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Pagamentos começam para nascidos em dezembro, inscritos via app e site e do Cadastro Único. Para beneficiários do Bolsa Família, benefício começa a ser pago na terça-feira. A Caixa Econômica Federal (CEF) começa a pagar neste domingo-feira (16) a segunda parcela do Auxílio Emergencial 2021. Os primeiros a receber, já neste domingo, são os trabalhadores nascidos em janeiro e que não fazem parte do Bolsa Família. Para os trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, os pagamentos começam na terça-feira, dia 18. Terei direito? Quanto vou receber? Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Veja como saber se você vai receber Saiba como contestar se você teve o beneficio negado Beneficiário precisa estar com o CPF regular; veja como fazer SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL A ajuda paga neste domingo será creditada em conta poupança social digital da Caixa, que poderá ser usada inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber o crédito neste domingo serão liberados no dia 31 de maio (veja nos calendários mais abaixo). VÍDEO: Auxílio Emergencial 2021 - entenda as regras da nova rodada VEJA QUEM RECEBE NESTE DOMINGO: trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em janeiro Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Calendário Auxílio Emergencial - inscritos app e site - 13.5.21 Economia G1 VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial l

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello após coletiva em Brasília Ueslei Marcelino/Reuters Para o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o habeas corpus concedido ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello não irá impedir o esclarecimento de informações importantes do mais longevo ocupante da pasta ao longo da pandemia. Nesta sexta-feira (14), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, deu ao general do Exército o direito de ficar em silêncio durante depoimento à comissão sempre que Pazuello entender que as perguntas possam levá-lo ao risco de produzir prova contra si. O magistrado tomou a decisão após pedido feito pela Advocacia-Geral da União. Além disso, Renan afirmou ao blog que a decisão terá efeito para que futuros depoentes não faltem com a verdade na comissão, como considera que ocorreu nos depoimentos de Fabio Wajgarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência, e até do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. "Isto [o habeas corpus] dá segurança jurídica para outros depoentes, que também não poderão faltar com a verdade", disse ele neste sábado (15) ao blog. Segundo o relator, Lewandowski também garantiu que Pazuello precisa responder perguntas, apenas tem o direito de permanecer em silêncio sobre declarações que possam incriminá-lo. Renan está trabalhando ao longo do final de semana nos pontos que acha necessário que sejam esclarecidos por Pazuello. "Eu sempre tive grande expectativa sobre a presença de Pazuello na CPI, que esteve no Ministério da Saúde nos momentos mais críticos da pandemia", diz. Pazuello assumiu ainda em abril de 2020 como secretário executivo da pasta, quando Nelson Teich foi ministro. Depois ficou como interino, até ser efetivado ministro. Ele saiu da pasta em março deste ano, quando o número de mortos por Covid-19 no Brasil já havia ultrapassado a casa dos 300 mil.

Uma espécie 'esquecida' que cresce em condições mais quentes pode ajudar a preservar a bebida das mudanças climáticas. Os grãos de Coffea Stenophylla têm um sabor naturalmente doce e frutado Royal Botanic Gardens/AFP/Arquivo Uma espécie de planta de café "esquecida", capaz de crescer em condições mais quentes, pode ajudar a salvar a bebida das mudanças climáticas. Cientistas preveem que, em breve, estaremos tomando Stenophylla, um café selvagem raro da África Ocidental que tem o sabor do tradicional café arábica, mas cresce em condições mais quentes. À medida que as temperaturas sobem, se torna cada vez mais difícil cultivar um bom café. Estudos sugerem que até 2050, cerca de metade das terras usadas para plantar café de alta qualidade será improdutiva. Encontrar um café selvagem que seja saboroso e tolerante ao calor e à seca é "o Santo Graal da produção de café", diz Aaron Davis, chefe de pesquisa de café no Kew Gardens, o jardim botânico de Londres. "Como alguém que provou vários cafés selvagens, posso dizer que em geral eles não são bons, não têm o gosto do arábica, então nossas expectativas eram muito baixas", conta ele à BBC News, falando sobre outros tipos que não o Stenophylla. "E ficamos completamente impressionados com o fato de que esse café tem um sabor incrível. Ele tem outros atributos relacionados à sua tolerância ao clima: cresce e pode ser colhido em condições muito mais quentes do que o café arábica." A Coffea stenophylla é uma espécie de café selvagem da África Ocidental que, até recentemente, acreditava-se estar extinta fora da Costa do Marfim. Recentemente, a planta foi redescoberta crescendo em meio à natureza selvagem em Serra Leoa, onde era cultivada em plantações há cerca de um século. Uma pequena amostra dos grãos de café de Serra Leoa e da Costa do Marfim foi torrada e usada para preparar a bebida, que depois foi degustada por um painel de conhecedores de café. Mais de 80% dos jurados não foram capazes de notar a diferença entre o café feito com Stenophylla e o café mais popular do mundo, o arábica, em degustações às cegas, segundo informaram os pesquisadores em estudo publicado na revista Nature Plants. Eles também modelaram dados climáticos para a planta, o que sugere que ela pode potencialmente tolerar temperaturas pelo menos 6 °C mais altas do que o café arábica. As primeiras mudas de Stenophylla serão plantadas neste ano. A ideia é começar a avaliar seu potencial para preservar o futuro do café de alta qualidade. Davis espera que a Stenophylla volte um dia a ser cultivada em Serra Leoa em larga escala. "(Este café) não vai estar nas cafeterias nos próximos dois anos, mas acho que dentro de cinco a sete anos, vamos vê-lo entrar no mercado como um café de nicho, como um café de alto valor, e depois disso eu acho que será mais comum", avalia. O estudo foi realizado em colaboração com o instituto de pesquisa francês Cirad e a Universidade de Greenwich, em Londres. O que é o café arábica? Os grãos arábica são considerados de sabor superior. São cultivados nas montanhas e correspondem a mais de 60% da produção mundial de café. O arábica tem resistência limitada às mudanças climáticas; e os agricultores já estão sofrendo os impactos das temperaturas elevadas e das precipitações baixas ou irregulares. Outras ameaças à produção de café incluem flutuações nos preços, pragas e doenças, além de condições climáticas extremas. Onde o café selvagem é encontrado? A grande maioria do café selvagem cresce nas florestas remotas da África e na ilha de Madagascar. Fora da África, o café selvagem é encontrado em outros climas tropicais, incluindo partes da Índia, Sri Lanka e Austrália. Que tipo de café nós tomamos? Mais de 100 tipos de cafeeiros crescem naturalmente nas florestas, mas apenas alguns são usados ​​para preparar a bebida. A indústria mundial de café é dominada por dois tipos principais — arábica (Coffea arabica) e robusta (Coffeea canephora). Uma terceira espécie — libérica (Coffea liberica) — é cultivada em todo o mundo, mas raramente é usada para bebidas.
O programa deste domingo mostra um projeto que pode levar tratamento de esgoto de baixo custo para zona rural. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (16/05/2021) O Globo Rural deste domingo (16) vai mostrar um projeto pode levar tratamento de esgoto de baixo custo para áreas da zona rural que não têm acesso a esse recurso. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Tem ainda a suspensão da compra de carne de frango do Brasil pela Arábia Saudita, a alta do preço do ovo, o cultivo de milho verde no Ceará e muito mais. Não perca, o Globo Rural começa a partir das 8h30. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural

Pequenos negócios que foram ameaçados pela crise provocada pela pandemia registraram crescimento após campanha estrelada pelo ator e humorista. Projeto chegou à segunda edição com promessa de continuidade. Fábio Porchat fala do projeto de apoio a micro e pequenas empresas diante da pandemia Um “empurrãozinho”. É assim que o ator, apresentador e comediante Fábio Porchat classifica o projeto que criou para socorrer pequenos e microempresários diante da crise provocada pela pandemia do coronavírus. Cinco empreendimentos foram beneficiados pela iniciativa em 2020 e outros três foram selecionados para a segunda edição, lançada no final de abril deste ano. Batizado Divulga Porchat, o projeto consiste em tornar o ator - que tem mais de 5,9 milhões de seguidores nas redes sociais - o garoto-propaganda de marcas desconhecidas pelo grande público. Além de contarem com o uso da imagem de Porchat sem ter que pagar cachê, as pequenas e microempresas (PMEs) selecionadas ganharam toda a campanha publicitária, que foi desenvolvida por uma agência profissional. Três pequenos negócios foram selecionados para ter, gratuitamente, Fábio Porchat como garoto-propaganda em 2021 Reprodução/Instagram VÍDEO: Fábio Porchat anunciou no Encontro que faria propaganda de graça para PMEs O projeto é modesto, se considerado o alcance dele: em maio de 2020, havia cerca de 17,2 milhões de PMEs ativas no país. De acordo com uma pesquisa realizada em fevereiro deste ano pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mais da metade destes pequenos negócios relatou muita dificuldade em se manter após quase um ano de pandemia e seis em cada dez deles viram o faturamento anual ser reduzido em pelo menos 1/3 no ano passado. (veja mais detalhes da pesquisa ao final desta reportagem) Mas, para as oito PMEs selecionadas, o projeto representou mais que a garantia de sobrevivência – todas as cinco atendidas em 2020 registraram crescimento dos negócios e as três que participam da atual segunda edição experimentaram aumento da demanda tão logo foram anunciadas pelo ator. É o caso da Mei Mei Produtos Naturais, empresa paulista especializada na produção de chás e artigos diversos feitos com ervas. Ela foi apresentada pelo ator durante uma live em seu perfil no Instagram no dia 22 de abril e, segundo os donos, imediatamente começou a registrar aumento nas vendas. “A nossa demanda aumentou consideravelmente e já está perto do que era antes da pandemia. Não só clientes novos, mas os antigos também voltaram a fazer pedidos com a gente”, contou o empresário Carlos Lopes, que comanda a empresa junto com a mulher, a naturopata Mei Machado – ambos com 43 anos de idade. 'Pânico' na pandemia Havia cinco anos que o casal mantinha a Mei Mei. Sem loja física, a empresa contava com 39 pontos de revenda espalhados pelo Brasil. Com a pandemia, caiu para seis o número de revendedores – impacto direto das medidas de restrição ao funcionamento de comércio e serviços pelo país para conter o avanço da Covid-19. “A gente entrou em pânico, porque estávamos em um ritmo de crescimento anual. Mesmo com o mercado dizendo o contrário, a gente crescia. De repente, a gente se viu sem nada”, destacou Carlos. Questionada, Mei confidenciou que, diante do revés provocado pela pandemia, “todos os dias” pensava em desistir do negócio. Em vários períodos, a empresa ficou sem vender nada durante 15 dias. “Teve momento de não querer levantar da cama. Desde a live [com Fábio Porchat], não teve um dia que a gente ficou sem vender algo”, enfatizou a naturopata. Live com os donos da Mei Mei foi realizada no dia 22 de abril e, desde então, empresa registra aumento nas vendas Reprodução/Instagram A seleção para participar do Divulga Porchat pegou o casal de surpresa. A inscrição no projeto foi realizada em junho do ano passado e durou apenas 24 horas. Os interessados tinham que gravar um vídeo dizendo por que a empresa merecia ter Fabio Porchat como garoto-propaganda. Segundo Porchat, mais de 8 mil inscrições foram recebidas, mas apenas cinco foram selecionadas para a primeira edição. Para 2021, o ator decidiu não reabrir inscrições e selecionar outras três empresas dentre as que se candidataram no ano passado. “Foi uma surpresa muito boa, porque a gente nunca imaginou que seríamos selecionados. O Porchat falou que faria de novo uma seleção em 2021, mas a gente não estava esperando por ser chamados”, contou Mei. Campanha foi criada com base em briefing definido pelos próprios donos do negócio Divulga Porchat/Divulgação Depois de contatado pela equipe de Porchat, o casal teve duas semanas para se preparar para a live com o ator, ocasião em que a Mei Mei foi apresentada aos seguidores dele. Este período serviu para a elaboração, por parte dos dois empresários, da proposta de campanha que desejavam para a empresa. “Ele [Porchat] deu total liberdade para a gente fazer o briefing e determinar o tipo de campanha que a gente queria fazer. A gente decidiu usar o nome dele para brincar com o nosso negócio – pôr chá. E a agência está tratando a gente como cliente”, contou Mei. As outras duas PMEs selecionadas para esta edição do Divulga Porchat são: Era uma vez o Mundo – startup carioca de educação que fabrica brinquedos e cria representatividade afro-brasileira para crianças. Naturale – loja de alimentos naturais em Santa Catarina que produz refeições saudáveis Startup carioca fabrica brinquedos com identidade afro-brasileira Divulga Porchat/Divulgação Empresa de Santa Catarina especializada em produção de refeições saudáveis é uma das três selecionadas para o projeto Divulga Porchat/Divulgação Virada de chave: ‘empurrãozinho’ levou pizzaria a abrir filial Uma das cinco PMEs selecionadas para a primeira edição do projeto foi a Fitzza, pizzaria idealizada por três jovens cariocas com o objetivo de “promover reeducação alimentar” a partir de versões “fit” da clássica iguaria italiana. A marca começava a se firmar quando começou a pandemia e colocou o negócio em risco. Um ano depois do “empurrãozinho” do Porchat, no entanto, ela se prepara para abrir uma filial e já planeja uma terceira loja ainda em 2021. “Quando estourou a pandemia, a gente ainda era uma marca nova e a loja teve que ser fechado. A gente então começou a batalhar para se estabelecer no delivery enquanto via muita pizzaria mais velha fechando com seis meses de pandemia. A gente nunca chegou a pensar em desistir, mas o Divulga Porchat foi a grande virada de chave do nosso negócio”, contou Rodolpho Bandeira, de 30 anos, o mais velho do trio de empreendedores. A Fitzza começou em 2017, quando os três amigos tiveram a ideia de fazer uma pizza fit. O primeiro passo para o negócio aconteceu no ano seguinte, com o trio “colocando a mão na massa, literalmente”. Segundo Rodolpho, eles produziam a massa na bancada da cozinha de um deles e a levava para assar e servir em eventos pelo Rio. “A logística era difícil, porque a gente fazia tudo, da massa à operação nas festas”, enfatizou. Foi só em junho de 2019 que a Fitzza ganhou uma loja física. Ela foi instalada no Arpoador, um dos endereços mais nobres da Zona Sul carioca. Nove meses depois teve início a pandemia – bares e restaurantes ficaram proibidos de funcionar na capital fluminense por mais de três meses. Divulga Porchat garantiu visibilidade e credibilidade para marca carioca de pizza fit, que cresceu a ponto de abrir filial um ano após campanha Reprodução/Instagram O anúncio da seleção para o Divulga Porchat surgiu como oportunidade de mudar os rumos do negócio que tendia a naufragar como muitos dos concorrentes. Os sócios se debruçaram na produção do vídeo de inscrição durante a madrugada. Uma vez selecionada, a pizzaria registrou um verdadeiro salto – o faturamento aumentou em quase 40% entre agosto e outubro, período em que a campanha estrelada por Porchat foi ao ar. “[O resultado da campanha] surpreendeu a gente porque foi uma ‘key chance’, uma verdadeira virada de chave para o nosso empreendimento. A gente vive num mundo de influências e essa transferência de autoridade [visibilidade e credibilidade de Porchat] é um negócio que tem muito poder”, enfatizou Rodolpho. Mais do que o aumento no faturamento, a Fitzza alcançou, segundo os sócios, reconhecimento e credibilidade da marca. “A gente passou a ter outra maneira de falar com fornecedores e parceiros e acabamos fazendo uma ampliação da sociedade. Entraram dois novos sócios, um deles investidor, e agora a gente pode expandir o negócio”, comemorou Rodolpho. A loja do Arpoador segue aberta, toda remodelada. A primeira filial será aberta ainda neste semestre na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, e os sócios planejam abrir a segunda filial, até o fim do ano, na Zona Norte da cidade. Resultados das outras PMEs que participaram do projeto em 2020: Cocadas da Vovó Lina, empresa familiar especializada em produção de cocadas caseiras: triplicou o número de seguidores nas redes sociais em cinco meses; aumentou o faturamento em mais de 1000% em três meses. Labareda Boutique, loja que inovou o conceito de sexshop no Mato Grosso do Sul: registrou aumento de quase 31% no número de seguidores em cinco meses; contratou mais duas pessoas para conseguir atender ao aumento da demanda e viu o faturamento aumentar em quase 39%. Bem Feito Carteiras, marca que produz carteiras artesanais e veganas: registrou salto do número de seguidores e viu o faturamento voltar a patamar semelhante ao período pré-pandemia. Clube de Brinquedos Tum Tum, clube de assinatura de brinquedos especializados para crianças com autismo: viu os acessos ao site triplicarem e pessoas não ligadas à causa do autismo se interessarem pelo negócio. Seleção criteriosa Ao G1, Fábio Porchat contou que sua equipe teve muito trabalho para selecionar as empresas que participariam do projeto dentre as mais de 8 mil inscrições. A primeira filtragem foi para selecionar apenas PMEs que estavam funcionando e de forma regular. Outros critérios e restrições foram aplicados até que chegar a uma lista de 30 pequenos negócios. “Dessas 30, a gente entrou em contato com algumas, fizemos encomendas, pedimos algumas coisas, sem estar no meu nome, lógico, para ver como é que chegavam os produtos”, destacou o ator. Além do teste como cliente oculto, as 30 empresas também tiveram a reputação checada nas redes sociais “para saber como elas lidavam com os clientes”. Porchat ressaltou que das cinco selecionadas ao final da checagem, “uma delas acabou sendo descartada, e a gente chamou outra, justamente porque teve algum tipo de problema”. Porchat destacou que, ao convocar as pequenos e microempresários selecionados, procurou, desde o início, minimizar as expectativas. “Eu falava ‘gente, não esperem que porque eu vou ser o garoto propaganda que vocês vão vender 1 milhão de coisas, a gente está numa pandemia, as pessoas estão sem dinheiro, as pessoas estão necessitadas’”, contou. Mas o ator tinha a segurança de que iria oferecer a eles algo que é fundamental nos dias de hoje: visibilidade. Além de usar seu próprio perfil nas redes sociais para divulgar as marcas e doar a sua imagem para a campanha publicitária de cada uma delas, ele também fez propaganda delas nos mais diversos meios. “Eu fiquei muito feliz de ver a repercussão que deu, como isso ajudou essas empresas e como incentivou outras pequenas empresas a continuarem”, contou. Diante do sucesso do projeto, Porchat garantiu que fará uma terceira edição dele e que pretende continuar a fazer ações semelhantes mesmo após a pandemia. “Com toda a certeza haverá uma terceira edição, porque funcionou. É uma coisa que eu quero continuar fazendo mesmo depois da pandemia. Claro que a pandemia é um ponto muito crítico, muito imediato, mas mesmo pós-pandemia as pessoas ainda vão estar necessitadas, ainda vão estar sobrevivendo, ainda vão estar catando os cacos do que foi a pandemia”, disse. Impacto da pandemia sobre as PMEs Em fevereiro, o Sebrae, em parceria com a FGV, realizou a 10ª edição da pesquisa “O impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios". Mais de 6,2 mil pequenos empresários, de todos os 26 estados brasileiros e do Distrito Federal foram ouvidos. Os principais resultados do levantamento foram: 65% das PMEs tiveram redução de 1/3 no faturamento anual em 2020; Para a maioria (66%) das PMEs, vendas de fim de ano foram piores que as de 2019; Extensão de linhas de crédito (45%) e extensão do auxílio emergencial (26%) são as medidas governamentais mais importantes para 2021, segundo as PMEs; 79% das PMEs afirmaram que estão sofrendo diminuição do faturamento em 2021; 11% das PMEs tiveram que fazer demissões 49% das PMEs buscaram empréstimo e 39% conseguiram o crédito; 57% das PMEs relataram muitas dificuldades para manter seu negócio.
Recolhimento do FGTS, por exemplo, passa a ser calculado sobre o salário reduzido em casos de diminuição de jornada. O governo relançou, no final de abril, duas Medidas Provisórias (MPs) que permitem a redução da jornada e a suspensão dos contratos de trabalho e trazem medidas que flexibilizam regras trabalhistas referentes a direitos como férias e FGTS. Essas medidas, que vigoraram no ano passado e voltaram em 2021 com o objetivo de preservar empregos em meio à pandemia, trazem mudanças em direitos trabalhistas como 13º, FGTS e férias. Governo relança programa de suspensão e redução de jornada; entenda como vai funcionar Entenda a MP que flexibiliza regras trabalhistas Programa que reduz jornada e suspende contrato de trabalho já atinge 1,5 milhão de trabalhadores Governo relança programa que permite redução da jornada e do salário de trabalhadores Veja o que muda nos direitos dos trabalhadores com as mudanças trazidas pelas MPs, de acordo com Daniel Raimundo dos Santos, consultor trabalhista da Confirp Consultoria Contábil: 1. Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) Suspensão do contrato: Neste caso, não há recolhimento do FGTS por parte do empregador até o final do prazo da suspensão do contrato de trabalho. Santos lembra que as empresas que faturaram acima de R$ 4,8 milhões no ano de 2019 são obrigadas a pagar uma ajuda compensatória ao trabalhador de no mínimo 30% do salário, durante o período de suspensão. Porém, o FGTS não vai incidir sobre esse valor, já que a ajuda compensatória "não tem natureza de salário”. Redução de jornada e salário: O FGTS continua sendo recolhido, mas com base no valor do salário reduzido. Exemplo: se um trabalhador tem um salário de R$ 2.000 que foi reduzido em 70%, isso significa que ele passou a ganhar R$ 600. É justamente sobre os R$ 600 que será calculado o valor do recolhimento do FGTS por parte da empresa. Pelas regras da MP, o governo federal faz uma complementação do salário, com base no cálculo do seguro-desemprego. No exemplo acima, o governo entraria com uma complementação de 70% do valor da parcela do seguro a que o empregado teria direito se fosse demitido. Porém, este auxílio não será considerado na hora de calcular o valor do depósito do FGTS, uma vez que é custeado pela União e não pelo empregador. A MP 1.046, que flexibiliza regras trabalhistas, trouxe a opção para o empregador parcelar o FGTS das competências abril, maio, junho e julho de 2021, sem a incidência de multa e juros. Não é tão atrativo quanto o que vigorou em 2020, quando foi possível parcelar três competências em 6 parcelas – este ano, essas quatro competências serão parceladas em 4 vezes. O pagamento das parcelas começa em 7 de setembro, juntamente com o recolhimento do FGTS da competência de agosto de 2021. 2. Contribuição ao INSS Suspensão do contrato: Neste caso, a contribuição previdenciária patronal fica suspensa. Como a empresa não vai pagar nenhuma remuneração ao trabalhador, logo não existirá base de cálculo para recolhimento das contribuições previdenciárias. Os empregadores que suspenderam os contratos, mas que estão pagando ajuda compensatória aos empregados, também não precisam recolher o INSS sobre este valor, já que ele não tem natureza salarial, é uma verba indenizatória. O trabalhador poderá continuar contribuindo ao sistema público de aposentadoria normalmente, se assim quiser, efetuando o recolhimento por conta própria, como segurado facultativo, através da Guia da Previdência Social (GPS). Redução de jornada e salário: Para as reduções de jornada e salário, a base de cálculo da contribuição patronal será o salário reduzido, ou seja, o valor que a empresa passou a pagar ao trabalhador. Assim como no caso do FGTS, a complementação salarial feita pelo governo não será considerada na hora de a empresa calcular o INSS. Aqui o trabalhador também pode continuar contribuindo ao sistema previdenciário normalmente. 3. Contagem do 13º salário Suspensão do contrato: No caso em que a empresa suspendeu o contrato pelo prazo limite de 120 dias, cujo período terminará até 25 de agosto (caso não haja prorrogação da MP), os meses não trabalhados não entram na contagem da proporcionalidade do 13º salário. Ou seja, eles não serão computados em caso de rescisão de contrato ou no pagamento das parcelas do 13º salário no final do ano. Redução de jornada e salário: A redução de jornada e salário não muda em nada a contagem da proporcionalidade do 13º salário, pois o contrato de trabalho continua ativo, e o trabalhador terá direito ao 13º levando em conta os meses em que trabalhou por no mínimo 15 dias. Quanto à redução da base de cálculo, uma vez que o salário foi reduzido, não há previsão legal para justificar essa proporcionalidade. Logo, ao calcular o 13º salário do empregado, será considerado seu salário normal, sem a redução. Para este caso, é importante acompanhar os acordos sindicais de redução de jornada, nos quais é possível que haja previsão específica nesse sentido de proporcionalidade do cálculo. 4. Férias e pagamento do 1/3 Suspensão do contrato: Neste caso, as férias também ficam suspensas. Durante o período de suspensão, o contrato de trabalho fica paralisado, e os meses em que o trabalhador ficou em casa não são contados como tempo de serviço para aquisição do direito às férias. Se o trabalhador ficar os 120 dias com o contrato suspenso, então o período aquisitivo do empregado para contagem de férias também será prorrogado pelo mesmo período da suspensão. E no restabelecimento do contrato, ele retoma a contagem do período aquisitivo de onde parou. Por exemplo, se trabalhou por 4 meses até 30 de abril e teve contrato suspenso por outros quatro meses: quando voltar a trabalhar, ele retoma a contagem do período aquisitivo de onde parou, ou seja, computando do 5º mês em diante. Redução de jornada e salário: A MP 1.045, que trata da redução da jornada e suspensão de contratos, não altera o direito a férias dos trabalhadores. Porém, a MP 1.046 flexibilizou as regras de pagamento das férias durante o período de 120 dias a contar do dia 28 de abril. Veja abaixo: O empregador poderá antecipar férias, informando ao empregado com antecedência mínima de 48 horas, indicando o período a ser gozado, não podendo ser inferior a 5 dias corridos; As férias poderão ser concedidas, mesmo que o período aquisitivo não tenha vencido; Em caso de desligamento do empregado, por pedido de demissão, ele terá o desconto em rescisão das férias antecipadas gozadas, cujo o período não tenha sido adquirido; Os empregados do grupo de risco serão priorizados para gozo das férias; O adicional de 1/3 das férias concedidas no período de 120 dias (28/04 a 25/08) poderá ser pago após o gozo das férias, até 20 de dezembro, ou juntamente com a rescisão de contrato, o que ocorrer primeiro; O pagamento das férias, concedidas no mesmo período de 120 dias (28/04 a 25/08), poderá ser efetuado até o 5º dia útil do mês seguinte ao do início. Por exemplo, se o trabalhador entra de férias no dia 10 de junho, a empresa pode depositar remuneração até o 5º dia útil do mês de julho. 5. Vale-transporte Suspensão do contrato: A empresa fica dispensada de pagar o vale-transporte, um vez que o benefício tem a finalidade exclusiva do deslocamento do empregado de sua residência para o trabalho e vice-versa. Portanto, não havendo esse trajeto, a empresa não é obrigada a pagar. Redução de jornada e salário: Se o trabalhador continua indo de transporte público até a empresa, o direito ao vale-transporte permanece válido. Se a redução de jornada provocou uma diminuição dos dias de trabalho, o valor do vale-transporte também será reduzido, sendo devido apenas para os dias em que em que houver o deslocamento do trabalhador. Se a empresa contratou um ônibus fretado para levar os funcionários ou passou a pagar táxi ou motorista particular para os trabalhadores, ela pode deixar de pagar o vale-transporte. 6. Vale-refeição e alimentação Suspensão do contrato: Se o vale-refeição e o vale-alimentação fazem parte do pacote de benefícios da empresa ou estão previstos em convenção coletiva, os trabalhadores têm direito a continuar recebendo. Redução de jornada e salário: Trabalhadores continuam recebendo, desde que os benefícios façam parte do pacote de benefícios da empresa ou estejam previstos em convenção. No caso das empresas que fornecem alimentação aos empregados em refeitório próprio, se os trabalhadores estiverem trabalhando em casa, o empregador não é obrigado a pagar os benefícios, exceto se há alguma previsão na convenção coletiva da categoria. 7. Plano de saúde e odontológico Suspensão do contrato: Devem ser mantidos, já que a MP prevê a manutenção de todos os benefícios que fazem parte do pacote de benefícios concedidos pela empresa ao empregado. Redução de jornada e salário: Devem ser mantidos, seja para quem está trabalhando presencialmente ou em casa. O empregador deve ter atenção quando os planos têm coparticipação ou desconto dos empregados. Segundo Santos, quando há a coparticipação do empregado é recomendado que os empregadores equilibrem esse desconto, de modo que não ocorram reduções exageradas no salário líquido dos empregados, o que poderá comprometer a sua subsistência. É uma medida cautelar visando o bem estar do empregado e de seus familiares. 8. Licença-maternidade Suspensão do contrato: Se a trabalhadora já estiver em licença maternidade, a suspensão do contrato não se aplica a ela. A empresa tem que continuar pagando o valor integral do último salário anterior ao afastamento. Quando acaba o período de licença maternidade, as mulheres entram na regra da suspensão. Redução de jornada e salário: As regras da suspensão também valem no caso de redução de jornada. Empregadas já em gozo de licença-maternidade não serão afetadas durante o período de licença, e o empregador continuará arcando com o valor do último salário anterior ao afastamento do trabalho, sendo que a redução só poderá ocorrer quando retornarem ao trabalho. 9. Auxílio-creche Suspensão do contrato: O trabalhador continua recebendo se for um benefício previsto em convenção coletiva. Redução de jornada e salário: Também continua recebendo se for um benefício previsto em convenção coletiva. Auxílio-creche é um benefício que não está previsto em lei e as empresas, geralmente, o oferecem porque foi acertado com os sindicatos. 10. Empréstimo consignado O trabalhador deve se atentar que, com o salário reduzido por causa da redução de jornada ou suspensão do contrato, se as parcelas do empréstimo consignado se mantiverem iguais, o comprometimento da renda será ainda maior. Não há uma regra definida em relação à redução do percentual de desconto do consignado em caso de redução de jornada ou suspensão de contratos. Nem um programa de renegociação de parcelas ou extensão de prazo para pagamento do empréstimo com desconto em folha. Mas a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informa que é possível renegociar a dívida, tanto no caso de diminuição da jornada de trabalho quanto na suspensão do contrato de trabalho. Neste caso, o trabalhador deve procurar o banco com o qual tem o contrato de crédito e solicitar a negociação. O processo pode ser feito em todos os canais de atendimento que as instituições financeiras oferecem, como telefone, internet e agências. "Não há uma padronização das condições de negociação. Os bancos analisam caso a caso", informa a Febraban. Se preferir, o trabalhador pode também procurar o empregador para renegociar as parcelas - a empresa vai intermediar a negociação com a instituição financeira que cedeu o empréstimo com desconto em folha. Se não houver solução, para os casos em que as parcelas do consignado ultrapassarem 30% da renda mensal líquida, é indicado buscar o Juizado Especial Cível. Outra opção é buscar a portabilidade de crédito, levando a dívida para outro banco com juros menores.

Especialista em carreiras dá dicas de como lidar com 13 situações comuns no trabalho em casa. Etiqueta no home office Daniel Ivanaskas/G1 Quem está em home office viu sua rotina profissional se misturar à pessoal. Mas até que ponto o profissional pode se ausentar do trabalho para cuidar de seu pet ou receber uma encomenda, por exemplo? Aproveitar que o computador está em casa e adiantar uma tarefa fora da jornada porque não tem nada para fazer? Ou não resistir a fazer comentários no grupo de trabalho durante suas férias ou fora do horário de trabalho? Multitarefas no home office: o que você faz no horário de trabalho quando ninguém está olhando? QUIZ: Qual é o seu perfil no home office? Braço curto, puxa saco, retraído: veja perfis de profissionais no home office Veja abaixo as dicas do especialista em carreiras Antonio Batist para 13 situações comuns no home office. Posso falar que tenho que ir ao banheiro? Algumas empresas têm breves pausas cronometradas de 10 minutos ou similares nos sistemas de controle de jornada. Outras são mais flexíveis, bastando que você diga que precisa se ausentar por alguns minutos, sem detalhar os motivos. Observe se o trabalho possui prazo específico ou mais se é flexível e se sua ausência pode gerar danos (alguns trabalhos exigem resposta imediata do profissional). Os procedimentos no home office podem variar segundo o cargo, ramo da empresa, sistemas e acordos. Em todo caso, convém verificar com a chefia quais procedimentos a empresa está adotando - algumas formalizam contratos, acordos específicos ou até lançam manuais - e combinar eventuais ausências. Se estiver em reunião online, peça um minuto via texto, diga que precisa se ausentar, mas que voltará logo. Em seguida, feche sua câmera e microfone e vá. Evite sair sem avisar, não atrapalhe o áudio de ninguém e não exponha detalhes desnecessários. Posso pedir para colocar comida para o cachorro? Como o pet conseguia se alimentar antes do home office? Estar em casa não deve transformar o trabalho em um vendaval de interrupções. Combine tarefas com outras pessoas da casa: isso ajuda a ter foco durante o trabalho. Organize melhor as tarefas, caso more só. Mas o ponto de partida sempre deve ser este: verificar quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combinar eventuais ausências com sua chefia. Se estiver em reunião online, se não houver alternativa, peça um minuto via texto, feche sua câmera e microfone e vá cuidar do pet. Posso participar de reunião com cachorro latindo ou bebê chorando? Pode, mas é essencial tentar reduzir o barulho. Algumas alternativas são fechar seu microfone ou usar microfones que reduzam a captação de sons de outras direções, fechar a porta, ficar mais distante da fonte de barulho. Barulhos intensos e recorrentes – e sem nenhuma providência por parte do trabalhador – não são um bom sinal. Posso pedir para fazer um lanchinho? Antes do home office, como você lidava com lanches e refeições durante o trabalho? Verificar quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combinar eventuais pausas e ausências com sua chefia é o melhor caminho. Em relação a reuniões online, também é preciso bom senso. Antes do home office, você ficava saindo no meio para lanchar? Ficava lanchando na frente de todos durante as reuniões presenciais? Posso não ligar a câmera nas reuniões? É importantíssimo ligar a câmera sempre que possível, a menos que haja alguma orientação da empresa em sentido contrário. Se houver motivo para não ligar (problema técnico, por exemplo), convém avisar. Timidez, olheiras e afins não são bons pretextos para não ligar a câmera. Posso ficar com o microfone ligado? O ideal é habilitar o microfone somente quando for falar (e conferir se ele está ligado quando estiver falando). A captação indesejada de sons e outras interferências de áudio é uma das reclamações mais recorrentes em reuniões online e passa uma imagem de pouco profissionalismo, além de atrapalhar os demais. Posso trabalhar fora do horário sem avisar a chefia? Isso pode gerar hora extra, banco de horas, etc. Aqui entram em cena a CLT e os acordos. Muitas empresas seguem certa rigidez de horários e de outras normas, mesmo em home office. Outras são mais flexíveis, mas convém que a chefia esteja ciente sobre horários alternativos e outras exceções por parte do profissional. Verifique quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combine possibilidades de eventuais exceções com sua chefia. Posso mandar mensagens no grupo fora do meu horário? Convém enviar mensagens apenas no horário de expediente. Mensagens fora do expediente, especialmente se forem cobranças sobre prazos e metas, podem vir a gerar efeitos (de psicológicos a jurídicos) indesejáveis. Em todo caso, verifique quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combine eventuais exceções com sua chefia. Posso falar sobre assuntos aleatórios no grupo de trabalho? Convém evitar assuntos que não sejam o foco do trabalho. Comunicação leve e bem humorada é diferente de piadas sem fim. Consciência e espiritualidade são diferentes de discussões políticas intermináveis e chuvas de correntes. Desabafos recorrentes, fulanizações, fofocas e afins não deveriam ser o foco de um grupo de trabalho. Você quer se tornar o "tio do pavê" em pleno grupo de trabalho? Posso comentar sobre trabalho no grupo nas minhas férias? Assim como o home office não é férias, as férias não são home office. Pode-se fazer algum comentário isolado e pontual, mas só se se for realmente indispensável. Mas, você também pode trocar sua atitude de comentar sobre trabalho pela atitude de simplesmente apreciar suas férias. Posso falar que preciso receber uma encomenda? Pense no que você fazia para receber encomendas quando não estava em home office. Verifique quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combine eventuais ausências com sua chefia. Em caso de estar em reunião, se não restar alternativa, peça um minuto (via texto), feche sua câmera e microfone. Posso pedir uma pausa para resolver um problema doméstico? Como os problemas domésticos eram resolvidos antes do home office? Quais problemas são urgentes e quais poderiam esperar um pouco? Verifique quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combine eventuais ausências com sua chefia. Em caso de estar em reunião online, se for algo urgente e sem alternativas, peça um minuto (via texto), feche sua câmera e microfone. Posso pedir uma pausa para preparar o almoço? Como você lidava com o almoço antes do home office? Organizar as atividades de casa para que elas não prejudiquem o trabalho pode até parecer um “superpoder”. Mas isso é, na verdade, o mínimo que se espera de um profissional que não está mais perdendo horas diárias em engarrafamentos, por exemplo. Verifique quais procedimentos a empresa está adotando para o home office e combine eventuais ausências com sua chefia. Batist alerta que as dicas em relação às reuniões online são para as que têm maior número de participantes ou nas quais o funcionário não é o condutor. Em caso de haver poucos participantes ou se o profissional estiver comandando a reunião, as restrições contra interrupções tendem a ser maiores.
'Países que não frearam a disseminação do coronavírus com o argumento de não perder trabalho não tiveram benefícios em seu mercado. Deixar morrer não teve nenhum ganho econômico', diz pesquisador do Ipea que analisou resposta do Brasil à Covid-19. Um levantamento realizado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que a reação do Brasil à pandemia de Covid-19 teve desempenho pior do que o a maioria dos países nos quesitos mortes e desemprego. A nota técnica assinada pelo economista Marcos Hecksher, considera dados de 2020 compilados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). As principais conclusões são: Brasil registrou proporcionalmente mais mortes por Covid-19 em 2020 do que 89,3% dos demais 178 países analisados pela OMS. Brasil registrou queda do "nível de ocupação" mais intensa do que as de 84,1% dos demais 63 países analisados pela OIT entre os três últimos trimestres de 2019 e de 2020. Marcos Hecksher explica que os países que registraram mais mortes pela Covid-19 em 2020, de maneira proporcional à sua população e a sua pirâmide etária, também foram os que tiveram seus mercados de trabalho mais prejudicados. "Em síntese, países que não frearam a disseminação do coronavírus com o argumento de não perder trabalho não tiveram benefícios em seu mercado. Deixar morrer não teve nenhum ganho econômico" - Marcos Hecksher, economista do Ipea O pesquisador do Ipea destaca o exemplo da Suécia, contrária ao lockdown e a qualquer outro tipo de fechamento e restrição de circulação até janeiro. "A Suécia tentou salvar empregos evitando restrições e está com muito mais mortos que seus vizinhos como Noruega, Finlândia e Dinamarca, sem ter poupado empregos", aponta. Ranking da Covid: como o Brasil se compara a outros países em mortes, casos e vacinas aplicadas Desligamentos por morte de funcionários CLT crescem 71,6% no primeiro trimestre de 2021, diz Dieese Na lista dos 64 países da OIT, a Suécia aparece como 37º país com a maior queda na ocupação do mercado de trabalho em 2020. "Alguns países ricos só têm mais mortes em percentual da população total porque têm proporções de idosos bem maiores que a nossa, e a mortalidade de idosos é mil vezes maior que a das crianças. Mas entre os idosos, nossa mortalidade é maior que a de quase todos eles. E na população de até 59 anos, nossa mortalidade é bem maior que a de qualquer um deles. Assim, quando ajustamos a mortalidade à distribuição das populações nacionais por idade e sexo, esses países ricos deixam de ficar pior do que nós", explica. 'Perdi quase todos para a Covid': o relato de quem teve a família destroçada pela doença Mercado de trabalho Ainda de acordo com o estudo, em 2019, ano pré-pandemia, o estudo mostra que o Brasil tinha o 25º menor nível de ocupação entre os 64 países analisados, com 55,8% de sua população em idade de trabalhar ocupada. Em 2020, com a queda na ocupação apontada acima, o Brasil passou a ter a 16ª menor taxa, com 48,8% de sua população em idade de trabalhar ocupada. Na lista analisada pelo Ipea, o mercado de trabalho brasileiro teve pior desempenho que países como Palestina, México e Paraguai durante a pandemia em 2020. Em todo o mundo, os países com as maiores quedas na taxa de ocupação foram, respectivamente, a Bolívia e Peru. Hecksher destaca que, em nível regional, a América Latina foi a região mais afetada tanto por mortes pela Covid como por perda de postos de trabalho. "A América Latina sofre mais com a informalidade, o que tende a dificultar a cobertura social, o isolamento e o combate à pandemia, aumentando as perdas de vidas e postos de trabalho. Mesmo em nosso continente, o Brasil se saiu pior que a maioria dos países ao redor", diz o pesquisador. Para fazer as comparações entre os países, o estudo ajustou os óbitos pela Covid-19 à distribuição populacional por faixa etária e sexo em cada país e utilizou os dados registrados no terceiro semestre de 2020 em comparação com o mesmo período em 2019, de pré-pandemia.

Termos atualizados preveem compartilhamento de mais dados com o Facebook, dono do app. Quem não aceitar pode perder funcionalidades no serviço depois de 90 dias. Seis perguntas sobre a nova política de privacidade do WhatsApp O WhatsApp, aplicativo de mensagens número um do Brasil e com mais de 2 bilhões de usuários no mundo, coloca em vigor neste sábado (15) a sua nova política de privacidade, que prevê o compartilhamento de mais dados com o Facebook, dono da plataforma. O app vem avisando os usuários sobre os termos desde janeiro. Inicialmente, as mudanças passariam a valer em fevereiro, mas a companhia decidiu adiar a vigência para que todos "tivessem mais tempo de entender a política" por causa da repercussão negativa. Quem não deu o aval para a nova política não terá a conta apagada e o app vai continuar funcionando normalmente por pelo menos 90 dias a partir de 15 de maio. Esse prazo foi combinado com autoridades brasileiras, que investigam se as mudanças estão em desacordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O WhatsApp afirmou na sexta passada (7) que essas pessoas veriam com mais frequência um lembrete para dar o aceite. Com o passar das semanas, elas deixariam de ter algumas funcionalidades como o acesso à página de conversas. ENTENDA: quais opções do WhatsApp vão ficar limitadas para quem não concordar com política de privacidade O que mudou? O compartilhamento de dados entre as duas plataformas acontece desde 2016. O que muda agora é que dados gerados em interações com contas comerciais, como as de lojas que atendem pelo WhatsApp, poderão ser utilizados pelas empresas para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram – redes que pertencem à mesma companhia. WhatsApp tem 120 milhões de usuários no Brasil, segundo o próprio app. AFP Além disso, parceiros do Facebook podem armazenar, gerenciar e processar dados do WhatsApp que sejam obtidos por meio dos chats com essas contas comerciais. Embora o app afirme que as novidades da política de privacidade estão centradas em interações com empresas, o novo texto indica a coleta de informações que não estavam presentes na versão anterior do documento. WhatsApp e Facebook: ENTENDA ponto a ponto o compartilhamento de dados Aceite é mesmo obrigatório? O aceite dos termos é obrigatório no Brasil e na maior parte do mundo – somente na União Europeia e no Reino Unido os usuários têm uma opção para não compartilhar dados com o Facebook, por causa da lei de proteção de dados local, a GDPR. SAIBA MAIS: WhatsApp impõe compartilhamento de dados com Facebook, mas tem exceção para a Europa O Brasil também tem uma legislação sobre o tema, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde setembro passado. Autoridades brasileiras indicaram que os novos termos do WhatsApp poderiam representar violações aos direitos dos usuários. "Na LGPD, a pessoa poder dizer se aceita ou não cada um dos muitos tipos de tratamento dos dados. E o WhatsApp não está oferecendo isso", explicou ao G1, Paulo Rená, professor de direito no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). O app entrou em acordo com autoridades brasileiras e as pessoas que ainda não aceitaram a nova política poderão continuar usando o aplicativo sem restrições por pelo menos 90 dias, enquanto os órgãos investigam o caso. Em nota, o WhatsApp disse que "está em contato com as autoridades competentes e continuará prestando as informações necessárias sobre a atualização". Apesar da recomendação dos órgãos, as regras valem a partir deste sábado (15). Alternativas Milhões de pessoas baixaram aplicativos concorrentes, como o Telegram e o Signal, por não concordarem com a troca de informações entre WhatsApp e Facebook. WhatsApp, Telegram e Signal: COMPARE os apps de mensagens Pouco depois de a notificação sobre a mudança dos termos aparecer no WhatsApp, o Telegram registrou cerca de 25 milhões de novos usuários. O Signal também teve uma alta na época, registrando 17,8 milhões de downloads em um período de 7 dias.

Resultado operacional medido pelo Ebitda avançou 133,25% em comparação anual, para R$ 1,845 bilhão. foto cemig uberaba, 15/04/2021 Elderth Theza/Divulgação A estatal mineira de energia elétrica Cemig registrou lucro líquido de R$ 422,35 milhões entre janeiro e março de 2021, revertendo prejuízo líquido de R$ 68,13 milhões obtido no mesmo período de 2020. O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) avançou 133,25% em comparação anual, para R$ 1,845 bilhão, segundo divulgação da companhia nesta sexta-feira (14) O Ebitda ajustado, que exclui efeitos extraordinários, foi de R$ 1,657 bilhão, alta de quase 23% ano a ano. A Cemig disse que os números refletem basicamente o aumento das receitas neste ano e a comparação com um trimestre de 2020 em que o Ebitda foi afetado negativamente em cerca de R$ 609 milhões pela desvalorização da participação detida na elétrica fluminense Light. Neste ano, a companhia mineira decidiu se desfazer inteiramente da fatia na Light, o que foi efetivado em janeiro por meio da venda de ações em uma oferta pública que levantou R$ 1,37 bilhão. A Cemig disse que, como resultado da operação, reconheceu um ganho antes de tributos de R$ 108,55 milhões, ao considerar como custo o valor registrado do ativo, que vinha sendo classificado como "mantido para venda" em seu balanço. A receita líquida da Cemig no primeiro trimestre somou R$ 7,1 bilhões, contra R$ 6 bilhões no mesmo período de 2020. Os custos e despesas operacionais, por sua vez, totalizaram R$ 5,7 bilhões, acima dos R$ 5 bilhões no ano anterior. A companhia registrou ganhos com participações societárias em empresas, medidos por equivalência patrimonial, de R$ 118,68 milhões, acima dos R$ 82 milhões há um ano atrás. Em relação ao mercado elétrico, a Cemig registrou redução de 1,73% na quantidade de energia vendida no trimestre, com diminuição de 13,82% na energia comercializada com consumidores comerciais, em meio a impactos da pandemia, e no mercado cativo. Houve ainda queda de 15,77% no suprimento a outras concessionárias de energia. As vendas para o segmento industrial, por outro lado, aumentaram 13,69%, principalmente em função de novos contratos assinados com clientes livres prevendo início de fornecimento em janeiro de 2021.
Ofício foi enviado em resposta a requerimento no qual CPI da Covid questionou ao governo por que não reservou recursos no Orçamento de 2021 para combater doença. Ministério da Economia não programou gastos com a pandemia no Orçamento para 2021 O Ministério da Economia enviou à CPI da Covid um ofício no qual afirmou que não esperava a continuidade da pandemia em 2021. O ofício foi enviado na última terça-feira (11), em resposta a um requerimento no qual a CPI questionou ao governo por que não reservou recursos para combater a doença ao elaborar o Orçamento da União de 2021. Quando o orçamento foi enviado ao Congresso, em 31 de agosto de 2020, o Brasil somava mais de 121 mil mortes por Covid. Segundo o consórcio de veículos de imprensa, com base em dados das secretarias estaduais de Saúde, o país chegou nesta sexta-feira (14) a 432.785 óbitos. "Naquele momento [elaboração do orçamento], não se vislumbrou a continuidade, bem como o recrudescimento, da pandemia da Covid-19 no patamar atingido em 2021", afirmou o Ministério da Economia à CPI. Ainda no documento, o ministério disse que os desdobramentos da pandemia eram "imprevisíveis" porque dependiam de "grande número" de fatores, como os diferentes impactos da crise sanitária em cada região do país. "É fundamentalmente por esse motivo que as dotações específicas para o combate à pandemia foram, ao menos em regra, veiculadas por créditos extraordinários", acrescentou a pasta. Em 23 de novembro do ano passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a dizer que a Covid havia cedido "substancialmente", embora, na ocasião, o Brasil somasse 169,5 mil mortes pela doença, com média de 496 óbitos por dia e aumento de 51% em comparação com os 14 dias anteriores. "Estão querendo dizer que a doença já está aqui, não é o fato. O fato é que a doença cedeu substancialmente", disse Guedes na ocasião. Brasil ultrapassa 430 mil mortes por Covid Créditos extraordinários A Constituição autoriza o governo a abrir créditos extraordinários para cobrir gastos urgentes e imprevisíveis, que não podiam ser antecipados durante a elaboração do Orçamento. De acordo com o Ministério da Economia, em 2021, o orçamento federal para combater a pandemia foi complementado em cerca de R$ 86,5 bilhões. O dinheiro tem origem em créditos abertos, reabertos e emendas parlamentares. Ainda segundo a Economia, o custeio por meio dos créditos extraordinários assegura que as ações para o combate à Covid sejam analisadas separadamente, em vez de serem incluídas em gastos orçamentários gerais.

Geração de caixa medida pelo Ebitda ajustado somou R$ 2,57 bilhões, alta de 8,1%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Cosan Divulgação A empresa de energia e infraestrutura Cosan reportou lucro líquido de R$ 827,7 milhões no primeiro trimestre, avanço de 28% na comparação anual, informou a companhia, em balanço financeiro nesta sexta-feira (14). A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 2,57 bilhões, alta de 8,1%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Em fato relevante divulgado à parte, a companhia disse que foram mantidos os guidances anteriormente divulgados para 2021.


Caso aconteceu nos EUA em reunião no Zoom, serviço de videoconferência. Mesmo juiz teve audiência em que vítima e acusado estavam juntos em apartamento. Juiz nos EUA passa por situações delicadas durante audiências on-line Um julgamento on-line no Michigan, nos Estados Unidos, gerou uma situação inusitada: o réu, acusado por posse de itens relacionados ao uso de drogas, entrou na videoconferência do Zoom utilizando um apelido sexual. Quando foi autorizado na sala, o homem estava identificado como "Buttf*cker 3000", palavrão que faz referência a sexo. O juiz Jeffrey Middleton, então, perguntou qual era o seu nome verdadeiro. Juiz Jeffrey Middleton em audiência em que réu entrou com apelido sexual no app de videochamadas. Reprodução/Twitter O réu pareceu confuso com a pergunta e questionou "eu?". Em seguida, relevou a identidade: Nathaniel Saxton. "Seu nome não é Buttf–ker 300, você, que logou no meu tribunal com esse nome na tela?", reclamou o juiz. SAIBA MAIS: Não pague de 'gatinho' na videoconferência: veja como desativar filtros Initial plugin text Saxton se defendeu dizendo que ele não teria digitado o nome e pediu desculpas. Em seguida, o juiz o removeu da sala e pediu para que ele "pensasse sobre como se identifica na internet". O Zoom permite mudar o nome de exibição a qualquer momento da chamada. Ao passar o mouse sobre a própria imagem, o usuário pode clicar no ícone de três pontos e em seguida escolher a opção "renomear". Para evitar situações constrangedoras, lembre-se se verificar o vídeo e seu nome antes de entrar em uma conversa on-line. Acusado e vítima no mesmo apartamento O juiz Jeffrey Middleton passou por outra situação incomum em julgamentos por videochamadas. Em março, uma defensora pública estava fazendo perguntas para uma mulher vítima de violência e percebeu, pelas imagens, que ela estava no mesmo apartamento que o acusado. A polícia foi até o local e o prendeu. Middleton disse que nunca tinha passado por uma situação como aquela. Relembre advogado que usou filtro de 'gatinho' Vídeo de advogado que participou de audiência virtual com filtro de gatinho viraliza

Diretor de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella, disse que métrica baseada nos preços do mercado internacional é 'fundamental para manter competitividade', mas que frequência dos reajustes será diferente do passado. Sede da Petrobras, localizada na Avenida Chile, no Centro do Rio de Janeiro André Motta de Souza / Agência Petrobras A Petrobras decidiu que irá manter a política de preços de combustíveis baseada na paridade de importação, ou seja, alinhada ao mercado internacional. Todavia, a frequência de reajustes será "intermediária", se comparada ao que era feito até então. A informação foi dada nesta sexta-feira (14) pelo diretor de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella. "No passado, a gente já praticou frequências muito baixas e frequências muito altas de reajuste. Optamos por uma frequência intermediária, mas mantém a mesma lógica que mantemos há dois anos", disse Mastella durante coletiva de imprensa para comentar os resultados financeiros da companhia no primeiro trimestre deste ano, que fechou com lucro de R$ 1,16 bilhão. Petrobras reverte prejuízo e tem lucro de R$ 1,16 bilhão no primeiro trimestre Vendas de ativos já somaram US$ 2,5 bilhões em 2021, diz Petrobras Desde 2019 a Petrobras revisa os preços dos combustíveis com base no que é cobrado no mercado internacional. Questionado, Mastella disse que a companhia manterá monitoramento diário dos preços, porque "é fundamental para a gente manter a competitividade". Porém, não haverá datas pré-definidas para aplicação dos reajustes. O diretor disse, ainda, que será feita uma avaliação anual das métricas de preços, também com o objetivo de "manter uma visão conjunta de que nossos preços seguem com competitividade". Pela manhã, durante teleconferência com analistas e investidores para apresentação dos resultados, o diretor de comercialização e logística da Petrobras já havia adiantado que a política de preços seria mantida. Segundo a Reuters, ele enfatizou que a companhia vai evitar repassar a volatilidade do mercado internacional aos consumidores brasileiros. "Na prática, não repassar imediatamente oscilações do mercado externo ou do câmbio para o consumidor interno, e ao mesmo tempo manter os nossos preços em nível competitivo com os nossos competidores", disse Mastella, sem detalhar como isso será feito. Foi justamente a alta frequência de reajustes nos preços dos combustíveis, em decorrência da alta elevação de preço do petróleo no mercado internacional, que resultou na demissão de Roberto Castello Branco da presidência da estatal após intervenção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na coletiva de imprensa à tarde, Mastella afirmou também que desde o segundo semestre do ano passado a companhia adota uma política mais agressiva de precificação para gerar rentabilidade à empresa. "A politica de preços que praticamos é transpartente e em equilíbrio com o mercado internacional", disse o executivo. Para lidar com a variação cambial, Rodrigo Araujo, diretor financeiro e de relacionamento com investidores, afirmou que a empresa trabalha com dólar futuro e realiza exportações com a moeda norte-americana para neutralizar o impacto da desvalorização do real. "A companhia tem um equilibro importante à exposição ao dólar", garantiu. Desde que o general Joaquim Silva e Luna - escolhido por Bolsonaro para substituir Castello Branco no comando da estatal - tomou posse, no dia 19 de abril, a Petrobras realizou apenas um reajuste de preços, que foi aplicado no dia 30 do mesmo mês. Antes disso, os preços haviam sido reajustados por dez vezes desde janeiro. Luna e Silva não participou da coletiva de imprensa para divulgação dos resultados, assim como também não havia participado da teleconferência com analistas e investidores. Para o evento direcionado ao mercado, no entanto, ele gravou um vídeo, com cerca de sete minutos de duração, no qual declarou que dará continuidade ao que vinha sendo executado na companhia na gestão anterior.

Fernández está em uma viagem pela Europa com o ministro da Economia, Martín Guzmán, em busca de apoio para renegociar a dívida milionária do país com o FMI e o Clube de Paris. O presidente argentino, Alberto Fernandez, se reuniu nesta sexta com a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, em Roma Presidência da Argentina/via Reuters O presidente da Argentina, Alberto Fernández, reuniu-se nesta sexta-feira (14) com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e expressou seu desejo de chegar a um acordo favorável ao país. "O compromisso é chegar a um acordo o mais rápido possível, mas não podemos pensar em um acordo que exija maiores esforços do povo argentino", disse Fernández após uma reunião com Georgieva em Roma. Presidente argentino diz confiar em crescimento econômico e cumprimento de obrigações de dívida Fernández está em uma viagem pela Europa com o ministro da Economia, Martín Guzmán, em busca de apoio para renegociar a dívida milionária do país com o FMI e o Clube de Paris. Após a reunião, Georgieva disse que o fundo se compromete a continuar trabalhando "em um programa apoiado pelo FMI que possa ajudar a Argentina e seu povo a superar esses desafios, fortalecendo a estabilidade econômica, protegendo os mais vulneráveis e estabelecendo as bases para um crescimento mais sustentável e inclusivo". "Também tomei nota do pedido do presidente Fernández de reformar a política de sobretaxas do FMI e irei consultar os nossos membros sobre esse assunto", acrescentou Georgieva em um comunicado do FMI. O país sul-americano busca renegociar uma dívida de US$ 45 bilhões com o FMI, que foi contraída durante a gestão anterior, e de R$ 2,4 bilhões em dívida com o Clube de Paris. "Foi uma reunião construtiva, na qual insisti nas minhas propostas que têm a ver com a redução das sobretaxas, ampliar os prazos e compreender que o mundo está vivendo um momento único e que, portanto, temos que atender a essa singularidade", disse Fernández. "(Georgieva) é uma mulher muito consciente da situação em que o mundo vive e é muito compreensiva com a situação argentina", acrescentou o presidente. A Argentina passa por uma profunda recessão com uma inflação elevada que, segundo analistas, pode chegar a 50% em 2021.

Análise do Sebrae posterga por duas semanas a previsão inicial da retomada, que considerava a aceleração do programa de vacinação do governo contra a Covid-19. Estudo do Sebrae projeta retomada do faturamento dos pequenos negócios Reprodução/RPC Até 9,5 milhões de pequenos negócios podem retomar o nível de atividade equivalente ao registrado antes da pandemia do coronavírus até 1º de setembro deste ano, segundo estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A projeção, feita a partir de dados da Fiocruz e do cronograma de vacinação do Ministério da Saúde, considera que metade da população brasileira estaria vacinada até esta data. Projeções para o PIB de 2021 melhoram, mas retomada depende de vacinação acelerada, dizem economistas Confiança dos pequenos negócios cresce após cinco meses de queda Este número representa cerca de 54% do universo de microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas no país. Apesar de parecer otimista, o prazo foi postergado em relação à previsão da 1ª edição do estudo, realizado em abril, que apontava a mesma meta para 18 de agosto. O motivo é o lento avanço da vacinação. Com vacinação eficiente, Chile vira 'observatório' para recuperação econômica do Brasil Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a vacina é o único meio capaz de devolver a economia ao eixo da normalidade. “Nossas projeções foram atualizadas e, como nesse curto prazo o programa de vacinação não acelerou o tanto que gostaríamos, as micro e pequenas empresas terão de buscar fôlego por pelo menos mais duas semanas. Fazemos um alerta às autoridades e à sociedade, pois quanto mais rápido imunizarmos os brasileiros, mais rápida será a retomada dos pequenos negócios”, afirma Melles. Retomada por setores Os negócios que devem se recuperar mais rápido atuam, principalmente, em setores menos atingidos pela crise, como comércio de alimentos, logística, negócios pet, oficinas, construção, indústria de base tecnológica, educação, saúde e bem-estar e serviços empresariais. Outros setores da economia, pelas suas particularidades, retornariam mais lentamente ao estágio de antes da pandemia, de acordo com o estudo. É o caso de segmentos como o de bares e restaurantes, e artesanato e moda, que só retomariam esse nível de atividade por volta do dia 5 de outubro, quando 100% das pessoas com mais de 25 anos estariam imunizadas. Já o setor de beleza só alcançaria o estágio pré-pandemia em 15 de outubro. Os setores de turismo e economia criativa devem demorar ainda mais, se recuperando apenas em 2022, mesmo que 100% da população já tenha sido vacinada até dezembro deste ano.
Heraldo Pereira passará a ancorar o noticiário de política do Bom Dia Brasil. Giuliana Morrone passa a fazer parte do Jornal da Globo. Na GloboNews, Aline Midlej assumirá a apresentação do Jornal das Dez. A Globo anunciou nesta sexta-feira (14) mudanças nas apresentações de telejornais da TV Globo e da GloboNews. Entre as novidades, Heraldo Pereira passará a ancorar o noticiário de política do Bom Dia Brasil. Giuliana Morrone troca o Bom dia Brasil, onde está há oito anos, pelo Jornal da Globo. Já Aline Midlej assumirá a apresentação do Jornal das Dez da GloboNews. “O sucesso do jornalismo da Globo está baseado em alguns pilares comuns a tudo que fazemos. O principal é a credibilidade que construímos diariamente quando honramos nosso compromisso de noticiar com isenção os fatos, suas repercussões e desdobramentos. O público percebe e volta sempre, o que nos confere a liderança em todas as plataformas em que atuamos. Telejornais na TV aberta, GloboNews e G1, todos líderes de audiência", afirma o diretor-geral de Jornalismo da Globo, Ali Kamel. As mudanças vão entrar entrar em vigor nas próximas semanas. Confira abaixo: Heraldo Pereira no Bom Dia Brasil O jornalista, que há quase quatro anos apresenta o Jornal das Dez, na GloboNews, passará a ancorar o noticiário de política do Bom Dia Brasil direto de Brasília. "Antes de assumir o J10, Heraldo passou pelo Jornal Nacional, tanto na reportagem quanto na apresentação aos sábados, cobriu a Copa do Mundo da África do Sul e foi comentarista no Jornal da Globo, onde se destacou por trazer no fim da noite sempre um aspecto novo da principal notícia do dia. Como repórter, ao longo de quase quarenta anos de profissão, cobriu em Brasília todos os eventos que marcaram a nossa História recente. Agora leva essa bagagem para o Bom dia Brasil", destaca Kamel. Giuliana Morrone no Jornal da Globo A jornalista trocará a apresentação do Bom dia Brasil, onde está há oito anos, pelo Jornal da Globo. De Brasília, ela também fará participações no Jornal das Dez, da GloboNews. "Com sua experiência, que soma mais de quatro anos como correspondente em Nova York, com coberturas marcantes como a eleição de Barak Obama, a morte de Michael Jackson, a destruição provocada pelo Furacão Sandy, Giuliana vai acompanhar os fatos políticos mais marcantes do dia reforçando a equipe do JG em Brasília", afirma o diretor-geral. Aline Midlej no Jornal das Dez O Jornal das Dez da GloboNews passará a ser apresentado por Aline Midlej, do Rio. "Aline chegou à Globonews há cinco anos para ancorar o Edição das 10 da manhã e nesse período consolidou a liderança de audiência do canal no horário. Trouxe na bagagem um Prêmio Vladimir Herzog na categoria reportagem de TV. E por aqui mostrou grande versatilidade à frente de um jornal sempre quente, exibido enquanto os fatos ainda estão se desenrolando, mostrando incrível agilidade para transitar por uma larga gama de assuntos", afirma Kamel. Outras novidades na GloboNews O Edição das 10h, exibido das 9h às 13h, ganhará nome novo (“Conexão GloboNews”) e terá como apresentadores Leilane Neubarth (Rio de Janeiro) e José Roberto Burnier (São Paulo) – os dois voltando de home office, depois de se vacinarem – além de Camila Bonfim (Brasília). "Leilane tem uma história rica na Globo, seja em campo, como no rali Granada-Dakar ou na Faixa de Gaza, onde entrevistou um dos líderes do Hammas, seja nas bancadas do BDBR, JG ou Edição das 18h. Burnier, apresentador do Em Ponto desde a criação, é um repórter acostumado às grandes histórias. Para ficar em um exemplo, mesmo saindo de São Paulo, foi o primeiro repórter a entrar na boate Kiss, em Santa Maria, horas após a tragédia que fez 242 vítimas em 2013. Camila Bomfim está na Globo desde 2006, sempre em Brasília, e tem uma coleção de furos como poucos repórteres da capital. São, enfim, três craques do jornalismo brasileiro, que vão juntos agitar as manhãs - com muita informação ao vivo, notícia exclusiva, entrevistas inéditas, entrosamento e simpatia", destaca o diretor-geral de Jornalismo da Globo. Cesar Tralli será efetivado no Edição das 18h, onde vem há pouco mais de um ano ancorando, mas prosseguirá também na apresentação do SP1 da TV Globo. "Repórter investigativo, correspondente internacional, âncora. Partindo de Londres, cobriu o assassinato de Yitzhak Rabin, o acidente que matou a princesa Diana, os dez anos da tragédia de Chernobyl. Como repórter investigativo, destacou-se na cobertura do assassinato de Celso Daniel, na prisão do juiz Nicolau dos Santos Neto e no desvendamento de uma fraude gigante de adulteração de combustíveis, objeto de uma série de reportagens especiais no JN. É um companheiro do almoço dos paulistanos desde 2011, quando assumiu a apresentação do SP1", afirma Kamel. No Em Ponto, Julia Dualibi será efetivada como âncora. Com ela continua, nos comentários, o parceiro já de muito tempo, Octavio Guedes. "É uma escolha natural. Julia está conosco desde 2018, depois de passagens por Band, Folha de São Paulo, Veja, Estadão e Piauí. Com essa bagagem, adaptou-se e aprimorou o jornalismo das manhãs da GloboNews. Assistir a Julia no Em Ponto é hoje a melhor forma de começar o dia bem informado. Não há nada de relevante para acontecer no país que esteja fora do radar dela, sempre unindo análise e informação", destacou o diretor-geral.
Órgãos públicos brasileiros recomendaram que aplicativo não restringisse funcionalidades para usuários que não concordaram novos termos, que passam a vigorar neste sábado (15). VÍDEO: ANPD diz que WhatsApp não vai bloquear funções para quem não aceitar a nova política nos primeiros 3 meses As pessoas que ainda não aceitaram a nova política de privacidade do WhatsApp, que entra em vigor neste sábado (15), poderão continuar usando o aplicativo sem restrições por pelo menos 90 dias. Esse prazo foi definido em acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que na última sexta-feira (7) fizeram recomendações ao aplicativo. “Esses 90 dias serão utilizados para que esses órgãos continuem a apurar toda situação […] e nesse período não vai haver consequências para aqueles que ainda não aceitaram”, disse à GloboNews Nairane Rabelo, diretora da ANPD. Após o anúncio feito pela ANPD, o G1 consultou novamente o WhatsApp sobre o prazo para bloqueios de funcionalidades, e a empresa confirmou o acordo com órgãos governamentais para não efetuar os bloqueios nos próximos 3 meses. O aplicativo avisou, na última sexta-feira (7), que não apagaria nenhuma conta e que o app continuaria funcionando normalmente, mesmo após a vigência do novo texto. Porém, um lembrete seria exibido com mais frequência e, com o tempo, algumas funções deixariam de funcionar. O aplicativo não havia detalhado em quanto tempo essas restrições seriam aplicadas. SAIBA MAIS: Veja quais opções do WhatsApp podem ficar limitadas “Nós precisamos entender melhor como vai ocorrer este compartilhamento entre o WhatsApp e o Facebook, ou como já ocorre, se eventualmente ocorre", disse Rabelo. "[Precisamos] de mais informações para a gente apurar o que deve ser feito", completou. SAIBA MAIS: Quais dados o WhatsApp compartilha com o Facebook? Risco de desrespeito à LGPD As autoridades brasileiras indicaram que os novos termos do WhatsApp poderiam representar violações aos direitos dos titulares de dados pessoais, que foram definidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde setembro passado. Ao G1, Paulo Rená, professor de direito no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), explicou que um dos problemas com a nova política do WhatsApp é o fato de os usuários não terem outra opção senão aceitar o compartilhamento de dados com o Facebook. "Na LGPD, a pessoa poder dizer se aceita ou não cada um dos muitos tipos de tratamento dos dados. E o WhatsApp não está oferecendo isso", disse. SAIBA MAIS: WhatsApp impõe compartilhamento de dados com Facebook, mas tem exceção para a Europa A lei brasileira de proteção de dados prevê "aceites obrigatórios", mas em situações em que essa condição é imprescindível para o funcionamento de um serviço. "Não há necessidade desse tratamento [de dados] pra que o aplicativo continue funcionando, é uma opção comercial da empresa. Deveria, portanto, ser uma opção livre para os clientes", afirmou Rená. O que muda com os novos termos? Seis perguntas sobre a nova política de privacidade do WhatsApp A nova política do aplicativo prevê que dados gerados em interações com contas comerciais, como as de lojas que atendem pelo WhatsApp, poderão ser utilizados pelas empresas para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram – redes que pertencem à mesma companhia. Embora o WhatsApp afirme que as novidades da política de privacidade estão centradas em interações com empresas, o novo texto indica a coleta de informações que não estavam presentes na versão anterior do documento. Entre elas: carga da bateria, operadora de celular, força do sinal da operadora e identificadores do Facebook, Messenger e Instagram que permitem cruzar dados de um mesmo usuário nas três plataformas. 00:00 / 24:05

Empresa pretende instalar a sede africana na Cidade do Cabo em uma área considerada sagrada para descendentes dos primeiros habitantes da região. Amazon pretende instalar a sede africana em uma área considerada sagrada para descendentes dos primeiros habitantes da região. Getty Images/ BBC A Amazon quer instalar sua sede africana na Cidade do Cabo, um investimento de vários milhões de dólares com a promessa de criar milhares de empregos. Contudo, o local escolhido é considerado sagrado para os Khoi e San, primeiros habitantes do extremo sul do continente. A construção de um complexo residencial de nove andares, onde ficarão os escritórios da gigante americana, que ocuparão 70 mil m², foi aprovada no mês passado pelo município. A área é localizada em um ambiente verde às margens do rio. Alguns descendentes dos primeiros habitantes da região, os povos Khoi e San, acusam o projeto de profanar suas terras ancestrais e defendem a importância cultural e ambiental do local. "Nosso patrimônio será completamente destruído", explica à AFP Aran Goringhaicona. "Este lugar tem um grande significado espiritual para nós", acrescenta o chefe tradicional, à frente de um grupo que se opõe ao projeto. Junto com um grupo de moradores organizados, a Observatory Civic Association (OCA), escreveram esta semana para o promotor do projeto, Liesbeek Leisure Properties Trust (LLPT), para avisá-lo de sua intenção de contestar a iniciativa na Justiça. Levando em consideração os problemas de enchentes, mas também de seca crônica na Cidade do Cabo, os opositores questionam a rapidez e a validade das aprovações ambientais assinadas pela prefeitura, explica Leslie London, presidente da OCA. O município afirma que o risco de inundação é "mínimo". A Amazon não quis comentar à AFP. Pequeno grupo de opositores Para os descendentes dos habitantes originários deste canto do mundo, o local representa sua luta contra as potências coloniais. A primeira dessas batalhas, em 1510, viu os Khoi defenderem o território contra os portugueses. Mais recentemente, o local foi protegido por uma designação patrimonial provisória de dois anos, que expirou em abril de 2020, de acordo com a cidade. Para homenagear esse patrimônio, o desenvolvedor promete construir um centro cultural administrado por grupos indígenas, que inclui uma horta medicinal, uma trilha para caminhadas e um anfiteatro a céu aberto. Alguns grupos veem uma vitória: "Esses planos colocam as primeiras nações sul-africanas no centro do projeto, bem em frente a esse prédio de que todos falam, o prédio da Amazon", comemorou Garu Zenzile Khoisan, que lidera um coletivo de vários clãs. Tanto este grupo como o promotor do projeto disseram à AFP que a proposta foi aprovada pela maioria dos povos indígenas da província. "É, portanto, surpreendente que um pequeno grupo de opositores - que procuram trabalhar por melhores oportunidades de habitação, por uma celebração mais respeitosa do patrimônio local e por melhorias ambientais sustentáveis - não apoie os nossos planos", disse o LLPT à AFP. Os opositores, incluindo Goringhaicona, denunciam, no entanto, uma vontade de dividir para reinar melhor e, assim, ignorar as opiniões diferentes. A prefeitura enfatiza a geração de empregos, enquanto o desemprego atingiu 29% no final de 2020. O projeto prevê mais de 5.000 empregos durante a construção e depois cerca de 860 na gestão, segundo LLPT. "Ocupar o solo sagrado de alguém e construir sobre ele sob o pretexto de criar trabalho é um pouco distorcido", estima Tauriq Jenkins, do conselho de Goringhaicona. "Eles vão fornecer empregos para os Khoi San, pedindo-lhes que desenterrem os túmulos de seus ancestrais?", pergunta.

O comparativo é com o mesmo período de 2020, quando a pandemia do coronavírus ainda chegava ao Brasil; no Amazonas, o aumento foi de mais de 400%. O desligamento por morte de funcionários CLT cresceu 71,6% entre o primeiro trimestre de 2020 e 2021, aponta levantamento divulgado nesta sexta-feira (14) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em números absolutos, foram registradas 22,6 mil mortes de trabalhadores registrados neste ano, contra 13,2 mil no ano passado. A principal diferença entre os períodos em questão é a chegada da Covid-19 ao Brasil. Brasil ultrapassa 430 mil mortes por Covid, com 2.340 registradas em 24 horas O Dieese, inclusive, destaca o aumento de mortes de profissionais da saúde nos três primeiros meses de cada ano. A morte de médicos cresceu 204%, partindo de 25 para 65. Enfermeiros, 116%, de 25 para 54. Mas destacam-se também a morte de profissionais de educação (106,7%), de informação e comunicação (124,2%) e eletricidade e gás (142,1%). Veja abaixo a lista de categorias mais afetadas Desligamentos por morte no emprego celetista Divulgação/Dieese Estados Estados que tiveram crises mais agudas com o coronavírus também registraram aumento acima da média de desligamentos por morte. O Amazonas encabeça a lista, com alta de 437% em relação a 2020. Foram 114 desligamentos entre janeiro e março do ano passado contra 613 em 2021. Mesmo estados com população mais volumosa tiveram aumentos consideráveis de mortes de trabalhadores. O aumento em São Paulo foi de 76,4%, partindo de 4.459 para 7.864. Desligamentos por morte de celetistas, divididas por UF Divulgação/Dieese
Tribunal havia decidido em 2017 excluir o ICMS da base de cálculo e, nesta quinta, definiu que o entendimento não vale para casos anteriores a essa data. Empresas com ações na Justiça poderão receber ressarcimento. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na quinta-feira (13) que a exclusão do ICMS sobre a base de cálculo de PIS e Cofins vale desde 2017. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o que significa a decisão na prática O que são ICMS, PIS e Cofins? O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um imposto estadual, cobrado sobre a venda de produtos. As tarifas variam de acordo com o tipo de mercadoria. O PIS (Programa de Integração Social) é uma contribuição tributária federal paga por empresas para compor benefícios a trabalhadores do setor privado. Está ligada ao faturamento da empresa. A Cofins ( Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) também é um tributo federal pago por empresas, destinado à previdêncial social, saúde pública e assistência social. Também está ligada ao faturamento da empresa. O que o STF decidiu? O tribunal definiu em março de 2017 que, ao ser calculado o valor que as empresas devem pagar de PIS e Cofins, deve ser excluído o que elas já pagaram de ICMS. Nesta quinta, o STF decidiu que esse entendimento vale a partir de março de 2017, e não antes. Governo estuda reduzir PIS/Cofins gradualmente; Natuza Nery comenta O que a decisão muda na prática? Empresas que, de março de 2017 até hoje, pagaram PIS e Cofins usando uma base de cálculo que incluía o ICMS, têm direito ao ressarcimento do valor que pagaram a mais. Também têm direito as empresas que contestaram o tema na Justiça antes de março de 2017 para reaver valores pagos antes dessa data. O que isso representa para o governo federal? A decisão do STF, em tese, vai diminuir o que atualmente é pago pelas empresas em PIS e Cofins. O Ministério da Economia ainda não divulgou o valor exato do impacto. Ao longo do processo, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional chegou a dizer ao STF que, se a decisão retroagisse para antes de 2017 (o que não foi o caso), a União perderia mais de R$ 250 bilhões. E para o consumidor? Em tese, com a decisão do STF, os preços dos produtos e serviços oferecidos pelas empresas diminuiriam, já que a base para o cálculo do PIS e do Cofins será aliviada do ICMS. Mas vários outros fatores compõem o preço de um produto.

Jornalista Cauê Fabiano mostra, em vídeo, que corretoras de confiança, como o Mercado Bitcoin, se tornaram o caminho mais fácil e seguro de adquirir suas criptomoedas. Veja 3 maneiras de adquirir criptomoedas O bitcoin está provocando uma revolução na economia por seu caráter tecnológico. Isso pode parecer assustador. É um engano. Com o avanço da criptomoeda desde 2009, ficou cada vez mais fácil comprar a criptomoeda. O jornalista Cauê Fabiano mostra, no vídeo acima, 3 maneiras de adquirir a moeda virtual. Ele mostra que corretoras de confiança, como o Mercado Bitcoin, são a melhor forma de dar os primeiros passos na economia digital. Mercado Bitcoin Shutterstock O Mercado Bitcoin também preparou dicas para quem quer investir na criptomoeda. Confira: 1. Comece com pouco Educadores financeiros concordam em uma recomendação: antes de começar qualquer investimento, pesquise sobre ele. Aprenda como funciona, entenda os riscos e estude as tendências. Com o bitcoin, esse conselho continua valendo. A melhor maneira de compreender essa moeda virtual é começar com pouco. No Mercado Bitcoin, você pode comprar uma fração a partir de R$ 50 reais. Assim, você aprende como funciona, entende os riscos e as vantagens de um investimento um pouco mais arriscado. 2. Não se assuste com a volatilidade Se você acompanha o noticiário, já sabe: é muito comum a variação expressiva na cotação do bitcoin de um dia para o outro. O mercado das criptomoedas se caracteriza pela volatilidade. Por isso, os analistas financeiros costumam ver o bitcoin como uma alternativa de investimento de longo prazo. Isso porque a tendência é de que, com a popularização da moeda, ela se torne ainda mais valorizada nos próximos anos. 3. Aproveite as correções de preço e acompanhe o mercado para decidir o melhor momento Quando se fala em volatilidade, logo vem à mente o mercado de ações. Se o melhor movimento na Bolsa de Valores é aproveitar as reduções nos preços dos papéis para comprar, com criptomoedas não é diferente. Ao adquirir mais criptomoedas em momentos de baixa, você provavelmente terá um retorno maior quando o valor subir. 4. Diversifique a carteira A caderneta de poupança fechou 2020 com 2,3% de rentabilidade. Perdeu até para inflação, que atingiu 4,5%. Para evitar que você perca dinheiro, os especialistas defendem que os investidores diversifiquem sua carteira. E aí o bitcoin aparece como uma opção recomendável para quem pretende acumular mais dinheiro no futuro. Só no ano passado, a valorização da criptomoeda superou os 400%.

Ímãs poderosos estão tornando a eletricidade livre de poluição um passo mais perto. O plasma está confinado dentro do reator com campos magnéticos poderosos Tokamak Energy/BBC Os olhos de Greg Brittles brilham de entusiasmo quando ele explica o projeto em que está trabalhando. "Na verdade, é o sonho de todo engenheiro ter um projeto que seja tecnicamente desafiador, que exija que você desenvolva novas tecnologias e soluções para problemas difíceis, mas que também seja importante para o mundo ao mesmo tempo", afirmou à BBC. Desde que concluiu sua pesquisa na Universidade de Oxford, cinco anos atrás, ele tem trabalhado para a Tokamak Energy, uma start-up do Reino Unido que tem planos de construir um reator de fusão. A fusão é a reação que alimenta o Sol e todas as outras estrelas. Se essa energia pudesse ser aproveitada na Terra, forneceria uma fonte abundante, a partir de apenas uma pequena quantidade de combustível e sem produzir dióxido de carbono. O princípio é fácil de entender. Pegue os átomos de hidrogênio, adicione calor e pressão suficientes e eles vão se fundir para formar o hélio. Durante esse processo, parte da massa de hidrogênio é transformada em calor, que pode ser usada para produzir eletricidade. O problema é que, para fazer a fusão acontecer, é preciso aquecer os isótopos de hidrogênio a centenas de milhões de graus, até que eles se tornem tão energéticos que se separem em um estado giratório de matéria chamado plasma. SAIBA MAIS: Cientistas criam primeiro ‘líquido magnético’, que pode revolucionar a medicina Greg Brittles, executivo da Tokamak Energy, empresa que tem tentado realizar fusões Tokamak Energy/BBC O desafio sempre foi conter esse plasma. As estrelas fazem isso com a gravidade, mas na Terra o método mais comum é usar campos magnéticos poderosos para manter o plasma confinado. Grande parte do desafio de engenharia se resumiu à construção de ímãs: eles precisam ser poderosos o suficiente para conter uma massa de matéria incrivelmente quente e rodopiante. Ainda neste ano, Bob Mumgaard e sua equipe da Commonwealth Fusion Systems (CFS) vão testar um ímã inovador que, segundo eles, pode dar esse salto tecnológico. Pesando 10 toneladas, o ímã em forma de D é grande o suficiente para acomodar uma pessoa. Cerca de 300 km de uma fita eletromagnética muito especial é enrolada na forma da letra D. A fita em si é um feito de engenharia que levou décadas para ser desenvolvida. Camadas finas de óxido de cobre e bário de terras raras supercondutor (ReBCO) são depositadas em uma fita de metal. Quando resfriado, esse feixe de fita pode conduzir eletricidade de forma extremamente eficiente, o que é essencial porque 40 mil amperes vão passar por ele, eletricidade suficiente para abastecer uma pequena cidade. Quando o local de fusão está resfriado, isso significa que a fita está resfriada a menos 253º C, o que pode soar absurdamente frio, mas no mundo dos materiais supercondutores é uma temperatura bastante quente. "A geladeira que estamos usando é como uma geladeira que caberia em uma cozinha comum", disse Mumgaard, co-fundador e presidente-executivo da CFS. "É a mesma coisa com a geração anterior de tecnologia... precisaríamos de uma geladeira do tamanho da sua casa (para ter o mesmo efeito)." A CFS está planejando um reator que abrigará 18 desses ímãs, dispostos em um anel - uma configuração conhecida como tokamak - e recentemente selecionou um local para a instalação do reator em Massachusetts, nos Estados Unidos. "Fomos os primeiros a realmente obter esse ímã, indo além de um modelo em escala reduzida, com P&D [pesquisa e desenvolvimento] realizado por empresas menores e alguns laboratórios nacionais", diz o engenheiro. A Tokamak Energy teve que descobrir como enrolar delicada fita supercondutora em bobinas Tokamak Energy/BBC "Agora, estamos todos empenhados na construção de máquinas de fusão. Você não precisa passar de algo em uma espécie de escala de brinquedo para algo que está em escala de fusão", diz Mumgaard. O salto em tecnologia magnética também é fundamental para o projeto de fusão da Tokamak Energy no Reino Unido. Brittles passou os últimos cinco anos desenvolvendo essa tecnologia e atualmente está ajudando a construir um demonstrador que terá uma série de ímãs poderosos trabalhando em conjunto. "Será uma montagem de muitas, muitas bobinas gerando forças que estão interagindo e puxando umas às outras, formando um conjunto equilibrado. Isso tem que ser controlado ou as forças podem ficar desequilibradas", explica. As forças que esses campos magnéticos podem gerar são enormes. Brittles compara a potência total da força gerada por seus ímãs ao dobro da pressão no fundo da mais profunda fossa do oceano. Quando esses ímãs estiverem prontos, serão colocados em um tokamak esférico - um reator de fusão em forma de maçã. A pesquisa sugere que tal projeto irá gerar mais energia para cada unidade do que o tokamak comumente usado até hoje. "O verdadeiro desafio é a fusão comercial. E é isso que realmente está nos impulsionando, porque estamos nos concentrando no tokamak esférico por causa das vantagens comerciais de longo prazo", diz David Kingham, um dos fundadores da Tokamak Energy e atualmente vice-presidente executivo da empresa. "Acreditamos que nossa tecnologia será colocada em uma planta piloto de fusão no início de 2030", diz ele. "Acho que será uma corrida global. Existem empreendimentos privados interessantes nos Estados Unidos. E estaremos em uma corrida com eles." A promessa de um reator de fusão funcional já existe há décadas. O maior projeto está em andamento no sul da França, onde um consórcio de nações está construindo o ITER, um reator gigante que custou bilhões de libras para ser construído e está há anos atrasado. No entanto, projetos mais compactos como os planejados pela Tokamak Energy e CFS estão atraindo investidores privados, que apostam em sua possível viabilidade comercial. Wal van Lierop fundou sua empresa de capital de risco, a Chrysalix, há 20 anos e, desde 2008, investiu dezenas de milhões de dólares na empresa canadense General Fusion. Historicamente, diz ele, a indústria de fusão tem lutado para levantar financiamento, em parte porque muito dinheiro foi investido no ITER, mas esse cenário está mudando, diz. "Vejo mais dinheiro sendo investido, mais juros e as pessoas estão começando a perceber que essa é uma tecnologia de plataforma muito grande e que não é mais algo que pode ou não funcionar até 2050." O executivo ressalta que o potencial é enorme. O mercado global de eletricidade vale cerca de US$ 3 trilhões (mais de R$ 15 trilhões) por ano e tende a crescer. "Se esta (fusão) for bem-sucedida, isso abrirá a maior transição da indústria que já vimos." De volta à face do carvão (ou talvez face do plasma), Brittles confessa que ainda há muito trabalho de engenharia a ser feito, mas ele está confiante. "Estamos trabalhando duro para enfrentar muitos desafios", diz.

Estatal planeja vender cerca de metade de sua capacidade de refino, mantendo os ativos no Sudeste, principal centro consumidor. A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que os desinvestimentos neste ano até 11 de maio somaram US$ 2,5 bilhões, registrando ainda entrada de caixa das vendas de ativos de US$ 472 milhões, de acordo com apresentação divulgada ao mercado antes da teleconferência de resultados. Petrobras reverte prejuízo e tem lucro de R$ 1,16 bilhão no primeiro trimestre Sede da Petrobras, localizada na Avenida Chile, no Centro do Rio de Janeiro, passará pela sua primeira reforma completa desde que foi inaugurado, no começo dos anos 1970 André Motta de Souza / Agência Petrobras Em meio a um processo de venda de refinarias, a estatal destacou que o custo operacional do refino de petróleo da empresa caiu para R$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre, versus R$ 1,6 bilhão no mesmo período de 2020. O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse em mensagem gravada para a teleconferência de resultados, nesta sexta-feira (14), que a empresa está desinvestindo para investir "mais e melhor", concentrando esforços em plantas de refino próximas ao pré-sal. Pelo plano da Petrobras, ela deverá vender cerca de metade de sua capacidade de refino, mantendo os ativos no Sudeste, principal centro consumidor. A principal venda de ativo fechada foi justamente a refinaria Landulpho Alves (Rlam) e seus ativos logísticos associados, para a Mubadala Capital, por US$ 1,65 bilhão. "Essa ação planejada de gestão de portfólio irá dobrar produção de diesel S-10 nos próximos anos", afirmou ele, citando o combustível com menor teor de enxofre. As vendas de diesel S-10 já chegam a cerca de 55% do total comercializado pela empresa. Em nota nesta sexta-feira, o Itaú BBA elevou a recomendação da Petrobras e citou que o novo CEO sinalizou que a companhia vai seguir com o plano de vendas de ativos.
Leitura estável das vendas varejistas seguiu-se a um salto de 10,7% em março. As vendas no varejo dos Estados Unidos ficaram inesperadamente estagnadas em abril com a redução do impulso dos cheques de estímulo, mas uma aceleração é provável nos próximos meses em meio a poupanças recordes e à reabertura da economia. O Departamento do Comércio informou nesta sexta-feira (14) que a leitura estável das vendas varejistas seguiu-se a um salto de 10,7% em março, em dado revisado para cima de alta de 9,7% informada antes. Nos EUA, vacinados não são mais obrigados a usar máscaras em lugares fechados Economistas consultados pela Reuters previam alta de 1,0% das vendas. Muitas famílias qualificadas receberam cheques adicionais de US$ 1.400 em março, como parte do pacote de resgate da Casa Branca de US$ 1,9 trilhão pela pandemia e aprovado no início daquele mês. As famílias acumularam US$ 2,3 trilhões em poupança extra durante a pandemia, o que deve sustentar os gastos neste ano. Mas após a informação neste mês de que as contratações desaceleraram em abril em meio à falta de mão de obra, a fraqueza das vendas pode provocar ansiedade sobre a recuperação econômica. Excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços alimentícios, as vendas no varejo caíram 1,5% no mês passado depois de alta de 7,6% em março. O chamado núcleo das vendas corresponde mais de perto ao componente dos gastos dos consumidores no Produto Interno Bruto.

Nesta sexta-feira, o principal índice da bolsa avançou 0,97%, a 121.881 pontos. A semana teve leve queda de 0,13%. A bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em alta nesta sexta-feira (14), acompanhando o clima positivo nos mercados externos, e em dia menos tenso na política brasileira, sem depoimentos na CPI da Covid. O Ibovespa subiu 0,97%, a 121.881 pontos. A semana teve leve queda de 0,13%. Veja mais cotações. Na quinta-feira, a bolsa fechou em alta de 0,83%, a 120.705 pontos. Com o resultado de hoje, o índice acumula valorização de 2,51% no mês e de 2,41% no ano. G1 em 1 Minuto: Maioria do STF vota para obrigar governo a realizar Censo em 2022 Cenário Por aqui, o dia é de agenda fraca de indicadores, e a expectativa é de menos tensão política, com a pausa nos trabalhos da CPI da Covid. No meio político, é aguardada a decisão do STF sobre o pedido de habeas corpus feito pela Advocacia Geral da União (AGU), para que o ex-ministro Eduardo Pazuello possa ficar em silêncio durante seu depoimento à CPI, previsto para a próxima terça-feira. A queda menor do que a esperada da atividade econômica em março tem levado economistas e analistas das instituições financeiras a revisarem para cima as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil para o 1º trimestre e para o ano – mas o otimismo ainda é moderado, e tem condições. O resultado de março do IBC-Br do Banco Central, por exemplo, foi melhor do que a expectativa do mercado. O recuo foi de 1,59% na comparação com fevereiro, ante estimativa de contração de 3,75%. Com o resultado, o índice encerrou o primeiro trimestre de com alta de 2,3% na comparação com o 4º trimestre de 2020. Os investidores ficaram de olho em dados sobre as vendas no varejo e a produção industrial nos EUA para avaliar se as pressões inflacionárias têm vida curta, conforme visto pelas autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Apesar da perspectiva de elevação da taxa de juros nos EUA no médio prazo, analistas têm avaliado que o real ainda deve continuar se beneficiando da alta das commodities e dos aumentos de juros pelo Banco Central em 2021, o que tende a contribuir para o fluxo de dólares para o país. Variação do Ibovespa em 2021 G1 Economia
Resultado foi beneficiado por acordo com o município de Mauá, além de redução da exposição cambial e dos efeitos da pandemia da Covid-19. A Sabesp reportou lucro líquido de R$ 496,9 milhões para o período de janeiro a março deste ano, revertendo prejuízo de R$ 657,9 milhões um ano antes, beneficiado por acordo com o município de Mauá, além de redução da exposição cambial e dos efeitos da pandemia da Covid-19. Superintendente da Sabesp alerta sobre o consumo consciente de água A receita operacional líquida cresceu 15,7%, para R$ 4,677 bilhões, enquanto custos e despesas somaram R$ 3,591 bilhões, acréscimo de 17,9% ano a ano, mostraram os dados da companhia de saneamento básico do Estado de São Paulo divulgados no final da quinta-feira (13). O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 1,636 bilhão, alta de 10,3% ano a ano, mas com a margem passando a 35%, de 36,7% no primeiro trimestre do ano passado.

Nesta sexta-feira, moeda norte-americana recuou 0,78%, a R$ 5,2705. Na semana, alta foi de 0,83%. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (13), mas acumulou ganho na semana, acompanhando o desempenho da divisa norte-americana no exterior. A moeda norte-americana subiu 0,78%, cotada a R$ 5,2705. Veja cotações. Na semana, o dólar acumulou avanço de 0,83%. No mês, tem queda de 2,96%. No ano, a alta ainda é de 1,61%. Cenário A divisa dos Estados Unidos havia registrado amplos ganhos na quarta-feira, depois que dados mostraram um aumento surpreendente nos preços ao consumidor norte-americano, o que levantou temores sobre um possível aperto monetário pelo Federal Reserve de forma a controlar a inflação. Mas, de acordo com a agência Reuters, as autoridades do banco central norte-americano minimizaram as expectativas de uma política monetária mais dura, enfatizando que os aumentos de preços após a reabertura da economia devem ser temporários. Alexandre Netto, chefe de câmbio da Acqua-Vero, disse à Reuters que os mercados estão monitorando um cenário cheio de sinais mistos, com dados de emprego da semana passada mais fracos do que o esperado e uma leitura estável das vendas varejistas divulgada nesta sexta-feira compensando os sinais de aceleração da inflação nos EUA. "São sinais mistos que tendem a trazer volatilidade", explicou. Enquanto isso, no Brasil, há o ciclo de aperto monetário iniciado pelo Banco Central este ano. Em sua última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) da autarquia decidiu por uma segunda alta consecutiva de 0,75 ponto percentual da taxa Selic, para 3,5%, e sinalizou a intenção de fazer um terceiro aperto da mesma magnitude em seu próximo encontro em junho. Projeções para o PIB melhoram, mas retomada depende de vacinação acelerada, dizem economistas "Os investidores vão acompanhar as sinalizações do Banco Central para ver a tendência para as próximas reuniões, ao mesmo tempo em que acompanham o clima político" doméstico, disse Netto. Sardenberg analisa o resultado da prévia do PIB de 2021 Variação do dólar em 2021 Economia G1

As operações brasileiras da fabricante americana de eletrodomésticos Whirlpool somaram um ganho de R$ 198 milhões no período. As operações brasileiras da fabricante americana de eletrodomésticos Whirlpool obtiveram um lucro líquido de R$ 198 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 90% em relação ao mesmo período de 2020, quando a companhia reportou R$ 104 milhões. Sede da Whirlpool Latin America em Rio Claro, em imagem de arquivo Divulgação A receita de vendas da dona das marcas Brastemp e Consul cresceu 33% ante o primeiro trimestre de 2020 – que foi afetado pelo fechamento de lojas no início da pandemia da covid-19 – e somou R$ 2,66 bilhões. No dia 21 de abril, a matriz americana divulgou seus resultados do primeiro trimestre com lucro de US$ 433 milhões, um aumento de 181% ante o registrado no mesmo período de 2020. A receita cresceu 24%, para US$ 5,36 bilhões. A forte demanda da indústria no Brasil, assim como no México, fez com que a receita da companhia aumentasse 18,4% na América Latina.

Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco Heloise Hamada/G1 Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta sexta-feira (14) em Petrolina, Araripina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE
Especialista em imposto de renda da consultoria EY, Antonio Gil, vai responder todas as semanas, durante todo o prazo de declaração, a 15 perguntas dos leitores. O prazo para fazer a declaração do Imposto de Renda 2021 vai foi prorrogado até 31 de maio – e com ele seguem as dúvidas dos contribuintes. Para ajudar nessa tarefa, a pedido do G1, o especialista em imposto de renda da consultoria EY, Antonio Gil, vai responder todas as semanas, durante todo o prazo de declaração, a 15 perguntas dos leitores. Serão 3 perguntas por dia, de segunda a sexta. Tem alguma dúvida? Mande sua pergunta e veja as já respondidas SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2021 1) Pergunta: Tive 3 dependentes declarados no IRPF 2019/2020: filho, cônjuge e mãe. Neste ano, novamente tenho rendimentos altos e sei que sou obrigado a declarar o IRPF 2021. A dúvida é a seguinte: Minha mãe não possui renda alguma, é inscrita no CadUnico, e recebeu todas as parcelas do Auxílio Emergencial. Nesse caso, tenho que declarar esse recebimento no IRPF 2021? Terei que devolver os valores recebidos por ela mesmo ela sendo baixa renda? (Rustika) Resposta: Os valores recebidos a título de Auxílio Emergencial pelo declarante, ou por qualquer de seus dependentes, deve ser informado na Declaração de Imposto de Renda na ficha de rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica, de acordo com o informe de rendimentos emitido pelo Ministério da Cidadania. Caso inclua sua mãe como dependente, e o valor total dos rendimentos tributáveis recebidos por você ou por sua mãe, sem contar o valor do auxílio, tenha sido superior a R$ 22.847,76, será necessário devolver os valores recebidos a título de auxílio. Após a transmissão da declaração, o Programa Gerador da Declaração emitirá automaticamente um DARF no CPF de quem tenha recebido o auxílio, para a devolução. 2) Pergunta: Moro há 23 anos no mesmo lugar, só tenho escritura do terreno no cartório e não tem habite-se da casa com a prefeitura. O valor do IPTU é sobre o terreno e não temos mais as notas fiscais das obras. Como posso declarar isso no IR? (Vanessa Oliveira) Resposta: Essas despesas relativas a benfeitorias somente poderão ser incorporadas ao custo de imóvel se estiverem comprovadas com documentação hábil e idônea (notas fiscais para as despesas com pessoas jurídicas, recibos para as despesas com pessoas físicas) 3) Pergunta: Sou idosa e não sou obrigada a declarar imposto de renda porque recebo menos de R$ 28 mil. Como tratar o recebimento de indenização de causa civil no valor de R$ 40 mil? (Ana Maria Gomes Câmara) Resposta: Note que, caso tenha recebido rendimentos isentos e não tributáveis superiores a R$ 40 mil em 2020, está obrigada a declarar. O limite de R$ 28.559,70 é relativo a rendimentos tributáveis. Há ainda outros critérios de obrigatoriedade, como o referente a recebimento de rendimentos isentos e não tributáveis, acima de R$ 40 mil. Assista as últimas notícias sobre o Imposto de Renda Assista as últimas notícias sor

Na véspera, gigante do comércio eletrônico já havia anunciado a contratação de mais 75.000 pessoas nos Estados Unidos e no Canadá. O gigante americano do comércio eletrônico Amazon anunciou, nesta sexta-feira (14), que criará 10.000 postos de trabalho no Reino Unido, graças, sobretudo, à abertura de novos centros de distribuição, para fazer frente ao auge da demanda com a pandemia. O grupo aumentará seu quadro de funcionários no país para cerca de 55.000 pessoas até o final do ano, conforme comunicado divulgado. Centro de distribuição da Amazon em Staten Island, em Nova York, nos EUA, em imagem de arquivo Brendan McDermid/Reuters Na véspera, a Amazon já havia anunciado a contratação de mais 75.000 pessoas nos Estados Unidos e no Canadá. "Estamos criando milhares de bons postos de trabalho em todo Reino Unido em uma ampla gama de funções com excelentes salários e benefícios", disse o diretor da Amazon no Reino Unido, John Boumphrey, citado no comunicado.
Ingredion, Peers Consulting, Grupo Movile e VLI são as empresas com seleções abertas. As empresas Ingredion, Peers Consulting, Grupo Movile e VLI estão com vagas de emprego abertas. Veja abaixo detalhes dos processos seletivos. Veja mais vagas de emprego pelo país Ingredion A Ingredion está com inscrições abertas para o Global Training for Operations Program (GTO Program), que tem como objetivo desenvolver jovens líderes para a área de Operações da multinacional. A edição de 2021 terá oito vagas para América do Sul. No total, são cinco oportunidades no Brasil, sendo três vagas com base de trabalho durante o primeiro ano em Mogi Guaçu/SP e duas em Balsa Nova/PR. As outras três vagas são em Cali, na Colômbia. As inscrições podem ser feitas até 17 de maio pelo link. O GTO Program realiza a sua primeira edição sulamericana para atrair talentos nas áreas de Engenharia, Melhoria Contínua, Produção Industrial, Confiabilidade/Manutenção Industrial, Qualidade, Segurança e Meio Ambiente, Logística, Planejamento de Demanda, Comércio Exterior e Compras. Entre os principais requisitos estão nível superior completo em Engenharia, Química, Administração, Gestão de Logística, Comércio Exterior e áreas correlatas; inglês fluente; perfil de liderança; mobilidade para viajar e se realocar durante os três anos de programa e aspiração por desenvolver uma carreira de liderança em operações industriais. O programa tem a duração de três anos e segue um modelo de rotação anual de base de trabalho, com oportunidade de alocação fora do país. As vagas para os participantes baseados no Brasil serão no modelo CLT (horário integral) com direito a benefícios como VT / Fretado para fábricas; VR ou restaurante no local de trabalho; plano médico e odontológico (inclui dependentes); auxílio medicamentos; seguro de vida; previdência privada; GymPass; ajuda de custo com moradia e realocação; custos educacionais de acordo com a grade do programa; custos de viagem de acordo com a grade do programa e remuneração compatível com o mercado (fixo e programa de remuneração variável). Peers Consulting A Peers Consulting está contratando 100 profissionais para projetos de diversos segmentos em todo o Brasil. Os principais cargos pretendidos são de Consultor Sênior, Líder de Time e Gerente de Engajamento. Os candidatos devem ter graduação em engenharia, administração, economia, matemática, ciências da computação e ciências exatas, além de experiência, de no mínimo 4 anos, em projetos/consultoria. Outros requisitos necessários são inglês avançado, disponibilidade para viagens e conhecimento em pacote office e desejável nas ferramentas BI (Qlick View, Tableau e Power BI). Para os cargos gerenciais, estão inclusos os benefícios de compra/aluguel de veículo, investimento em educação continuada e/ou MBA/pós-graduação, seguro de vida privado, além da relação básica de benefícios como vale-refeição, auxílio transporte e assistência médica integral para titular e dependentes. A consultoria também oferece incentivo financeiro mensal para prática de esportes e bem-estar, como academia, aluguel de quadra de tênis, participação em grupos de corrida, yoga, meditação, etc. Os colaboradores ainda têm direito a consulta anual com nutricionista e check-up em centros de referência. Os currículos podem ser enviados pelo link disponível no site da companhia. Grupo Movile O Grupo Movile tem 27 vagas abertas para posições de gerência e alta liderança, nas empresas Movile, MovilePay, Sympla, Zoop, PlayKids, Afterverse, iFood, e Mensajeros Urbanos. Profissionais de todas as regiões do Brasil e também em países da América Latina podem se candidatar. Dentre as vagas oferecidas, há posições para gerentes, coordenadores e algumas em nível de diretoria e para C-Level. Além de posições em tecnologia, há oportunidades para profissionais que atuam em áreas como vendas, marketing, recursos humanos, estratégia, finanças e outras. Todas elas são para home office por tempo indeterminado e grande parte das vagas terá a possibilidade de trabalho remoto definitivo. As vagas podem ser encontradas no site: http://www.movile.com.br/carreiras. VLI A VLI está com processo seletivo aberto para 14 vagas para jovens aprendizes de manutenção em Paulínia (SP). Podem se inscrever jovens com ensino médio completo; que morem em Paulínia, Campinas, Sumaré ou Hortolândia; e tenham disponibilidade para uma jornada diária de oito horas. O curso, específico para a área de manutenção ferroviária, será desenvolvido em parceria com o Senai. O período de aprendizagem tem duração de até dois anos e há chances de efetivação quando ele for concluído. Os interessados devem se inscrever pela página de carreira da empresa. Os selecionados terão uma bolsa no valor de R$ 1.100; cartão-refeição, vale-alimentação; vale-transporte e/ou ônibus fretado (dependendo da localização em que irá trabalhar); assistência médica e odontológica; Gympass (plataforma de academias, com foco em sua saúde e bem-estar); desenvolvimento profissional (por meio da Universidade Corporativa); cesta de Natal; além de uma rede de descontos em várias lojas, restaurantes, salões e outros.

Na União Europeia e no Reino Unido, aplicativo precisa dar opção 'opt-out' para usuários que não querem dividir informações com a rede social, que é dona do mensageiro. Autoridades brasileiras pediram adiamento dos termos. WhatsApp terá nova política de privacidade a partir de 15 de maio. REUTERS/Thomas White A nova política de privacidade do WhatsApp, que prevê o compartilhamento de mais dados com o Facebook, dono do aplicativo, entra em vigor neste sábado (15). A mudança, que é válida para usuários de todo o mundo, causou repercussão negativa desde que foi revelada, em janeiro. Aplicativos concorrentes como o Telegram e o Signal foram baixados milhões de vezes desde que a notificação surgiu no WhatsApp e autoridades reguladoras de diversos países pediram esclarecimentos para a empresa. WhatsApp, Telegram e Signal: COMPARE os apps de mensagens Após anunciar as mudanças no começo do ano, a companhia deu pouco mais de um mês para que as pessoas aceitassem os novos termos, que são obrigatórios – exceto na União Europeia e no Reino Unido, onde o WhatsApp segue a legislação que determina que as pessoas têm o direito de escolha. Diante da resistência dos usuários ao redor do mundo, o aplicativo estendeu o prazo para maio, para que todos "tivessem mais tempo de entender a política". Mesmo com o adiamento da vigência, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendaram, na última sexta-feira (7), que o app ampliasse essa data mais uma vez. Nesta sexta (14), a ANPD disse que o WhatsApp concordou em não restringir nenhuma função da plataforma por pelo menos 90 dias. O Brasil é o segundo maior mercado do serviço de mensagens e praticamente metade da população brasileira utiliza o aplicativo: são 120 milhões de usuários, segundo a própria empresa. O país só fica atrás da Índia, onde pelo menos 400 milhões de pessoas têm app instalado. Risco de desrespeito à LGPD Os órgãos brasileiros indicaram que os novos termos do WhatsApp poderiam representar violações aos direitos dos titulares de dados pessoais, que foram definidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde setembro passado. Ao G1, Paulo Rená, professor de direito no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), explicou que um dos problemas com a nova política do WhatsApp é o fato de os usuários não terem outra opção senão aceitar o compartilhamento de dados com o Facebook. "Na LGPD, a pessoa poder dizer se aceita ou não cada um dos muitos tipos de tratamento dos dados. E o WhatsApp não está oferecendo isso", disse. WhatsApp e Facebook: ENTENDA o compartilhamento de dados A lei brasileira de proteção de dados prevê "aceites obrigatórios", mas em situações em que essa condição é imprescindível para o funcionamento de um serviço. "Não há necessidade desse tratamento [de dados] pra que o aplicativo continue funcionando, é uma opção comercial da empresa. Deveria, portanto, ser uma opção livre para os clientes", afirmou Rená. O WhatsApp disse que "está em contato com as autoridades competentes e continuará prestando as informações necessárias sobre a atualização". Seis perguntas sobre a nova política de privacidade do WhatsApp Exceção na Europa Quando o WhatsApp anunciou a primeira grande mudança nos termos de privacidade, em 2016, as pessoas de todo o mundo podiam negar a troca de dados com o Facebook. No entanto, elas tiveram apenas 30 dias para aproveitar essa opção. Novas contas não podiam escolher. Por outro lado, a opção de não autorizar o compartilhamento, também conhecida como "opt-out", foi mantida na Europa. Na União Europeia e no Reino Unido, o WhatsApp segue um conjunto de regras diferente do restante do mundo, por causa da lei de proteção de dados local, a GDPR, que serviu como base para a criação da versão brasileira. Flora Rebello Arduini, representante da ONG internacional Sum of Us, dedicada aos direitos dos consumidores, disse isso não foi conquistado "de graça". "O exemplo europeu mostra que uma atuação contundente das autoridades faz com que as empresas respeitem os direitos dos cidadãos", disse Arduini. "O Facebook trata os brasileiros como cidadãos de segunda classe, comparado como tratam os usuários europeus", afirmou, se referindo ao fato de o Brasil ter uma legislação de proteção de dados parecida com a da União Europeia, mas que, segundo ela, não está sendo respeitada. Com exceção da Europa, os usuários de todo o mundo não tem a opção impedir o compartilhamento dos dados entre as empresas. Outros países, como a Índia, estão discutindo regras como as que estão previstas nas legislações europeia e brasileira, mas elas ainda não foram aprovadas. O G1 perguntou ao WhatsApp por que os usuários na União Europeia possuem opções diferentes, e o app disse que "está sujeito a leis e obrigações diferentes ao redor do mundo, incluindo a União Europeia". "A empresa respeita as leis de todos os países em que atua e segue comprometida com a privacidade de seus usuários". Preocupações com a concorrência Além de indicarem possível desrespeito à lei de proteção de dados, as autoridades brasileiras demonstraram preocupação com aspectos concorrenciais da mudança no WhatsApp. "Existe essa dominância de mercado. Com o compartilhamento de dados do WhatsApp com o Facebook a preocupação aumenta", disse Arduini. "Isso é importante para a sociedade, porque são nossos direitos fundamentais. Nossa vida é regida pelos dados que fornecemos. As grandes empresas de tecnologia vivem e sobrevivem coletando informações, reutilizando ou vendendo [por meio de publicidade]", afirmou. Os novos termos do aplicativo preveem que dados gerados em interações com contas comerciais, como as de lojas que atendem pelo WhatsApp, poderão ser utilizados pelas empresas para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram – redes que pertencem à mesma companhia. SAIBA MAIS: Quais dados o WhatsApp compartilha com o Facebook? "O Facebook não comprou o WhatsApp por US$ 22 bilhões à toa. Eles sabiam do potencial dessa plataforma e para recuperar esse dinheiro eles teriam que monetizar de alguma forma", afirmou Arduini, da ONG Sum of Us. Recentemente, o aplicativo liberou a opção de transferir dinheiro entre os usuários por uma plataforma mediada pelo Facebook. Repercussão no exterior Mesmo com a opção de "opt-out" na Europa, as autoridades locais têm exigido mais transparência do Facebook e do WhatsApp sobre a nova política. A autoridade de privacidade da Alemanha ordenou que o Facebook pare de coletar os dados de usuários do WhatsApp, segundo a agência Bloomberg. O regulador afirmou que a tentativa de as empresas fazerem com que os usuários aceitem os novos termos é ilegal. No Reino Unido, o órgão de privacidade local enviou no começo do ano uma carta pedindo mais informações sobre a nova política. A Itália também pediu esclarecimentos. A Índia solicitou, em janeiro, que o WhatsApp cancelasse os novos termos e, em março, abriu uma investigação, sob acusação de violações das leis de concorrência. A Turquia também investiga o WhatsApp por abuso de poder econômico. "Não basta somente sinais e recomendações, precisamos garantir que as recomendações das autoridades sejam seguidas", disse Arduini. "Não podemos tirar do nosso foco é que o compartilhamento de dados continua sendo ilegal, não deve ser realizado agora, nem nunca. Como estão fazendo e respeitando no continente europeu. Não tem o porquê os brasileiros terem esse compartilhamento feito", completou. O que acontece se eu não aceitar os termos? Na última sexta (7), o WhatsApp detalhou o que vai acontecer com as as contas que não derem o aval para a nova política de privacidade até o dia 15 de maio. Quem não deu o aval para a nova política não terá a conta apagada e o app deve continuar funcionando normalmente por pelo menos 90 dias. Esse prazo foi combinado com autoridades brasileiras. Segundo o aplicativo, aqueles que não tiverem concordado com os novos termos irão ver um lembrete com mais frequência e, com o tempo, irão deixar de ter acesso a funcionalidades. SAIBA MAIS: Veja quais opções do WhatsApp podem ficar limitadas "A ideia é pegar ou largar. Isso, definitivamente, não é liberdade e nesse aspecto está em desacordo com a LGPD", disse o professor de direito Paulo Rená.

Indicadores de março e abril mostram que o impacto da segunda onda do coronavírus tem sido menor do que se esperava. Economistas que projetavam retração no 1º trimestre revisam estimativas para cima. A queda menor do que a esperada da atividade econômica em março tem levado economistas e analistas das instituições financeiras a revisarem para cima as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil para o 1º trimestre e para o ano – mas o otimismo ainda é moderado, e tem condições. Confiança empresarial sobe em abril após 6 quedas consecutivas, aponta FGV Atividade industrial sobe 6,5% no 1º trimestre e segue acima do patamar pré-pandemia, diz CNI O resultado de março do IBC-Br do Banco Central, por exemplo, foi melhor do que a expectativa do mercado. O recuo foi de 1,59% na comparação com fevereiro, ante estimativa de contração de 3,75%. Com o resultado, o índice encerrou o primeiro trimestre de com alta de 2,3% na comparação com o 4º trimestre de 2020. "O resultado do IBC-Br surpreendeu. A expectativa era de uma queda maior em março, quando a segunda onda da Covid-19 obrigou estados e municípios a fecharem novamente o comércio e os serviços não essenciais", destacou a equipe da GO Associados. Estimativas para o PIB do 1º trimestre Economia G1 Na avaliação do mercado, o impacto econômico da segunda onda do coronavírus está sendo mais moderado do que o observado na primeira onda e indicadores de abril têm surpreendido positivamente. Com isso, diversos economistas que até então projetavam retração no 1º trimestre passaram a estimar crescimento e a enxergar sinais de melhora nas perspectivas para o ano. Os números oficiais do PIB do primeiro trimestre serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente em 1º de junho. De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central, a média das projeções do mercado é de um crescimento de 3,21% para o resultado do PIB em 2021. Parte dos analistas, no entanto, já estima uma alta ao redor de 4%. Com vacinação eficiente, Chile vira 'observatório' para recuperação do Brasil Novas projeções A MB Associados revisou nesta quinta-feira (13) sua projeção para o PIB do 1º trimestre para alta de 0,2%, contra a expectativa anterior de queda de 0,4%. Para a base de comparação com o mesmo trimestre do ano passado, ajustou de 2,6% para 3,2%. "Há uma resiliência na economia neste começo do ano, com uma paralisação muito mais moderada do que vimos ano passado. Os impactos que poderia ocorrer em abril e março foram menores do que se imaginava", afirma Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados. A economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), também passou a descartar o risco de queda do PIB no 1º trimestre. "Estamos revisando os números para cima. Não será mais negativo no primeiro trimestre. Era -0,2% no boletim passado e deve ficar em torno de 0,3%. Para o ano há um viés para cima", afirma Matos, lembrando que a projeção para o ano era até então de alta de 3,2%. A GO elevou sua projeção de crescimento do PIB no 1º trimestre de 0,24% para 0,6%, e para 2021, de 3,20% para 4%. O banco Modalmais agora projeta alta de 0,7% no 1º trimestre e de 4,1% em 2021. Pelos cálculos da instituição, o setor de serviços teve crescimento de 1% nos 3 primeiros meses do ano e a agropecuária avançou 0,8%, enquanto que a indústria recuou 0,3%. Na segunda-feira, a XP revisou as suas projeções para o PIB do Brasil em 2021, avaliando que a economia vem se normalizando mais rápido do que o esperado com o avanço da vacinação. A instituição passou a estimar alta de 0,3% no 1º trimestre e de 4,1% no ano. "A nova rodada de programas de sustentação da economia e um cenário externo benigno, com manutenção do ciclo de alta das commodities, devem sustentar a retomada da atividade econômica no segundo semestre", avaliou Caio Megale, economista-chefe da XP. Governo reedita medidas para conter efeitos econômicos da pandemia; veja o que já foi anunciado Sardenberg analisa o resultado da prévia do PIB de 2021 Risco de retração no 2º trimestre e incertezas para o ano Apesar da melhora nas previsões, permanece a visão de que a economia não escapará de uma retração no 2º trimestre, na comparação com os 3 primeiros meses do ano. A XP projeta uma queda de 0,4%, enquanto que a MB estima uma contração de 1,2%. "A boa notícia é que da mesma forma que o primeiro trimestre apresentou bons resultados, o segundo trimestre, que tem a base de comparação catastrófica da pandemia ano passado, também tende a apresentar resultados melhores", destaca Vale. O indicador econômico IGet apontou que o comércio varejista cresceu 8,8% em abril, conseguindo se recuperar das perdas de março, além de recorde no número de transações com cartões de débito e crédito entre os dias que antecederam a comemoração do Dia das Mães. Para Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco Modalmais, o processo de reabertura gradual da economia tende a contribuir para uma recuperação da atividade daqui para frente. "O risco central para o final do segundo trimestre permanece em torno da pandemia, que dá sinais de estabilidade na quantidade de novos casos", avaliou. Silvia Matos destaca que a mobilidade no final do mês de abril já voltou ao patamar pré-segunda onda e com uma maior heterogeneidade setorial, o que traz perspectivas positivas para o emprego e para o PIB, mas destaca também o cenário de maior pressão inflacionária e de alta da taxa básica de juros. "Não só no Brasil, mas no mundo também tem havido surpresas positivas de crescimento, mesmo sem superar totalmente a pandemia. No entanto, estas surpresas positivas vem com uma nova rodada de preços de commodities e também com surpresas inflacionárias", afirma. Permanece entre os economistas, porém, o consenso de que uma retomada mais consistente, sobretudo do setor de serviços, continua dependendo do controle da pandemia e de uma vacinação mais acelerada. "Com a demora na vacinação, os riscos de uma terceira onda não podem ser descartados, o que poderia afetar particularmente o terceiro trimestre. De qualquer maneira, por ora os sinais são positivos para a economia e tende a ser difícil crescer abaixo de 3% este ano", afirma Vale. Em 2020, no primeiro ano da pandemia, a economia brasileira tombou 4,1%, registrando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996, o que levou o Brasil a sair da lista das 10 maiores economias do mundo.

49% dos entrevistados disseram que estar sem trabalho é uma desvantagem na hora de buscar uma oportunidade, mostra levantamento do LinkedIn. Desemprego Reprodução / TV Globo Levantamento do LinkedIn mostra que 45% dos entrevistados já esconderam o fato de estarem sem trabalho de alguma pessoa próxima. Deste total, 55% dizem que mentiram por vergonha e 27% por acreditar que isso diminuiria as suas chances de conseguir um novo emprego. Apesar deste cenário, 7 em cada 10 concordam que, como consequência dos desafios que a pandemia trouxe para o mercado de trabalho, há menos estigma negativo associado ao desemprego atualmente. O estudo, realizado com 2 mil profissionais desempregados no Brasil entre outubro e novembro de 2020, mostra ainda que 49% se sentem em desvantagem em relação a outros candidatos na hora de aplicarem para uma vaga. “Temos uma forte cultura no Brasil em que o desemprego é, muitas vezes, considerado como uma consequência do desempenho do profissional e não devido à falta de oportunidades do mercado. Por isso, muitos tendem a esconder este fato com receio de não conseguirem se recolocar. O levantamento nos surpreendeu e mostrou a necessidade de mudar este viés inconsciente tanto do ponto de vista do profissional, quanto das empresas. Em outros países, como França e Reino Unido, não ter um trabalho fixo é encarado com mais naturalidade”, afirma Ana Claudia Plihal, Executiva de Soluções de Talentos para o LinkedIn. Quando perguntados sobre sua situação atual de busca de emprego, 36% dos entrevistados afirmam estarem estressados e preocupados por não encontrar algo novo, 30% estão confusos por não terem retorno das empresas e 17% dizem se sentirem derrotados por terem sido rejeitados nestes processos. Além disso, quase metade (48%) do total já deixou de se candidatar em até 5 oportunidades de emprego que desejavam porque sentiram que não tinham as habilidades necessárias. Durante este período de desemprego, 41% afirmaram terem feito cursos gratuitos para aumentarem seus conhecimentos, 38% disseram estar trabalhando informalmente e 29% passaram a um formato de freelancer ou emprego temporário como alternativa de renda.
Sistema desenvolvido pelo Banco Central e que permite pagamento instantâneo respondeu em abril por 51% das transações bancárias. BC estuda uso do PIX mesmo sem conexão com internet. PIX já representa mais da metade das transações bancárias Seis meses após ter sido lançado, o PIX, sistema que permite transferências e pagamentos instantâneos, soma mais de R$ 1 trilhão em transações e já responde por mais da metade das transferências bancárias, mostram dados do Banco Central. O desempenho, que surpreendeu técnicos do BC, desenvolvedor da ferramenta, pode crescer ainda mais nos próximos meses, quando novas funções entram em operação. Entre essas funções, estão o PIX saque e o PIX troco, que vão, respectivamente, permitir que clientes façam saques em dinheiro ou então obtenham troco em moeda após pagamento por uma mercadoria com uso do PIX, por exemplo. "Essa é uma funcionalidade que vai trazer muitos benefícios à população, principalmente às pessoas que vivem nas periferias das grandes cidades, onde as redes de ATM [caixas eletrônicos] não estão tão presentes, e nas pequenas cidades também", diz Ângelo Duarte, chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central. Duarte informou ainda que a instituição trabalha para que o sistema passe a fazer transações "offline", ou seja, sem que o cliente esteja conectado à internet. O objetivo é permitir que brasileiros sem acesso permanente à rede também tenham condições de aderir ao PIX. Números do PIX De acordo com o Banco Central, o PIX respondeu, em abril, por 51% de todas as transações bancárias do país. Foi a primeira vez que o sistema instantâneo foi utilizado em mais da metade dessas operações. Os outros 49% das transações foram feitas via TED, DOC, boleto bancário e cheque. Esse dado, portanto, não inclui as operações feitas por cartão de crédito, por exemplo. Ainda segundo o Banco Central, cerca de 1/3 dos brasileiros adultos já utilizaram o PIX ao menos uma vez. No total, entre novembro de 2020 e abril de 2021, os bancos cadastraram 404 milhões de usuários para uso do PIX. A maior parte deles (94%) são pessoas físicas. Nesse período de seis meses, foram cadastradas 230,6 milhões de chaves, que permitem o uso do PIX, sendo: CPF - 72,5 milhões Número de celular - 51,034 milhões email - 33,670 milhões CNPJ - 4,658 milhões Chaves aleatórias - 68,7 milhões Ainda de acordo com o Banco Central, a maior parte das transações são feitas entre pessoas físicas. Do total de 410 milhões de transações realizadas apenas em abril, 313,5 milhões (76,5%) foram entre duas pessoas. Quando considerado o volume financeiro, as transações entre pessoas físicas também são maioria, mas a diferença é menor. Em abril, dos R$ 272,9 milhões em operações, R$ 115,9 milhões foram entre duas pessoas e, outros R$ 97,8 milhões, entre duas empresas. O diretor-executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Leandro Vilain, aponta que o PIX tem contribuído para aumentar o número de brasileiros com conta bancária. E que o sistema permite que pequenos comerciantes e trabalhadores informais tenham acesso ao dinheiro de suas vendas de maneira imediata, mesmo aos finais de semana. "Um profissional que anteriormente trabalhava no sábado e domingo e precisava receber esse pagamento em dinheiro porque não tinha como esperar até segunda-feira, agora o contratante do serviço dele, o patrão ou empregador dele, pode efetivamente pagar em PIX e ele recebe imediatamente", disse Vilain. Entenda como mandar e receber dinheiro pelo Pix Fraudes À medida que o PIX avança e ganha milhões de usuários, cresce também a preocupação com a segurança das operações. O Banco Central diz que o sistema é seguro. "Não existe fraude no PIX, nos sistemas do PIX. O que existe, de fato, são aquelas tentativas de obter dados bancários, dados pessoais das pessoas através do envio de SMS, de email. São tentativas de fraude que usam o PIX nesse momento porque o PIX está muito em evidência", aponta Ângelo Duarte, do Banco Central. A Febraban também ressalta a segurança nas operações com o PIX, mas diz que melhorias estão sendo implementadas. "Estamos ainda melhorando o processo de comunicação, ressarcimento de recursos em caso de cancelamento da transação. Então, tem aqui várias funcionalidades que estão sendo melhoradas, mas eu diria que são absolutamente normais em um processo dessa dimensão", disse Leandro Vilain, que ressaltou ainda a melhoria nos processos de comunicação e prevenção de fraudes. Especialista em direito bancário e mercado financeiro, Leandro Vilarinho Borges diz que os usuários precisam ter cuidado em fazer transferências e pagamentos, mas que o PIX é um sistema confiável. "O que a gente observa no dia a dia são fraudes, são pessoas tentando aplicar golpes usando o PIX, mas que não necessariamente é uma violação do sistema do PIX, mas sim usam de situações corriqueiras, do cotidiano para aplicar golpes. Como, por exemplo, usando um perfil falso de um familiar, pedindo uma transferência pelo PIX. Então, atenção aos golpes, mas confiança de que o PIX é muito seguro", disse.
Grupo que envolve representantes de três ministérios, Ibama e Agência Nacional de Águas fez primeira reunião nesta quinta (13). Plano deve ser apresentado em 15 dias. O governo federal criou uma sala de crise e deu início à discussão de um plano de ações para preservar água nos reservatórios das principais hidrelétricas e, com isso, evitar o risco de escassez de energia. Essas ações começaram a ser debatidas por um grupo que inclui representantes dos ministérios de Minas e Energia, Desenvolvimento Regional e Infraestrutura, além de órgãos como Agência Nacional de Águas (ANA) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A primeira reunião aconteceu nesta quinta-feira (13). O plano de ações deve ser apresentado em 15 dias e incluir medidas como redução da vazão de parte dos reservatórios, o que deve levar à suspensão temporária no tráfego de embarcações em algumas hidrovias, como a Tietê-Paraná. O motivo da mobilização do governo é a situação dos reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por mais da metade da capacidade de geração do país. Reservatórios de hidrelétricas estão com o nível de água abaixo de 50% O armazenamento de água nesses reservatórios atualmente é o menor para essa época desde 2015 e bem próximo do registrado em 2001, quando o país passou por um racionamento de energia. Essa situação é resultado da falta de chuvas nas duas regiões nos últimos meses. De acordo com o governo, o volume de chuva registrado desde outubro é o menor dos últimos 91 anos. O governo já ampliou nos últimos meses a geração de energia por termelétricas, usinas que funcionam a partir da queima de combustíveis como óleo ou gás natural. Essa medida permite reduzir a geração hidrelétrica e, consequentemente, poupar água dos reservatórios. Entretanto, a energia termelétrica é mais cara, e o aumento do uso já se reflete nas tarifas das contas de luz. Por isso, o governo identificou a necessidade de adotar novas ações para preservar água dos reservatórios ao longo do período seco, que vai de maio a outubro, e tentar evitar o risco de faltar energia em 2022. “Nós estamos já numa sala de situação com a participação de órgãos do governo, da ANA e Ibama, fazendo avaliação de como que a gente pode trabalhar para ter uma disponibilidade hídrica suficiente para a gente enfrentar esse período seco”, disse ao G1 a secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira. Segundo ela, a principal medida em discussão neste momento é a redução da vazão de parte dos reservatórios, o que levaria à queda no nível de água em alguns trechos de hidrovias e, por consequência, à suspensão do transporte de carga. “Nesse período que a gente vai utilizar uma menor vazão nesses reservatórios algumas atividades terão que ser avaliadas se de fato a gente vai precisar interromper. Por exemplo, a hidrovia Tietê-Paraná é uma das ações que a gente vai ter que avaliar como vai implementar”, disse Marisete Pereira. Ela afirmou, porém, que não está descartada a possibilidade da adoção de medidas que podem ter impacto no abastecimento das cidades ou irrigação de lavouras. “Pode até acontecer [impacto no abastecimento e irrigação]. Mas, a priori, a gente não tem ainda essa informação com muita clareza. O que nós vamos procurar fazer é utilizar essa menor vazão com o menor impacto possível para as pessoas”, informou. Falta de chuva deixa reservatórios das hidrelétricas com nível baixíssimo Gás natural Segundo a secretária-executiva, outra medida em estudo para enfrentamento da crise hídrica é o adiamento da manutenção programada para os próximos meses em termelétricas. A manutenção programada exige o desligamento temporário dessas usinas. O adiamento, portanto, garantiria uma oferta maior de geração. Também existe a possibilidade de se antecipar o início da operação de termelétricas. E de negociar uma maior compra de gás natural da Bolívia para ampliar o uso desse combustível nas térmicas disponíveis no país. “Dentro do nosso plano de ação também tem uma avaliação se poderíamos buscar uma quantidade maior [de gás da Bolívia]”, disse Marisete Pereira. “Não sei se a Bolívia tem essa disponibilidade. Temos esses 15 dias para consolidar essas ações adicionais que passarão a ser implementadas mais fortemente a partir de junho”, completou. De acordo com a secretária do ministério, o país vai precisar garantir energia para atender à demanda esperada com a retomada econômica esperada para 2022. Ela avalia como “desafiador” o atual momento no setor elétrico brasileiro e defendeu o “uso consciente” da energia no país.

Segundo o FMI, país andino deve crescer 6,2% em 2021; Chile é exportador de commodities e usa a mesma vacina que nós, mas tem como trunfos a imunização veloz contra o coronavírus e espaço nas contas públicas para novos estímulos econômicos. Crianças observam enquanto mulher é vacinada contra a Covid-19 em Santiago do Chile, em foto de 17 de março de 2021 Ivan Alvarado/Reuters/Arquivo Com campanhas de vacinação contra a Covid-19 em andamento em praticamente todo o mundo, os olhos se voltam agora aos indícios de retorno à normalidade. Para economistas, isso significa saber quando será possível uma volta segura ao trabalho, um crescimento da atividade econômica e volta ao patamar de criação de empregos. Para lamento dos brasileiros, quem deve capitanear esse processo na América Latina é o Chile. Na região, é o país andino que tem a vacinação contra a Covid-19 em estágio mais avançado. Até esta quinta-feira (13), 46,4% dos chilenos haviam tomado a primeira dose da vacina e 38,5% retornaram para a segunda rodada. Nesse ritmo, a meta do governo é ter 80% dos chilenos vacinados até junho. Chile avalia 'cartão verde' para incentivar vacinação contra Covid-19 O resultado se deve, principalmente, aos contratos firmados rapidamente pelo presidente Sebastián Piñera com uma porção de fabricantes de vacinas, antes mesmo do final de suas fases de teste. Essa antecipação fez o país ser atendido na frente dos demais latinos. O acordo com a Pfizer, por exemplo, foi firmado em setembro e o carregamento inicial de vacinas entregue em dezembro. O primeiro chileno estava vacinado antes do Natal. Para economistas e analistas políticos consultados pelo G1, apesar de o Chile passar, no momento, por uma severa segunda onda de contágios, os próximos meses do país serão um excelente observatório para o planejamento do Brasil em sua saída da crise. Além de o aumento de casos por lá demonstrar que medidas de contenção ainda serão necessárias por algum tempo, os dois países são dependentes do setor de serviços para a retomada do crescimento e grandes exportadores de commodities, que estão com preços em alta no mercado internacional. Não bastasse, a vacina mais utilizada hoje no Chile é a dominante também por aqui: a CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac. A efetividade da vacina no mundo real, portanto, também será acompanhada de perto pelos analistas brasileiros. Assista no vídeo abaixo: Chile foi o primeiro país da América Latina a iniciar a vacinação Chile é o primeiro país da América do Sul a começar vacinação anti-Covid Vislumbre de normalidade A advogada mineira Marcia Capanema foi vacinada no dia 4 de maio, aos 43 anos Arquivo pessoal Há 11 anos no Chile, a advogada mineira Marcia Capanema vive o benefício de ter ao seu redor um plano de vacinação avançado. Aos 43 anos, ela recebeu a primeira dose da CoronaVac no dia 4 de maio. Seu marido, que pertence aos grupos prioritários do Chile, está vacinado com duas doses há 1 mês. "A expectativa é retomar um pouco do convívio social com alguma segurança. Ir a um restaurante sem medo. Queria muito visitar meus pais, mas as viagens ao Brasil estão proibidas", conta. Na mesma semana em que ela começou sua imunização, a cidade de Belo Horizonte, onde nasceu, abriu a vacinação para quem tem 60 anos ou mais. Até esta quinta-feira (13), apenas 17,8% da população brasileira recebeu uma dose da vacina contra a Covid-19 e 8,8% foram imunizados por completo. É certo que não se pode desconsiderar o abismo populacional entre Brasil e Chile, visto que a população de 19 milhões de habitantes andinos é equivalente a 8% da brasileira. Mas, na corrida percentual, fez diferença a atitude de cada governo frente às vacinas. Chile afirma que Coronavac tem 80% de efetividade contra mortes por Covid e 89% contra casos graves O Chile firmou acordos de testes (e posterior preferência de compra) com Sinovac, AstraZeneca, Janssen e CanSino. Além disso, fez compra antecipada de vacinas da Pfizer e entrou como parte do consórcio Covax Facility. Até o início de maio, foram recebidos mais de 17 milhões de doses. Desses, 16 milhões foram aplicados. Ao todo, foram reservados mais de 90 milhões de doses, mais de quatro vezes a população chilena. Nesta sexta-feira (14), o país atinge a faixa de adultos maiores de 35 anos em seu plano de vacinação. "O governo foi muito rápido em ouvir as universidades. Foram elas que intermediaram o contato com os fabricantes. Isso fez toda a diferença", afirma Marcia Capanema. Parcela percentual da população de cinco países que recebeu ao menos uma dose de vacina contra a Covid-19 Arte/G1 O Ministério da Saúde do Brasil, assim como o Chile, permitiu a realização de testes no país, mas não converteu a experiência em contratos firmados antecipadamente. A aposta brasileira foi centrada na vacina da AstraZeneca, produzida pela Fiocruz, e na fatia que viria do consórcio Covax Facility. Apenas em 2021 foram fechadas, por aqui, as compras de doses do Instituto Butantan, que produz a CoronaVac no Brasil, e da Pfizer, que teve seis ofertas ignoradas pelo governo em 2020. Em depoimento à CPI da Covid, o ministro Marcelo Queiroga disse que o país tem reservados 430 milhões de doses. Nesta terça-feira (11), o governo anunciou a compra de mais 100 milhões de doses da Pfizer. Especialistas reiteram que o aparato do Sistema Único de Saúde (SUS) pode elevar bastante o ritmo de vacinados por dia assim que o Brasil tiver abastecimento adequado de doses. Mas, por ora, a previsão do Plano Nacional de Imunização é terminar os grupos prioritários apenas em setembro. VÍDEO: Queiroga afirma que há 430 milhões de doses de vacinas contratadas, além de outras 100 milhões acordadas Crescimento econômico O desenrolar da campanha de vacinação tornou inevitável o otimismo dos analistas. Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), a retomada das atividades do Chile na segunda metade de 2021 possibilitará um crescimento de 6,2% da economia neste ano. As projeções são em cima de uma queda de 5,8% do PIB chileno em 2020, maior que o do Brasil, mas ainda abaixo da média da região da América Latina e Caribe (7%). No último relatório "World Economic Outlook", o fundo afirma que a vacinação contra a Covid-19 é fator primordial para a recuperação da economia global, que deve crescer, em média, 6%. A expectativa do FMI é de que países emergentes retomem os níveis de PIB pré-pandemia em 2023. Os economistas consultados pelo G1 entendem que o Chile, em específico, deve chegar a esse patamar ainda neste ano. FMI melhora projeções para a economia global, mas condiciona otimismo ao ritmo de vacinação O Brasil, por sua vez, tem previsões mais modestas. Depois da queda de 4,1% em 2020, a previsão do FMI para o país é de crescimento de 3,7% neste ano – e isso, se não houver grandes atrasos na vacinação. Em situação em que o plano de vacinação passe a acelerar, o FMI apontou que pode rever os números para cima. Para Gustavo Arruda, economista-chefe para análise da América Latina do banco BNP Paribas, o Chile sai favorecido nessa corrida pela recuperação com base em uma combinação de três fatores: alta do preço de commodities importantes para o PIB do país, vacinação acelerada para normalização do setor de serviços e consumo, e espaço fiscal para novos estímulos. O Chile é o maior produtor mundial de cobre, e o minério de exportação mais importante do país acumula alta de 105% em 12 meses, segundo medição da consultoria Economatica. As commodities também beneficiam o Brasil. A alta de preços de produtos como petróleo, soja e minério de ferro é representativa, mas, segundo Arruda, em proporção menor que a do Chile. O cobre, sozinho, representa quase 50% das exportações do país andino. Aço e minério de ferro têm novas máximas na China e analistas alertam sobre riscos de ajustes O Chile ganha frente, de fato, com a vacinação e plano fiscal. Ao fim de 2019, a dívida pública chilena era de apenas 27,9% do PIB, muito abaixo dos vizinhos latinos. Em 2020, com a pandemia em cena, chegou a 32,5%. No mesmo intervalo, o Brasil partiu de uma dívida de 74,3% para os 89,3% do PIB. A capacidade de criar novos estímulos à economia daqui em diante é limitada – a exemplo da retomada do Auxílio Emergencial em valores muito menores do que os R$ 600 de 2020. "Claro que não é desejável aumentar o patamar da dívida, mas o Chile pode fazê-lo com alguma tranquilidade. O Brasil, não. Mesmo quando é necessária alguma expansão de gastos, há muito barulho e reclamação", diz Arruda. Previsão de entregas de doses vacinas, em maio, caiu de 34,5 milhões para 32,9 milhões Estímulos chilenos O patamar de dívida do Chile foi, de acordo com os economistas, um respiro que possibilitou o aumento do gasto público para demandas sociais com menor pressão em fundamentos de estabilidade macroeconômica, mantendo juros baixos e inflação sob controle. "Foi a credibilidade do Banco Central chileno que proporcionou uma rápida diminuição dos juros do país, de 1,75% para 0,5% ao ano durante a pandemia, e a aprovação de estímulos diretos à economia", diz o economista Felipe Klein, analista de Chile do BNP Paribas. Além de uma redução especial de juros, o Chile seguiu a cartilha dos mais diversos países ao redor do globo: deu acesso facilitado a crédito e montou plano de transferências diretas de recursos. Jovens trabalhadores também tiveram reforço de renda. Classe média 'encolhe' na pandemia e já tem mesmo 'tamanho' da classe baixa Em medida semelhante ao Auxílio Emergencial brasileiro, o Chile criou o IFE (sigla em espanhol para "Ingresso Familiar de Emergência"), pago desde maio de 2020 e sem interrupção. Ao longo do tempo, o alcance do programa foi ampliado. Atualmente, domicílios dentro dos 80% mais vulneráveis do país estão elegíveis ao benefício, mas o valor do repasse é focalizado e depende do número de moradores e da renda familiar, seja formal ou informal. Há uma série de requisitos (inclusive de estágio epidemiológico e de isolamento necessário na região do beneficiário), que são reavaliados a cada parcela liberada. As faixas de pagamento aprovadas para maio vão de 100 mil a 759 mil pesos chilenos (entre R$ 740 e R$ 5,6 mil). Presidente Sebastián Piñera recebe segunda dose da vacina contra a Covid-19 no Chile, em março de 2021. Mandatário melhorou sua popularidade, mas perdeu força ao ir contra projetos populares de estímulo à economia. Sebastián Rodríguez/Presidência do Chile/Cortesia Em uma medida mais particular do país andino, foram autorizadas também três rodadas de saques de até 10% dos fundos de pensão. A medida foi proposta pela oposição no Congresso e chegou a sofrer represália do governo Piñera. Desde os anos 1980, a aposentadoria no Chile é feita por capitalização privada, e o cidadão só tem acesso aos recursos ao cumprir os requisitos de inatividade. Apesar de uma reforma recente, a regra é amplamente contestada há anos, porque os recursos de aposentadoria vieram abaixo do necessário para manutenção do padrão de vida dos idosos. A possibilidade de saque, portanto, foi tão bem aceita que o governo foi obrigado a ceder. Foram autorizadas rodadas entre junho de 2020 e abril de 2021. "Foi uma medida muito popular, patrocinada pela oposição, e que teve um impacto enorme: despejou US$ 32 bilhões na economia, cerca de 7% do PIB chileno", diz Klein, do BNP Paribas. Endividamento dos mais pobres cresce e volta a patamar recorde O Brasil aderiu a estímulos importantes, que não só seguraram a atividade como compensaram a perda de renda no país durante a crise. Além do Auxílio Emergencial, que despejou R$ 293 bilhões na economia e, segundo a consultoria Tendências, aumentou em 5,3% a massa de renda ampliada em 2020, o programa de preservação de empregos também teve serventia para segurar demissões. O desarranjo fiscal, contudo, paralisou os programas sociais na virada do ano, afastou a reentrada de investimentos estrangeiros e manteve o real desvalorizado. O apetite por produtos mais baratos em dólar reforçou exportações, e gerou, aqui dentro, desabastecimento e inflação. O Banco Central do Brasil passou a aumentar os juros, na necessidade de fazer frente ao aumento de preços – mesmo sem que a atividade econômica tenha retornado a patamares pré-crise. No último dia 5, o Comitê de Política Monetária realizou novo aumento da Selic, de 2,75% para 3,5%, segundo ajuste de 0,75 pontos percentuais para cima, com viés de nova alta. Copom indica que Selic deve subir de novo em junho, avaliam analistas Essas diferenças macroeconômicas foram mensuradas pelo economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale. Ele montou um "índice de vulnerabilidade" com dados do FMI e comparou 19 países emergentes. Entre as variáveis estão o crescimento do PIB, inflação, nível de dívida bruta, superávit primário, desemprego, taxa de poupança e investimento, conta corrente e o crescimento das exportações. Do melhor para o pior, o Chile foi o 10º colocado. O Brasil, 17º. O economista explica que a América Latina, como um todo, tem dificuldade de se transformar em um "continente poupador", o que diminui a taxa de investimento interno. Mas o Chile tem como mérito uma condução linear da macroeconomia há muito tempo, o que lhe favorece na região. "Governos de esquerda e de direita por lá não tomaram decisões equivocadas, o que dá previsibilidade ao investidor estrangeiro. Isso compensa em parte a falta de poupança, pois traz investimento externo", diz Vale. Governo enfraquecido Manifestantes comemoram resultado do referendo sobre uma nova constituição chilena, em Valparaíso, Chile Rodrigo Garrido/Reuters Antes da chegada da pandemia, o Chile passava por uma convulsão social em busca de reformas que combatessem a desigualdade. Desde o fim de 2019, protestos tomavam conta das ruas em busca de novas políticas que contemplassem demandas sociais. Piñera, que inicialmente reprimiu as manifestações, viu sua popularidade derreter. No maior marco das mobilizações, o país aprovou em plebiscito a formação de uma assembleia para formular uma nova Constituição. Como último recurso de redenção, o presidente chileno apostou na vacinação veloz como forma de dissipar a rejeição, recuperar a economia e reafirmar sua competência no combate à Covid-19. Chile aprova plebiscito histórico: por que é tão polêmica a Constituição que 78% dos chilenos decidiram trocar Em certo sentido, deu certo. Depois do início dos protestos de 2019, a aprovação de Piñera caiu de 34% para 14% em menos de um mês, de acordo com a pesquisa Cadem/Plaza Pública. No início da gestão da pandemia, o número chegou a 29%. Acontece que Piñera fez oposição a projetos populares, como do saque dos fundos de pensão, e (iludido com a falsa sensação de segurança dada pela vacinação) trabalhou por uma reabertura precoce da economia que causou uma explosão de casos no início de março de 2021. Com o descuido no afrouxamento de regras sanitárias e a chegada de novas variantes do coronavírus, o país passou de uma média móvel de 2,2 mil casos por dia no fim de dezembro para um pico de 7,2 mil no início de abril, segundo dados do Ministério da Saúde do Chile. De 29% de aprovação que Piñera colhia na esteira das vacinas, o índice mergulhou para 9%. Na última sondagem, do dia 10, a chegada de mais doses das vacinas voltaram a favorecê-lo e o número subiu para 15%. Para Leandro Lima, analista político de Chile da consultoria Control Risks, os momentos positivos da gestão chilena podem ser atribuídos ao fenômeno da ciência política chamado "Rally 'Round the Flag" (do inglês, "volta em torno da bandeira"), em que a popularidade de líderes ganha tração por curtos períodos em meio a uma crise. A gestão do governo na pandemia, por exemplo, é apoiada por 41%. "No longo prazo, não se acredita mais que o Piñera seja capaz de responder aos desafios que foram postos ao Chile. Apesar dos sucessos pontuais, há uma percepção de que ele não atende ao posto de líder de um país em reforma", afirma Lima. No Brasil, a imagem do presidente Jair Bolsonaro sofre abalos bem mais discretos. Segundo o instituto Datafolha, 51% dos brasileiros reprovam a atuação do presidente na pandemia da Covid-19, mas 24% ainda acreditam que seu governo é ótimo ou bom. "A CPI é muito perigosa por levantar informações que não estavam ao alcance do público, mas precisariam ser piores que o passivo alto da pandemia. O presidente mostrou já resiliência em período de muitas mortes e questionamento sobre atuação na crise", diz Lucas de Aragão, sócio da consultoria Arko Advice. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x