuários. A BBC descobriu o problema e isso levou a empresa de tecnologia a agir. Nossa investigação descobriu que é possível segmentar usuários que demonstraram interesse em palavras-chave, incluindo "neonazismo", "supremacista branco", "transfobia" e "anti-gay". O Twitter permite que os anúncios sejam direcionados aos usuários que publicaram ou pesquisaram tópicos específicos. Mas a empresa já pediu desculpas por não excluir termos discriminatórios. Organizações não governamentais que monitoram e combatem discurso de ódio já tinham levantado a preocupação de que a plataforma de publicidade da empresa de tecnologia americana pudesse ter sido usada para espalhar intolerância. Twitter anuncia fim de publicidade política na rede social Twitter anuncia banimento de propagandas políticas pagas na rede social Qual foi exatamente o problema? Como muitas empresas de redes sociais, o Twitter cria perfis detalhados sobre seus usuários, coletando dados sobre o que eles publicam, curtem, assistem e compartilham. Os anunciantes podem tirar proveito disso usando suas ferramentas para selecionar o público para suas campanhas em uma lista de características, por exemplo, "pais de adolescentes" ou "fotógrafos amadores". Eles também podem controlar quem lê as mensagens deles usando palavras-chave. O Twitter fornece ao anunciante uma estimativa de quantos usuários devem ser atingidos por aquele resultado. Por exemplo, um site de carros que deseja alcançar pessoas usando a gíria "petrolhead" ("cabeça de gasolina", em tradução livre) seria informado de que o público potencial está entre 140 mil e 172 mil pessoas. Palavras-chave ajudavam a direcionar anúncios para públicos específicos — incluindo termos de ódio BBC As palavras-chave do Twitter deveriam ser restritas. Mas nossos testes mostraram que era possível anunciar para pessoas usando o termo "neonazista". A ferramenta de anúncios havia indicado que, no Reino Unido, isso atingiria um público potencial de 67 mil a 81 mil pessoas. Outros termos mais sensíveis também funcionavam. Como a BBC testou isso? Criamos um anúncio genérico a partir de uma conta anônima no Twitter, dizendo "Feliz Ano Novo". Em seguida, segmentamos três públicos-alvo diferentes com base em palavras-chave sensíveis. O Twitter disse que os anúncios em sua plataforma seriam revisados ​​antes do lançamento, e o anúncio da BBC entrou inicialmente em um estado ainda "pendente". Mas logo depois foi aprovado e funcionou por algumas horas até que parássemos. Até ali, 37 usuários viram a postagem e dois deles clicaram em um link anexado, o que os levou a uma notícia sobre memes. A execução do anúncio custa £ 3,84 (o equivalente a R$ 21). Segmentar um anúncio usando outras palavras-chave problemáticas pareceu igualmente fácil. Uma campanha usando as palavras-chave "islamophobes", "islamaphobia", "islamophobic" e "#islamophobic" (todas relacionadas ao ódio contra muçulmanos) tinha um potencial para atingir entre 92.900 a 114 mil usuários do Twitter, de acordo com a ferramenta do próprio Twitter. Também foi possível fazer anúncios para grupos vulneráveis. Fizemos o mesmo anúncio para um público de 13 a 24 anos de idade, usando as palavras-chave "anorexic" (anoréxica/o), "bulimic" (bulímica/o), "anorexia" e "bulimia". O Twitter estimou que o público-alvo era de 20 mil pessoas. A postagem foi vista por 255 usuários e 14 pessoas clicaram no link antes de interrompermos. O que os ativistas disseram? A Hope Not Hate, uma instituição anti-extremismo, disse temer que os anúncios do Twitter possam se tornar uma ferramenta de propaganda para a extrema direita. "Vejo isso sendo usado para promover o engajamento e aprofundar a convicção de indivíduos que indicaram alguma ou parcial concordância com causas ou ideias intolerantes", disse Patrik Hermansson, pesquisador de redes sociais. A Instituição Contra a Anorexia e Bulimia acrescentou que acreditava que a ferramenta de publicidade já havia sido ajustada. "Estou falando sobre meu distúrbio alimentar nas redes sociais há alguns anos e tenho sido alvo muitas vezes de anúncios baseados em suplementos alimentares, suplementos para perda de peso, cirurgia corretiva vertebral", disse Daniel Magson, presidente da organização. "É um gatilho para mim, e estou fazendo uma campanha no Parlamento para acabar com isso. Portanto, é uma ótima notícia que o Twitter tenha agido agora." O que o Twitter diz? A rede social afirmou ter políticas em vigor para evitar abusos da segmentação por palavras-chave, mas reconheceu que elas não foram aplicadas corretamente. "As medidas preventivas incluem a proibição de certos termos sensíveis ou discriminatórios, que atualizamos continuamente", afirmou em comunicado. "Nesse caso, alguns desses termos foram permitidos para fins de segmentação. Isso foi um erro. Lamentamos muito o ocorrido e, assim que fomos informados sobre o problema, o corrigimos." "Continuamos aplicando nossas políticas de anúncios, inclusive restringindo a promoção de conteúdo em uma ampla variedade de áreas, incluindo conteúdo impróprio direcionado a menores."

Com acordo comercial, Kristalina Georgieva espera que Produto Interno Bruto da China avance 6% em 2020. A assinatura da Fase 1 do acordo comercial entre os Estados Unidos e a China reduzirá - mas não eliminará - a incerteza que prejudicou o crescimento econômico global, disse nesta sexta-feira (17) a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. Falando em um evento no Instituto Peterson de Economia Internacional, Georgieva se recusou a fornecer uma previsão econômica global ajustada, dizendo que ela será divulgada na segunda-feira no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva Reuters Mas ela disse que o FMI espera que o acordo comercial garanta que o Produto Interno Bruto da China avance 6% em 2020, e que compartilhou essa previsão com o vice-premiê chinês, Liu He, durante uma reunião esta semana. PIB da China avança 6,1% em 2019, menor crescimento em 29 anos Georgieva afirmou que o FMI havia estimado anteriormente que as tensões comerciais globais cortariam 0,8%, ou US$ 700 bilhões d, do crescimento econômico internacional. Apenas cerca de um terço disso foi devido a tarifas, com a maior participação resultante de uma desaceleração do investimento empresarial. Como o acordo comercial entre EUA e China é apenas uma solução provisória, o impacto no investimento não será erradicado, disse ela. "O que estamos vendo agora é que temos alguma redução dessa incerteza, mas ela não foi eliminada", afirmou.