Simule e contrate Consultar Apólice
Ruberval Profeta - Corretor de Seguros
RUBERVAL PROFETA - Corretor de Seguros
Rua Prof.Dr. Guilherme do Amaral Lyra, 148 - SÃO PAULO/SP - São Paulo / SP
Fone: (11) 2956-3233 \ (11) 2851-8519
Celular: (11) 98282-7078

g1 > Economia

Relator, deputado Hugo Motta, diz que nova versão abre 'espaço fiscal' de mais de R$ 80 bi para governo bancar Auxílio Brasil. Texto altera regra de correção monetária do teto de gastos. A comissão especial criada na Câmara para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios aprovou nesta quinta-feira (21) o texto-base da proposição por 23 votos a 11. A conclusão da votação ainda dependia da análise dos destaques (sugestões pontuais de alteração do texto principal), que não tinha terminado até a última atualização desta reportagem. Vencida a etapa da comissão, o texto seguirá para o plenário, onde precisa obter pelo menos 308 votos em dois turnos para ser aprovado. ENTENDA: o que é teto de gastos NOVO PROGRAMA: quem receberá o Auxílio Brasil? Qual o valor? Quando começa? A PEC fixa um limite, a cada exercício financeiro, para as despesas com precatórios (dívidas da União já reconhecidas pela Justiça). O texto é uma das apostas do governo federal para viabilizar o Auxílio Brasil, programa social que deve substituir o Bolsa Família. O governo tenta reduzir o montante de precatórios a ser quitado em 2022 para, com o restante do dinheiro, conseguir pagar o novo programa social. A intenção é que cada família beneficiária do novo programa receba, pelo menos, R$ 400 por mês no próximo ano. A aprovação pela comissão do parecer sobre a proposta, de autoria do relator, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), abre espaço orçamentário para bancar o programa sem "furar" o teto de gastos, que limita o crescimento da maior parte das despesas públicas à inflação. Além de restringir o pagamento de precatórios, a PEC altera a regra de correção do teto de gastos. Atualmente, a fórmula considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado entre julho de um ano e junho do ano seguinte. O período considerado é esse porque é o dado disponível no momento em que o governo tem de enviar ao Congresso o projeto de orçamento do ano seguinte. Com a mudança proposta pela PEC, o IPCA passa a ser apurado entre janeiro e dezembro. Essa mudança no cálculo também afeta o pagamento dos precatórios, já que o governo propõe limitar a alta dessas despesas pelo mesmo índice. A mudança parece simples mas, segundo o relator, a alteração na fórmula e o limite de pagamento dos precatórios liberam quase R$ 84 bilhões para despesas em 2022, ano eleitoral. Na prática, o governo conseguiria essa margem para contornar o teto de gastos. Técnicos do Congresso estimam que esse espaço orçamentário pode ser ainda maior e ultrapassar R$ 95 bilhões. A proposta de furar o teto para bancar o programa social repercutiu negativamente no mercado (vídeos abaixo). Dólar sobe forte após Guedes falar em 'licença' para furar teto de gastos Afinal, o que é "waiver"? Termo foi usado por Guedes para viabilizar o Auxílio Brasil Discussão Antes da votação, o relator da matéria disse que cerca de 17 milhões de famílias serão beneficiadas e defendeu que o texto obedece às regras fiscais. "Nós temos sim a preocupação de fazermos o social, de podermos levar esse auxílio, mas nós temos uma preocupação ainda maior também de continuarmos a obedecer as regras fiscais, porque não adianta aqui sermos irresponsáveis fiscalmente, porque isso irá culminar com uma inflação ainda maior, e nós sabemos que não adianta dar com uma mão e tirar com a outra", disse Hugo Motta. Polêmica, a proposta foi alvo de críticas na comissão especial. Parlamentares, principalmente da oposição, afirmam que a mudança é uma forma de dar "calote" no pagamento dos precatórios. "O que está sendo feito aqui, na verdade, é um calote. Nós vamos dar um calote na dívida dos precatórios no país. Por essa razão, a oposição não pode aceitar a forma açodada e absolutamente inconsequente com que o Governo está conduzindo essa política", disse o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA). Gilson Marques (Novo-SC) criticou as mudanças no parecer, protocolado minutos antes da sessão começar. "Um tema extremamente complexo de um alto impacto financeiro, social, fiscal. Não é possível, de uma maneira técnica, analisar todos os contextos, impactos e consequências relativos a isso", disse o parlamentar. Defensor da proposta, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), compareceu por alguns minutos à sessão, mas não quis falar com a imprensa. Em outras ocasiões, ele disse que a PEC é prioridade na Casa. Regra 'casuística' A regra proposta na PEC, segundo os técnicos do Congresso, é "totalmente casuística" – ou seja, foi pensada apenas para resolver o próximo ano. De 2023 em diante, não há qualquer garantia de que o cálculo de janeiro a dezembro seja mais vantajoso que o modelo atual. Ou seja, a mudança pode incluir um aperto nos orçamentos federais nos anos seguintes. A mudança no relatório, protocolado nesta quinta-feira, serve para bancar o novo valor do Auxílio Brasil, de R$ 400, anunciado oficialmente pelo governo nesta quarta-feira (20). O governo quer reajustar o Bolsa Família em 20% e, depois, chegar aos R$ 400 com um "benefício temporário". Ao criar um programa temporário, o governo federal fica dispensado de apontar uma nova fonte permanente de recursos – essa é a principal dificuldade da equipe econômica para viabilizar o Auxílio Brasil. Os técnicos do Congresso ouvidos pelo g1 e pela TV Globo afirmam também que a abertura dessa folga orçamentária em 2022 pode levar o governo a gastar mais recursos para atender a pedidos de parlamentares – por exemplo, com as emendas de relator, criticadas pela falta de transparência. Nova versão Motta já havia lido um relatório sobre a matéria há duas semanas. Na oportunidade, o parecer estipulou um limite para despesas com precatórios para cada exercício financeiro, o que, se aprovado, abriria espaço orçamentário de R$ 50 bilhões para bancar o programa sem furar o teto de gastos. Nesta quinta, ao apresentar a nova versão, Motta disse claramente que a mudança servirá para incluir o Auxílio Brasil nas contas do próximo ano. “Estamos trazendo correção do teto de gastos de janeiro a dezembro de cada ano, para que a gente consiga, com isso, encontrar a saída do espaço fiscal necessário para cuidarmos de quem mais precisa”, afirmou o relator. Na prática, a mudança na correção monetária do teto de gastos quase dobra a folga fiscal gerada pela PEC dos Precatórios – que passará de R$ 50 bilhões para algo entre R$ 80 bilhões e R$ 90 bilhões. O número já tinha sido antecipado pela comentarista do g1 e da GloboNews Julia Duailibi. Veja no vídeo abaixo: Julia Duailibi: Economia vê folga fiscal de R$ 40 bilhões com revisão do teto de gastos Espaço no teto Até este ano, o governo vinha pagando integralmente os precatórios. A partir de 2022, a conta passará de R$ 54,7 bilhões para cerca de R$ 90 bilhões, o que, segundo o Poder Executivo, inviabiliza o lançamento do novo programa social. Por isso, a PEC estipula um teto para gastos com precatórios, abrindo espaço fiscal para bancar o programa. A mudança no período de correção também ajuda abrir mais espaço no orçamento. Segundo o texto , os precatórios de menor valor terão prioridade de pagamento e os que não forem pagos no exercício previsto em razão do estouro do teto fixado na proposta terão prioridade nos exercícios seguintes. Auxílio Brasil O governo anunciou na quarta-feira (20) que o Auxílio Brasil deverá ter mesmo o valor de R$ 400. Para permitir essa despesa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que estudaria uma forma de alterar o teto de gastos. Essa alteração foi apresentada nesta quinta na PEC dos Precatórios. Vacinação O relatório prevê que, se o novo cálculo for aprovado, a aplicação no Orçamento de 2021 fica limitada a R$ 15 bilhões. E que, se isso acontecer, o saldo deve ser usado exclusivamente para despesas da vacinação contra Covid ou "relacionadas a ações emergenciais e temporárias de caráter socioeconômico" – o que poderia, também, incluir os gastos com o Auxílio Brasil. Na avaliação de técnicos, esse dispositivo pode resolver uma lacuna sobre recursos para a vacinação no ano seguinte. Como o governo encaminhou o projeto do Orçamento de 2022 sem previsão orçamentária para os imunizantes, essa previsão seria uma forma de garantir os valores ainda em 2021.

Mercado financeiro tem reagido muito mal aos movimento da equipe econômica diante da proposta de furar o teto de gastos. Nesta quinta-feira (21), bolsa caiu 2,75%, a 107.735 pontos. Em três dias, as empresas brasileiras perderam R$ 284 bilhões em valor de mercado Nelson Almeida/ AFP Em três dias, as empresas brasileiras perderam R$ 284 bilhões em valor de mercado na bolsa de valores, segundo um levantamento realizado pela provedora de informações financeiras Economatica. Ao fim do pregão de segunda-feira (18), as ações das empresas listadas na B3 somavam R$ 4,984 trilhões. Nesta quinta-feira (21), passaram a valer R$ 4,7 trilhões. Nesta semana, o mercado financeiro tem reagido muito mal aos movimento da equipe econômica. Na quarta-feira (20), o ministro Paulo Guedes falou em "licença" para furar o teto de gastos para financiar o valor de R$ 400 para o programa Auxílio Brasil. LEIA TAMBÉM Quatro secretários de Guedes pedem demissão após manobra para driblar teto de gastos ENTENDA: O que é teto de gastos ANA FLOR: Com Centrão dando as cartas, furo no teto de gastos pode chegar a R$ 100 bi 'Licença' para gastar coloca fim ao teto de gastos e pode causar alta dos juros e da inflação', diz economista Nesta quinta, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, caiu 2,75%, a 107.735 pontos - é a pior pontuação do ano e a menor desde 23 de novembro (107.378 pontos). Na quarta, registrou leve alta de 0,10%. E na terça, recuou 3,28%. Na semana, o tombo acumulado do Ibovespa é de 6,03%. Desde terça-feira, as empresas que mais perderam valor de mercado foram Petrobras (queda de R$ 24,1 bilhões), Vale (R$ 23,9 bilhões) e Magazine Luiza (R$ 12,3 bilhões). O mercado de câmbio também teve um dia de forte tensão. O dólar fechou em alta de 1,92%, cotado a R$ 5,6651, no maior patamar desde desde 14 de abril.
Proposta segue para análise da Câmara dos Deputados. Auxílio deverá ser transferido às entidades no prazo de 15 dias após a publicação da lei. O Senado aprovou nesta quinta-feira (21), por unanimidade, o projeto que concede auxílio emergencial de até R$ 2 bilhões para Santas Casas e hospitais filantrópicos que participam de forma complementar do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto, de autoria do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), segue para a Câmara dos Deputados. Um dos objetivos, segundo os parlamentares, é ajudar na manutenção de atendimentos à população. Pela proposta, os recursos serão entregues pela União por meio dos fundos de saúde estaduais, distrital ou municipais. De acordo com o texto, o auxílio deverá ser empregado no controle do avanço da pandemia da Covid, mas também no atendimento de demandas de saúde não relacionadas à pandemia. O auxílio deverá ser transferido às entidades em até 15 dias após a publicação da lei que resultar do projeto. O texto diz que a distribuição do dinheiro será feita de forma proporcional entre as unidades de saúde, conforme critérios já definidos. O recebimento dos recursos pelas Santas Casas e hospitais filantrópicos ocorrerá mesmo que haja débitos ou inadimplência das entidades beneficiadas. Ainda conforme a proposta, os recursos também deverão ser aplicados: no pagamento dos profissionais de saúde; na aquisição de medicamentos, suprimentos, insumos, produtos hospitalares e equipamentos; na execução de pesquisas relacionadas às demandas de saúde; na realização de reformas físicas para aumento, adequação de leitos. As Santas Casas e hospitais filantrópicos beneficiados deverão prestar contas da aplicação das verbas aos respectivos fundos de saúde. Relator do projeto, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) lembra que, em 2020, o Congresso aprovou lei que também destinou auxílio de até R$ 2 bilhões a essas entidades, para uso no enfrentamento à pandemia. Relembre no vídeo abaixo: Santas casas e hospitais filantrópicos vão receber ajuda de R$ 2 bi do Governo Federal "É inegável que a manutenção de tão elogiosa atuação por parte desse braço do SUS demanda que a esfera federal de governo disponibilize recursos adicionais, mormente em um cenário de necessidade de enfrentamento da demanda represada por serviços de saúde não atendidos em razão da pandemia do novo coronavírus, de tratamento de pessoas com sequelas da covid-19 e de atendimento de novos casos dessa doença", afirmou Veneziano. O texto não especifica a origem dos recursos que serão repassados – somente determina que as quantias deverão ser acrescidas às dotações orçamentárias destinadas a ações e serviços públicos de saúde.
Secretários de Orçamento, Bruno Funchal, e do Tesouro, Jeferson Bittencourt, informaram 'razões pessoais'. ao ministro Paulo Guedes. Governo quer furar teto para bancar Auxílio Brasil. Secretários do Tesouro pedem demissão ao ministro da Economia Quatro secretários do Ministério da Economia pediram demissão dos cargos nesta quinta-feira (21) alegando motivos pessoais. O anúncio foi feito pela própria pasta, e ainda não há substitutos anunciados. Compartilhe essa noticia no WhatsApp Compartilhe essa notícia no Telegram Os quatro secretários comandavam a área fiscal do ministério, ou seja, os setores diretamente relacionados com os gastos públicos. Deixaram os cargos: o secretário de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal; o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt; a secretária-especial-adjunta de Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas; e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo. "Funchal e Bittencourt agradecem ao ministro pela oportunidade de terem contribuído para avanços institucionais importantes e para o processo de consolidação fiscal do país", diz o ministério. De acordo com o Ministério da Economia, Funchal e Bittencourt seguem despachando nos cargos até que seja feita a transição para os próximos secretários. Os pedidos de demissão acontecem após a manobra liderada pelo Centrão para abrir espaço no teto de gastos em 2022, ano de eleições gerais. O governo pretende gastar cerca de R$ 40 bilhões fora da regra de austeridade para bancar um benefício social temporário de, pelo menos, R$ 400 mensais (veja detalhes mais abaixo). Os substitutos nos cargos ainda não foram anunciados. Também nesta quinta, o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, pediu demissão do posto. Entenda, no vídeo abaixo, o significado político da debandada no Ministério da Economia: Natuza Nery explica o peso da demissão de secretários de Orçamento e do Tesouro Manobra, auxílio e debandada A nova debandada no Ministério da Economia ocorre logo após a derrota da equipe econômica para a ala política do governo na definição dos novos valores do Auxílio Brasil. O ministro da Cidadania, João Roma, anunciou na quarta-feira (20) que o benefício do novo programa social será de, no mínimo, R$ 400 por família até o final do ano que vem. Veja mais detalhes no vídeo abaixo: Governo anuncia Auxílio Brasil, mas não diz de onde virão os recursos para financiar programa Nos últimos meses a equipe econômica havia se conformado com um aumento mais modesto, de R$ 300, que seria encaixado no Orçamento por meio da PEC dos Precatórios e custeado com o retorno da taxação sobre os lucros e os dividendos, parte da Reforma do Imposto de Renda. Porém, a reforma do Imposto de Renda não avançou no Senado. Do outro lado, a inflação se mostrou mais persistente do que o imaginado pela equipe econômica, levando a pressão política para aumentar o benefício para além dos R$ 300 planejados. Para viabilizar o Auxílio Brasil, o relator da PEC dos Precatórios, deputado Hugo Motta, propôs alterar a regra de correção do teto de gasto. Atualmente, a fórmula considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado entre julho de um ano e junho do ano seguinte. A proposta é mudar para janeiro a dezembro, com valores retroativos a 2016. A mudança parece simples mas, na avaliação de técnicos do Congresso, a alteração na fórmula e o limite de pagamento dos precatórios abrem cerca de R$ 83 bilhões para despesas em 2022, ano eleitoral. Na prática, o governo conseguiria essa margem para contornar o teto de gastos. 'Situação complicada', diz Mourão Até o início da noite desta quinta, o ministro Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro ainda não tinham comentado as demissões. Questionado, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o país vive uma situação "complicada" e que existem opções para auxiliar as famílias mais pobres sem desrespeitar a regra do teto de gastos. "É uma situação complicada que nós temos vivido. Qual é a minha visão? Eu acho que têm boas soluções para serem buscadas no sentido de se obter os recursos necessários para um auxílio para a população mais desvalida sem que seja obrigatório você quebrar o teto de gastos ou furar o teto de gastos. Acho que se sentar todo mundo se consegue uma solução melhor", afirmou o vice-presidente. Perfis Doutor em Economia pela Fundação Getúlio Vargas, Funchal é especialista em Economia, com ênfase em Finanças, Direito e Macroeconomia Aplicada. Ele estava no Ministério da Economia desde janeiro de 2019 Começou como diretor de programas e, após pedido de demissão de Mansueto Almeida em junho de 2020, foi promovido ao cargo de secretário do Tesouro. Depois, em maio deste ano, assumiu o cargo de secretário especial de Fazenda - posteriormente transformado em Secretário Especial de Tesouro e Orçamento. Funchal foi secretário de Fazenda do Espírito Santo de 2017 a 2018, quando conseguiu fazer o estado tirar nota máxima em capacidade de pagamento cortando comissionados, suspendendo concursos e não concedendo reposição salarial. O sucesso no governo capixaba fez Funchal ser procurado no fim de 2018 para ser secretário de Fazenda do Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Mas ele acabou optando por aceitar o convite do Ministro Paulo Guedes para integrar o governo Bolsonaro. Íntegra Veja abaixo a íntegra da nota divulgada nesta quinta pelo Ministério da Economia: Nota à imprensa O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram exoneração de seus cargos ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta-feira (21/10). A decisão de ambos é de ordem pessoal. Funchal e Bittencourt agradecem ao ministro pela oportunidade de terem contribuído para avanços institucionais importantes e para o processo de consolidação fiscal do país. A secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, também pediram exoneração de seus cargos, por razões pessoais. Os pedidos foram feitos de modo a permitir que haja um processo de transição e de continuidade de todos os compromissos, tanto da Seto quanto da STN.

Comércio está parado há 47 dias, após a confirmação de dois casos atípicos da doença da vaca louca. País asático é o maior comprador do Brasil. A China é tradicionalmente o principal destino da carne brasileira. Juliana Amorim/Unsplash/Divulgação O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, conversou nesta quinta-feira (21) com o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, sobre a retomada das importações de carne bovina brasileira pelo país asiático. A China é tradicionalmente o principal destino da carne brasileira, mas uma suspensão aos embarques ao país asiático foi anunciada no início de setembro, após a confirmação de dois casos atípicos da doença "mal da vaca louca", um em Mato Grosso e outro em Minas Gerais. Leia também: Com suspensão da China, valor do boi caiu, mas carne continua cara Entenda o que é a doença da vaca louca Como se tratava de casos atípicos, que não oferecem riscos à saúde, o mercado acreditava em um breve retorno dos embarques, o que ainda não ocorreu. Em videoconferência, os ministros "conversaram sobre abertura e diversificação de mercados, incluindo retomada das exportações de carne bovina brasileira", disse o Itamaraty no Twitter. Segunda a publicação na rede social, "o chanceler chinês acredita que o assunto será resolvido rapidamente". O Itamaraty citou ainda que uma reunião bilateral discutirá o tema ainda nesta quinta-feira para "encaminhar o assunto".
Ministério de Minas e Energia não citou valores; g1 apurou que empréstimo deve ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões. Objetivo é evitar que custo da crise hídrica impacte faturas em 2022. O Ministério de Minas e Energia (MME) confirmou nesta quinta-feira (21), em nota oficial, que estuda apoiar um novo empréstimo às distribuidoras de energia para cobrir os custos extras com a geração de energia em 2021. A informação já tinha sido antecipada pela colunista do g1 Ana Flor. O objetivo é garantir o equilíbrio financeiro das distribuidoras e evitar que toda a conta do custo extra seja repassado para os consumidores em 2022, ano eleitoral. Com o empréstimo, o custo será diluído ao longo do tempo. A conta ainda será paga pelos consumidores, com juros. "O MME informou que está estudando possíveis soluções que visam atenuar o descasamento observado entre as receitas arrecadadas pelas tarifas de energia elétrica e as despesas com a geração de energia, entre elas uma operação de crédito nos moldes da 'Conta Covid'", disse a pasta em nota. Na nota, o MME afirma apenas que o "o dimensionamento da operação ainda está em avaliação pelo MME em conjunto com a Aneel, cuja Diretoria também participou da reunião". Segundo apurou o g1, o valor do novo empréstimo deve ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, mais a taxa de juros que está sendo definida. O valor será custeado pelos consumidores ao longo de seis a oito anos, através de um encargo aplicado à conta de luz. Governo estuda empréstimo a distribuidoras de energia Na nota desta quinta, a secretária-executiva do MME, Marisete Pereira, diz que as alternativas estudadas levam em conta "o cuidado de manter a tarifa de energia adequada à capacidade de pagamento do consumidor brasileiro”. Marisete coordenou uma reunião sobre o tema, nesta quinta, com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, não participou do encontro. Também em nota, a Abradee informou que a solução apresentada pelo MME é um novo financiamento, com a participação do BNDES e de bancos privados, que poderá ser concluído até o início do próximo ano. "O MME já deverá iniciar, na próxima semana, as discussões com essas instituições financeiras", diz a associação. Segundo a Abradee, a medida deve permitir que os consumidores possam "pagar pela energia mais elevada em um período mais longo e, portanto, com menos impacto nos seus orçamentos". Nova 'Conta Covid' A "Conta Covid" citada pelo MME foi o nome dado ao empréstimo feito para socorrer o setor elétrico dos efeitos da pandemia. Cerca de 60 distribuidoras aderiram ao financiamento, que totalizou R$ 14,8 bilhões. Esse valor está sendo pago pelos consumidores, através de um encargo embutido na conta de luz. As parcelas da "Conta Covid" serão cobradas mensalmente até dezembro de 2025. A taxa de juros da operação foi de CDI + 2,8% ao ano. Rombo da crise hídrica As distribuidoras usarão o dinheiro do financiamento para cobrir o rombo gerado com a crise energética, que levou o país a acionar usinas termelétricas para garantir o fornecimento de eletricidade, além de importar energia da Argentina e do Uruguai. Segundo dados da Aneel, a arrecadação das bandeiras tarifárias, que existem justamente para cobrir esse aumento do custo da geração de energia, tem déficit acumulado de R$ 8,06 bilhões até agosto. Aumento na conta de luz gera mais procura por energia solar Isso quer dizer que o valor arrecadado com a bandeiras aplicadas às contas de luz foi insuficiente em R$ 8,06 bilhões para cobrir os custos extras de produção de energia. Até mesmo a bandeira de "escassez hídrica", criada pelo governo em agosto e que entrou em vigor em setembro, pode ser insuficiente para cobrir os custos, segundo especialistas e as distribuidoras de energia. A disparada do dólar, os reajustes nos preços do gás natural e do carvão mineral e a escassez de gás natural também têm contribuído para o aumento do rombo. Empréstimo em 2014 A ideia de emprestar dinheiro às distribuidoras para segurar o reajuste na conta de luz é antiga. Em 2014, o governo Dilma Rousseff recorreu ao mecanismo. O empréstimo foi de R$ 34 bilhões, operação que ficou conhecida como “Conta-ACR”, encargo que também foi cobrado na conta de luz. Dos R$ 34 bilhões, R$ 12,8 bilhões foram juros pagos aos bancos.
As manobras para mudar a regra fiscal do teto de gastos, somado à rolagem de parte das dívidas dos precatórios e outros possíveis gastos para melhorar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro, já fazem especialistas em contas públicas e instituições financeiras calcularem que o rombo na regra do teto de gastos pode chegar a R$ 100 bilhões. Nesta quarta-feira (20), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo avalia uma “licença” para furar o teto. A fala foi lida como uma rendição da equipe econômica, que se dobrou aos desejos da ala política do governo e aceitou romper o teto de gastos — principal regra fiscal do país. Guedes fala em licença para gastar fora do teto A área econômica, excluída do debate conduzido pelo Planalto com o relator da PEC dos Precatórios, Hugo Motta (Republicanos-PB), já admitia nesta quarta (20) que, a partir da mudança no cálculo do reajuste do teto, o rombo no teto de gastos em 2022 passará de R$ 40 bilhões. Soma-se ao valor um montante que pode variar entre R$ 30 e 40 bilhões, que seria o espaço aberto no pagamento de precatórios. Com isso, se estima uma despesa para além do teto de gastos de pelo menos R$ 70 bilhões. Investidores e instituições financeiras veem uma deterioração nas contas públicas em marcha. Há poucas semanas, se aceitava um novo programa social que pagasse R$ 300 a 17 milhões de famílias, que seria custeado com mudanças no imposto de renda e na regra de precatórios. Nesta semana, o valor já saltou para R$ 400, e os sinais vindos da Praça dos Três Poderes é de que nem governo, nem Congresso irão insistir em votar a mudança no Imposto de Renda. O problema se agrava porque analistas acreditam que os aliados do presidente não irão parar por aí. Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (21) que irá ajudar caminhoneiros afetados pela alta do diesel e o Congresso deve aprovar um vale-gás nos próximos dias, que deve custar pelo menos R$ 6 bilhões. A indicação de que quem dá as cartas dos gastos públicos no país é o centrão fez com que juros futuros chegassem às máximas, e interrompeu negociações de títulos públicos. No mercado, já se falava em risco de recessão num futuro próximo. A mudança nas regras do teto é vista mais como um artifício para criar espaço para gastos do que um ajuste para melhoria da norma. Um dos idealizadores do teto de gastos, o economista Marcos Mendes, afirma que se trata de “casuísmo”. “O governo parece ir a uma feira de regras fiscais, escolhendo a cada dia a que convém para aquele momento. Não há credibilidade que resista”, afirma Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado. Mendes explicou que o reajuste do teto é calculado pelo período de 12 meses, que termina em junho, porque o governo precisa enviar até agosto ao Congresso o Orçamento do ano seguinte. VÍDEOS: notícias sobre política
Ranking do BC considera proporção entre reclamações procedentes e número de clientes de cada banco. C6 diz que redução de reclamações e aumento de soluções são prioridades. O C6 Bank foi a instituição financeira que mais recebeu reclamações de clientes no terceiro trimestre de 2021, segundo ranking divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (21). Para elaborar a lista, o Banco Central divide o número de reclamações pela quantidade total de clientes de cada instituição. Com isso, a autoridade monetária equilibra o volume de queixas com o tamanho do banco. A partir desse índice, o BC elabora a lista dos mais reclamados. O Banco Central considerou procedentes 1.651 reclamações de clientes registradas contra o C6 Bank entre julho e setembro. O banco tem 11,05 milhões de clientes. O C6 Bank disse, em nota, que a redução de reclamações e o aumento da solução de problemas por meio de canais internos são prioridades na agenda da instituição. "Nossos controles internos indicam que 99% das solicitações recebidas pelos canais internos do banco (Chat, SAC e ouvidoria) são resolvidas e continuaremos investindo nossos esforços para que o cliente possa solucionar, cada vez mais, suas demandas diretamente com o banco”, afirmou. No segundo lugar da lista ficou o Banco PAN, que vinha liderando o ranking nos dois primeiros trimestres desse ano. De julho a setembro o Banco PAN, que tem 15,25 milhões de clientes, recebeu 1.004 reclamações. Em nota, o PAN afirmou que tem adotado medidas concretas para melhorar a experiência dos clientes e aprimorar a qualidade dos serviços e do atendimento. Como exemplo, a instituição citou a modernização do mercado e a digitalização de serviços para ampliar o combate a fraudes. "O PAN reforça, ainda, sua posição de respeito aos clientes e está à disposição em todos os seus canais de atendimento", diz o comunicado. Já o Banco Inter ocupou o terceiro lugar do ranking do BC, com 746 reclamações no terceiro trimestre deste ano. Ao todo, o banco tem 13,32 milhões de clientes. Reclamações mais frequentes Considerando o número total de reclamações recebidas pelo conjunto de instituições financeiras, o Banco Central listou os temas mais frequentes das queixas dos clientes. O tema campeão da lista, com 2.175 reclamações, diz respeito a irregularidades na confiabilidade, na segurança e no sigilo das operações relacionadas a cartões de crédito. Essa categoria inclui cobranças indevidas ou que deveriam ter sido estornadas, compras não reconhecidas feitas com cartão de crédito clonado ou roubado, cobranças em duplicidade e não reconhecimento do pagamento da fatura. Em segundo lugar ficaram irregularidades nos serviços relacionados a operações de crédito. Foram registradas 2.153 queixas sobre o tema. Como exemplos, o BC cita atraso na liberação do crédito, cobrança de parcela já quitada, cobranças em duplicidade, demora para devolver parcela cobrada indevidamente e divergência no valor ou na quantidade de mensalidades.

Regra está em vigor desde 2017 e limita aumento dos gastos da União à inflação. Paulo Guedes colocou possibilidade de parte do programa ser paga fora do teto; mercado reagiu mal. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) Pedro Gontijo/Senado Federal O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta quinta-feira (21) que a "equação" que envolve a criação do programa Auxílio Brasil deve inserir o programa dentro da regra do teto de gastos. Pacheco deu a declaração em entrevista no Senado após ter sido questionado sobre a possibilidade, já colocada pelo ministro Paulo Guedes (Economia), de uma parte do programa ser paga fora do teto. Conforme o colunista do g1 Valdo Cruz, o desenho atual do Auxílio Brasil prevê que uma parte do pagamento (R$ 300) respeitará o teto de gastos, mas outra (R$ 100), não. "É evidente que nós defendemos que esse programa social seja concebido, aprimorado, incrementado o seu valor dentro daquilo que todos nós pregamos sempre, que é a responsabilidade fiscal. Ou seja, a importância de encontramos a matemática, a equação capaz de fazer e inserir dentro do teto de gastos públicos esse programa social", afirmou Pacheco. Dólar dispara após Guedes falar em 'licença' para furar teto de gastos O teto de gastos foi instituído a partir de uma emenda constitucional, promulgada pelo Congresso Nacional em 2016. O mecanismo limita o crescimento dos gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) à inflação do ano anterior. A possibilidade de uma parte do auxílio ser paga fora do teto provocou reações negativas no mercado financeiro. O dólar, por exemplo, operou em forte alta diante da declaração de Guedes de que o teto de gastos pode ser furado. Além disso, a Bolsa de Valores fechou em queda. Para o vice-presidente Hamilton Mourão, no entanto, o governo não pode ser "escravo" do mercado financeiro porque a questão social é responsabilidade do Poder Executivo. Veja as diferenças entre o Bolsa Família e o Auxílio Brasil Discussões com o governo O presidente do Senado também disse nesta quinta que se reuniu com os ministros Paulo Guedes, Ciro Nogueira (Casa Civil) e João Roma (Cidadania) para tratar do tema e que o governo tem buscado dar uma "equação possível" para a formulação do Auxílio Brasil dentro do teto. Rodrigo Pacheco ainda comentou a possibilidade de alteração na regra de correção do teto de gastos em debate na Câmara dos Deputados. Atualmente, a fórmula considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado entre julho de um ano e junho do ano seguinte. Com a mudança debatida na Câmara, o IPCA seria apurado entre janeiro e dezembro, o que, combinado limite de pagamento de precatórios, liberaria mais recursos para despesas. Para Pacheco, essa solução pode ser "mais justa". "Essa é uma avaliação que tem que ser feita. Pode ser até que essa solução, e eu sinceramente neste instante não posso afirmar categoricamente isso, pode ser até que essa solução de parametrização, do começo até o fim do ano, possa eventualmente até ser mais justa", afirmou o parlamentar. Segundo Pacheco, depois que a Câmara aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata dos precatórios, e que pode alterar a correção do teto de gastos, o Senado vai avaliar o texto com "o máximo de pressa possível". Valdo: Auxílio-Brasil é uma ‘pegadinha’ e governo irá furar teto de gastos Equipe econômica De acordo com o Blog do Valdo Cruz, a equipe do ministro Paulo Guedes teme que, diante das declarações do ministro de que parte do programa pode ser paga fora do teto, o Congresso Nacional aprove um valor superior aos R$ 400 previstos para o Auxílio Brasil. Ainda segundo o blog, a equipe econômica do governo era contra fixar um valor acima de R$ 300 para o Auxílio Brasil se o aumento representasse furar o teto. No entanto, o valor de R$ 400 foi decidido pelo presidente Jair Bolsonaro, que seguiu os conselhos da ala política do governo. Segundo a colunista do g1 Ana Flor, a equipe econômica calcula que o valor total a ser gasto fora do teto pode chegar a R$ 40 bilhões. Estados estimam perda de R$ 32 bilhões na arrecadação com novo ICMS Combustíveis Mais cedo, nesta quinta-feira, Rodrigo Pacheco participou de reunião com governadores para tratar do projeto que altera regras do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. O projeto determina que o ICMS, imposto estadual, deixe de ser cobrado em porcentagem sobre o preço final do produto e passe a ter um valor fixo, em reais, por litro de combustível. Os governadores resistem à aprovação da proposta porque, segundo eles, a medida gerará perda bilionária na arrecadação. Os governadores defendem uma participação maior da Petrobras na redução dos combustíveis. Rodrigo Pacheco afirmou que também pretende se reunir com representantes da Petrobras para tratar do preço dos combustíveis. "Muitos têm dito, inclusive eu, que a Petrobras tem que tomar parte desse problema. Então, eventualmente, um convite para uma mesa de reuniões virtual ou presencial para que possam dar sua opinião sobre esse problema dos combustíveis", declarou.


Ajuda será dada para cidadãos que recebem menos de 2 mil euros (R$ 13 mil) mensais. Painel mostra preços de combustíveis na França em 12 de outubro de 2021 Pascal Guyot/AFP O primeiro-ministro da França, Jean Castex, anunciou nesta quinta-feira (21) que o governo irá pagar um auxílio de 100 euros (cerca de R$ 660) para compensar a alta no preço dos combustíveis. Terão direito à ajuda os franceses que ganharem menos de 2.000 euros por mês (cerca de R$ 13 mil). O pagamento será feito em apenas uma parcela e será destinado tanto a pessoas com emprego, como desempregados e aposentados. Em entrevista à emissora TF1, ele afirmou que esta é a solução "mais justa e mais eficaz". Ainda não foi explicado como os franceses terão acesso ao valor, mas o chefe do governo adiantou que cerca de 38 milhões de pessoas serão beneficiárias do que chamou de "indenização da inflação". Ele disse ainda que o pagamento será "automático". LEIA TAMBÉM: 'Tudo o que excede R$ 2 não é nossa responsabilidade', diz Petrobras sobre alta da gasolina Em meio à alta nos preços dos combustíveis, Bolsonaro diz ter 'vontade de privatizar' a Petrobras Desabastecimento leva a filas extensas e brigas em postos de gasolina do Reino Unido; veja vídeo O Executivo francês vinha buscando uma forma de proteger o poder de compra, diante de uma situação que poderia representar uma bomba-relógio a seis meses da eleição presidencial. O primeiro mandato do presidente francês, o liberal Emmanuel Macron, foi marcado pela crise dos "coletes amarelos", que começou com uma alta dos preços de combustíveis no final de 2018 e continuou durante parte de 2019. Os combustíveis aumentaram na semana passada 2 centavos para níveis historicamente altos de 1,56 euro (R$ 10) o litro para o diesel e 1,62 euro (R$ 11) para a gasolina sem chumbo, com até 10% de etanol (SP95-E10). Tudo isso em um contexto de alta dos preços do gás e da eletricidade. O preço do gás permanecerá bloqueado "ao longo de 2022", informou Castex que afirmou que queda dos preços "será mais lenta" que o previsto. VÍDEOS mais vistos do g1
Deputado Hugo Motta diz que mudança abre 'espaço fiscal' de mais de R$ 80 bilhões para que governo possa bancar Auxílio Brasil. Texto altera regra de correção monetária do teto de gastos. O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) apresentou nesta quinta-feira (21) um novo relatório para a proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios. O texto é uma das apostas do governo federal para viabilizar o Auxílio Brasil, programa social que deve substituir o Bolsa Família. Precatórios são dívidas da União que já foram reconhecidas pela Justiça. O governo tenta reduzir o montante a ser quitado em 2022 para, com o restante do dinheiro, conseguir pagar o novo programa social. A previsão é que cada família receba, no mínimo, R$ 400 por mês no próximo ano (veja detalhes ao longo desse texto). O novo relatório de Hugo Motta altera a regra de correção do teto de gastos. Atualmente, a fórmula considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado entre julho de um ano e junho do ano seguinte. Esse é o dado disponível quando o governo envia ao Congresso o projeto de orçamento do próximo ano. ENTENDA: o que é teto de gastos NOVO PROGRAMA: Quem vai receber o Auxílio Brasil? Qual o valor? Quando começa? Com a mudança, o IPCA será apurado entre janeiro e dezembro. Essa mudança no cálculo também afeta o pagamento dos precatórios, já que o governo propõe limitar a alta dessas despesas pelo mesmo índice. A mudança parece simples mas, na avaliação de técnicos do Congresso, a alteração na fórmula e o limite de pagamento dos precatórios abrem cerca de R$ 84 bilhões para despesas em 2022, ano eleitoral. Na prática, o governo conseguiria essa margem para contornar o teto de gastos. A proposta de furar o teto para bancar o programa social repercutiu negativamente no mercado. Entenda nos dois vídeos abaixo: Dólar sobe forte após Guedes falar em 'licença' para furar teto de gastos Afinal, o que é "waiver"? Termo foi usado por Guedes para viabilizar o Auxílio Brasil Regra 'casuística' A regra proposta na PEC, segundo os técnicos do Congresso, é "totalmente casuística" – ou seja, foi pensada apenas para resolver o próximo ano. De 2023 em diante, não há qualquer garantia de que o cálculo de janeiro a dezembro seja mais vantajoso que o modelo atual. Ou seja, a mudança pode incluir apertar os orçamentos federais nos anos seguintes. A mudança no relatório, protocolado nesta quinta-feira, serve para bancar o novo valor do Auxílio Brasil, de R$ 400, anunciado oficialmente pelo governo nesta quarta-feira (20). O governo quer reajustar o Bolsa Família em 20% e, depois, chegar aos R$ 400 com um "benefício temporário". Ao criar um programa temporário, o governo federal fica dispensado de apontar uma nova fonte permanente de recursos – essa é a principal dificuldade da equipe econômica para viabilizar o Auxílio Brasil. Os técnicos do Congresso ouvidos pelo g1 e pela TV Globo afirmam, também, que a abertura dessa folga orçamentária em 2022 pode levar o governo a gastar mais recursos para atender a pedidos de parlamentares – por exemplo, com as emendas de relator, criticadas pela falta de transparência. Nova versão Motta já havia lido um relatório sobre a matéria há duas semanas. Na oportunidade, o parecer estipulou um limite para despesas com precatórios para cada exercício financeiro, o que, se aprovado, abriria espaço orçamentário de R$ 50 bilhões para bancar o programa sem furar o teto de gastos. Nesta quinta, ao apresentar a nova versão, Motta disse claramente que a mudança servirá para incluir o Auxílio Brasil nas contas do próximo ano. “Estamos trazendo correção do teto de gastos de janeiro a dezembro de cada ano, para que a gente consiga, com isso, encontrar a saída do espaço fiscal necessário para cuidarmos de quem mais precisa”, afirmou o relator. Na prática, a mudança na correção monetária do teto de gastos quase dobra a folga fiscal gerada pela PEC dos Precatórios – que passará de R$ 50 bilhões para algo entre R$ 80 bilhões e R$ 90 bilhões. O número já tinha sido antecipado pela comentarista do g1 e da GloboNews Julia Duailibi. Veja no vídeo abaixo: Julia Duailibi: Economia vê folga fiscal de R$ 40 bilhões com revisão do teto de gastos Espaço no teto Até este ano, o governo vinha pagando integralmente os precatórios. A partir de 2022, a conta passará de R$ 54,7 bilhões para cerca de R$ 90 bilhões, o que, segundo o Poder Executivo, inviabiliza o lançamento do novo programa social. Por isso, a PEC estipula um teto para gastos com precatórios, abrindo espaço fiscal para bancar o programa. A mudança no período de correção também ajuda abrir mais espaço no orçamento. Segundo o texto , os precatórios de menor valor terão prioridade de pagamento e os que não forem pagos no exercício previsto em razão do estouro do teto fixado na proposta terão prioridade nos exercícios seguintes. Auxílio Brasil O governo anunciou na quarta-feira (20) que o Auxílio Brasil deverá ter mesmo o valor de R$ 400. Para permitir essa despesa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que estudaria uma forma de alterar o teto de gastos. Essa alteração foi apresentada nesta quinta na PEC dos Precatórios. Vacinação O relatório prevê que, se o novo cálculo for aprovado, a aplicação no Orçamento de 2021 fica limitada a R$ 15 bilhões. E que, se isso acontecer, o saldo deve ser usado exclusivamente para despesas da vacinação contra Covid ou "relacionadas a ações emergenciais e temporárias de caráter socioeconômico" – o que poderia, também, incluir os gastos com o Auxílio Brasil. Na avaliação de técnicos, esse dispositivo pode resolver uma lacuna sobre recursos para a vacinação no ano seguinte. Como o governo encaminhou o projeto do Orçamento de 2022 sem previsão orçamentária para os imunizantes, essa previsão seria uma forma de garantir os valores ainda em 2021.
Bolsonaro disse que o auxílio será de R$ 400 e custará R$ 3 bilhões do Orçamento em um ano. Anúncio é feito num momento em que o mercado reage negativamente à proposta do governo de obter uma licença para descumprir o teto de gastos para cumprir a promessa de pagar R$ 400 para beneficiários do Bolsa Família. Bolsonaro promete ajuda a 750 mil caminhoneiros autônomos para compensar aumento do diesel O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) prometeu nesta quinta-feira (21) pagar um auxílio a 750 mil caminhoneiros para compensar o aumento do diesel. Ele não disse de onde vai tirar os recursos nem a partir de quando o benefício será pago. A declaração foi em discurso em Sertânia, em Pernambuco, onde Bolsonaro esteve para inaugurar um ramal de distribuição de água no agreste do estado. "Decidimos então... Os números serão apresentados nos próximos dias... Nós vamos atender aos caminhoneiros autônomos: em torno de 750 mil caminhoneiros receberão uma ajuda para compensar o aumento do diesel”, afirmou o presidente em discurso para apoiadores. À noite, em uma live, Bolsonaro disse que o auxílio será de R$ 400 e custará "pouco mais de R$ 3 bilhões" do Orçamento em um ano. Em setembro, a Petrobras anunciou reajuste no preço do diesel vendido às distribuidoras. Com o reajuste, o preço médio de venda do diesel passou de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,25 por litro. O reajuste entrou em vigor em 29 de setembro. Nas bombas, dados da ANP mostram que, na semana passada, o valor médio do litro do diesel foi de R$ 4,97 e máximo, de R$ 6,41. ENTENDA: como são formados os preços da gasolina e do diesel GASOLINA NAS ALTURAS: até quando o preço irá subir? O anúncio é feito num momento em que o mercado reage negativamente à proposta do governo de obter uma licença para descumprir o teto de gastos para cumprir a promessa de pagar R$ 400 para beneficiários do Bolsa Família em ano eleitoral. O anúncio do pagamento dos R$ 400 a partir de novembro até o final de 2022 – ano eleitoral – foi feito na quarta-feira (20) pelo ministro da Cidadania, João Roma, que não explicou de onde viria o dinheiro. No mesmo dia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo estuda rever o teto de gastos, que limita o crescimento dos gastos do governo, ou permitir que uma parte do auxílio fique de fora desse teto.

Em vigor desde 2017, regra limita crescimento da maior parte das despesas públicas à inflação. O teto de gastos foi proposto em 2016 pelo então presidente Michel Temer, quando a área econômica era chefiada por Henrique Meirelles. Com a aprovação da proposta de emenda à Constituição pelo Congresso, o mecanismo começou a valer em 2017. O tema voltou a ser discutido porque o governo Bolsonaro propôs alterar as regras, parcelando precatórios, por exemplo, como forma de tentar abrir espaço para novas despesas, como o pagamento do novo programa social do governo, o Auxílio Brasil. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram O teto de gastos limita o crescimento da maior parte das despesas públicas à inflação registrada em 12 meses até junho do ano anterior. O mecanismo engloba também os chamados "restos a pagar" de orçamentos de anos anteriores. Chamada de "novo regime fiscal", a norma engloba as despesas da União, incluindo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de Ministério Público da União e Defensoria Pública. A PEC do teto de gastos públicos limita o crescimento dos gastos tem vigência por 20 anos, ou seja, até 2036. A partir do décimo ano, em 2026, porém, o presidente da República que estiver no poder poderá alterar o formato de correção das despesas públicas. Natuza Nery explica o que é o teto de gastos Objetivo O objetivo da área econômica com o teto de gastos é manter as contas públicas sob controle e, assim, permitir que a taxa básica de juros da economia, a Selic, seja mais baixa. Com juros menores, o governo argumenta que é possível investir mais na economia, gerando mais crescimento e empregos. Na época em que a regra foi proposta, o então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou que o "clima de insegurança" tinha tomado conta da economia, por conta do aumento dos altos rombos registrados nas contas públicas. Henrique Meirelles também negou, naquela ocasião, que a regra do teto retiraria direitos da população. "É necessário um prazo para ajustar as contas de forma gradual, sem retirar direitos, sem cortar o dinheiro dos projetos mais importantes, aqueles essenciais", disse. Getty Images Exceções Foram fixadas, porém, algumas exceções à regra. Ficaram de fora do teto: transferências constitucionais aos estados, municípios e Distrito Federal; créditos extraordinários; complementações ao Fundeb; despesas da Justiça Eleitoral com as eleições; despesas de capitalização de estatais não dependentes (que têm receita suficiente para bancar as operações). Saúde e Educação O teto de gastos englobou as despesas em saúde e educação, mas também alterou os "pisos" (valores mínimos a serem aplicados) nessas áreas. Até então, essas despesas estavam atreladas à receita do governo. Se a arrecadação subisse, os gastos mínimos em saúde e educação também deveriam, necessariamente, ser maiores. Com a mudança, os valores mínimos nessas áreas passaram a ser corrigidos pela variação da inflação do ano anterior, e não mais pela receita. Na ocasião, o governo argumentou que o Congresso Nacional poderia aumentar os valores, mas que, em contrapartida, outras despesas deveriam ser canceladas. 'Teto sem paredes' Quando o teto de gastos foi proposto, em 2016, a equipe econômica do presidente Michel Temer informou que, para permanecer de pé, o mecanismo necessitava de reformas adicionais — as chamadas "paredes". Essas reformas reduziriam o patamar dos gastos obrigatórios, que estavam e seguem acima de 90% das despesas totais, como forma de abrir espaço no teto de gastos para as chamadas "despesas discricionárias", ou seja, de livre indicação pelo governo e pelo Parlamento. As principais despesas obrigatórias, no orçamento primário são as previdenciárias, os gastos com pessoal, e despesas sociais, como Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial, entre outros. Uma reforma considerada fundamental, na ocasião, para manter o teto de pé, era a mudança das regras previdenciárias. O governo Temer chegou a enviar uma proposta, mas não conseguiu aprová-la. A reforma da Previdência foi aprovada somente em 2019, no primeiro ano de governo do presidente Jair Bolsonaro. Mesmo passando no Congresso, a demora na aprovação consumiu um espaço importante no teto de gastos, pois, enquanto as regras previdenciárias não foram alteradas, esses gastos continuaram crescendo de forma acelerada. Outras propostas para abrir espaço no teto de gastos foram desautorizadas por Bolsonaro. Uma delas propunha alterar as regras do abono salarial. Outras tentativas, barradas pelo presidente, consistiam em congelar o benefício de aposentados e pensionistas por dois anos e em restringir o seguro-desemprego. Com a demora na aprovação da reforma previdenciária, e ausência de medidas adicionais para controlar gastos obrigatórios, o teto de gastos permaneceu com frágil sustentação, ou seja, com alto nível de despesas obrigatórias - deixando pouco espaço para o governo e Congresso alocarem recursos. Mudanças no teto Desde que foi aprovado, em 2016, o teto de gastos já sofreu algumas alterações, e o governo Bolsonaro tem proposto, mais recentemente, outras mudanças para tentar manter a regra válida. Em 2019, o governo aprovou no Congresso uma PEC para permitir o pagamento da chamada "cessão onerosa", recursos obtidos por meio do petróleo do pré-sal, para estados e municípios. No ano passado, o governo aprovou outra mudança na regra do teto de gastos, por meio da PEC emergencial, que também viabilizou o pagamento do auxílio emergencial. A PEC estabeleceu que sempre que as despesas obrigatórias da União superarem 95% da despesa total sujeita ao teto de gastos, alguns gatilhos de contenção, para evitar descontrole fiscal, serão automaticamente acionados. Entre eles, a proibição de conceder aumento de salário a servidores, de contratar novos funcionários, ou de criar bônus. Ele quer rever o teto de gastos, acabando com o descasamento existente entre as correções do teto e das despesas obrigatórias, ou excepcionalizar a parcela do auxílio que não cabe no teto, ou seja, deixar esse montante fora da regra fiscal. Essa licença para "furar" o teto seria limitada a pouco mais de R$ 30 bilhões em 2022, segundo o ministro.

A BBC obteve acesso exclusivo a comentários de países a recomendações da ONU para combate a mudanças climáticas. Brasil criticou orientação para reduzir produção de carne no mundo e rebateu críticas à política ambiental de Bolsonaro. Brasil criticou orientação do IPCC para reduzir produção de carne no mundo e rebateu críticas à política ambiental de Bolsonaro Getty Images via BBC Em mensagens ao principal órgão mundial responsável por orientar o combate às mudanças climáticas, o Brasil se opôs a recomendações para reduzir o consumo de carne no mundo, defendeu a produção de biocombustíveis e rebateu críticas à política ambiental do governo Jair Bolsonaro. Os debates foram travados durante a elaboração do sexto relatório de avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), que será um dos documentos de referência na COP26, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas que começa no dia 31 de outubro em Glasgow, na Escócia. A BBC teve acesso exclusivo a mais de 32 mil comentários e críticas que governos, empresas e outras instituições fizeram ao relatório do IPCC, o principal órgão global responsável por organizar o conhecimento científico sobre as mudanças do clima e orientar as ações para combatê-las. Os relatórios do IPCC são usados por governos para decidir que ações são necessárias para reduzir o ritmo das mudanças climáticas, e este mais recente será crucial para orientar as negociações na COP26, na Escócia. Os comentários dos países e o rascunho mais atualizado do relatório foram entregues ao time de jornalistas investigativos da ONG Greenpeace UK, que repassou os documentos à BBC. Brasil é contra reduzir consumo de carne Governo brasileiro argumenta que 'os benefícios nutricionais da proteína animal para a saúde humana não podem ser desconsiderados' Getty Images via BBC Nas mensagens ao IPCC, o Brasil se opôs fortemente à conclusão do relatório de que a adoção de uma dieta com menos carnes e mais alimentos feitos de plantas seria necessária para combater a mudança do clima. O argumento foi endossado pela Argentina e, em menor grau, pelo Uruguai – outros dois grandes produtores de carne. Segundo o IPCC, a produção de carne é um dos principais fatores por trás do desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Isso porque a vegetação nativa é muitas vezes derrubada para dar lugar a pastagens ou plantações de soja, que alimentam rebanhos. O rascunho do relatório do IPCC diz que "dietas à base de vegetais podem reduzir as emissões em até 50% comparado com a média de emissões da dieta Ocidental." Ao IPCC, porém, o Brasil argumentou que a produção de carne não necessariamente emite mais gases causadores do efeito estufa do que a produção de alimentos feitos de plantas. Tanto Brasil quanto Argentina defenderam que os autores do relatório do IPCC apaguem ou modifiquem trechos do texto que falam que "dietas à base de vegetais" cumprem um papel na gestão das mudanças climáticas ou que descrevem carne vermelha como um alimento de "alta emissão de carbono". O governo brasileiro citou a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre uma dieta saudável, segundo a qual a dieta deve "considerar recomendações nutricionais internacionais; (e) a adaptabilidade a contextos sociais, culturais e econômicos locais". Segundo o Brasil, tanto dietas vegetarianas quanto dietas com carnes podem gerar altas emissões na sua produção, dependendo da metodologia de produção, mas também há formas de reduzir essas emissões, segundo o governo. O Brasil argumentou que a pecuária, quando integrada com práticas agrícolas e conservacionistas, "pode neutralizar emissões e promover um sistema de produção equilibrado e diversificado, portanto, resiliente". Além disso, disse que "os benefícios nutricionais da proteína animal para a saúde humana não podem ser desconsiderados". Segundo a USDA, agência agrícola do governo americano, o Brasil é o segundo maior produtor do mundo de carne bovina e seus derivados, só atrás dos EUA. Em 2020, 16,67% da carne bovina consumida no mundo veio do Brasil, segundo a agência. Biocombustíveis e desmatamento Gado pasta em meio à fumaça causada por um foco de queimada da Amazônia em Rio Pardo, Rondônia, em setembro de 2019. Ricardo Moraes/Reuters Outro ponto de divergência entre o Brasil e o IPCC foi a produção de biocombustíveis, como o etanol. O Brasil se queixou da avaliação do IPCC de que os biocombustíveis provocam a substituição de florestas por monoculturas e reivindicou que veículos movidos a biocombustíveis sejam tratados da mesma forma que veículos elétricos. Em seu relatório, o IPCC diz que um aumento muito grande no uso de biocombustíveis "colocará pressão significativa sobre o uso da terra e ecossistemas". Já o Brasil argumenta, entre outros pontos, que a bioenergia pode ajudar a combater a desertificação e que o setor pode se expandir por áreas agrícolas hoje inutilizadas, e não florestas. Outra divergência se deu quanto à avaliação do IPCC de que o governo Bolsonaro teria reduzido a proteção da Amazônia, o que teria causado um aumento do desmatamento. Sobre esse ponto, o Canadá afirmou que a situação era ainda pior do que a retratada pelo IPCC. "As taxas atuais de desmatamento (na Amazônia brasileira) estão 182% mais altas do que as metas estabelecidas – representando uma redução de só 44% comparada aos 80% estabelecidos em lei". O Canadá cobrou ainda do Brasil um "plano coerente para regularizar e proteger terras públicas e indígenas". Já o governo brasileiro rejeitou que tenha ocorrido uma redução na proteção da Amazônia. "Não houve mudanças nas regulamentações sobre uso da terra no Brasil, e o país manteve seu Código Florestal como ele é", disse o país. O governo citou ainda a criação do Conselho da Amazônia e de uma força-tarefa ambiental para traçar e executar planos para "proteger, defender e desenvolver sustentavelmente as florestas brasileiras". No entanto, não há referências no relatório do IPCC a qualquer desregulamentação, mas sim à redução de poder das agências ambientais brasileiras, caso do Ibama. Em várias ocasiões, o presidente Jair Bolsonaro se queixou de práticas empregadas pelo Ibama – como a destruição de equipamentos de madeireiros e garimpeiros ilegais. Afirmou ainda que, em seu governo, a agência estava sendo "mais racional" com produtores rurais. Apesar do discurso do governo de que não houve enfraquecimento nas leis de proteção ambiental, a gestão Bolsonaro tem apoiado propostas de mudanças legislativas que, se aprovadas, podem gerar mais desmatamento, segundo especialistas. É o caso dos Projetos de Lei 510/2021 e 2633/2020, que hoje tramitam no Congresso e facilitariam a regularização de terras públicas desmatadas ilegalmente. Suíça e Austrália se opõem a mais ajuda a países pobres Um número significativo de comentários da Suíça é direcionado a emendar partes do relatório que argumentam que os países em desenvolvimento precisarão de apoio, principalmente financeiro, dos países ricos para cumprir as metas de redução de emissões. Foi acordado na conferência do clima em Copenhague em 2009 que as nações desenvolvidas forneceriam US$ 100 bilhões por ano em financiamento climático para os países em desenvolvimento até 2020, uma meta que ainda não foi cumprida. A Austrália apresenta argumentos semelhantes aos da Suíça – afirma que nem todas as promessas climáticas de países em desenvolvimento dependem de receber apoio financeiro externo. O governo australiano também classifica de "comentário subjetivo" uma menção no rascunho do relatório à falta de compromissos públicos confiáveis ​​sobre financiamento a nações em desenvolvimento. O Escritório Federal Suíço para o Meio Ambiente disse à BBC: "Embora o financiamento do clima seja uma ferramenta crítica para aumentar a ambição climática, não é a única ferramenta relevante." "A Suíça considera que todas as Partes do Acordo de Paris com capacidade para fazê-lo devem fornecer apoio àqueles que precisam desse apoio." Combustíveis fósseis Fumaça sai de chaminé em usina siderúrgica na China REUTERS/Stringer Os documentos obtidos pela BBC mostram diversas organizações e países argumentando que o mundo não precisa reduzir a dependência em combustíveis fósseis tão rapidamente quanto o recomendado pelo IPCC. Um assessor do Ministério do Petróleo da Arábia Saudita exige que "frases como 'a necessidade de ações urgentes e aceleradas de mitigação em todas as escalas ...' sejam eliminadas do relatório". Um alto funcionário do governo australiano rejeita a conclusão de que o fechamento de usinas termelétricas a carvão é necessário, embora acabar com o uso do carvão seja um dos objetivos declarados da conferência COP26. A Arábia Saudita é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e a Austrália é um grande exportador de carvão. Um cientista sênior do Instituto Central de Pesquisa de Mineração e Combustível da Índia, que tem fortes ligações com o governo indiano, alerta que o carvão provavelmente continuará sendo o esteio da produção de energia por décadas por causa do que ele descreve como os "tremendos desafios" de fornecer eletricidade acessível. A Índia já é o segundo maior consumidor mundial de carvão. Defesa de tecnologias de captura de carbono Vários países argumentam a favor de tecnologias emergentes e atualmente caras, projetadas para capturar e armazenar permanentemente dióxido de carbono no subsolo. Arábia Saudita, China, Austrália e Japão – todos grandes produtores ou usuários de combustíveis fósseis – assim como a organização de nações produtoras de petróleo, Opep, todos apóiam a captura e armazenamento de carbono (CCS). Alegam que essas tecnologias CCS podem reduzir drasticamente as emissões de combustíveis fósseis de usinas de energia e alguns setores industriais. A Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo do mundo, pede aos cientistas da ONU que excluam sua conclusão de que "o foco dos esforços de descarbonização no setor de sistemas de energia deve ser a rápida mudança para fontes de carbono zero e a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis". Argentina, Noruega e Opep também questionam a declaração. A Noruega argumenta que os cientistas da ONU devem permitir a possibilidade de CCS como uma ferramenta potencial para reduzir as emissões de combustíveis fósseis. O relatório preliminar aceita que o CCS pode desempenhar um papel no futuro, mas diz que há incertezas sobre sua viabilidade. O documento diz que "há grande ambiguidade sobre em que medida os combustíveis fósseis com CCS seriam compatíveis com as metas 2°C e 1,5°C", conforme estabelecido pelo Acordo de Paris. A Austrália pede aos cientistas do IPCC que excluam uma referência à análise do papel desempenhado pelos lobistas dos combustíveis fósseis em amenizar as ações sobre o clima na Austrália e nos Estados Unidos. A Opep também pede ao IPCC que "elimine" essa frase do relatório preliminar: "o ativismo de lobby, que protege os modelos de negócios de extrativistas, impede a ação política". Quando abordada sobre seus comentários ao relatório preliminar, a Opep disse à BBC: "O desafio de lidar com as emissões tem muitos caminhos, como evidenciado pelo relatório do IPCC, e precisamos explorar todos eles. Precisamos utilizar todas as energias disponíveis, também como soluções tecnológicas limpas e mais eficientes para ajudar a reduzir as emissões, garantindo que ninguém seja deixado para trás. " O IPCC afirma que os comentários dos governos são fundamentais para seu processo de revisão científica e que seus autores não têm obrigação de incorporá-los aos relatórios. "Nossos processos são projetados para proteger contra lobby", disse o IPCC à BBC. "O processo de revisão é (e sempre foi) absolutamente fundamental para o trabalho do IPCC e é uma fonte importante da força e credibilidade de nossos relatórios."'' *Com reportagem de Justin Rowlatt e Tom Gerken Veja VÍDEOS de meio ambiente:
No país europeu, cada vez mais surgem alternativas veganas aos clássicos queijos do tipo camembert e gruyère. Suíços produzem queijo vegano de castanha de caju Um queijo vegano feito de castanha de caju: quem pensa em Suíça, pensa certamente em queijo. No país europeu, cada vez mais surgem alternativas veganas aos clássicos queijos do tipo camembert e gruyère. No vídeo acima, o empresário Freddy Hunziker conta o processo de produção do alimento. Veja também: VÍDEO: Boi japonês, que tem a carne mais cara do mundo, já recebeu mordomias como beber cerveja Conheça o boi wagyu, que tem a carne mais cara do mundo VÍDEO: Estados Unidos exterminam segundo ninho de vespas assassinas O que se sabe sobre vespas assassinas encontradas no EUA
Equipe econômica prevê que rombo no teto pode ultrapassar os R$ 40 bilhões A área econômica do governo já admite que o rombo no teto de gastos em 2022 vai passar de R$ 40 bilhões, e não será apenas para viabilizar um valor mais alto (e temporário) para um novo programa social. Outras despesas devem entrar nessa conta. Cálculos de instituições do mercado financeiro já contabilizam que os gastos fora do teto em 2022 podem chegar próximos a R$ 100 bilhões, por conta do valor a ser pago em precatórios extra-teto e outras despesas. As negociações para furar o teto estão sendo conduzidas pela área política do governo diretamente com o relator da PEC dos Precatórios, Hugo Motta (Republicanos-PB), aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). A equipe técnica do Ministério da Economia tem sido alijada da maior parte das discussões, atropelada pela ala política, que quer viabilizar um programa social que possa fazer o presidente Jair Bolsonaro recuperar popularidade. O discurso oficial do governo e seus aliados não é de que se está burlando a regra fiscal do teto de gastos, mas que está se fazendo um ajuste no período em que o teto é corrigido pela inflação. Atualmente, a correção se dá pela inflação de 12 meses até junho. Se, na PEC, mudar para a inflação acumulada de janeiro até dezembro, estima-se que o governo consiga abrir uma brecha de R$ 40 bilhões nos gastos. Na prática, dizem especialistas, os governistas estão criando formas de gastar mais, sem dizer que estão furando a principal regra fiscal em vigor no país. “O governo parece ir a uma feira de regras fiscais, escolhendo a cada dia a que convém para aquele momento. Não há credibilidade que resista”, afirma Felipe Salto, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente), ligada ao Senado. Emendas parlamentares Dos R$ 40 bilhões, R$ 30 bilhões seriam para a parcela extra do novo programa social, que vale até o fim de 2022, ano eleitoral. Outros R$ 10 bilhões seriam gastos com vale-gás, compras de vacinas e outras despesas que possam ganhar carimbo social. Enquanto isso, se abriria espaço dentro do teto para emendas parlamentares, que é o desejo de aliados de Bolsonaro no Congresso. O vale-gás, em processo de aprovação, custaria em torno de R$ 6 bilhões e adicionaria R$ 50 ao mês ao novo programa social. Não está claro ainda se o valor faz parte dos R$ 400 anunciados na quarta-feira (20) ou se são adicionais. Líderes do Centrão e ministros do governo insistem em subir para R$ 500 as parcelas do novo programa social. VÍDEOS: veja mais notícias de política

Paulo Guedes, ministro da Economia REUTERS/Adriano Machado Diante da declaração do ministro Paulo Guedes de que o governo pode criar uma "licença" para furar o teto de gastos para pagar o Auxílio Brasil, a equipe do Ministério da Economia agora teme uma eventual decisão do Congresso Nacional de aumentar o valor para algo além dos R$ 400 previstos. Na prática, isso causaria um rombo fiscal ainda maior. A equipe econômica era totalmente contra fixar um valor acima de R$ 300 para o Auxílio Brasil, se o aumento representasse furar o teto de gastos. Só que essa foi a opção do presidente Jair Bolsonaro, que seguiu os conselhos da ala política do governo, derrotando a Economia. O teto de gastos foi instituído a partir de uma emenda constitucional, promulgada pelo Congresso Nacional em 2016. O mecanismo limita o crescimento dos gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) à inflação do ano anterior. Pelo desenho atual do Auxílio Brasil, uma parte do pagamento (R$ 300) respeitará o teto de gastos, mas outra parte (R$ 100), não. Portanto, furando a regra. Leia também: Entenda: por que mercado está preocupado Dólar dispara após declaração de Guedes Dia no mercado financeiro é de cautela diante das incertezas sobre o impacto fiscal do Auxílio Brasil R$ 30 bilhões fora do teto Depois de admitir a derrota para a ala política, a equipe de Paulo Guedes passou a defender que o pagamento fora do teto de gastos não supere R$ 30 bilhões. No Congresso, já se fala que o montante ficará perto de R$ 40 bilhões, abrindo mais espaço no Orçamento para emendas parlamentares e investimentos em obras no ano eleitoral. Além disso, no Legislativo, até aliados do presidente já defendem subir o valor mínimo do Auxílio Brasil para R$ 500. O próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido publicamente o valor de R$ 600, pago no auxílio emergencial. Na prática, esses valores representariam um gasto ainda maior, gerando mais incertezas na economia, pressionando o dólar e, por tabela, a inflação. Entre assessores de Paulo Guedes, a reclamação é que o Congresso não adota os caminhos mais recomendáveis, de cortar gastos e emendas parlamentares para bancar o necessário Auxílio Brasil, diante do aumento da pobreza no país e da inflação alta. E os parlamentares acabam preferindo o caminho mais fácil para eles, furar o teto. Veja as diferenças entre o Bolsa Família e o Auxílio Brasil
Nesta quinta-feira, Ibovespa fechou em queda de 2,75%, a 107.735 pontos. O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em forte queda nesta quinta-feira (21), com os mercados reagindo às declarações do ministro Paulo Guedes, que falou em "licença" para furar o teto de gastos para financiar o valor de R$ 400 para o programa Auxílio Brasil. O Ibovespa caiu 2,75%, a 107.735 pontos. É a pior pontuação do ano e a menor desde 23 de novembro (107.378 pontos). Veja mais cotações. Na quarta-feira, a bolsa fechou em alta de 0,10%, aos 110.786 pontos, após ter registrado queda de 3,28% na terça-feira. Com o resultado de hoje, passou a acumular queda de 2,92% no mês e de 9,48% no ano. As ações da Petrobras estiveram entre as quedas mais importantes do dia, de mais de 3%, depois que o presidente Jair Bolsonaro prometeu ajuda a 750 mil caminhoneiros para compensar o aumento do diesel. A Vale, maior proporção do índice, caiu 2%. Também em clima de indisposição, o dólar teve alta de quase 2%, chegando a R$ 5,66. Na maior cotação do dia, chegou a R$ 5,6889, renovando máximas não registradas desde abril. LEIA TAMBÉM: 'Licença' para furar teto por Auxílio Brasil desagrada mercado; entenda Guedes confirma auxílio de R$ 400 até 2022 fala em 'licença' para furar teto de gastos Auxílio Brasil derruba a bolsa e faz dólar subir; entenda por que mercados reagem mal ao plano do governo Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família 'Licença' para gastar coloca fim ao teto de gastos e pode causar alta dos juros e da inflação', diz economista Cenário Antes mesmo da abertura dos mercados, os ativos brasileiros negociados nos mercados externos despencavam nesta manhã em reação às declarações feitas pelo ministro na noite de quarta-feira. Em Paris, um ETF que acompanha o Ibovespa desabava 5,2%, maior queda desde março. No pré-mercado em Nova York, o iShares MSCI Brazil ETF caía 3,8%. A fala do ministro Paulo Guedes de que o governo estuda alternativas para viabilizar o valor de R$ 400 para o Auxílio Brasil foi interpretada pelo mercado como o fim do teto de gastos, tido como âncora fiscal do Brasil, o que golpearia um já fragilizado cenário para as contas públicas no país. A regra em vigor desde 2016 não permite o crescimento das despesas do governo acima da inflação do ano anterior. "Temos a regra fiscal e ela está sendo desmontada. Esse 'waiver' que o ministro pediu ontem é o fim do teto de gastos", afirmou o economista e especialista em contas públicas Guilherme Tinoco, em entrevista à GloboNews (veja vídeo acima). O ministro disse que o governo avalia se o benefício temporário que irá vitaminar o novo Bolsa Família será pago fora do teto, o que demandaria uma licença, chamada pelo ministro de "waiver", para um gasto de cerca de R$ 30 bilhões, ou se haverá opção por uma mudança na regra constitucional do teto de gastos para acomodá-lo. Guedes defendeu que o governo busca ser "reformista e popular" e "não "populista", em meio a críticas generalizadas de que a burla ao teto de gastos seria uma medida eleitoreira e que não representaria uma mudança efetiva para o Bolsa Família. ANA FLOR: Com centrão dando as cartas, furo no teto de gastos pode chegar a R$ 100 bilhões, estima mercado No exterior, o sentimento foi moderado por novas preocupações com a Evergrande e todo o setor imobiliário da China. A empresa enfrentou colapso de uma venda de ativos de US$ 2,6 bilhões da endividada incorporadora. As principais bolsas da Ásia encerraram a sessão em queda. A Bolsa de Tóquio caiu 1,87%, impulsionada também pela proximidade das eleições nacionais para a escolha de um novo primeiro-ministro. A de Seul perdeu 0,19% e a de Hong Kong, 0,45%. As ações europeias se estabilizaram perto de máximas em seis semanas, com a compra de ações defensivas e de crescimento ajudando a compensar perdas nas mineradoras impactadas pela Evergrande. Depois de chegar a cair até 0,6%, o índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,1%, a 469,71 pontos. Nos EUA, o Dow Jones está em estabilidade, S&P 500 e Nasdaq operam em alta. Valdo: Auxílio-Brasil é uma ‘pegadinha’ e governo irá furar teto de gastos
Investidores entendem que o governo de Jair Bolsonaro poderia financiar o programa social com corte de gastos em outras áreas do orçamento público, mas optou por 'driblar' o teto de gastos em benefício de políticas que favoreçam a campanha de reeleição do presidente. O governo anunciou na quarta-feira (20) que o Auxílio Brasil deverá ter mesmo o valor de R$ 400. Para permitir essa despesa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou mais tarde que estuda uma forma de alterar teto de gastos. A 'licença para furar' o teto não caiu bem nos mercados. No início desta quinta-feira, o dólar já dava a medida: logo na abertura, chegou a bater os R$ 5,67. A Bovespa também opera em forte queda. O 'pânico' do mercado cresce nessa situação porque a economia brasileira tem um problema estrutural nas suas contas públicas. E o teto de gastos – que está ameaçado de ser rompido – , é considerado a âncora fiscal do país. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Com esse aumento da percepção de risco, há uma saída de dólares do país, o que provoca uma desvalorização do real em relação ao dólar. Na ponta, esse movimento se reflete em mais inflação, aumento de juros e menor crescimento econômico. O Auxílio Brasil é uma tentativa do governo Bolsonaro de dar um cara para a área social e estancar a perda de popularidade num ano pré-eleitoral. As pesquisas de opinião mostram que, se a disputa fosse hoje, Bolsonaro seria derrotado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. LEIA MAIS AUXÍLIO BRASIL: Quem vai receber? Qual o valor? Veja o que se sabe sobre o programa Guedes confirma auxílio de R$ 400 até 2022 e diz que estuda forma de alterar teto de gastos Auxílio Brasil vai atender brasileiros no Cadastro Único; saiba como se inscrever 'A gente não sabe o amanhã': incerteza sobre futuro do Bolsa Família angustia beneficiários O que propôs Guedes? Segundo o ministro, há duas alternativas em estudo para viabilizar o pagamento do Auxílio Brasil: rever o teto de gastos, acabando com o descasamento existente entre as correções do teto e das despesas obrigatórias. Com isso, o governo poderia abrir espaço fiscal no Orçamento de 2022. excepcionalizar a parcela do auxílio que não cabe no teto, ou seja, deixar esse montante fora da regra fiscal. Essa licença para "furar" o teto seria limitada a pouco mais de R$ 30 bilhões em 2022, segundo o ministro. Por que o mercado não gostou? 'Licença' para gastar coloca fim ao teto de gastos e pode causar alta dos juros e da inflação', diz economista O mercado esperava, a princípio, que o novo benefício social do governo Bolsonaro tivesse um valor menor, de R$ 300. Isso porque os recursos destinados para o pagamento já estavam definidos, incluindo uma ampliação do programa para quem está hoje na fila de entrada do Bolsa Família. De acordo com o blog do Valdo Cruz, o maior valor destinado para o Auxílio Brasil foi considerado uma vitória da ala política, que tinha o objetivo de recuperar a imagem do presidente para a disputa da reeleição. Esperado para esta terça, no entanto, o anúncio foi adiado. "O prêmio de risco tem que aumentar mesmo. O mercado está entendendo essas medidas como populismo fiscal, de cunho eleitoreiro", disse Sérgio Goldenstein, chefe da área de estratégia da Renascença, em entrevista para agência Reuters. "Além disso, você está desmoralizando o teto de gastos. Por que o governo a ser eleito em 2022 precisará respeitar o teto de gastos se o de agora não respeita?", afirmou. "Esse 'waiver' que o ministro pediu ontem é o fim do teto de gastos", afirmou em entrevista à GloboNews o economista Guilherme Tinoco. "Está claro, com as declarações de ontem, que não o Guedes não vai sair e já está ok com esse 'waiver', que, na verdade, coloca o fim do teto de gastos. Lembrando também que já tivemos os precatórios, então esse 'waiver' não é o primeiro grande furo no teto. A questão dos precatórios o governo descobriu que tinha uma conta de R$ 90 bi pra pagar e está fazendo uma PEC para pagar só R$ 40. Então, já tinham uma 'waiver' de R$ 50 bi e agora estão pedindo mais R$ 30, e não sabemos o que vem pela frente", completa. Por que o governo tem dificuldade em financiar o Auxílio Brasil? O governo Bolsonaro planejava bancar o Auxílio Brasil com a reforma do Imposto de Renda ainda neste ano. O governo pretendia bancar o programa com a taxação de lucros e dividendos. Mas a proposta só foi aprovada na Câmara dos Deputados e ainda precisa do aval do Senado. A principal fonte de renda sairia das empresas, que arcariam com um tributo fixado em 15% dos rendimentos, na fonte. O ministro foi avisado que há muitas resistências ao projeto de reforma do IR e que não se podia contar com aqueles recursos para o novo programa social. Como o adicional é temporário, o próximo governo terá a responsabilidade de criar recursos ou retornar ao Bolsa Família como é hoje. As regras podem não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas passam ao mercado financeiro uma imagem de que o "vale-tudo" para a reeleição de Bolsonaro já começou. Por que a crise fiscal do Brasil assusta? O Brasil é considerado um país com elevado grau de endividamento para uma economia emergente. No passado, por exemplo, a piora da situação fiscal fez com que o Brasil perdesse o grau de investimento pelas principais agência de classificação de risco. A explosão da dívida pública e o risco de um descontrole da situação fiscal é apontado por analistas e investidores como um dos principais fatores de incerteza doméstica, podendo inclusive inviabilizar uma retomada sustentada da economia brasileira. O problema não é novo. Desde 2014, o Brasil tem gastado mais do que arrecada com impostos, o que gera o chamado déficit primário e amplia o endividamento. Mas com a pandemia as despesas do governo dispararam e a situação se agravou, reacendendo a discussão sobre a urgência de medidas de ajuste fiscal. Uma política fiscal frágil afasta investidores do país, levando a perda de valor de moeda brasileira, o que dificulta o controle da inflação. O risco fiscal pode ser traduzido pela combinação de uma situação crítica nas contas públicas e a falta de um plano crível e executável de estabilização da trajetória da dívida. Além da forte desvalorização do real frente ao dólar em 2020, a percepção de maior risco fiscal fica mais evidente na recente subida nas taxas de juros de títulos públicos de prazo mais longo. Ou seja: diante de um maior risco de não receber o dinheiro de volta, o mercado está cobrando mais caro para financiar a dívida do governo.

Guilherme Zaiden ficou famoso em 2006, após publicar vídeos na internet. Nos Estados Unidos desde 2011, ele não atualiza mais o canal na plataforma de vídeos com muita frequência. Guilherme Zaiden como o "Bonequinho de Porcelana" em vídeo publicado no YouTube em 2006 Reprodução/YouTube Um jovem com franja e roupa preta grava um vídeo em frente ao espelho. "Oi, meu nome é João. Mas no meu Orkut meu nome é Bonequinho de Porcelana", comenta, enquanto mexe no cabelo. "Todo mundo fica entrando no meu Orkut, falando que eu sou emo. Eu não gosto de rótulos", diz o jovem. A reclamação do garoto foi feita 15 anos atrás. O vídeo, intitulado "Confissões de um emo", alcançou milhares de visualizações no YouTube e se tornou um dos primeiros fenômenos da plataforma no Brasil. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Gravado e compartilhado em julho de 2006, o registro faz parte das lembranças de uma geração que acompanhou o início das redes sociais e da plataforma de vídeos. Por trás do "Bonequinho de Porcelana" está Guilherme Zaiden, que na época tinha 18 anos. "Se ele tivesse continuado, hoje seria maior que o (youtuber) Felipe Neto", comentou um rapaz, há dois anos, em um dos vídeos de Zaiden no YouTube. Um dos principais youtubers do país, Felipe Neto começou a publicar vídeos em 2010 e atualmente tem 43,1 milhões de inscritos em seu canal, enquanto Zaiden tem 58 mil. Hoje com 33 anos, Zaiden explica que em 2006 era praticamente impossível ter uma carreira apenas por meio dos vídeos na internet no Brasil. "Agora é possível, porque a internet se consolidou como um meio audiovisual. As coisas não eram assim antes", diz à BBC News Brasil. Zaiden é lembrado pelo público até hoje, mais de 15 anos após publicar primeiros vídeos Reprodução/YouTube VEJA TAMBÉM: Cringe: como termo causou uma 'guerra geracional' na internet Orkut versus Tiktok: saiba o que duas gerações de jovens nas redes têm em comum Hit saudoso: o dia em que o Bloco Emo tocou 'Evidências' no carnaval de SP; assista abaixo Bloco 'Emo' toca 'Evidências' Os vídeos no YouTube Desde a infância, Zaiden queria ser ator e fazia vídeos caseiros. Ele morava em Brasília, onde não via oportunidade para trabalhar com teatro. Em 2006, pouco após concluir o ensino médio e com dúvidas sobre o futuro, publicou o primeiro vídeo no YouTube, plataforma que começava a fazer sucesso entre os brasileiros. O primeiro vídeo, assim como os posteriores, foram feitos com uma câmera que gravava apenas 40 segundos. Ele descarregava as gravações no computador para registrar mais e depois editava tudo. Todo esse processo que ele fazia parece muito trabalhoso atualmente, pois é possível gravar os vídeos no celular e editar tudo no próprio aparelho em poucos minutos. O sucesso de Zaiden veio após um vídeo no qual ele tratou sobre uma tribo que tinha milhares de adeptos pelo mundo no início dos anos 2000: os emos. Eram jovens que ouviam rock com letras emotivas, costumavam pintar os olhos com lápis preto e usavam roupas escuras. "Não sei por que peguei essa coisa do emo para interpretar, mas acho que é porque estava em alta na época", explica Zaiden. Uma das perguntas que ele mais ouvia na época era se realmente era emo. Mas Zaiden explica: era somente um personagem. Em outros vídeos que compartilhou no YouTube, ele interpretou personagens como um pastor que insistia para que os fiéis doassem dinheiro para a igreja, uma mãe em um diálogo com o filho e um viciado em Orkut, rede social que foi fenômeno no Brasil no começo dos anos 2000. Muitos dos vídeos de Zaiden eram improvisados: ele apenas ligava a câmera e começava a falar. O jovem se tornou um fenômeno nas redes. Uma reportagem do g1, de março de 2007, destacou que Zaiden era "o brasileiro mais visto da internet". Na época, ele havia ultrapassado a marca de 1 milhão de visualizações no vídeo "Confissões de um emo" e acumulava, ao todo, quase 3,5 milhões de acessos em seu canal. Naquele período, os youtubers começavam a surgir em diversos lugares pelo mundo. No Brasil, a plataforma conquistava os primeiros milhões de usuários — atualmente, são mais de 100 milhões no país. Zaiden é apontado por muitos como o primeiro youtuber brasileiro. Mas o YouTube não possui dados oficiais sobre o tema. Em nota à BBC News Brasil, a plataforma diz que não é possível confirmar que ele foi o primeiro. Participação em programas de televisão e na novela das 21h Mesmo sem uma confirmação se foi o primeiro youtuber no país, não há dúvidas de que Zaiden foi um dos precursores da criação de vídeos para a plataforma no Brasil. O sucesso no YouTube na época rendeu frutos. Ele participou de programas de televisão, fez um comercial, viajou para diversas cidades para dar entrevistas e palestras sobre o mundo virtual, ganhou uma viagem internacional após participar de uma competição da MTV e até participou de alguns capítulos da novela Caminho das Índias, exibida na faixa das 21h pela Rede Globo. A fama, diz Zaiden, trouxe pouco retorno financeiro. Quando ele publicou os vídeos, sequer podia lucrar algo por eles, porque o YouTube ainda não permitia a monetização desses conteúdos — isso passou a ser permitido somente no ano seguinte. "Ganhei zero dinheiro com os vídeos na época. Mesmo quando o YouTube foi monetizado, não pude ganhar porque, na minha ingenuidade, acabei colocando músicas com direitos autorais e por isso não podia monetizar os vídeos", explica. Atualmente, a conta de Zaiden aponta que ele lucrou U$ 360 (cerca de R$ 1,9 mil) com o canal no YouTube desde 2006. Ele diz que esse valor foi acumulado nos últimos 15 anos, porque nunca retirou nada dessa conta, mas é referente somente aos vídeos mais recentes, quando deixou de usar músicas com direitos autorais de artistas. O principal valor que ganhou após ficar famoso na internet, segundo Zaiden, veio por meio de um comercial para uma companhia de celular. Mas ele ressalta que o cachê em nada lembra o quanto os influenciadores digitais ganham atualmente para produzir conteúdos para divulgar grandes marcas. "Antes, era tudo muito novo, não tinha tanta oportunidade para lucrar", afirma. Depois do sucesso no YouTube Após conquistar a fama, Zaiden viu a popularidade diminuir aos poucos. Ele parou de publicar vídeos com frequência e cada vez mais surgiram novos youtubers. "Quando fiz muito sucesso, entrei em pânico, porque comecei a pensar: como vou fazer outro vídeo com mais de um milhão de visualizações? Como vou fazer um vídeo melhor que os que já fiz? Eu tinha uma ideia de que todo vídeo tinha que ser uma obra-prima. Comecei a dar uma travada", conta Zaiden. "Hoje em dia seria muito mais fácil transformar milhões de visualizações em coisas mais concretas, como uma carreira. Naquela época era tudo bem diferente, ninguém nem sabia o que estava acontecendo", comenta. Em 2008, ele buscou oportunidades na carreira artística em São Paulo. No ano seguinte, voltou para Brasília para cursar Artes Cênicas. "Nesse período, percebi que o Brasil não era a minha praia, nunca me identifiquei com várias coisas (no país)", explica. Zaiden, que é gay, diz que um dos temores no Brasil era ser alvo de homofobia. Aos 33 anos, ele mora nos Estados Unidos e trabalha como editor de vídeos em uma produtora Arquivo Pessoal Quando decidiu focar na mudança de país, ele começou a trabalhar como professor de inglês em Brasília para juntar dinheiro. Em 2011, embarcou para Los Angeles, na Califórnia (EUA). "Cheguei com dinheiro para sobreviver por seis meses. Não conhecia ninguém, bati nas portas dos restaurantes na cara e na coragem para conseguir emprego", relembra. No país, ele teve diversos empregos. "Trabalhei com tudo o que se pode imaginar: fui garçom, bartender, entregador de comida, dirigi para a Uber…", diz. Por lá, também estudou teatro, se casou e se separou. Ele não planeja voltar a morar no Brasil. Nos últimos anos, passou a trabalhar como editor de vídeos em uma produtora em Los Angeles. Parte do conhecimento sobre edição, diz Zaiden, surgiu justamente por causa das produções caseiras que compartilhava na internet. "Na época, eu usava um programa bem simples e não tinha muitos floreios. Mas os vídeos (de 2006) me ajudaram a entender melhor sobre edição", comenta. Desde o fim de 2015, Zaiden ensaiou diversos retornos ao YouTube, mas nunca voltou a publicar com frequência. No vídeo mais recente, em dezembro passado, ele reagiu às suas primeiras publicações e fez críticas. "Um pouco chato, meio gordofóbico", disse, sobre o vídeo no qual interpreta um pastor. Há falas e ações em seus vídeos antigos que não o agradam atualmente, admite Zaiden. Apesar disso, as produções dele costumam receber comentários positivos até hoje. "Esse vídeo é patrimônio histórico do YouTube brasileiro", comentou uma pessoa. "Esse vídeo é atemporal. Não havia um colégio, uma roda de amigos ou um rolê em que esse vídeo não era conhecido (há 15 anos). Lenda do YouTube", escreveu outro. O vídeo "Confissões de um emo" tem 7,6 milhões de visualizações e é o mais visto do canal dele. Um dos objetivos de Zaiden é voltar a produzir conteúdos para a plataforma com frequência. "Mas não sei de que maneira", admite. A principal forma de contato que ele mantém com o público é pelo Instagram, onde costuma compartilhar o seu cotidiano para os seus 12 mil seguidores. O "ex-famoso da internet", como se define, afirma que fica feliz por seus vídeos serem lembrados até hoje, mais de 15 anos depois. Zaiden comenta que muitos buscam pelo seu nome para saber como ele está atualmente. "As pessoas têm muito isso de saber que fim alguém levou", diz. "Gente, eu não levei fim nenhum. Estou aqui vivendo a minha vida tranquilamente", afirma.

Nesta quinta-feira (21), a moeda dos EUA avançou 1,92%, vendida a R$ 5,6651. Notas de dólar e real em casa de câmbio no Rio de Janeiro. REUTERS/Bruno Domingos O dólar fechou em alta de 1,92%, cotado a R$ 5,6651, nesta quinta-feira (21), após o ministro Paulo Guedes confirmar que o governo pagará R$ 400 de Auxílio Brasil até dezembro de 2022 e falar em "licença" para furar o teto de gastos para financiar o benefício. Esse foi o maior patamar para fechamento desde 14 de abril e a maior valorização diária da moeda desde 8 de setembro. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 5,6899. Já o dólar turismo foi cotado a R$ 5,8894. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Com o resultado desta quinta, a moeda norte-americana passou a acumular avanço de 4,03% no mês e de 9,21% no ano. Veja mais cotações. O Ibovespa, por sua vez, caiu 2,75%, a 107.735 pontos. LEIA MAIS Guedes confirma auxílio de R$ 400 até 2022 fala em 'licença' para furar teto de gastos 'Licença' para furar teto por Auxílio Brasil desagrada mercado; entenda Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Auxílio Emergencial acaba este mês e não será prorrogado, diz ministro Nesta quinta (21), o Banco Central não anunciou venda líquida de dólares – seja na forma de swap cambial, seja de moeda física. Na terça-feira, as notícias sobre as intenções do governo de pagar parte do Auxílio Brasil fora do teto de gastos já tinham azedado o humor dos mercados, provocando queda na bolsa, elevação dos juros futuros e aumento do dólar frente ao real. 'Licença' para gastar coloca fim ao teto de gastos e pode causar alta dos juros e da inflação', diz economista Furo do teto de gastos A fala do ministro Paulo Guedes dizendo que o governo estuda alternativas para viabilizar o valor de R$ 400 para o Auxílio Brasil foi interpretada pelo mercado como o fim do teto de gastos, indicando uma derrota da equipe econômica na batalha contra planos de romper o teto de gastos. Tido como âncora fiscal do Brasil, o teto de gastos está em vigor desde 2016 e não permite o crescimento das despesas do governo acima da inflação do ano anterior, com o objetivo de reduzir o endividamento público e evitar um descontrole dos gastos públicos. "Temos a regra fiscal e ela está sendo desmontada. Esse 'waiver' que o ministro pediu ontem é o fim do teto de gastos", afirmou o economista e especialista em contas públicas Guilherme Tinoco, em entrevista à GloboNews (veja vídeo mais acima). O ministro disse que o governo avalia se o benefício temporário que irá vitaminar o novo Bolsa Família será pago fora do teto, o que demandaria uma licença, chamada pelo ministro de "waiver" (perdão), para um gasto de cerca de R$ 30 bilhões, ou se haverá opção por uma mudança na regra constitucional do teto de gastos para acomodá-lo. Guedes defendeu que o governo busca ser "reformista e popular" e "não "populista", em meio a críticas generalizadas de que a burla ao teto de gastos seria uma medida eleitoreira e que não representaria uma mudança efetiva para o Bolsa Família. “O fato de expoentes da oposição ao governo federal defenderem valores mais elevados do programa de sustentação de renda, a exemplo do sugerido pelo ex-presidente Lula, de R$ 600 mensais de benefício, deve ser considerado como fator adicional de risco para o mercado, pois pode fomentar ainda mais a pressão de políticos do Centrão por valores mais altos do Auxílio Brasil”, disse o departamento de Economia da Renascença DTVM, em relatório diário. Miriam: ‘Ministro rasgou o último pedaço da fantasia de controle de gastos’ Por que a crise fiscal do Brasil assusta? O Brasil é considerado um país com elevado grau de endividamento para uma economia emergente. No passado, por exemplo, a piora da situação fiscal fez com que o Brasil perdesse o grau de investimento pelas principais agência de classificação de risco. A explosão da dívida pública e o risco de um descontrole da situação fiscal é apontado por analistas e investidores como um dos principais fatores de incerteza doméstica, podendo inclusive inviabilizar uma retomada sustentada da economia brasileira. O problema não é novo. Desde 2014, o Brasil tem gastado mais do que arrecada com impostos, o que gera o chamado déficit primário e amplia o endividamento. Mas com a pandemia as despesas do governo dispararam e a situação se agravou, reacendendo a discussão sobre a urgência de medidas de ajuste fiscal. Além da forte desvalorização do real frente ao dólar em 2020, a percepção de maior risco fiscal fica mais evidente na recente subida nas taxas de juros de títulos públicos de prazo mais longo. Ou seja: diante de um maior risco de não receber o dinheiro de volta, o mercado está cobrando mais caro para financiar a dívida do governo. Nos juros futuros, o nível de tensão era bastante visível nos preços nesta quinta-feira. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 subia de 7,66% no ajuste anterior para 7,91% e a do DI para janeiro de 2023 saltava de 9,91% para 10,42%. Valdo: Auxílio-Brasil é uma ‘pegadinha’ e governo irá furar teto de gastos Por que o dólar sobe? Assista no vídeo abaixo: Entenda a alta do dólar

Gigantes do setor imobiliário chinês suspendeu as operações em 4 de outubro, em meio aos temores dos investidores com o impacto que uma eventual falência teria sobre a economia da China. Prédio da incorporadora Evergrande no centro de Hong Kong, em imagem de arquivo Bobby Yip/Reuters As ações do grupo chinês Evergrande, um dos gigantes do setor imobiliário do país, registraram queda expressiva nesta quinta-feira (21) no retorno à Bolsa de Hong Kong, após uma suspensão de quase três semanas, após informações sobre o fracasso da venda de sua unidade de serviços de propriedades. A Evergrande suspendeu as operações na Bolsa em 4 de outubro, quando enfrentava uma dívida de US$ 300 bilhões, em meio aos temores dos investidores com o impacto que uma eventual falência teria sobre a economia da China. Em seu retorno, os títulos operavam em queda de mais de 10% em Hong Kong. Crise da Evergrande é ameaça em país onde 90% têm casa própria Por que o mercado está em alerta e quais as possíveis consequências para o Brasil e o mundo Junto com a retomada das operações na Bolsa, o conglomerado anunciou na quarta-feira o fracasso do acordo para vender 50,1% de sua unidade Evergrande Property Services Group pelo valor de 2,58 bilhões de dólares. O possível comprador era uma unidade do grupo imobiliário de Hopson Development Holdings (de Hong Kong), que, em um comunicado enviado à Bolsa, "lamentou anunciar que o vendedor não conseguiu completar a venda". Ao contrário dos ativos da Evergrande, as ações da Hopson avançavam mais de 12% na Bolsa de Hong Kong. A Evergrande afirmou que continuará adotando medidas para aliviar os problemas de liquidez, mas advertiu que "não há garantias de que o grupo consiga cumprir suas obrigações financeiras". Em uma constatação do atual estado de seus negócios, a incorporadora imobiliário reconheceu que vendeu apenas 405.000 metros quadrados de propriedades entre setembro e outubro, uma temporada teoricamente de muita atividade. Os contratos pela venda de imóveis somavam 3,65 bilhões de yuanes (571 milhões de dólares), contra 142 bilhões de yuanes do mesmo período em 2020. A empresa com sede em Shenzhen, sul da China, já deixou de pagar vários títulos em dólares, e no sábado expira o prazo de carência de 30 dias de um título offshore. Contágio O grupo iniciou a cotação em Hong Kong em 2009, quando arrecadou 9 bilhões de dólares em sua oferta pública inicial, o que a transformou na principal empresa privada do setor imobiliário da China e seu proprietário, Xu Jiayin, no homem mais rico do país. Xu expandiu seus interesses com a compra do clube de futebol Guangzhou em 2010, que mudou de nome para Guangzhou Evergrande, e investiu em jogadores e técnicos de grande destaque. Mas o conglomerado começou a sofrer com os controles impostos por Pequim em agosto de 2020 sobre as incorporadoras imobiliárias para conter seu endividamento e se viu forçado a vender a preços bastante reduzidos. O mercado está preocupado com as consequências do possível colapso da empresa sobre a economia chinesa, que viu o crescimento desacelerar de maneira mais expressiva que o esperado no terceiro trimestre. Um sinal do mau momento do setor, o valor das casas vendidas em setembro caiu 16,9% em ritmo anual em setembro, que também registrou queda nos valores das casas novas na China pela primeira vez em seis anos. Vários concorrentes imobiliários locais deixaram de pagar suas dívidas nas últimas semanas e viram suas notas de classificação reduzidas. "O contágio emerge em várias partes do setor da construção da China, desencadeado pelos problemas da Evergrande e agravado pelas questões de crédito de outras incorporadoras", afirmaram analistas da Fitch Ratings em um relatório divulgado nesta quinta-feira. "A volatilidade do mercado enfraqueceu as perspectivas de um refinanciamento a curto prazo e aumentou a pressão de liquidez das incorporados com perfis de crédito frágeis", completa o texto.

Inflação que os consumidores 'sentem no bolso' é diferente do índice divulgado pelo IBGE; saiba os motivos e como calcular os gastos para manter o orçamento sob controle. Alimentação e bebidas tem sido um dos grupos com maior impacto no índice oficial de inflação Helena Pontes/Agência IBGE Notícias A inflação oficial no país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 1,16% em setembro na comparação com agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas a inflação que os consumidores “sentem no bolso” é bem diferente das estatísticas divulgadas mês a mês pelo órgão de pesquisas. Isso porque, enquanto no IPCA é avaliada uma cesta de mais de 300 produtos e serviços no país, a inflação pessoal depende de fatores como hábitos de consumo, renda e número de pessoas que moram na mesma casa. Se o que o consumidor costuma comprar não subir mais que a média, o impacto para ele será menor em comparação com aquele que está consumindo justamente a cesta de produtos e serviços com maior variação de preços. As famílias de menor renda, por exemplo, dedicam parcelas maiores dos gastos à alimentação. As com maior renda reservam boa parte do orçamento para educação, saúde e lazer. Quem tem carro, por exemplo, vai sentir mais no bolso a alta da gasolina. Quem come mais carne vai sentir mais se esse produto subir. “A inflação é percebida de maneira diferente de acordo com a quantidade de pessoas e da configuração da família, além da renda que determina a cesta e das preferências do consumo. Esse tripé faz com que as pessoas sintam a inflação de forma diferente”, explica André Braz, o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da FGV-Ibre. “É por isso que a inflação tem um peso diferente no dia a dia de cada um. Ela pode ser percebida através dos reajustes anuais nas mensalidades escolares, nos produtos mais caros no supermercado e no aumento nas contas de consumo, como água e luz, por exemplo”, acrescenta a educadora em finanças pessoais, Carol Stange. Por isso, os dois especialistas afirmam que é importante os consumidores serem capazes de calcular a sua 'inflação pessoal'. Inflação leva brasileiros a comprar alimentos menos nutritivos Fazendo as contas Da mesma forma que o IBGE calcula o IPCA comparando a variação dos preços de um período para outro, os consumidores podem anotar todas as suas despesas para saber quanto e em quais itens eles estão gastando mais. Veja o passo a passo: 1) Para facilitar, o consumidor pode anotar os gastos usando o mesmo critério utilizado pelo IPCA, que inclui nove grupos de despesa para fazer a pesquisa. São eles: Alimentação: aqui entram itens como alimentos e bebidas consumidos e também as refeições fora de casa. Habitação: itens como água, energia elétrica, gás e aluguel. Artigos de residência: itens como mobiliário, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Vestuário: itens como roupas, calçados, joias e bijuterias. Transportes: itens como combustíveis, transporte público, passagem aérea e despesas com automóvel. Saúde e cuidados pessoais: itens como despesas médicas, medicamentos, plano de saúde e produtos de higiene e beleza. Despesas pessoais: itens como cabeleireiro, hospedagem, recreação e empregado doméstico. Educação: itens como mensalidades de escola, cursos e material de papelaria. Comunicação: gastos com itens como telefonia, internet, streaming e TV por assinatura. 2) Os gastos precisam ser anotados por dois períodos seguidos (que podem ser meses ou anos), para ser possível a comparação. 3) A partir disso, é possível colocar os gastos dentro de cada classe de despesa. 4) As despesas de cada grupo devem ser somadas em cada período (fazendo uma coluna para as despesas do primeiro período e outra para as do segundo) 5) Com esses números em mãos, é possível calcular o percentual de aumento de cada grupo (se precisar de ajuda, clique aqui e veja como calcular porcentagem). Com esses cálculos, você saberá onde gastou mais e onde as despesas aumentaram mais – e onde é possível cortar para manter o orçamento em dia. Veja abaixo simulações de gastos mensal e anual: Simulação de gastos mensais para cálculo da inflação pessoal Economia G1 Simulação de gastos anual para controle de gastos Economia G1 Nas duas simulações, a variação de 9,8% no total de gastos é bem maior que a do IPCA. Nos gastos mensais, enquanto a inflação oficial de agosto para setembro ficou em 1,16%, no acumulado de janeiro a setembro foi de 6,9%. Braz explica que no IPCA entra a média de tudo que o IBGE avalia na pesquisa. Quando vai para as famílias, é a inflação real, que depende dos hábitos de consumo e do nível de renda de cada uma. “Quando a gente personaliza, a depender do desafio de cada família, ela pode ser muito maior que o índice oficial, que é uma informação estatística para orientar a política monetária”, observa. O economista explica que, dependendo da família, a inflação de um mês pode ter a mesma variação do IPCA acumulado em 12 meses, assim como é possível encontrar inflação real menor que a oficial, porque depende da renda, dos desafios da família e dos hábitos de consumo. Famílias de baixa renda sentem mais a inflação Quando se analisa a inflação para famílias de baixa renda, devido à prioridade dada para itens essenciais como alimentos e contas de água e luz, que estão entre os que mais têm pressionado o IPCA, esse grupo é o que mais sente a alta dos preços. Nesse caso, a divisão das despesas para controle dos gastos será distribuída por menos grupos de despesa, já que a população de baixa renda costuma gastar seu orçamento principalmente em alimentação, habitação, transportes e comunicação. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os mais pobres gastam cerca de 30% do orçamento com alimentos, enquanto as famílias com renda mais alta gastam em torno de 10%. Com um orçamento maior, parte do dinheiro das famílias mais ricas vai para gastos que famílias mais pobres não têm acesso, como plano de saúde e mensalidade escolar. Anotar gastos ajuda no controle do orçamento De acordo com Braz, o consumidor pode anotar os gastos em um caderno ou numa planilha de Excel para monitorar o orçamento e a evolução dos custos. “As pessoas precisam controlar os gastos e ter visibilidade e isso só acontece com a anotação do que está sendo consumido. Quanto maior a precisão da anotação, mais a família tende a fazer um bom controle do seu orçamento”, diz. "Quando não sabemos as razões do aumento do custo de vida, temos a percepção de que o dinheiro escorre por entre os dedos e não percebemos exatamente para onde ele está indo. Ao longo do tempo, estamos empobrecendo sem entender exatamente como isso está acontecendo", alerta Carol Stange. De acordo com Braz, fazer a variação dos gastos é descobrir onde estão os gargalos no orçamento, ou seja, onde se gasta mais, se aquilo é normal ou não. “Muita gente tem conta em débito automático e não confere. Pode ser que tenha um vazamento e a pessoa está pagando por algo que nem está consumindo”, afirma. Outra dica do especialista é deixar as contas de consumo como água e luz visíveis para toda a família ver e conscientizá-la da importância de economizar. “O que importa é saber bem onde você está gastando seu dinheiro e ter tudo sob controle. Ao fazer um bom inventário dos seus gastos, você diminui as despesas que estão mais altas e faz uma boa gestão do orçamento familiar”, aponta o coordenador da FGV-Ibre. “É importante o consumidor manter sua inflação pessoal sob controle, com vigilância sobre seus gastos e hábitos de consumo. Para manter a inflação pessoal em níveis reduzidos, é preciso entender que os gastos devem aumentar apenas se a receita total acompanhar esse aumento”, conclui Carol Stange. Inflação de setembro é a mais alta em 27 anos e taxa acumulada em 12 meses atinge dois dígitos

Auxiliar de marceneiro, eletricista e operador de empilhadeira estão entre oportunidades ofertadas. Salários informados chegam a R$ 4 mil. Oportunidades desta quinta-feira (21) foram ofertadas em 21 municípios do estado Divulgação/Prefeitura de Aparecida de Goiânia/Rodrigo Estrela Profissionais em busca de emprego têm 663 vagas disponíveis através das 29 unidades da Agência do Trabalho, da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq). As oportunidades desta quinta-feira (21) foram disponibilizadas em 21 municípios. Confira todos os concursos abertos Seleção em Sirinhaém reúne 353 vagas Recife faz seleção para contratar 500 professores Do total, 136 vagas são temporárias e outras 22 foram reservadas para pessoas com deficiência. Auxiliar operacional de logística, pintor de paredes, atendente de lojas, auxiliar de limpeza, atendente de lojas, serralheiro, operador de caixa e recepcionista atendente estão entre os postos de trabalho ofertados nos municípios (confira lista completa mais abaixo). As vagas foram disponibilizadas no Recife (207) e em Araripina (27), Arcoverde (5), Bezerros (1), Cabo de Santo Agostinho (147), Camaragibe (5), Caruaru (35), Garanhuns (3), Goiana (12), Igarassu (5), Ipojuca (115), Nazaré da Mata (8), Palmares (4), Paudalho (11), Paulista (21), Pesqueira (9), Petrolina (11), Salgueiro (2), Santa Cruz do Capibaribe (23), Serra Talhada (6) e Vitória de Santo Antão (6). Os interessados devem realizar agendamento para as unidades da Agência do Trabalho através do site da Seteq-PE. Vagas de emprego Vagas para pessoas com deficiência Vagas temporárias Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho (veja vídeo abaixo): Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital VÍDEOS: Mais assistidos de PE nos últimos 7 dias

Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Carteira de Trabalho Divulgação Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta quinta-feira (21) em Petrolina, Araripina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

Cotação do animal recuou no campo depois que a China parou de comprar, após casos suspeitos de vaca louca no Brasil. Proteína segue cara nas prateleiras; saiba o que está acontecendo. Suspensão das vendas para China gerou queda no preço da arroba bovina, mas não chegou ao consumidor. Juliana Amorim/Unsplash/Divulgação Enquanto nas prateleiras dos mercados o preço da carne está nas alturas, no campo, os valores recuaram alguns reais. Isso porque as vendas do Brasil para a China foram suspensas, após casos atípicos de vaca louca notificados em Minas Gerais e Mato Grosso (saiba o que é a doença aqui). A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) já informou que as ocorrências não representam risco para a cadeia de produção bovina brasileira. Mesmo assim, a China mantém o veto há 47 dias Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Veja perguntas e respostas dos reflexos para os preços no Brasil: Por que o preço da carne caiu nas zonas rurais? A queda vai chegar aos supermercados? E no longo prazo, como fica? O que pecuaristas têm feito? WEBSTORY: Por que preço da carne não cai? 1. Por que o preço da carne caiu nas zonas rurais? A cotação do boi gordo recuou depois que a China parou de comprar carne bovina do Brasil, no dia 4 de setembro. O país asiático importa quase metade das cerca de 2 milhões toneladas de carne que o Brasil envia a outros países, por ano e, portanto, todo movimento que a nação faz facilmente afeta nossos preços. No campo, a arroba bovina chegou a fechar na quarta-feira (20) em seu menor valor no ano: em R$ 262,90, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. No início de setembro, quando ocorreu a suspensão, a cotação estava em torno de R$ 305, chegando a bater recorde em junho (R$ 322). 2. A queda vai chegar aos supermercados? Nos supermercados ainda não se sabe se a queda vai chegar. Mas, no estado de São Paulo, por exemplo, o preço no atacado já caiu porque uma parte do que seria embarcada para a China foi despachada para o mercado interno, conta o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, que acompanha o setor. Ele ressalta, entretanto, que a maioria da carne bovina ainda está parada em câmaras frias nos frigoríficos e em contêineres em portos, sem previsão de destino. "Parte da carne já entrou no nosso mercado e isso se refletiu no atacado. Antes de agosto, o quilo do corte do bovino estava em torno de R$ 17 e recuou para R$ 14 nesta semana", afirma Iglesias. No varejo da cidade de São Paulo, entretanto, o preço da carne continua em alta. O produto subiu 0,62% na segunda semana de outubro, após ter avançado 0,42% na semana imediatamente anterior, mostram dados da Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O analista Guilherme Moreira, coordenador do IPC, diz que, após a suspensão da China, no dia 4 de setembro, a proteína bovina começou a ter leves recuos, que já foram revertidos neste mês. "Então, se houve impacto, foi bem pouco. Na verdade, pode ter evitado novas altas", diz. "Essa queda pode chegar ao consumidor, mas não na mesma proporção do atacado. Movimentos de alta de preço são repassados de forma mais agressiva pelo varejo. Mas, quando são de baixa, não é assim...esses repasses acabam sendo mais discretos. É um perfil do negócio", ressalta Iglesias, do Safras. Veja também: 'Carne de ossos': cortes de terceira também ficaram mais caros Recordes no agronegócio e fome no Brasil: como isso pode acontecer ao mesmo tempo? Bandeja de carne vazia revoltou clientes em supermercado na periferia; entenda o caso Carne do lixo: os relatos da fome em Fortaleza (CE); assista abaixo Mulher relata que pega carne verde do lixo, escalda e dá para filhos comerem em Fortaleza 3. E no longo prazo, como fica? Por outro lado, o analista diz que, se a suspensão da China se estender por muito mais tempo, a tendência é que os frigoríficos comecem a colocar mais carne no mercado interno. Com mais proteína disponível, a tendência seria os preços caírem. Na terça (20), o Ministério da Agricultura determinou que os frigoríficos habilitados para exportar para a China suspendam a produção para o país, o que sinalizou, para os analistas, que a paralisação do comércio pode durar mais. "Não tem outro consumidor mundial que consegue comprar em quantidade e preço o que a China compra do Brasil. Então essa carne vai acabar indo para o mercado interno e o preço pode recuar de forma mais significativa", ressalta Iglesias. "É verdade que o valor da carne bovina teria que cair bastante para que o consumo retomasse. Os preços atingiram patamares bastante proibitivos", acrescenta. Iglesias pontua ainda que o reflexo do atacado para o varejo leva um tempo. Geralmente, os mercados esperam acabar o estoque adquirido por um preço mais alto para, então, reporem o produto comprado por um valor menor e, assim, decidirem reduzirem preço. 4. O que pecuaristas têm feito? Quando se olha para o campo, a trajetória futura do preço da carne parece incerta e pecuaristas já diminuíram o abate de bois, que vem se acumulando nas fazendas, conta o analista de agro José Carlos Hausknecht, sócio-direto da MB Associados. "O pecuarista está entrando em uma fase em que manter o gado sem abatê-lo pode ser uma estratégia para não permitir uma queda muito forte no preço", aponta André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV). Por outro lado, Hausknecht diz que manter esses animais nas fazendas sai caro, especialmente porque, entre setembro e outubro, os bois que estão no campo são os de confinamento, sistema que tem gastos elevados com alimentação. "Os bois continuam comendo e uma hora vão parar de engordar. Então, em algum momento, a indústria vai ter que abater. E com abate, entra mais carne no mercado, e os preços podem começar a cair no varejo", diz Hausknecht. Ele reforça, porém, que tudo isso é incerto. No caso de uma retomada rápida da exportação de carne para a China, por exemplo, a proteína nem chega a ser colocada no mercado e os preços continuam nos atuais patamares. "Tudo depende do tempo deste embargo", diz. VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio
O CadÚnico é o principal instrumento para a inclusão de famílias de baixa renda em programas federais como Bolsa Família, Tarifa Social de Energia Elétrica e Benefício de Prestação Continuada (BPC). O Cadastro Único (CadÚnico) é o principal instrumento do governo para a inclusão de famílias de baixa renda em programas federais como Bolsa Família, Tarifa Social de Energia Elétrica e Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de dar direito ao Auxílio Emergencial e, futuramente, ao Auxílio Brasil (que substituirá o Bolsa Família). Estar no Cadastro Único, porém, não significa a entrada automática nesses programas, pois cada um deles tem suas regras específicas. Mas é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Podem se inscrever no Cadastro Único: Famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 550); Famílias com renda mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.300); Famílias com renda maior que três salários mínimos, desde que o cadastramento esteja vinculado à inclusão em programas sociais nas três esferas do governo; Pessoas que moram sozinhas - constituem as chamadas famílias unipessoais; Pessoas que vivem em situação de rua — sozinhas ou com a família. LEIA TAMBÉM ENTENDA: Quem vai receber o Auxílio Brasil? Qual o valor? Quando começa? Como se inscrever no Cadastro Único A inscrição no Cadastro Único é realizada somente de forma presencial. O cidadão deve verificar onde é feito o procedimento na cidade onde mora. Normalmente, esse atendimento é feito nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou em postos de atendimento do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família das prefeituras. Veja o passo a passo: 1. Procure um CRAS ou posto do Cadastro Único Se a família não está registrada no Cadastro Único, ela deve verificar onde é feito o Cadastro Único na cidade onde ela mora. As prefeituras normalmente fazem cadastramento no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou em um posto de atendimento do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família. No CRAS, é possível se informar sobre onde cadastramento é feito, caso o próprio CRAS não faça a entrevista. Existem casos em que é necessário agendar o atendimento por meio de uma central de atendimento. De toda forma, por meio do CRAS, o cidadão saberá quais os passos ele deverá realizar para fazer a sua entrevista. 2. Documentação necessária A pessoa que fará o cadastramento da família deve ter pelo menos 16 anos, ter CPF ou título de eleitor e ser, preferencialmente, mulher. Essa pessoa, para o Cadastro Único, é chamada de responsável familiar. É necessário que ela leve seu CPF ou título de eleitor e também apresente pelo menos um documento dos seguintes documentos para cada pessoa da família: Certidão de Nascimento; Certidão de Casamento; CPF; Carteira de Identidade – RG; Carteira de Trabalho; Título de Eleitor; Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI) – somente se a pessoa for indígena. Os responsáveis por famílias indígenas ou quilombolas não precisam apresentar o CPF ou título de eleitor caso não tenham, mas devem levar outro documento de identificação entre os listados acima. Pessoas sem documentação ou sem registro civil podem se inscrever no Cadastro Único, mas não poderão ter acesso a programas sociais até que possuam a documentação necessária. 3. Entrevista de cadastramento Ao procurar o atendimento do Cadastro Único, seja no CRAS ou em um posto do Cadastro Único, a etapa mais importante que o responsável familiar deve realizar é a entrevista do Cadastro Único. Um entrevistador social, que é um funcionário da prefeitura, fará perguntas sobre vários aspectos da realidade da família: quem faz parte da família, características do domicílio, despesas, se há pessoas com deficiência na família, grau de escolaridade dos integrantes, características de trabalho e remuneração dos integrantes da família e se a família é indígena ou quilombola. Essa entrevista pode ser registrada em um formulário específico em papel ou no Sistema de Cadastro Único, diretamente no computador. Em qualquer uma dessas situações, o entrevistador deve solicitar a assinatura do Responsável Familiar no formulário preenchido ou impresso e entregar um comprovante de cadastramento. 4. Confirmação do cadastramento: atribuição do NIS Ao inserir os dados da família no Sistema de Cadastro Único pela primeira vez, o sistema fará checagens para verificar se as pessoas da família já possuem um NIS, e se não tiverem, será atribuído um NIS a elas. O NIS é o Número de Identificação Social. Esse processo pode demorar até 48 horas e tem como objetivo garantir que cada pessoa cadastrada é única. Apenas pessoas que têm o NIS atribuído podem participar de programas sociais. 5. Atualização dos dados Quando a família se inscreve no Cadastro Único, ela se compromete a atualizar os dados sempre que há uma mudança nas características da família ou mudança de domicílio ou, no máximo, a cada dois anos. Nesse caso, o próprio cidadão busca espontaneamente um CRAS ou posto do Cadastro Único para atualizar seus dados. Mas o poder público, por meio do governo federal ou municipal também pode convocar as famílias, por meio de cartas, extratos ou telefonemas, a fazer a atualização. Anualmente, o governo federal realiza a ação de revisão cadastral, no qual as famílias com dados desatualizados são chamadas para atualizar seus cadastros. Caso as famílias fiquem mais de 4 anos sem atualizar os dados, seus registros podem ser excluídos do Cadastro Único. A família pode ainda ser convocada a fazer a averiguação cadastral. Nesse processo, os dados dos integrantes da família passam por processos de verificação, em que são comparados com informações de outras bases de dados, como registros de trabalho formal ou de benefícios da previdência social. Caso seja identificada uma inconsistência, as famílias são chamadas para atualizar seus cadastros. Caso não atualizem, pode ter seus dados excluídos do Cadastro Único ao final do processo e perder benefícios sociais. 6. Consulta aos dados do Cadastro Único Para saber se a família está cadastrada ou não e se precisa atualizar o cadastro, uma pessoa da família pode checar a situação do seu registro por meio do aplicativo Meu CadÚnico, que permite que o cidadão cadastrado no Cadastro Único acesse os próprios dados e de sua família e possibilita a impressão de comprovante de cadastramento. Também permite saber se o cadastro da família está desatualizado ou se está incluído em algum processo de averiguação cadastral, o que exige nova atualização. As pessoas podem denunciar casos em que o setor do Cadastro Único não queira fazer o cadastramento, entrando em contato com a Ouvidoria do Ministério da Cidadania, pelo telefone 121. Importância de manter os cadastros atualizados Saiba a importância do Cadastro Único e como mantê-lo atualizado Os beneficiários devem fazer a atualização cadastral do CadÚnico a cada 2 anos no máximo, mesmo que não haja alterações de dados. O governo recomenda ainda que a atualização cadastral seja contínua, sempre que houver alteração nas informações específicas da família, como composição familiar (nascimento, morte ou saída de alguém da casa), endereço, renda, documentação do responsável familiar ou mudança de escola das crianças e adolescentes. De acordo com o Ministério da Cidadania, devido à pandemia, a coleta de dados para inclusão e atualização das informações no Cadastro Único pode ser feita por telefone, meio eletrônico ou de forma presencial. A organização desse procedimento é de responsabilidade dos municípios. Normalmente, o atendimento é realizado nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou em postos de atendimento do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família nos municípios. É possível verificar os endereços do CRAS de cada município no link https://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/mops/. O Ministério da Cidadania informa que há a orientação para os municípios desenvolverem estratégias de busca ativa para o cadastramento e a atualização cadastral da população mais vulnerável. O governo faz anualmente a averiguação cadastral para verificar possíveis inconsistências de informações identificadas a partir do cruzamento do Cadastro Único com outras bases de dados do governo.

Recebem os nascidos em fevereiro fora do Bolsa, e os beneficiários do programa com NIS encerrado em 4. A Caixa Econômica Federal (Caixa) paga nesta quinta-feira (21) a sétima e última parcela do Auxílio Emergencial para mais um grupo de beneficiários. Desta vez, recebem os trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em fevereiro. Também recebem os beneficiários do Bolsa Família com NIS encerrado em 4. Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Saiba como contestar se você teve o beneficio negado SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL AUXÍLIO BRASIL: Quem vai receber? Qual o valor? Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Para os trabalhadores fora do Bolsa Família, os recursos serão depositados em poupança social digital da Caixa, e estarão disponíveis inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber a 7ª parcela nesta quinta serão liberados em 3º de novembro. Já quem é do Bolsa recebe os recursos da mesma forma que o benefício original. Auxílio emergencial 2021: regras da prorrogação Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ RECEBEM A SÉTIMA PARCELA NESTA QUINTA-FEIRA: beneficiários do Bolsa Família com NIS encerrado em 4 trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em fevereiro Calendários de pagamento BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 - beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Calendário atualizado de pagamentos do Auxílio Emergencial 2021 Economia G1

Bolsa Família, que completaria 18 anos, foi revogado por Medida Provisória e muitas dúvidas ainda pairam sobre o novo Auxílio Brasil. Beneficiários criticam falta de clareza na comunicação do governo. Ariana, Arlete e Sabrina, mães e beneficiárias do Bolsa Família, se dizem inseguras com mudança do programa e criticam a falta de clareza do governo na comunicação do novo Auxílio Brasil Arquivo Pessoal Ariana Flores Martins tem 35 anos e cria sozinha quatro filhos, com idades entre 12 e 18 anos, na Fazenda da Juta, favela localizada na região de Sapopemba, no Sudeste da capital paulista. Beneficiária do Bolsa Família há 12 anos, ela conta atualmente com uma renda de pouco mais de R$ 600 por mês para sustentar sua família de cinco pessoas. Desse valor, R$ 375 vêm do Auxílio Emergencial, pouco superior aos R$ 325 a que ela tinha direito pelo Bolsa Família, antes da pandemia — pelas regras do auxílio, os benefícios não podem ser acumulados e fica em vigor apenas o mais alto deles. LEIA TAMBÉM: Auxílio Brasil: Quem vai receber? Qual o valor? Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Guedes confirma auxílio de R$ 400 até 2022 e diz que estuda forma de alterar teto de gastos Outros cerca de R$ 250 ela consegue vendendo balas nas ruas com a ajuda de um dos filhos. "Com o dinheiro do Bolsa Família, eu pago aluguel, e com o dinheiro das balas, compro as coisas dentro de casa", conta Ariana, que já trabalhou como auxiliar de limpeza, mas tem dificuldade para encontrar emprego por não saber ler, nem escrever. Durante a pandemia, ela contou com a doação de cestas básicas, mas nos últimos meses essa ajuda não tem mais vindo. Sem gás em casa, está cozinhando na casa da vizinha. "Ainda bem que Deus colocou uma vizinha boa aqui para me ajudar", diz a mãe de família. Ariana não sabe ao certo, porém, se continuará contando com a ajuda dos programas de transferência de renda do governo federal, já que o Auxílio Emergencial se encerra ao fim de outubro e ainda não há clareza sobre como se dará a implementação do Auxílio Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família a partir de novembro. "Tenho muitas dúvidas. Não sei qual vai ser a quantia, se vão tirar ou por a mais, se vai ser para mais ou menos gente", afirma. "Se você tem um emprego fixo, que dá para você manter sua casa, o aluguel, a alimentação, dá para segurar. Mas se você trabalha sozinha na rua, às vezes tem renda, às vezes não. Esse mês, por exemplo, eu não tenho conseguido trabalhar, porque tem sido só chuva. Eles não falam direito como vai ser e deixam as famílias inseguras, porque às vezes é a única renda que temos." O Bolsa Família completaria 18 anos nesta quarta-feira (20/10), mas foi revogado pela Medida Provisória que criou o Auxílio Brasil (MP 1.061/2021), publicada no Diário Oficial da União em 10 de agosto. A MP passa a valer imediatamente, mas ainda terá que ser votada pelo Congresso em até 120 dias para que o novo programa se torne definitivo. O Auxílio Brasil é a tentativa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de imprimir uma marca própria na assistência social, apagando — às vésperas das eleições de 2022 — o nome fortemente associado às gestões petistas. Novo programa, muitas dúvidas Nesta quarta-feira, o ministro da Cidadania, João Roma, fez uma declaração à imprensa sobre o novo Auxílio Brasil, um dia após Bolsonaro cancelar de última hora um evento sobre o mesmo tema. A declaração do ministro, no entanto, deixou no ar muitas dúvidas sobre o futuro do novo programa de renda voltado aos brasileiros mais vulneráveis. Segundo Roma, haverá um reajuste linear de 20% em todos os benefícios do antigo Bolsa Família. Esses benefícios, segundo ele, têm valores que variam de menos de R$ 100 até mais de R$ 500, dependendo da composição de cada família. O reajuste será aplicado a partir de novembro, com caráter permanente, e o governo espera zerar a fila do Bolsa Família até dezembro deste ano, levando o Auxílio Brasil para 17 milhões de famílias. O número é maior do que as 14,6 milhões de famílias contempladas pelo Bolsa Família atualmente, segundo Roma. Mas é menor que as 39,3 milhões de famílias que receberam o Auxílio Emergencial em 2021 até o mês de julho, segundo dados do próprio governo federal. Bolsa Família, que completaria 18 anos nesta quarta-feira (20/10), foi revogado por Medida Provisória RAFAEL LAMPERT ZART/AGÊNCIA BRASIL Ainda conforme o ministro, em caráter transitório, até dezembro de 2022 — ano de eleições presidenciais —, Bolsonaro determinou que nenhuma família deve receber menos de R$ 400. A forma de financiar esse valor durante os próximos 14 meses, no entanto, não está clara. Roma disse que o governo trabalha para que isso seja feito "dentro das regras fiscais", sem a necessidade de utilização de créditos extraordinários. A declaração foi dada após uma forte reação negativa dos mercados à perspectiva de que parte do auxílio seja financiada com recursos fora do teto de gastos, regra que limita o crescimento da despesa do governo à inflação. No fim da tarde, no entanto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a falar na possibilidade de furar o teto de gastos em R$ 30 bilhões para bancar o novo Auxílio Brasil. Ou seja, a dúvida sobre como o novo programa será financiado permanece. E também o futuro da assistência social no Brasil depois de 2023, quando as eleições tiverem passado. 'Estabilidade é fundamental' Leandro Ferreira, especialista em gestão de políticas públicas e presidente da Rede Brasileira de Renda Básica, considera a indefinição do governo quanto ao futuro da principal política social do país um desrespeito com a parcela mais vulnerável da população. "Da mesma forma como os mercados financeiros gostam de previsibilidade, os mais vulneráveis também gostam. Eles querem saber se vão ter os recursos necessários para atender suas necessidades", diz Ferreira. "Estabilidade é fundamental, quando se trata de economia, seja a economia dos mais ricos ou a dos mais pobres." Segundo o especialista em políticas públicas, desde quando o Auxílio Emergencial começou a ser discutido, no início da pandemia, já se sabia que seria necessário repensar o futuro do Bolsa Família. "Deixar para a última hora, com duas semanas para terminar o Auxílio Emergencial, e não fazer essa discussão publicamente, impossibilitando o debate técnico, é muito ruim para o conjunto das políticas públicas do país", lamenta. Complicando o que era simples Para Naercio Menezes Filho, coordenador da Cátedra Ruth Cardoso e pesquisador do Centro de Gestão e Políticas Públicas (CGPP) do Insper, se por um lado é positivo que o governo tenha a intenção de dar continuidade à política de transferência de renda, com foco nas crianças e aumentando o valor do benefício, por outro lado, o Auxílio Brasil tem problemas de desenho. O ministro da Cidadania, João Roma, durante declaração à imprensa sobre o novo Auxílio Brasil REPRODUÇÃO/YOUTUBE O principal deles é sua complexidade. O programa traz dentro dele nove benefícios diferentes: Benefício Primeira Infância; Benefício de Composição Familiar; Benefício de Superação da Extrema Pobreza; Auxílio Esporte Escolar; Bolsa de Iniciação Científica Junior; Auxílio Criança Cidadã; Auxílio Inclusão Produtiva Rural; Auxílio Inclusão Produtiva Urbana e Benefício Compensatório de Transição. "São vários penduricalhos, que acabam desvirtuando a essência do programa e usando recursos que poderiam ser destinados diretamente ao pagamento da transferência", considera Menezes Filho. O presidente da Rede Brasileira de Renda Básica tem a mesma avaliação. "O principal problema do novo programa é tornar a assistência muito mais complexa do que era o Bolsa Família, com diversas categorias de benefícios que ninguém sabe se vai ser capaz de atender para se tornar elegível", diz Ferreira. "Não é que não seja importante criar incentivos ao esporte ou à iniciação científica, mas vincular isso à proteção social gera um excesso de instrumentos que pode complicar algo que era simples e já bem conhecido da população e da comunidade técnica." Para Ferreira, outro problema do novo programa é que ele desmonta a estrutura de monitoramento social vinculada ao Cadastro Único, instrumento que hoje permite o acesso do beneficiário a diferentes programas sociais. Já Menezes Filho avalia que a opção do governo de centrar o acesso dos usuários ao novo programa no aplicativo, a exemplo do que foi feito no auxílio emergencial, pode dar maior agilidade à política de transferência de renda. Ambos concordam, porém, que teria sido muito mais fácil melhorar o Bolsa Família, em vez de criar todo um novo programa do zero. "O que precisaria fazer era acabar com a fila, aumentar o valor e usar o aplicativo. Não precisava de novo projeto de lei, mudar o nome, nada disso, eram só ajustes operacionais", defende o professor do Insper. 'Sei lá se vai dar certo' Enquanto o governo busca uma solução para financiar o novo programa, as incertezas dos beneficiários permanecem. "A gente tem muitas dúvidas. Sei lá se esse novo programa vai dar certo ou não, se muita gente pode ficar de fora depois que mudar. Tenho muita dúvida mesmo", diz Arlete Vitório, de 56 anos e também moradora da Fazenda da Juta, na região Sudeste de São Paulo. Mãe de um menino com problemas de saúde, cujos cuidados dificultam a ela voltar ao mercado de trabalho, Arlete vive atualmente apenas com a renda de R$ 375 do Auxílio Emergencial e alguma ajuda de seus irmãos. Antes do auxílio, recebia R$ 164 do Bolsa Família. Segundo ela, não saber o futuro do Bolsa Família gera muita insegurança. "Pouco ou muito, você sabe que vai receber, depois que começar a mudar, eu não sei mais de nada", afirma. "Cada hora eles falam uma coisa. Deveria ter uma explicação bem melhor e certa, que eles falem e seja aquilo, porque cada hora eles mudam de plano, mudam de opinião. Tinha que ser uma coisa mais sensata, porque as pessoas estão precisando muito", opina a dona de casa. Sabrina Viana de Souza, de 22 anos e moradora do município de Caucaia, no Ceará, compartilha da mesma opinião. Ela é mãe de um menino de 1 ano e 7 meses e vive com cerca de R$ 400, sendo R$ 250 do Auxílio Emergencial e o resto da venda de trufas. Antes do auxílio, com o Bolsa Família, recebia do programa R$ 130. "Eu ainda não sei como vai funcionar essa mudança. A gente fica pensando: se diminuir, se aumentar, se acabar, pode prejudicar a gente de alguma forma", afirma. "O dinheiro [do auxílio] vai todo para as coisas do bebê, com as trufas compramos os alimentos, só com elas seria muito pouco." "Eles tinham que explicar melhor, detalhadamente, porque mesmo eles falando, a gente não consegue entender como vai ser realmente. Deixa muito a desejar o jeito que eles falam."

Em relação ao trimestre anterior, houve avanço de 1,9%. Refinaria de petróleo da Petrobras é vista na cidade de Paulínia, em São Paulo Denny Cesare/Código19/Estadão Conteúdo A produção de petróleo e LGN da Petrobras somou 2,269 milhões de barris por dia (bpd) entre julho e setembro — queda de 4% na comparação com o mesmo período de 2020 e avanço de 1,9% ante o trimestre anterior, informou a companhia nesta quarta-feira (20), em seu relatório de produção. Ao mesmo tempo que realiza um amplo processo de desinvestimento de campos de menor produção e enfrenta declínio natural em ativos maduros em terra e no pós-sal, a petroleira também tem avançando na produção nas suas áreas mais prolíficas, com o pré-sal puxando o volume para cima. Gasolina sobe 3,3% em uma semana e chega a custar R$ 7,49 o litro, segundo a ANP Por que o preço dos combustíveis está subindo – e quem são os 'culpados' por isso Por que o preço do petróleo está disparando no mundo todo? O aumento da produção na comparação mensal, segundo a Petrobras, foi devido principalmente à entrada em operação em agosto do FPSO Carioca, no campo de Sépia, e à maior média de produção no trimestre do FPSO P-70, no campo de Atapu, que atingiu a capacidade máxima no início de julho. "Tanto Sépia como Atapu estão localizados no pré-sal da Bacia de Santos, que vem se consolidando como uma área excepcional com grandes reservas, baixo risco e custos competitivos", disse a petroleira, em nota à imprensa. No pré-sal, a produção de petróleo da companhia somou 1,673 milhão de bpd, alta de 1,3% versus o mesmo período do ano passado e avanço de 3,3% ante o segundo trimestre. A produção total de petróleo e gás natural, por sua vez, somou 2,83 milhões de barris de óleo equivalente ao dia (boe/d) entre julho e setembro, queda de 4,1% ante um ano antes. Do total, a produção da Petrobras no pré-sal totalizou 2,01 milhões de boe/d no terceiro trimestre, representando 71% da produção total da companhia. Preço do petróleo no mercado internacional atinge maior patamar dos últimos três anos Comercialização de derivados As vendas de derivados neste trimestre alcançaram volumes de 1,9 milhão de bpd, alta 10,7% na comparação com o mesmo trimestre de 2020 e avanço de 10,6 na comparação com o trimestre anterior, com aumento na comercialização de todos os produtos, destacando-se o crescimento da gasolina, do diesel e do QAV. "A produção de derivados nas refinarias também subiu 11% no mesmo período devido à maior demanda do mercado interno e maior disponibilidade das unidades de refino com a conclusão de paradas programadas de manutenção concentradas no trimestre anterior", disse a Petrobras. "Na comparação do segundo e do terceiro trimestre, o fator de utilização das refinarias aumentou de 75% para 85%." As vendas de diesel - combustível mais comercializado do país - entre julho e setembro somaram 867 mil bpd, alta de 15,8% na comparação com o mesmo período do ano passado e avanço de 6,4% ante o segundo trimestre. Exportações de petróleo Já as exportações de petróleo somaram 604 mil bpd no terceiro trimestre, queda de mais de 18% tanto na comparação anual quanto na mensal, diante de uma maior carga nas refinarias, à retomada da capacidade de refino após as paradas programadas e ao crescimento do mercado no trimestre.

Novo valor do Auxílio Brasil foi anunciado nesta quarta, mas fuga ao teto causou divergências no governo. Guedes diz que opções são rever regra ou criar 'licença para gastar' com programa. Ministro Paulo Guedes participa de evento por videoconferência Murilo Moser/Divulgação O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta quarta-feira (20) que o governo pagará R$ 400 de Auxílio Brasil até dezembro de 2022 – mas disse que ainda estuda a forma de alterar o teto de gastos para pagar o benefício. "Estamos passando de 14 milhões para 17 milhões de famílias e ao mesmo tempo indo para R$ 400. Nenhuma família vai receber menos que os R$ 400", afirmou Guedes durante evento promovido pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). "É um enorme esforço fiscal, e o que nós temos discutido aqui é como é que nós podemos fazer isso dentro de toda a estrutura fiscal que nós temos hoje", ponderou. LEIA TAMBÉM: Auxílio Brasil: Quem vai receber? Qual o valor? Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Auxílio Brasil vai atender brasileiros no Cadastro Único; saiba como se inscrever 'A gente não sabe o amanhã': incerteza sobre futuro do Bolsa Família angustia beneficiários Auxílio Emergencial acaba este mês e não será prorrogado, diz ministro O programa, que vai substituir o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial, começa a ser pago em novembro, conforme já tinha anunciado mais cedo o ministro da Cidadania, João Roma. Ministro da Cidadania diz que auxílio emergencial acaba em outubro Teto de gastos Segundo Guedes, há duas alternativas em estudo para viabilizar o pagamento do benefício: rever o teto de gastos, acabando com o descasamento existente entre as correções do teto e das despesas obrigatórias. Com isso, o governo poderia abrir espaço fiscal no Orçamento de 2022. excepcionalizar a parcela do auxílio que não cabe no teto, ou seja, deixar esse montante fora da regra fiscal. Essa licença para "furar" o teto seria limitada a pouco mais de R$ 30 bilhões em 2022, segundo o ministro. "Os salários seguem um índice, e o teto de gastos segue outro índice. Estávamos estudando se faríamos uma sincronização dessas despesas – isso seria uma antecipação da revisão do teto de gastos, que está para 2026. Ou se, ao contrário, mantém [o teto], mas por outro lado pede um 'waiver', uma licença para gastar com essa camada temporária de proteção", disse Guedes. "Como queremos aumentar essa camada de proteção, pediríamos que isso viesse um pouco como 'waiver' para atenuar impacto socioeconômico da pandemia. Estamos ainda finalizando, vendo se conseguimos compatibilizar isso, mas o importante é que o déficit continua caindo", completou. Valdo: Auxílio-Brasil é uma ‘pegadinha’ e governo irá furar teto de gastos O ministro ressaltou, ainda, que a decisão sobre como alterar o teto será política. "Qualquer que seja a solução, é uma solução política. Do ponto de vista técnico, nós oferecemos a nossa contribuição que é Precatórios mais IR, que é o bolsa de R$ 300, dentro do teto, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa é a resposta técnica ao desafio, mas quem tem voto é a política. E não vai ser nem a primeira nem a última vez que a Economia é só um olhar técnico dentro de um cenário um pouco mais amplo", disse Paulo Guedes. Governo 'popular' Durante a explicação, Guedes afirmou que o governo Jair Bolsonaro quer ser "reformista e popular", mas rejeitou a ideia de que ampliar benefícios sociais à custa do teto de gastos seja uma ação populista. "É natural também que tenha a turma com olhar econômico, mais rígido, mais duro, de responsabilidade fiscal, de proteção da gerações futuras. Nós precisamos desse olhar e desse equilíbrio", disse. "Nós somos um governo reformista, queremos fazer as reformas, reforma do Imposto de Renda, a reforma tributária mais ampla, a reforma administrativa, as reformas de privatizações como Correios e Eletrobrás. Nós queremos ser um governo reformista e popular, e não um governo populista. Os governos populistas estão desgraçando seus povos na América Latina. Nós somos um governo que tem o objetivo de ser reformista e popular, e não um governo populista" Em outra transmissão ao vivo na noite desta quarta-feira (20), Guedes descreveu como “natural” a motivação do presidente Jair Bolsonaro e da ala política do governo em pressionar a Economia pelo aumento do valor do benefício nas semanas anteriores ao último pagamento do Auxílio Emergencial. “Como não foi aprovada no Senado [a reforma do IR], é natural que o governo fique impaciente”, afirmou. “Agora, a forma de fazer isso é a política que decide. A economia já deu a sua sugestão. O presidente pediu um pouco mais, nós temos que ajudar a viabilizar isso dentro do arcabouço fiscal. Ah... [suspira], a forma de viabilizar é com auxílio temporário”, concluiu. Reforma do IR Ainda no evento, Guedes lamentou o fato de o Senado ainda não ter votado a reforma do Imposto de Renda. O texto cria uma tributação sobre dividendos, e o governo pretendia usar essa arrecadação para financiar o novo programa social. "Não tem fonte para que seja permanente [os R$ 400], então uma parte é permanente [reajuste de 20% em relação aos valores pagos atualmente no Bolsa Família], outra parte é transitória [o que restar para chegar nos R$ 400]. Estávamos contando com o Imposto de Renda, não progrediu no Senado, ficamos sem fonte", afirmou o ministro. Na transmissão ao vivo realizada na noite desta quarta (20), o ministro defendeu que o caráter transitório do aumento permitiu que o governo elevasse o valor do benefício. Isto é, sem a reforma do IR, e considerando que a arrecadação com tributos federais ficou acima do previsto, Guedes avaliou que faz sentido para o governo promover uma elevação temporária. “Sendo transitória, ou seja, dispensando essa fonte [a reforma do IR], podemos contar com o próprio aumento de arrecadação, porque não é um programa permanente. Então é natural que, em vez de R$ 300, o governo fale: ‘bom, então vou gastar R$ 400, vou gastar mais um pouco, já que a arrecadação subiu”, defendeu. O ministro afirmou também que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), prometeu ao governo que a PEC dos Precatórios será prioridade na Casa após o encerramento da CPI da pandemia. “Temos já o compromisso do presidente do Senado de que ele vai mergulhar nisso e que em 10 dias ele deve... Estão agora finalizando a CPI do Covid, e dispara imediatamente como prioridade a PEC dos Precatórios. E aí, pronto, tiramos isso da frente”, disse. Inflação O ministro disse que a alta da inflação justifica um auxílio de R$ 400, ao invés dos R$ 300 pensados anteriormente. "Agora, percebendo esse impacto que está acontecendo no mundo inteiro [inflação], comida e energia subindo no mundo inteiro, estamos lançando então essa fonte transitória até o final do ano que vem para que nos ajude então para que todas as famílias tenham a proteção dos 400 reais", relatou Guedes. O ministro negou que a medida seja populista. "Somos um governo reformista e popular, e não um governo populista." Por fim, ressaltou que o importante é que o mais frágeis estarão protegidos e que a trajetória de consolidação fiscal continua, com o governo seguindo lutando pelas reformas estruturantes. O ministro disse ainda que a alta da inflação, por ser transitória, justifica um auxílio de R$ 400, ao invés dos R$ 300 pensados anteriormente. “Já que ele [o aumento] é transitório, ele tem que abordar esse problema transitório também. Temporariamente o preço de comida e energia subiram muito como efeito colateral dessa crise pandêmica. Então botamos R$ 400”, afirmou Guedes.
Em vídeo, g1 explica como funciona o sistema financeiro aberto, em que bancos podem acessar informações dos clientes de outras instituições. Open Banking (ou Sistema Financeiro Aberto) é um sistema de compartilhamento de dados financeiros de forma padronizada. SAIBA TUDO SOBRE O OPEN BANKING Para quem é bom pagador, o novo sistema pode trazer vantagens, ajudando a reduzir taxas de juros e o consumidor a conseguir melhores ofertas de crédito, entre outros. Assista ao vídeo abaixo para entender o sistema, riscos e o que você pode ganhar com isso. Open Banking: veja quais dados podem ser compartilhados e quem pode ver

A partir de novembro, governo pretende colocar em funcionamento o Auxílio Brasil, que vai substituir o Bolsa Família. Ministro da Cidadania diz que auxílio emergencial acaba em outubro Criado em 2020 para ajudar os trabalhadores prejudicados pela pandemia, o Auxílio Emergencial encerra em outubro e não será prorrogado, confirmou nesta quarta-feira (20) o ministro da Cidadania, João Roma. "O auxílio emergencial será finalizado em outubro, este mês será o pagamento da última parcela do auxílio", afirmou. Roma lembrou que o programa, lançado em abril de 2020 distribuiu cerca de R$ 359 bilhões entre 2020 e 2021 nas duas etapas do auxílio: nove parcelas no ano passado, e sete este ano, de abril a outubro. "Desta maneira, estamos chegando agora no mês de outubro ao final do auxílio emergencial", disse o ministro. SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Segundo Roma, a partir de novembro terá início o Auxílio Brasil – que vai substituir o Bolsa Família e elevar o valor pago aos beneficiários. De acordo com as explicações do ministro, o reajuste de 20% será aplicado em relação aos valores que as famílias já recebem no Bolsa Família. Já as famílias do Cadastro Único que estão nas faixas de pobreza e pobreza extrema terão garantidos um benefício mínimo de R$ 400, afirmou. Calendário atualizado de pagamentos do Auxílio Emergencial 2021 Economia G1 Auxílio Emergencial 2021 - beneficiários do Bolsa Família Economia G1
João Roma confirmou que novo Bolsa Família entra em vigor em novembro com R$ 400 mensais, mas não explicou de onde virá recurso. Área econômica tenta frear rombo no teto de gastos. Auxílio Brasil 'permanente' terá reajuste de 20% e chegará a R$ 400 com 'benefício transitório' até 2022 O ministro da Cidadania, João Roma, anunciou nesta quarta-feira (20) que o Auxílio Brasil terá um reajuste permanente de 20% em relação aos valores pagos atualmente no Bolsa Família. O programa, que vai substituir o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial, começa a ser pago em novembro. Ainda de acordo com o ministro, por determinação do presidente Jair Bolsonaro, será criado um "benefício transitório" para que as famílias recebam, até o fim de 2022, pelo menos R$ 400 mensais. João Roma não detalhou de onde virá o dinheiro no pronunciamento à imprensa, e não respondeu a perguntas dos jornalistas. De acordo com as explicações do ministro, o reajuste permanente de 20% será aplicado em relação aos valores que as famílias já recebem no Bolsa Família. Governo anuncia Auxílio Brasil de R$ 400 a partir de novembro, mas não revela a fonte do dinheiro "O programa permanente que é o Auxílio Brasil, que sucede o Bolsa Família, ele tem um tíquete médio. O valor do benefício varia de acordo com a composição de cada família. Existem famílias que estão recebendo até menos de R$ 100, e outras que recebem até mais de R$ 500", pontuou Roma. "Esse programa terá um reajuste de 20%. É um programa que é permanente e seguirá 2021, 2022, 2023 e assim sucessivamente. Isso chama-se despesas permanentes do governo, e é um programa que está estruturado para que avance cada vez mais, com políticas integradas, para atender a esses brasileiros mais necessitados", seguiu. Segundo Roma, o Bolsa Família é pago atualmente a cerca de 14,7 milhões de famílias, com previsão de chegar a 17 milhões na transição para o Auxílio Brasil. O ministro disse que a atual fila do Bolsa Família será zerada em dezembro. Em busca dos R$ 400 Além dessa fórmula permanente, João Roma explicou que o governo quer pagar, entre novembro deste ano e dezembro de 2022, um "benefício transitório" para que cada família receba, no mínimo, R$ 400 mensais. "Estamos estruturando um benefício transitório que funcionaria até dezembro do próximo ano e teria por finalidade equalizar o pagamento desses benefícios, para que nenhuma destas famílias beneficiárias recebam menos de R$ 400", explicou. A intenção inicial do governo era anunciar o formato do Auxílio Brasil nesta terça (19), mas o Palácio do Planalto adiou o compromisso em razão das reações negativas do mercado financeiro à proposta. Entenda no vídeo abaixo: Planalto adia anúncio de Auxílio Brasil após reação negativa "Isso que estamos tratando internamente no governo e também junto com o Congresso Nacional para que com a aprovação da PEC que o relator deputado Hugo Motta tudo isso seja viabilizado dentro das regras fiscais", prosseguiu João Roma. O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) é relator da proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que prevê um adiamento de parte das dívidas judiciais do governo federal que têm pagamento previsto para 2022. O governo Jair Bolsonaro pediu autorização do Congresso para postergar essas dívidas e, com isso, abrir espaço no Orçamento de 2022 para pagar os valores adicionais do Auxílio Brasil. A PEC dos Precatórios, no entanto, ainda não foi aprovada. “Não estamos aventando que o pagamento desses benefícios se dê através de créditos extraordinários. Estamos buscando dentro do governo todas as possibilidades para que o atendimento desses brasileiros necessitados siga de mãos dadas com a responsabilidade fiscal. E é sobre isso que nós estamos debruçados, trabalhando, tratando de detalhes para que possamos sim ofertar uma solução para esses brasileiros", afirmou João Roma sobre esse tema. O governo Jair Bolsonaro já enviou ao Congresso, em agosto, a medida provisória que cria o Auxílio Brasil em substituição ao Bolsa Família. O texto, no entanto, não indicava valores, fontes de recursos e nem prazos para o pagamento do novo auxílio. Nesta terça, enquanto a equipe econômica do governo tentava buscar saídas para encaixar os R$ 400 no orçamento de 2022, o relator da MP, deputado Marcelo Aro (PP-MG), anunciou que não aceitaria incluir o "benefício transitório" no texto da medida provisória. Veja abaixo: Relator da MP do Auxílio Brasil quer programa como ‘política de estado e não temporária pensando nas eleições de 2022’ Com esse posicionamento de Marcelo Aro, o governo trabalha agora para tentar incluir o "benefício transitório" de complementação do Auxílio Brasil na própria PEC dos Precatórios – para evitar que o tema precise tramitar em um novo projeto. Essa inclusão, no entanto, ainda não foi anunciada oficialmente. Ao criar um complemento temporário, o governo tenta driblar a necessidade de indicar uma fonte permanente de recursos. Se o formato anunciado por João Roma for concretizado, o governo Bolsonaro só precisará indicar uma fonte permanente para o reajuste de 20%, e não, para a complementação. Entenda mais sobre essa tentativa de driblar o teto de gastos no vídeo abaixo: Auxílio Brasil: Entenda como governo planeja driblar teto de gastos Desgaste na área econômica O blog da jornalista Ana Flor no g1 informou nesta quarta que a engenharia desse novo auxílio foi desenhada dentro do Palácio do Planalto, e não pela área econômica. A avaliação no governo é de que o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores ganham um trunfo eleitoral para a campanha do ano que vem, mas deixam o desgaste para o próximo governo, que terá a responsabilidade de criar recursos ou retornar ao Bolsa Família como é hoje. Assim que chegou de Washington (EUA) no fim de semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes foi chamado pelo presidente e auxiliares para apresentar as bases do novo programa, que atende a um desejo antigo de Bolsonaro. Guedes foi avisado de que há muitas resistências ao projeto de reforma do Imposto de Renda, em especial à taxação de dividendos – e que não se podia contar com aqueles recursos para o novo programa social. Sem as mudanças permanentes na arrecadação via taxação de dividendos, Guedes afirmou que não havia como garantir a criação de um novo programa social permanente e com repasses maiores.
Projeto que prorroga a desoneração até 2026 deve ser votado na CCJ da Câmara e pode ir direto para o Senado. Texto contempla os 17 setores da economia que mais empregam no país. O relator do projeto da desoneração da folha de pagamento das empresas, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), disse no plenário da Câmara nesta terça-feira (19) que, se o texto não for aprovado, 3 milhões podem perder o emprego no ano que vem. A desoneração acabaria no fim de 2021. O projeto em tramitação na Câmara estipula a prorrogação até 2026. O texto permite às empresas substituir a contribuição previdenciária, de 20% sobre os salários dos empregados, por uma alíquota sobre a receita bruta, que varia de 1% a 4,5%. A desoneração contempla os 17 setores da economia que mais empregam no país, como: as indústrias têxtil, de calçados, máquinas e equipamentos e proteína animal, construção civil, comunicação e transporte rodoviário. Esses setores, atualmente, empregam cerca de 6 milhões de trabalhadores. O texto precisa ser votado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e pode ir direto ao Senado se não houver recurso para análise no plenário. "Essa proposta inicialmente contempla 17 setores da economia de nosso país, responsáveis pela geração direta da cerca de 6 milhões de empregos. Se nós não prorrogarmos a desoneração da folha, nós poderemos ter já a partir de 2022 mais de 3 milhões de desempregados", afirmou o relator. VÍDEOS: veja mais notícias de política
Petrobras informou que não conseguirá atender todos os pedidos de fornecimento de combustíveis para novembro. Distribuidoras afirmam que diferença atual entre os preços internacionais e os praticados pela estatal desestimulam importação e podem deixar gasolina e diesel mais caros. Após a Petrobras ter confirmado que não conseguirá atender todos os pedidos de fornecimento de combustíveis para novembro, distribuidoras e agentes do mercado passaram a alertar para o risco de desabastecimento de gasolina e diesel no país. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíeis (ANP) afirma que não vê indicação de desabastecimento "nesse momento" e que "adotará, caso necessário, as providências cabíveis para mitigar desvios e reduzir riscos". Analistas e representantes do setor afirmam que há, sim, um risco potencial desabastecimento e de preços ainda mais caros nas bombas, uma vez que o Brasil não produz o volume de combustíveis necessário para abastecer o país, dependendo de importações, e que a atual política de preços praticada pela Petrobras desestimula a importação de combustíveis por agentes privados, uma vez que os preços no mercado internacional estão mais caros que no mercado doméstico. LEIA TAMBÉM: Gasolina sobe 3,3% em uma semana e chega a custar R$ 7,49 o litro, segundo a ANP Por que o preço dos combustíveis está subindo – e quem são os 'culpados' por isso Gasolina nas alturas: até quando o preço do combustível vai subir? Por que o preço do petróleo está disparando no mundo todo? ANP nega desabastecimento de combustíveis após Petrobras avisar que não vai atender demanda em novembro Entenda o que está em jogo e o que pode afetar os preços de combustíveis e o abastecimento: Qual é o risco? O risco é que a demanda por combustíveis nos próximos meses supere em alguma medida a capacidade de produção da Petrobras e da oferta das distribuidoras, provocando um desequilíbrio no mercado. Em comunicado, a Petrobras afirmou que recebeu uma "demanda atípica" de pedidos de fornecimento de combustíveis para o próximo mês, muito acima dos meses anteriores e de sua capacidade de produção, e que apenas com muita antecedência conseguiria se programar para atendê-los. A estatal destacou, no entanto, que está maximizando sua produção e entregas, "operando com elevada utilização de suas refinarias". A Associação das Distribuidoras de Combustíveis Brasilcom – que representa mais de 40 distribuidoras regionais de combustíveis – disse que, em alguns casos, os cortes cortes unilaterais da Petrobras chegaram a mais de 50% do volume solicitado para compra, o que coloca o país em "situação de potencial desabastecimento". A Vibra - antiga BR Distribuidora - informou que o anúncio da Petrobras não vai impactar a entrega de combustíveis para a sua rede de postos e clientes. "A Vibra é hoje o maior importador de combustíveis do país e já tomou as providências para garantir o fornecimento aos seus clientes, não havendo risco de desabastecimento", garantiu a companhia. Já o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) afirmou, em nota, que o alinhamento de preços domésticos ao mercado internacional é o "mecanismo necessário para garantir o abastecimento do mercado brasileiro de combustíveis" e evitar um "um impacto eventual no suprimento de produtos". Petrobras anuncia que em novembro não poderá atender a todas as encomendas de gasolina e diesel Dificuldade de aumentar o volume importado Uma saída seria aumentar as importações. As empresas alegam, porém, que não está sendo viável comprar combustíveis no mercado externo, pois os preços do mercado internacional estão em patamares bem superiores aos praticados no Brasil. Segundo a Brasilcom, os combustíveis no exterior estão em torno de 17% acima dos preços praticados pela Petrobras. Petrobras diz que importação por empresas pode suprir demanda por combustível "Quem vai importar combustível e concorrer com a Petrobras para vender num preço mais baixo [do que valeria a pena]?", questiona o economista da Tendências Consultoria Walter de Vitto. Em nota divulgada na terça-feira, o IBP reiterou sua defesa pelo alinhamento de preços ao mercado internacional e destacou que uma clareza sobre o tema é necessária para que agentes importadores "complementem o déficit interno de derivados, especialmente considerando o atual cenário mundial de defasagem conjuntural entre oferta e demanda de commodities devido à rápida e significativa recuperação pós-pandemia". "O consumo de combustíveis tem crescido ao longo de 2021 e já alcança patamares pré-pandemia. A capacidade de produção interna de derivados é inferior à demanda e o equilíbrio para o atendimento ao crescente mercado se dá via importação", disse o instituto, que tem em seu quadro de associados as maiores distribuidoras do país Vibra Energia (Ex-BR); Ipiranga, do grupo Ultra; e Raízen, joint venture de Shell com Cosan. Política de preços da Petrobras Desde 2016, a Petrobras passou a adotar para suas refinarias uma política de preços que se orienta pelas flutuações do mercado internacional. Nos últimos meses, porém, a Petrobras e o governo federal vêm sofrendo pressões de diversos segmentos da sociedade devido à disparada dos preços dos combustíveis no país, na esteira da alta nas cotações internacionais do preço do petróleo e do dólar. Nesse contexto, a petroleira tem reajustado os preços em intervalos maiores nos últimos meses, evitando repassar integralmente os preços de paridade internacional. "É muito difícil hoje a Petrobras fazer um reajuste que coloque ela na paridade internacional. Não tem ambiente político para isso", afirma o sócio-diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires. Segundo o especialista, para reduzir o risco de desabastecimento, a Petrobras deveria pelo menos dar maior transparência sobre sua política de importação de combustíveis , uma vez que é a estatal que acaba definindo, na prática, os preços praticados no mercado doméstico. "Para o distribuidor ter segurança de importar, ele tem que realmente acreditar que a Petrobras não vai importar também. O problema todo é a incerteza. E se a Petrobras resolver de uma hora para outra voltar a importar mais?", diz Pires. Menor utilização do parque de refino A Petrobras afirma que está operando seu parque de refino com fator de utilização de 90% no acumulado de outubro, contra 79% no primeiro semestre do ano, superior ao registrado em 2019 (77%) e 2018 (76%). O volume de produção de derivados segue abaixo do observado em governos anteriores. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o Fator de Utilização (FUT) das refinarias no Brasil caiu de 94% para 70%, aumentando a dependência de importação de combustíveis. “A Petrobras poderia estar utilizando a capacidade máxima de refino das suas refinarias, aumentando dessa forma a produtividade e, consequentemente, reduzindo os custos unitários de produção desses derivados de petróleo para vender no mercado nacional a um preço mais justo", afirmou, em nota, o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar. De acordo com o IBP, de janeiro a agosto de 2021, 26% do volume de diesel e 8% da gasolina foram adquiridos no mercado externo. "O padrão de refino de petróleo mudou no país, estamos no nível de 2010. A dúvida é se haveria tempo hábil para aumentar isso ou o volume de importação no curto prazo", afirma Vitto, da Tendências. Risco de mais altas nos preços para o consumidor Procurada pelo g1, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), disse que "por ora, não há falta de combustíveis nos postos". A Brasilcom disse, em nota, que a decisão de importação "é uma decisão de negócio" de cada empresa, não cabendo à associação se manifestar. Já o IBP destacou que "mesmo com o 9º parque de refino do mundo", o Brasil é um importador líquido de derivados, "quadro que não deve se alterar na próxima década". É praticamente consenso, porém, que um aumento do volume de importação terá efeitos direitos nos preços cobrados nas bombas ao consumidor, mesmo se não forem feitos reajustes nos preços cobrados pela Petrobras nas refinarias. O diretor do CBIE lembra que o produto mais caro "é sempre aquele que está em falta". "É óbvio que o preço vai subir. Se não, vai ter desabastecimento, o que é pior ainda", afirma Pires. "Uma distribuidora que comprar um percentual na Petrobras mais barato e comprar um percentual mais caro numa importadora vai acabar fazendo um preço médio. Ou seja, o preço na bomba vai subir".
Pagamento seria retroativo à data do óbito e perduraria até os 21 anos de filhos das vítimas; projeto de lei precisa ser aprovado pelo Congresso antes de entrar em vigor. Otto Alencar: Relatório propõe indenização para familiares de vítimas da Covid O relatório final da CPI da Covid, entregue pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), traz um projeto de lei que cria uma pensão especial para crianças e adolescentes órfãos de vítimas da pandemia do coronavírus. Segundo o texto, a indenização no valor de um salário mínimo seria concedida a quem perdeu pai, mãe ou responsável legal em decorrência da Covid-19. Por se tratar de um projeto de lei, o normativo precisaria passar pelo Congresso Nacional para que passasse a valer. A aprovação é por maioria simples, tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal. LEIA MAIS Leia a íntegra do relatório final Renan pede o indiciamento de Bolsonaro e mais 65 pessoas e 2 empresas Veja a lista de indiciamentos pedidos pela CPI da Covid Assista aos momentos mais polêmicos e marcantes em quase seis meses de CPI “Há uma urgente necessidade de garantir que familiares e dependentes de vítimas do novo coronavírus não fiquem desamparados pela perda dos provedores dos lares. Infelizmente, é crescente o número de órfãos em razão da pandemia que não merecem o desamparo”, diz o relatório final. Se aprovado, o benefício será retroativo à data do óbito e será pago de acordo com o número de órfãos deixados, com limite de três salários mínimos. O dinheiro será gerenciado pelo responsável legal remanescente “exclusivamente para atender às necessidades do órfão”. Se for mantido o texto atual, o benefício seria pago até que o órfão complete 21 anos. Caso esteja cursando o ensino superior, a pensão se estenderia até os 24 anos. O valor seguiria reajustes monetários nos mesmos índices da Previdência Social e a operação de pagamento ficaria com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O texto estabelece que a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e o INSS operacionalizem os pagamentos em até 30 dias depois da aprovação do projeto no Congresso. Por fim, o projeto estabelece que a pensão por morte concedida a dependente de segurado do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) ou de servidor público federal será de 100% do valor da aposentadoria se a causa da morte for a Covid-19. Ficariam exlcuídos do benefício aqueles que já recebem pensão por morte — da Previdência Social ou militar — ou quando o órfão tiver renda familiar superior a três salários mínimos. No critério de renda, será possível pleitear a pensão caso a renda familiar venha a cair. “Trata-se de situação de vulnerabilidade social comparável apenas a pandemias do passado, bem como, em certo grau, a situações de conflito, como guerras e atentados terroristas, merecendo ação célere do Poder Público”, prossegue o texto. CPI da Covid apresenta relatório final nesta quarta-feira (20) Covid como doença grave Junto com a pensão para órfãos, a CPI lembra que são “milhares os brasileiros que sobreviveram à doença, mas continuam a carregar sequelas que lhes incapacitam ao trabalho”. Foi proposto também um projeto de lei que inclui a Covid-19 como doença grave que isenta os segurados do Regime Geral de Previdência Social do cumprimento da carência para concessão dos benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. O relatório de Calheiros lista uma série de outros projetos de seguridade social que já foram propostos e tramitam no Congresso e propõe que os projetos de lei criados pela CPI tramitem em conjunto com os demais, com urgência. Outras propostas da CPI Além da pensão para as vítimas, há outros projetos que os senadores entendem ser necessários para mitigar o “número de crises futuras, seja sanitária, seja político-institucional”, como tipificação de fake news e agravante para crimes cometidos durante calamidade pública.

Valor da criptomoeda passou de US$ 66 mil nesta quarta-feira. bitcoin - webstories Chillfolio/ Giphy O bitcoin bateu novo recorde nesta quarta-feira (20): por volta das 11h horas (horário de Brasília), a criptomoeda atingiu US$ 66.283,96 – o recorde anterior havia sido de US$ 64.888,99, atingido em abril deste ano, segundo a Coindesk. Em um ano, a valorização da moeda chegou a 122%. Desde terça-feira, os investidores têm a opção de aplicar em bitcoins na bolsa de Nova York, através de um fundo ETF que será indexado à evolução da popular criptomoeda pela primeira vez no mercado nova-iorquino. LEIA MAIS SOBRE CRIPTOMOEDAS Entenda o que é e os riscos de investir Por que decisão da China fez cair preço da criptomoeda Dogecoin, a 'moeda-meme': saiba o que é e os riscos de investir Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas Os compradores esperam que este novo produto financeiro permita que atores financeiros mais tradicionais participem do mercado. Desde 2013, a Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA tem rejeitado consistentemente vários pedidos para criar esses fundos negociados na bolsa e que replicam o preço do bitcoin. "Este é um momento-chave para as criptomoedas", disse Walid Koudmani, analista da XTB. "No longo prazo, esta é uma notícia importante, pois indica que as autoridades estão aceitando a ideia de pessoas possuindo criptoativos", comentou Charlie Erith, chefe da gestora de criptomoedas ByteTree Asset Management, em conversa com a AFP. Os órgãos reguladores permanecem ambivalentes sobre um setor descentralizado e desmaterializado, criado do zero por pessoas anônimas há 13 anos.

Há oportunidades em diversas cidades do Oeste Paulista. Inscrições devem ser feitas pela internet. Concursos públicos e processos seletivos estão com vagas abertas no Oeste Paulista Arquivo/Secom Municípios da região de Presidente Prudente (SP) estão com vagas abertas para concursos públicos e processos seletivos nesta quarta-feira (20). Adamantina A Prefeitura de Adamantina (SP) tornou pública a realização de novo processo seletivo para a contratação temporária de profissionais de ensino médio e de nível superior. De acordo com o edital, os cargos disponíveis são para: auxiliar de laboratório; educador de Emei - ciclo I; farmacêutico; procurador municipal; professor de educação do ensino fundamental - PEB I; professor de educação infantil Emei - ciclo II; professor PEB II - educação artística; professor PEB II - educação especial (DM e DA); professor PEB II - educação física; professor de EJA (Educação de Jovens e Adultos) e professor PEB II - inglês. A remuneração prevista varia de R$ 1.208,55 a R$ 2.982,48. Os interessados devem se inscrever a partir do dia 21 de outubro até o dia 2 de novembro, pela internet. Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista O Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (Ciop), abriu vagas para processo seletivo simplificado a fim de preencher sete vagas em cargos de níveis fundamental, médio e superior. O processo seletivo disponibiliza vagas em Presidente Prudente (SP) nos cargos de assistente social - UPA (1), assistente social - Ciop (1), tratador (1), cuidador em saúde (1) e copeira (1), com jornadas de trabalho de 12x36 até 44 horas por semana e remuneração variável de R$ 1.060,74 a R$ 2.401,67. Já em Regente Feijó (SP) há vagas para auxiliar de enfermagem (1) e regulador de transportes sanitário (1). Neste caso, os servidores devem atuar em regime de 12x36 horas e em 40 horas semanais, com vencimento de R$ 1.060,74 a R$ 1.278,93. Os interessados devem se inscrever pela internet até o dia 24 de outubro. Escola Técnica Estadual Teodoro Sampaio A Etec Professora Nair Luccas Ribeiro, em Teodoro Sampaio (SP), abriu processo seletivo para a contratação de professores. Para professor de ensino médio e técnico, há oportunidades para formação de cadastro reserva com contratação temporária. A chance é para a disciplina de agricultura orgânica, incorporada ao curso de agropecuária. A remuneração oferecida é de R$ 18,35 por hora-aula ministrada. As inscrições vão até o dia 20 de outubro, no site. Unesp Presidente Prudente A Unesp de Presidente Prudente abriu vagas para a realização de novo concurso público para a contratação de profissionais com ensino fundamental. Conforme o edital oficial, há uma vaga para assistente operacional II - área de atuação: elétrica e refrigeração/climatização, em jornada de 40 horas por semana, podendo ser diurno e/ou noturno, em dias de semana, sábados, domingos e/ou feriados. O salário previsto é de R$ 2.302,18. As inscrições devem ser feitas pelo site a partir do dia 20 de outubro até o dia 24 de novembro. Dracena A Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) tornou pública a realização de concurso público que tem como objetivo à contratação de técnico agropecuário para o preenchimento de uma vaga no campus de Dracena (SP). Segundo o edital, o profissional, ao ser admitido, deverá desempenhar atividades na Faculdade de Ciências Agrárias e Tecnológicas (Fcat), em jornada de trabalho semanal de 40 horas, com vencimento mensal no valor de R$ 3.401,37. Os interessados devem se inscrever até o dia 24 de novembro pelo site. VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.