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Programa mostra a produção de melão e batata doce no Nordeste do país e a falta de cisternas para as famílias pobres de Pernambuco. Tem ainda as melhores reportagens de 2019. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (23/02/2020) O Globo Rural deste domingo (23) mostra a produção de melão e batata doce no Nordeste do país, produtos que geram fartura para os agricultores. Já em Pernambuco, faltam cisternas para as famílias pobres Assista a todos os vídeos do Globo Rural Na série das melhores reportagens de 2019, um projeto de cooperativas do Paraná para manter os jovens na produção de leite e a saga dos trabalhadores da Bahia que colhem café em Minas Gerais. E mais notícias do campo. Não perca! A partir das 8h30.

Preço médio da latinha de 269 ml varia de R$ 2,09 a R$ 2,64; preço oficial nos blocos equivale a R$ 4 por lata. Público curte o bloco Confraria do Pasmado, em Pinheiros, na Zona Oeste de SP RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Tomar uma gelada no carnaval custa caro: até quase o dobro do preço encontrado em uma lata de cerveja comprada em supermercados da capital paulista, segundo levantamento da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Veja programação dos blocos de rua Vai levar o celular? Saiba que cuidados tomar Foliões criam estratégias contra golpes Quem comprar dos vendedores oficiais de bebidas nos bloquinhos que acontecem pela cidade vai pagar R$ 12 por três latinhas de 269 ml – equivalente a R$ 4 cada uma. Já nos supermercados os preços variam, em média, entre R$ 2,09 na Zona Oeste, e R$ 2,64 no Centro. Kaique Alves vai trabalhar pela primeira vez como vendedor ambulante do carnaval de SP, junto com oito membros da família que estão desempregados. Rodrigo Rodrigues/G1 Expectativa de vendas nos supermercados Segundo a Apas, a maior perspectiva de vendas está nas bebidas destiladas e carnes. Entre as bebidas alcoólicas, as vendas de destilados devem crescer mais que as de cerveja (+8,1% contra +7,3%). Outros itens que envolvem o churrasco como o gelo, carvão e cortes típicos bovinos devem registrar aumento de vendas acima de +6,5%. A pesquisa com os supermercadistas aponta que durante o Carnaval, se os termômetros subirem, a venda de sorvetes pode registrar 50% acima da média diária. Empresa Arosuco, do Grupo Ambev, é a patrocinadora oficial o carnaval de São Paulo Initial plugin text

Três equipes de segurança publicaram alertas sobre vulnerabilidades. Em um dos casos, golpistas criaram páginas para distribuir complementos adulterados com 'porta dos fundos'. As empresas de segurança Prevailion, WebARX e WordFence estão alertando para diferentes ataques contra donos de sites que utilizam o sistema de gerenciamento de conteúdo WordPress. Os ataques podem prejudicar os sites ou até os visitantes das páginas, que podem ser modificadas para enviar códigos maliciosos, anúncios falsos ou redirecionamentos. O WordPress é um programa usado para criar todo tipo de site. Embora tenha sido idealizado para a publicação de blogs, a plataforma conta com uma grande variedade de temas (personalizações visuais) e complementos que ampliam suas funcionalidades, facilitando a criação de páginas comerciais, fóruns e até lojas de e-commerce. Páginas com versões adulteradas de complementos e temas para WordPress Prevailion/Divulgação A fraude detalhada pela Prevailion, batizada de "PHP's Labyrinth", teria atingido pelo menos 20 mil websites construídos com WordPress. Os golpistas criaram 30 sites para oferecer temas e complementos piratas, copiados de outros desenvolvedores. Os mais populares foram o "Ultimate Support Chat", o "Woocomerence Product filter" e "Slider Revolution". Os temas e complementos são distribuídos com uma modificação que insere peças publicitárias quando ativados no site. A maioria dos anúncios é benigna, mas algumas das peças oferecem programas indesejados que podem baixar outros softwares maliciosos no computador, caso o visitante concorde com a instalação. Os componentes também se conectam a um servidor de controle, agindo como uma "porta dos fundos" para os hackers. Anúncio disfarça aplicativo indesejado para macOS, da Apple, de 'atualização de software'. Publicidade aparece em sites que instalaram complementos Prevailion/Divulgação A WordFence, por sua vez, alertou que hackers estão se aproveitando de falhas no ThemeREX Addons e no Duplicator Plugin. A WordFence estima que o Duplicator Plugin esteja instalado em 1 milhão de sites. A brecha permite que um hacker baixe arquivos do servidor web, o que pode expor certas informações – entre elas a senha do banco de dados, capaz de comprometer todo o site se alguma senha for repetida ou se o banco de dados não bloquear acessos externos. Administradores podem instalar a versão do Duplicator Plugin 1.3.28 ou outra mais recente para protegerem suas páginas. Já o ThemeREX Addons faz parte de mais de 460 temas para o WordPress e estaria em uso em pelo menos 44 mil sites. A brecha está sendo usada por hackers para tomar o controle das páginas, permitindo todo tipo de alteração no conteúdo e a execução de comandos no servidor. Não há atualização para corrigir a falha e a recomendação é desativar o componente. Por fim, a WebARX alertou para uma falha grave no importador de conteúdo do ThemeGrill (ThemeGrill Demo Importer). A vulnerabilidade pode ser usada para apagar todo o conteúdo do site e conseguir acesso à instalação do WordPress. Se a brecha apenas removesse o conteúdo, a solução seria simples – bastaria restaurar os dados. Porém, como o hacker também ganha acesso ao painel de administração, ele pode executar comandos no servidor e instalar outros arquivos, o que vai exigir uma análise mais aprofundada para garantir que o site esteja livre de invasores. No mínimo, o WordPress precisará ser completamente reinstalado. A brecha é fácil de ser explorada, exigindo apenas o acesso a um endereço específico pelo navegador web. Não são necessárias outras ferramentas. Para corrigir o problema, é necessário instalar o ThemeGrill Demo Importer 1.6.3. O desenvolvedor observou, porém, que a melhor medida é simplesmente desativar o componente. Depois que ele foi usado para realizar uma importação de conteúdo, ele não precisa permanecer ativo. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para [email protected] Ilustração: G1

Fechamento do negócio está condicionado a aprovação da operação pelo Cade. A companhia aérea Azul informou nesta sexta-feira (21) que assinou o acordo para a compra da TwoFlex por R$ 123 milhões. O fechamento do negócio está condicionado a aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Azul anunciou um acordo vinculativo para comprar a TwoFlex, que é dona de 17 aviões Cessna Caravan, em 14 de janeiro. Pelo acordo, a Azul será dona de 100% da TwoFlex. Avião da companhia aérea azul Sergio Moraes/Reuters Seus três sócios — Rui Thomaz de Aquino, que era dono da Flex e preside a empresa atualmente, Anderson Davo, da Two, e Luiz Eduardo Falco, presidente do conselho de administração da CVC — deixarão a empresa após a compra. A transação é considerada estratégica pela Azul. Com a compra da TwoFlex, a companhia barrou um eventual avanço da Gol, que fez uma parceria com TwoFlex para a venda de passagens em 2019. A Azul também conseguiu ampliar opções para ligação entre as capitais paulista e fluminense. A TwoFlex obteve em setembro do ano passado licenças da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para voos entre o aeroporto de Jacarepaguá, na Barra da Tijuca, e o terminal de Congonhas, em São Paulo.

Decisão assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e Ministro da Economia foi publicada nesta sexta-feira (21). Decreto estabelece em 8% IPI sobre concentrados de refrigerante na Zona Franca de Manaus Decreto define prazo para redução do IPI sobre concentrados de refrigerante na Zona Franca de Manaus Blake Wisz/Unsplash Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro estabeleceu para 8% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor de concentrados de refrigerantes no Polo Industrial de Manaus (PIM). O valor passa a valer a partir do dia 1º de junho e vai até 30 de novembro de 2020. A decisão causou reação da bancada de parlamentares do Amazonas. O decreto foi publicado na edição desta sexta-feira (21) no Diário Oficial da União e conta com a assinatura de Bolsonaro e do Ministro da Economia, Paulo Guedes. A medida gerou desconforto entre parlamentares. O incentivo de 10% cedido à indústria de refrigerantes caiu para 4% em janeiro deste ano. À época, o superintendente da Zona Franca de Manaus, Alfredo Menezes antecipou que o valor seria restabelecido e fixado nos atuais 8%. Nesta sexta, após publicação do decreto, a Rede Amazônica procurou a Suframa para um posicionamento, mas ainda não obteve retorno. Envolvida diretamente na decisão, a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir) aponta que o decreto "não garante uma alíquota sustentável de longo prazo que, minimamente, viabilize uma segurança jurídica para que as empresas possam programar seus investimentos na Região Norte". Bancada se posiciona contra Em vídeo, o senador Eduardo Braga (MDB), afirma que o decreto contraria negociação que era "construída" pela bancada junto ao Governo Federal. "Que se encaminhe um PLN para o Congresso Nacional compensando, do ponto de física fiscal, as isenções com relação ao IPI. Que se estabeleça 8% com contrapartida, caso contrário, nós teremos que ter posições firmes no Senado da República em defesa do emprego do trabalhador da Zona Franca e do Amazonas", anuncia Braga. O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), em posicionamento, classifica a decisão do presidente como "traição ao povo do Amazonas". Segundo ele, a medida "contraria os compromissos firmados por ele [Bolsonaro] quando esteve em campanha. Nós da bancada federal vamos tomar todas as medidas políticas e jurídicas para defender os interesses do Amazonas e emprego dos amazonenses". Também se posicionou o senador Omar Aziz (PSD), ao avaliar que o prazo estabelecido pelo decreto gera insegurança jurídica no Estado. "Tem prazo para terminar e, quando terminar, as indústrias saem e morre esse setor. Desempregando milhares de pessoas no Estado do Amazonas, deixando nossa economia mais fragilizada, criando uma insegurança jurídica que não permite que outras indústrias acreditem para fazer investimento no Amazonas, por conta dessa gangorra, classifica Aziz. Movimentação nos últimos anos A diminuição no inventivo fiscal concedido aos concentrados de refrigerantes na ZFM gera discussões desde 2018. Na época, o então presidente Michel Temer reduziu o incentivo de 20% para os atuais 4%. Depois de críticas e reivindicações do setor, a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IP) passou para 12% no primeiro semestre de 2019. Entretanto, caiu para 8% no semestre seguinte. Posteriormente, com o decreto assinado por Jair Bolsonaro, a alíquota foi mantida em 8% até 30 de setembro e subiu para 10% a partir de outubro. Porém, o decreto venceu no dia 31 de dezembro e incentivo em 2020 voltou a ser de 4%.

De acordo com o levantamento semanal da ANP, o valor médio do litro da gasolina recuou 0,3%, para R$ 4,537. Foi a quarta queda seguida. Aumento dos preços de combustíveis para consumidor final fica a critério de distribuidoras e postos Marcelo Brandt / G1 Os preços dos combustíveis recuaram na semana, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (21) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com o levantamento da ANP, o valor médio do litro da gasolina para o consumidor recuou 0,29%, para R$ 4,537, na quarta queda seguida. O preço do litro do diesel caiu 0,27% no período, para R$ 3,701, em média. Na semana, o litro do etanol teve queda de 0,46%, para R$ 3,241. Os valores são uma média calculada pela ANP com dados coletados em postos em diversas cidades pelo país. Os preços, portanto, variam de acordo com a região. Guia Prático #74: Aprenda a calcular o consumo de seu carro Preços na refinaria Nesta semana, a Petrobras aumentou o preço médio da gasolina em suas refinarias em 3%. Foi o primeiro aumento do combustível neste ano. O preço do diesel da petroleira não sofreu alterações. O reajuste da gasolina ocorreu após o preço do petróleo Brent registrar uma recuperação de cerca de 10% desde o último dia 10, quando havia atingido o menor valor em cerca de 13 meses, com temores sobre o impacto do coronavírus na demanda chinesa.

Há três anos, braço de seguros e previdência da Caixa Econômica Federal desistiu de IPO ao alegar condições adversas de mercado. A Caixa Seguridade, braço de seguros e previdência da Caixa Econômica Federal, protocolou nesta sexta-feira (21) o aguardado prospecto preliminar para oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A operação, que terá apenas oferta secundária de ações - papéis detidos pela Caixa Econômica -, será coordenada por um pool de bancos incluindo Morgan Stanley, a própria Caixa Econômica, Bank of America, Credit Suisse, Itaú BBA e Banco do Brasil. Agência da Caixa Econômica Federal no centro do Rio de Janeiro. REUTERS/Pilar Olivares/File A retomada dos planos acontece quase três anos após a Caixa Seguridade ter desistido do IPO, alegando na época condições adversas de mercado.

Exportações estavam suspensas desde junho 2017 por causa de problemas relacionados à aplicação da vacina contra febre aftosa. Mercado americano é considerado um "selo de qualidade" para o produto. EUA reabrem mercado para carne bovina in natura do Brasil A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou nesta sexta-feira (21) que os Estados Unidos decidiram reabrir mercado para a carne bovina in natura produzida pelo Brasil. As vendas deste produto estavam suspensas desde junho de 2017. "Hoje recebemos com muita satisfação uma notícia esperada há muito tempo: a reabertura do mercado de carne bovina in natura do Brasil para os Estados Unidos", disse a ministra Tereza Cristina em postagem em uma rede social. O governo dos Estados Unidos confirmou a informação. Segundo o Serviço de Inspeção e Segurança de Alimentos (FSIS, na sigla em inglês), o Brasil cumpriu os requisitos para a reabertura de mercado. "O Brasil implementou as ações corretivas necessárias (...) Portanto, o FSIS está interrompendo a suspensão da exportação de produtos de carne bovina crua para os EUA a partir de 21 de fevereiro de 2020", disse um porta-voz do FSIS. De acordo com o governo brasileiro, os frigoríficos poderão enviar o produto derivado de animais abatidos a partir desta sexta. Antes da primeira remessa, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério (Dipoa) deve enviar uma lista atualizada de estabelecimentos certificados. Frigoríficos brasileiros poderão voltar a vender carne bovina in natura para os Estados Unidos Reprodução/TV TEM Em contato com o G1, o presidente da associação que representa os exportadores do setor (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, comemorou a decisão e disse que agora é preciso avaliar em que condições se dará essa reabertura. "Quando o mercado foi fechado, nós tínhamos 15 plantas frigoríficas habilitadas [para exportar], agora precisamos saber quais vão ser as características desta reabertura, o volume que podemos vender", disse. Segundo o Valor Econômico, 21 abatedouros serão autorizados a vender para os EUA. Os Estados Unidos compraram em 2018 o equivalente a US$ 5 bilhões em carne bovina in natura. Entre janeiro e junho de 2017, último semestre em que o Brasil podia vender para os americanos, os frigoríficos brasileiros negociaram US$ 56,3 milhões do produto para os EUA. O mercado americano é considerado um "selo de qualidade" para a carne. Isso significa que, ao atender aos requisitos dos Estados Unidos, o produto consegue uma entrada mais fácil em outros países. "Isso traz o reconhecimento da qualidade da carne brasileira por um mercado tão importante como o americano", afirmou Tereza Cristina. Idas e vindas As exportações estavam suspensas desde junho de 2017, quando os americanos encontraram reações (abcessos) provocadas no rebanho pela vacina contra a febre aftosa, o que não é permitido. A autorização para venda de carne in natura para os Estados Unidos havia sido obtida em 2015 após 15 anos se limitando a vender apenas carne cozida. Desde o último embargo, o Ministério da Agricultura vem tomando medidas para acessar novamente o mercado americano, como mudar a composição da vacina. Ao mesmo tempo, o ministério fez concessões aos americanos, como a implementação da política para importação de trigo dos EUA e o aumento na cota de etanol que os Estados Unidos podiam vender ao Brasil. Em março de 2019, durante visita do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, o governo brasileiro estava animado com a possibilidade de reabertura. Em junho, uma missão veterinária dos Estados Unidos esteve no Brasil para inspecionar frigoríficos de bovinos e suínos. Mas, em novembro, os americanos decidiram manter o veto à carne bovina in natura brasileira. Relembre: Estados Unidos mantêm veto à carne bovina brasileira Semanas depois, a ministra Tereza Cristina foi negociar pessoalmente com o governo dos EUA. A missão americana retornou no início de janeiro deste ano e fez nova avaliação, desta vez com resultado positivo para o Brasil. No comunicado encaminhado ao Ministério do Agricultura, o serviço de inspeção sanitária dos Estados Unidos disse que o Brasil corrigiu os problemas sistêmicos que levaram à suspensão e está restabelecendo a elegibilidade das exportações de carne bovina in natura para o país. Exportações recordes As exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde em volume e faturamento em 2019, de acordo com a Abiec. Impulsionado pela demanda chinesa, causada por um surto de peste suína africana, que dizimou rebanhos e diminuiu a oferta de carne no país, os volumes negociados alcançaram 1,84 milhão de toneladas e a receita US$ 7,59 bilhões. Resumo das exportações de carne bovina em 2019: Faturamento: US$ 7,59 bilhões (+15,5%); Total exportado: 1,84 milhões de toneladas (+12,4%); Principais destinos: China, Hong Kong, União Europeia e Egito. As vendas recordes de carne no Brasil provou uma disparada de preços no ano passado, subindo mais de 30% no ano e influenciando a inflação oficial do país. Veja mais notícias do Agronegócio no G1

Inscrições podem ser feitas presencialmente ou pela internet. Os salários variam de R$ 1.083,68 a R$ R$ 4.883,13. Prefeitura de Bebedouro abre processo seletivo para contratar profissionais da saúde Divulgação A Prefeitura de Bebedouro (SP) está com inscrições abertas de um processo seletivo para contratar profissionais em diferentes áreas da saúde. As inscrições podem ser feitas presencialmente até sexta-feira (28) ou por e-mail até o dia 1º de março. Os salários variam de R$ 1.083,68 a R$ R$ 4.883,13. A prova escrita será aplicada no dia 14 de março, das 9h às 12h, no Instituto Municipal de Ensino Superior de Bebedouro Victório Cardassi (IMESB). As vagas são para: Atendente Assistente social Auxiliar de saúde bucal Cirurgião dentista - ESF Enfermeiro Médico cardiologista Médico cirurgião geral Médico dermatologista Médico endocrinologista infantil Médico - ESF Médico neurologista Médico plantonista cirurgião geral para plantões presenciais Médico plantonista ginecologista/obstetra para plantões presenciais Médico pneumologista pediatra Médico psiquiatra adulto Médico psiquiatra infantil Médico urologista Psicólogo Como fazer a inscrição? Presencial Prazo: 28 de fevereiro, até às 16h Onde: Departamento de Recursos Humanos da Prefeitura - Praça José Stamato Sobrinho, n° 151, Centro Como: os interessados devem comparecer ao endereço acima e apresentar cópias do RG ou qualquer documento com foto, e comprovante de residência atualizado Por e-mail Prazo: 1º de março, até às 23h59 Onde: o interessado deve imprimir a ficha de inscrição disponível no site da Prefeitura e preenchê-la. Em seguida, deve anexar cópias de um documento com foto e de um comprovante residencial atualizado Como: os três itens devem ser digitalizados em formato PDF, e encaminhados por e-mail para [email protected] A lista com a relação de inscritos (deferidos e indeferidos) será publicada no site da Prefeitura, no dia 4 de março, quando abre o prazo para os recursos. Já a lista final com os candidatos aptos a fazerem a prova será divulgada no dia 11 de março. O edital está disponível no site da Prefeitura. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (17) 3342-7665. Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca

Segundo Ives Gandra, metade dos dias parados será descontada; outra metade será compensada. Nova reunião será feita no dia 27 para discutir demissões no PR. Petroleiros fecham acordo com Petrobras e encerram greve O ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), informou nesta sexta-feira (21) que a Petrobras e os trabalhadores chegaram a um acordo para pôr fim à greve da categoria. Nesta quinta (20), a greve completou 20 dias e foi suspensa para que fosse realizada audiência de conciliação. Segundo o ministro do TST, o acordo para pôr fim à greve prevê: metade dos dias parados será descontada; a outra metade dos dias terá de ser compensada; a multa aplicada aos sindicados foi reduzida de R$ 58,5 milhões para R$ 2,47 milhões; a Petrobras vai suspender a aplicação da nova tabela de turnos, que passará a ser feita pelos trabalhadores; na próxima quinta (27) haverá uma reunião para discutir as demissões na Araucária Nitrogenados (Ansa), subsidiária da Petrobras. Ives Gandra deu as informações após mediar uma audiência de conciliação entre a empresa e os trabalhadores, em Brasília. "Conseguimos resolver a questão da tabela de turnos, conseguimos resolver também, de certa forma, a questão de dias parados e a questão das multas e agora ficou para quinta-feira que vem uma mesa de negociação em relação a questão da Ansa", disse o ministro. A paralisação da categoria começou em 1º de fevereiro. Os trabalhadores da Petrobras pedem a suspensão das demissões na Ansa. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as demissões afetaram mais de mil famílias. A Petrobras já anunciou a "hibernação" da fábrica, isto é, a interrupção da produção no local. De acordo com a estatal, a fábrica tem apresentado recorrentes prejuízos desde que foi adquirida, em 2013. "De janeiro a setembro de 2019, a empresa gerou um prejuízo de cerca de R$ 250 milhões e a projeção para 2020 é de prejuízo superior a R$ 400 milhões", informou a Petrobras em janeiro deste ano, ao anunciar a decisão. Segundo Ives Gandra, o fechamento da empresa dificilmente será revertido, mas na reunião do dia 27 serão discutidas eventuais vantagens para os trabalhadores demitidos e o reaproveitamento de trabalhadores pela Petrobras. "A expectativa é nós conseguirmos dar um encaminhamento que satisfaça trabalhadores, que resolva o problema da empresa, mas, agora, dificilmente poderemos reverter a questão da empresa voltar a funcionar porque ela está realmente desativada. O que estou me propondo a fazer é negociar o que é possível em termos de vantagem para os trabalhadores e eventual aproveitamento de algum trabalhar pela empresa", explicou o ministro. Após o anúncio de Ives Gandra, a Petrobras divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual disse ter tomado as medidas necessárias para garantir a segurança dos empregados e das instalações e a manutenção da produção durante a greve. Ministro do TST Ives Gandra Martins Filho (centro), durante reunião com representantes da Petrobras e dos trabalhadores Laís Lis/G1 Falta de negociação Segundo os petroleiros presentes à reunião desta sexta, um dos motivos da greve foi a falta de negociação com a Petrobras, o que foi resolvido na audiência de conciliação no TST. "Desde o começo, a pauta da greve era a abertura de negociação sobre o fechamento da fábrica. Isso foi feito hoje", afirmou Cibele Vieira, diretora da FUP. "Somente o fato dessa greve histórica ter conseguido arrancar um espaço de negociação, que a empresa não queria fazer, não queria exercer, é sim uma vitória para nós estarmos avançando no processo de negociação do acordo coletivo de trabalho", acrescentou Deyvid Bacelar, também diretor da FUP. Ministro do TST anuncia acordo entre Petrobras e petroleiros para encerrar greve O caso no TST Na última segunda (17), Ives Gandra atendeu a um pedido da Petrobras e considerou a greve abusiva e ilegal. Na ocasião, o ministro também autorizou a estatal a tomar "medidas administrativas cabíveis", como cortes de salários e sanções disciplinares. A categoria, no entanto, anunciou que a greve continuaria e que iria recorrer da decisão. Um dia depois, na terça (18), Ives Gandra informou que aceitaria mediar as negociações, desde que os trabalhadores suspendessem a greve. A categoria, então, decidiu suspender temporariamente a paralisação. Íntegra Leia a íntegra da nota divulgada pela Petrobras Mediação no TST: Petrobras e sindicatos chegam a acordo e greve acaba Nesta sexta-feira (21/02), a Petrobras e as entidades sindicais participaram de reunião de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) com o ministro Ives Gandra. Após negociação, chegou-se ao seguinte acordo sobre os principais pontos: Tabela de turno: A Petrobras manterá a tabela de turno implantada em 01/02/2020. Os sindicatos se comprometeram a apresentar propostas de novas tabelas que atendam aos requisitos legais. Após assinatura de acordo, a Petrobras terá 25 dias para implementá-las. Plano de hibernação da ANSA: Foi agendada nova reunião com a ANSA e o Sindiquímica-PR para 27 de fevereiro às 10h. Descontos dos dias parados: Os dias parados serão descontados integralmente: 50% descontados dos salários e os outros 50% do banco de horas com compensação no prazo máximo de 180 dias. Aplicação de multa às entidades sindicais: Foi autorizada a retenção pela Petrobras das mensalidades das entidades sindicais no valor de R$2.475.812,25 a título de multa. Durante o período de paralisação, a Petrobras tomou todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos empregados e das instalações e a manutenção da produção. Isso só foi possível graças à dedicação e ao empenho dos empregados das equipes de contingência.

Sondagem com empresas mostrou que a maioria relata problemas no recebimento de componentes; 15% preveem alguma paralisação da produção Uma nova sondagem feita pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) sobre o impacto do coronavírus na produção do setor eletroeletrônico apontou que 57% das entrevistadas já apresentam problemas no recebimento de materiais, componentes e insumos provenientes da China. O resultado é cinco pontos percentuais acima do verificado na pesquisa anterior, realizada há duas semanas. A situação é observada principalmente entre os fabricantes de produtos como celulares e computadores. Falta de peças chinesas impacta produção no Brasil; entenda o papel do coronavírus Segundo o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato, a nova pesquisa indica o agravamento da situação das indústrias que dependem dos componentes externos. "O momento é delicado e devemos ter diversas paralisações daqui para frente", afirma. Coronavírus é cenário de risco para a economia brasileira, diz Itaú Ele considera, entretanto, que, por enquanto, não há risco de falta de produtos acabados, como celulares e computadores, no mercado brasileiro. "O problema só não é mais grave porque dispomos da produção local destes produtos", ressalta. Abinee diz que ainda não há risco de falta de produtos acabados, como celulares e computadores Flavio Moraes/G1 Segundo o levantamento da Abinee, 4% das pesquisadas paralisaram parcialmente suas fábricas. Outras 15% já programaram paralisações para os próximos dias, a maior parte delas, também de forma parcial. Apesar do impacto no abastecimento, a pesquisa indicou que 54% ainda não têm previsão de parar suas atividades. A decisão dependerá de quanto tempo persistirem os problemas no abastecimento. Com esse cenário, 17% das pesquisadas informaram que não devem atingir a produção prevista para o 1º trimestre deste ano. Conforme essas empresas, a produção do período deverá ficar, em média, 22% abaixo da projetada. Para metade das empresas, no entanto, as projeções devem ser mantidas; outras 33% afirmaram que ainda não é possível dar essa indicação. Segundo a pesquisa, as empresas devem demorar, em média, cerca de dois meses para normalizar o ritmo da produção, após a retomada dos embarques de materiais, componentes e insumos da China. A pesquisa contou com a participação de cerca de 50 indústrias das diversas áreas do setor eletroeletrônico. Hoje, 42% dos componentes usados pela indústria eletroeletrônica no Brasil são provenientes da China, totalizando US$ 7,5 bilhões em importações em 2019. Destaca-se também que os demais países da Ásia foram responsáveis por 38% das importações de componentes elétricos e eletrônicos em 2019. Portanto, a região da Ásia representa 80% da origem dos componentes elétricos e eletrônicos do País.

De acordo com a entidade, criminosos utilizam a tecnologia por aproximação para fazer débito no cartão sem que a vítima perceba. A Fundação Procon-SP emitiu uma alerta para um golpe praticado no carnaval que tem utilizado o pagamento por aproximação em transações de cartão de crédito e débito. De acordo com a entidade, criminosos com maquininhas usam a tecnologia por aproximação - conhecida como NFC - para fazer o débito no cartão sem que a vítima perceba. Vai levar o celular para o bloquinho? Veja se vale a pena contratar um seguro e quais cuidados tomar Procon alerta para golpe com pagamento por aproximação Reprodução/JN A recomendação do Procon-SP é que função de pagamento por aproximação seja desativa. Se não for possível, a indicação é guardar o cartão em lugar seguro e fora da vista dos criminosos. A entidade recomenda, por exemplo, que os cartões de débito ou crédito não sejam guardados no bolso detrás da calça ou em mochilas e bolsas que estejam desprotegidas. Initial plugin text
Índice que mede atividades empresariais caiu para seu nível mais baixo desde outubro de 2013, sinalizando estagnaram nos EUA em fevereiro. Os principais índices de ações dos Estados Unidos recuaram nesta sexta-feira (21) após dados mostrarem que as atividades empresariais norte-americanas estagnaram em fevereiro, enquanto um aumento nos novos casos de coronavírus na China e em outros lugares levava os investidores à procura de ativos mais seguros, como ouro e títulos do governo. O índice Dow Jones caiu 0,78%, para 28.992,68, o S&P 500 recuou 1,05%, a 3.337,68 e o índice de tecnologia Nasdaq sofreu queda de 1,79%, a 9.576,59. Na semana, o Dow acumulou queda de 1,4% enquanto o S&P 500 caiu 1,3% e o Nasdaq, 1,6%. A leitura do Índice de Gerentes de Compras do setor de serviços do IHS Markit caiu para seu nível mais baixo desde outubro de 2013, sinalizando uma contração pela primeira vez desde 2016. O setor de manufatura também registrou sua menor leitura desde agosto. As quedas desta sexta-feira foram lideradas pelos pesos pesados Microsoft, Amazon.com e Apple, pelo segundo dia consecutivo. Falta de peças chinesas impacta produção no Brasil; entenda o papel do coronavírus

Críticos encontram mais problemas de durabilidade nos novos aparelhos da Samsung e da Motorola. O 'vidro flexível' é um dos principais diferenciais do Galaxy Z Flip Getty Images via BBC Os telefones celulares dobráveis estão sendo alvo, mais uma vez, de questionamentos sobre sua durabilidade. O Galaxy Z Flip e o Motorola Razr agora estão à venda nos EUA — mas relatos recentes sugerem que as telas podem ser facilmente danificadas. Um veículo publicou fotos de duas camadas da tela do Razr se separando, o que afetava a função touch screen. O Galaxy Z Flip, por sua vez, possui uma tela de "vidro flexível" — mas os testes indicam que arranha tão facilmente quanto o plástico. Ainda não está claro, no entanto, o quão generalizados estes problemas podem ser. Em comunicado, a Samsung afirmou que a tela tinha uma camada protetora e passou por extensos testes. "Embora a tela dobre, ela deve ser manuseada com cuidado", diz o texto. As críticas foram feitas na sequência do lançamento problemático do primeiro telefone dobrável da Samsung há um ano, levando alguns analistas a questionar se a tecnologia de tela dobrável está pronta para ser disponibilizada no mercado. 'Vidro flexível' da Samsung na berlinda O "vidro ultra fino" do Z Flip é uma das principais apostas publicitárias da Samsung para vender o novo telefone. Mas um teste de durabilidade realizado pelo popular youtuber Zack Nelson sugeriu que não era mais resistente do que uma tela de plástico — e poderia até ser riscada por uma unha. Nelson, que conta com mais de 5 milhões de assinantes em seu canal no YouTube, onde ele testa regularmente novas tecnologias, disse que a tela da Samsung arranhava "exatamente como uma tela de plástico reagiria". "Não sei que material é esse, mas a Samsung definitivamente não deveria chamar isso de vidro", declarou. Ele mostrou que a tela do Motorola Razr arranhava tão facilmente quanto, mas não era comercializada como "vidro". Ben Wood, analista da CCS Insight, acredita que a nova tecnologia de telas dobráveis está em meio a "uma jornada de descobertas à medida que os volumes aumentam". Ele destacou o sucesso do primeiro celular dobrável da Samsung, o Galaxy Fold, apesar do lançamento conturbado — e disse que a nova geração do dispositivo aprendeu lições com seu antecessor. "A Samsung parece ter feito um tremendo progresso com o Galaxy Z Flip em termos de design de dobras, proteção de tela e engenharia geral do dispositivo", declarou. Motorola 'descascando' O Motorola Razr foi lançado há 11 dias nos EUA, mas um jornalista de tecnologia da Input Mag diz que a tela flexível de seu aparelho já quebrou. O telefone recebeu críticas variadas da imprensa — muitas favorecendo o modelo concorrente da Samsung. Em um vídeo divulgado pela empresa antes do lançamento, a Motorola alertou sobre "protuberâncias", mas disse que eram normais. Raymond Wong, editor de avaliações da Input, contou que a camada superior da tela do Razr se separava da parte inferior, criando "uma gigantesca bolha de ar horizontal" sem motivo aparente. Initial plugin text Ele escreveu que o problema apareceu após uma viagem de trem de 45 minutos, durante a qual o telefone estava dentro do seu bolso. Quando tirou o telefone do bolso, "a tela estava completamente deformada de uma dobra a outra, com a camada superior levantada como um protetor de tela mal aplicado". E, segundo Wong, além da questão visual, os danos afetaram a capacidade de resposta do touchscreen (sensibilidade ao toque) do aparelho. A Lenovo, empresa controladora da Motorola, disse que estava investigando o caso. Wood acredita que a Motorola está enfrentando os mesmos desafios que outras empresas que fabricam seu primeiro telefone dobrável. "Não importa quantos testes você faça, é impossível replicar todos os cenários de uso real quando um dispositivo está sendo usado por milhares de consumidores diariamente", avalia. "Apesar dos problemas iniciais com dispositivos que usam telas flexíveis, continuo convencido de que essa tecnologia vai revolucionar o mercado de eletrônicos de consumo."
Segundo empresa, potencial acordo 'ainda é muito incerto', pois está sujeito à conclusão de negociações em andamento. A Vale poderá realizar uma provisão adicional de US$ 1 bilhão a US$ 2 bilhões caso feche um acordo adicional de indenização por danos coletivos e uma compensação adicional para a sociedade e para o meio ambiente devido ao desastre de Brumadinho (MG), afirmou o diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores. No entanto, a contrapartida para um acordo maior seria a extinção de ações movidas contra a mineradora, proporcionando um marco legal para a execução de reparações e indenizações, ressaltou Luciano Siani. "Importante dizer que essa provisão só será reconhecida no nosso balanço se a contrapartida do acordo for a suspensão das ações civis públicas e a garantia de que nós vamos ter arcabouço para dar segurança jurídica e velocidade na reparação", disse Siani, durante teleconferência com investidores sobre os resultados da companhia em 2019. Na véspera, a mineradora informou que registrou prejuízo de R$ 6,672 bilhões em 2019. Vale tem prejuízo de R$ 6,6 bilhões em 2019 "Se não houver a suspensão das ações, a companhia não tem porque deixar de seguir no caminho atual. Assinando acordos específicos, para demandas específicas, que vem produzindo bons resultados." No balanço financeiro, a empresa pontuou que o potencial acordo "ainda é muito incerto", pois está sujeito à conclusão das negociações em andamento e à aprovação da Vale, do governo do Estado de Minas Gerais, dos Ministérios Públicos e de outras Autoridades e partes intervenientes. A mineradora pontuou ainda que a estimativa do impacto econômico de um potencial acordo dependerá também de lista de projetos para realização, avaliação detalhada das estimativas dos montantes a serem gastos, análise detalhada do escopo de tais projetos e do cronograma de execução dos empreendimentos e desembolsos, que terão impacto no valor presente das obrigações. Barragens da Vale em nível máximo para risco de rompimento têm piora e precisam de intervenção, diz ANM Vale pagou R$3,2 bi em indenizações por Brumadinho até o momento A Vale pagou até o momento cerca de 3,2 bilhões de reais em indenizações devido ao rompimento da barragem em Brumadinho (MG), em janeiro de 2019, segundo informou a companhia nesta quinta-feira. Em apresentação publicada ao mercado, a empresa pontuou que a empresa realizou três acordos para compensação direta: emergencial, civil e trabalhista. As informações foram publicadas como parte dos detalhamentos sobre os resultados da empresa em 2019. Os números também vêm após a empresa ter tornado público na quinta-feira um relatório elaborado por um comitê independente, que apontou que a mineradora tinha, desde 2003, informações que indicavam fragilidades na barragem. Em teleconferência com investidores e analistas nesta quinta-feira, diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, ressaltou que a empresa tem como propósito reparar integralmente Brumadinho, garantir a segurança das pessoas e estabilizar a produção. "Transformaremos a Vale em uma das companhias mais seguras e confiantes do mundo", afirmou o executivo.

Nova regra do Banco Central vai deixar conta de compras fora do país mais previsível. IOF segue menor para compra de moeda estrangeira em espécie. Cartão de crédito Reprodução/ EPTV A partir do dia 1º de março, a cotação de dólar que será utilizada para a conversão de gastos com cartão de crédito no exterior passará a ser a do dia do gasto feito pelo cliente. A nova regra foi fixada por circular regulamentada pelo Banco Central no final do ano passado e determina que os emissores de cartões serão obrigados a partir do próximo mês a usar a taxa de câmbio do dia em que for feita a transação, e não mais a da data do pagamento da fatura. A opção de travar cotação do dólar em compras no exterior e pagar a fatura com o câmbio do dia de cada transação já era permitida pelo BC desde o final de 2016, mas poucos bancos oferecem atualmente esse serviço. O objetivo da nova regra é dar maior previsibilidade nas compras feitas com cartão de crédito no exterior, uma vez que o cliente terá uma ideia mais clara do quanto estará pagando em reais no momento em que fizer a transação ou saque internacional. A nova medida também pode ajudar a evitar surpresas negativas no retorno dos turistas ao Brasil, sobretudo em períodos de disparadas do dólar, como a verificada nas últimas semanas. Pela regra atual, um turista corre o risco de efetuar uma compra com o dólar mais baixo, e, na hora de pagar a fatura, a moeda norte-americana pode estar mais cara, como ocorreu neste começo de ano, quando o dólar saltou de R$ 4,02 no início de janeiro para mais de R$ 4,30 em fevereiro. Dólar opera em alta e bate R$ 4,40 pela 1ª vez na história Gasto de brasileiros no exterior é o menor para janeiro em 4 anos Como vai funcionar A nova regra do BC estabelece que os bancos poderão ofertar opções alternativas de pagamento de gastos no exterior, se o cliente "expressamente optar por aceitá-la". Veja mais abaixo o que dizem os grandes bancos. A nova medida começa a valer para todas as faturas fechadas a partir do dia 1º de março. Mas é importante que cada cliente procure a central de atendimento do seu cartão de crédito para confirmar mudança e ajustar os termos do contrato. “Se o cliente não manifestar o desejo de alterar, não altera. Continua valendo o que sempre valeu até hoje”, explica Ricardo Vieira, diretor-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). A nova regra estabelece que os emissores de cartões de uso internacional deverão divulgar diariamente, até as 10h, em todos os canais de atendimento ao cliente, a taxa de conversão do dólar dos Estados Unidos para reais utilizada no dia anterior. A taxa de câmbio utilizada no dia anterior deverá ser apresentada com quatro casas decimais. Já a fatura mensal do cartão terá que identificar cada gasto na moeda em que foi realizado, o valor equivalente em dólares e em reais, e a taxa de conversão do dólar para o real. Além disso, a regulamentação do BC diz as instituições financeiras serão obrigadas informar o histórico das taxas de conversão, em formato de dados abertos, de forma que rankings de taxas possam ser estruturados e divulgados. Cálculo da taxa de conversão muda Pelo modelo vigor até então, a taxa de conversão era fixada pelos emissores no momento de fechamento da fatura, 10 dias antes da data de pagamento. Se a cotação do dólar caía, o emissor devolvia a diferença na fatura seguinte. Se crescia, cobrava a diferença. "O cliente ficará sabendo já no dia seguinte quanto vai desembolsar em reais, eliminando a necessidade de eventual ajuste na fatura subsequente", explicou o Banco Central ao anunciar a mudança ainda no final de 2018. A taxa de conversão para cada gasto continuará sendo definida pelo emissor do cartão de crédito. Ou seja, poderá variar de acordo com o banco ou bandeira. Por isso, é importante que cada consumidor consulte os termos do contrato de cada cartão de crédito internacional, além de acompanhar tanto a taxa de conversão do dia anterior e a cotação do dólar comercial no dia da compra. "As taxas de conversão de valores gastos por meio de cartão de crédito serão definidas individualmente pelos emissores dos cartões de crédito. Não há vinculação com o dólar comercial, turismo ou Ptax. O que muda é que o emissor do cartão de crédito deve obrigatoriamente ofertar ao cliente a sistemática do pagamento da fatura pelo valor equivalente em reais na data de cada gasto", explica o Banco Central. Para analistas, a nova regra permitirá comparar com mais facilidade as taxas praticadas pelos diferentes cartões oferecidos hoje no mercado. De maneira geral, a cotação de conversão câmbio utilizada pelos emissores costuma ficar em linha ou um pouco acima da Ptax – taxa de câmbio média calculada pelo Banco Central e usada para balizar contratos, e que via de regra é menor que a cotação do dólar turismo, utilizado como referência pelas casas de câmbio. "Como as operadoras de cartão são livres para fazer a conversão, a taxa de câmbio não é igual ao dólar comercial, nem ao dólar turismo. Na prática observa-se que a taxa praticada na conversão é composta pelo dólar Ptax, acrescido de um spread", explica Felipe Tayer, sócio da Melhor Câmbio. IOF é menor para compra de papel moeda Ainda que a nova regra possa garantir uma maior proteção para os consumidores que façam uso do cartão de crédito no exterior, educadores financeiros e economistas destacam que a compra de moeda estrangeira em espécie para viagens no exterior continua sendo uma opção mais vantajosa que o uso do cartão de crédito em razão da diferença nas alíquotas de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Taxas atual de IOF por modalidade: Compra de moeda estrangeira: 1,1% Uso de cartão de crédito no exterior: 6,38% Compra de cartão pré-pago: 6,38% Metade das despesas de viagens é paga com cartões Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) mostram que os gastos de brasileiros com cartão de crédito no exterior caíram 1,6% no ano passado no acumulado até setembro, somando US$ 6,6 bilhões. Segundo dados do Banco Central, 49% das despesas de viagens internacionais foram pagas via cartões internacionais em 2019. Gasto de brasileiros no exterior recua 3,7% em 2019 e tem menor valor em 3 anos "Não acreditamos que a medida impactará na redução do volume de compras de moeda em espécie, pois comprar o dólar em papel acaba sendo mais vantajoso que usar o cartão de crédito devido à diferença no IOF", avalia Tayer. A mudança pode fazer reduzir o interesse pelos compras de dólar via cartão pré-pago, uma vez que essa modalidade tem a mesma alíquota de IOF que incide sobre gastos com cartão de crédito, porém sem oferecer vantagens como prazo para o pagamento e benefícios como programas de pontuação ou milhagem. Para a Abecs, entretanto, a modalidade continuará atrativa para aqueles que buscam diferentes formas de proteção na hora de gastar ou comprar dólares. "Eu posso fazer um pré-pago em moeda estrangeira e, se o dólar tiver muito baixo, guardar para usar em outro momento. Existe essa possibilidade, porque não prescreve. É como comprar moeda estrangeira em espécie. Você vai decidir se vai usar ou não por uma série de outras coisas, pelo IOF embutido, pelo valor da cotação do dólar no dia, tem uma série de componentes", avalia Vieira. Qual é a melhor hora para comprar dólar? Veja dicas de especialistas Educação Financeira: Quando é hora de comprar dólar? O que dizem os bancos Os bancos afirmam que estão adaptando os seus sistemas para a nova regra, mas nem todos informam detalhes sobre as opções que serão oferecidas aos clientes e sobre o cálculo da taxa de conversão. Itaú O banco diz que irá oferecer, além da opção de câmbio do dia no cartão de crédito usado pelo cliente, oferta de cartão de viagens pré-pago e hedge cambial no próprio cartão de crédito, no qual o cliente pode contratar um saldo em moeda estrangeira. O Itaú informou ainda que o critério de definição da taxa de conversão do dólar para reais será "Ptax + spread". Caixa O banco informa que desde 2017 já oferece a opção de conversão de câmbio pelo dia da compra para transações internacionais com cartão de crédito. "A regra também vale para compras feitas pela internet em sites de outros países", explica. Segundo a Caixa, a escolha da opção de conversão é obrigatória na 1ª vez que o cliente libera o cartão para uso internacional. "Uma vez escolhida a forma de conversão, o cliente poderá mudá-la novamente depois de 90 dias, utilizando os mesmos canais anteriormente citados", informou. Santander O banco afirma que a partir de março "todos os clientes que realizarem compras no exterior já terão o valor da operação calculado com base no dólar do dia da compra". O Santander informou também que fornecerá diariamente em seu site o histórico dos seis últimos meses da taxa praticada. "A conversão do dólar para real vai considerar a média da Ptax do dia anterior mais spread", disse. Banco do Brasil O banco informou que as taxas do dólar serão divulgadas aos clientes diariamente em seus canais digitais e que serão realizadas melhorias no detalhamento das transações. "O BB ainda estuda a possibilidade de oferecer as opções de escolha da forma de aplicação da cotação: pela data da transação ou pela data de fechamento da fatura, conforme permitido pela legislação", acrescentou. Bradesco O banco informou apenas que "está preparado para atender" a nova medida. Nubank A fintech informou que desde outubro de 2018 usa o câmbio do dia do processamento da compra para gastos com cartão de crédito no exterior. "O Nubank usa a taxa Ptax Venda, do Banco Central, referente ao dia útil anterior ao processamento da compra, com acréscimo de spread e IOF", explicou.

Este foi o primeiro leilão de rodovias do ano realizado pelo governo Bolsonaro. CCR vence disputa com desconto de 62% na tarifa de pedágio. A CCR venceu nesta sexta-feira (21) o leilão de concessão do trecho sul da BR-101/SC, o primeiro do setor neste ano no governo Bolsonaro. A empresa vai administrar, pelos próximos 30 anos, um trecho de 220 quilômetros, entre os municípios de Paulo Lopes (SC) e São João do Sul (SC), na divisa do estado com o Rio Grande do Sul. A CCR, que já administra rodovias como a Dutra e o sistema Anhanguera-Bandeirantes, venceu a disputa com uma proposta de tarifa de pedágio de R$ 1,9712, com deságio (desconto) de 62% em relação à tarifa máxima determinada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que era de R$ 5,19. O edital prevê quatro praças de pedágio. Empresa CCR terá a concessão do trecho Sul da BR-101 Além da CCR, participaram da disputa Ecorodovias e o Consório Way. A primeira ofertou tarifa de pedágio de R$ 2,5116 (deságio de 51,63%) e, a segunda, fez lance de R$ 4,35985 (desconto de 16% sobre o teto do edital). “O leilão de hoje foi mais uma vitória. O estado de Santa Catarina e o usuário ganham muito com isso. Lances próximos mostraram o sucesso da modelagem e confiança do investidor no programa de concessões do governo”, disse o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, ao comentar o resultado do leilão, realizado na sede da B3, em São Paulo. Leilão do trecho sul da BR-101/SC Infografia: Amanda Paes/G1 O Ministério da Infraestrutura prevê investimentos de R$ 7,4 bilhões, sendo R$ 3,4 bilhões em Investimentos e R$ 4 bilhões em custos operacionais, ao longo do período de 30 anos de concessão. Trata-se da primeira concessão de rodovia federal do ano e o segundo leilão do setor no governo Bolsonaro. O último foi o da BR-364/365, realizado em setembro e arrematado pela Ecorodovias. O trecho de 220 quilômetro dá acesso às praias mais importantes do estado, como a Praia do Rosa, Ferrugem, Balneário Camboriú e Bombinhas. Após assumir a concessão, a CCR terá que construir, entre outras intervenções, 70 km de vias marginais, 98 km de faixas adicionais, 31 melhorias de acessos, 25 pontos de ônibus, 18 passarelas e 23 rotatórias. Além disso, 100% do trecho será monitorado por meio de câmeras, painéis de mensagem e sensores de tráfego. O governo Bolsonaro prevê leiloar mais 6 rodovias em 2020 no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Na quarta-feira, anunciou a inclusão de 22 novos projetos no PPI, incluindo a relicitação de trecho da BR-040 entre MG e DF. Governo inclui 3 florestas nacionais em programa de privatizações Mapa das privatizações: governo prevê leiloar mais de 60 projetos em 2020 Modelagem vai mudar a partir dos próximos leilões O governo pretende mudar a modelagens dos leilões de rodovias a partir das próximas licitações. A partir dos próximo leilão, a oferta de menor tarifa de pedágio deixará de ser o único critério para definir o vencedor da disputa. O governo planeja lançar um modelo híbrido, que prevê também o pagamento de outorga (taxa paga para o governo para explorar a concessão). Segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, a mudança busca garantir que o consórcio vencedor realize todos os investimentos previstos. Haverá um teto para o desconto tarifário oferecido pelas interessadas, a partir do qual começará a ser cobrada a outorga. "É uma forma de qualificar a competição a garantir caixa", afirmou ao explicar a nova modelagem no começo do mês. A concessão da Dutra deverá ser a primeira concessão sob o novo modelo, que ainda está em discussão pelo governo e também é alvo de críticas.
Investimento direto no país, por sua vez, totaliza US$ 5,61 bilhões em janeiro e não é suficiente para 'financiar' o déficit externo. Números foram divulgados nesta sexta (21) pelo Banco Central. As contas externas do Brasil registraram déficit de US$ 11,879 bilhões em janeiro deste ano, com aumento de 31,3% na comparação com o mesmo mês de 2019. Foi rombo o maior para o período desde 2015, ou seja, em cinco anos. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (21) pelo Banco Central (BC). O déficit em transações correntes, um dos principais sobre o setor externo do país, é formado pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior). De acordo com o BC, a piora no rombo das contas externas na parcial deste ano se deve, principalmente, à piora do saldo da balança comercial (que registrou déficit no primeiro mês deste ano), uma vez que as contas de serviços e rendas registraram pequena melhora no começo deste ano. Em todo ano passado, o déficit das contas externas do Brasil subiu 22%, para US$ 50,762 bilhões. Para todo ano de 2020, a expectativa do Banco Central é de uma nova piora no déficit em transações correntes, para US$ 57,7 bilhões de resultado negativo. Investimento estrangeiro O Banco Central também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 5,618 bilhões em janeiro deste ano, com pequena queda frente ao patamar do mesmo mês de 2019 (US$ 5,828 bilhões). Com isso, os investimentos estrangeiros não foram suficientes para cobrir o rombo das contas externas no acumulado deste ano (US$ 11,879 bilhões). Quando o déficit não é "coberto" pelos investimentos estrangeiros, o país tem de se apoiar em outros fluxos, como ingresso de recursos para aplicações financeiras, ou empréstimos buscados no exterior, para fechar as contas. Em todo ano passado, os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 78,559 bilhões em 2019, com pequena alta frente ao ano anterior. Para 2020, o Banco Central estima um ingresso de US$ 80 bilhões em investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira.

Nesta sexta-feira, o Ibovespa recuou 0,79%, a 113.681 pontos. Na semana, bolsa acumulou queda de 0,61%. Ibovespa é o principal índice da B3, a bolsa brasileira Amanda Perobelli/Reuters O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda nesta sexta-feira (21), afetado pelo clima desfavorável a ativos de risco no cenário externo, conforme permanecem as preocupações relacionadas aos efeitos do surto de coronavírus na economia chinesa e seus reflexos na atividade global. O Ibovespa recuou 0,79%, a 113.681 pontos. Veja mais cotações. Entre as principais baixas, a Vale recuou 3,97%, após divulgar prejuízo de R$ 6,6 bilhões em 2019 e afirmar que avalia provisão adicional de US$ 1 bilhão a US$ 2 bilhões relacionada ao desastre de Brumadinho. Dólar bate R$ 4,40 pela 1ª vez na história Na semana, a bolsa acumulou queda de 0,61%. Na parcial do mês, tem leve recuo de 0,07%. Em 2019, a perda acumulada é de 1,70%. No exterior, a cautela continuou pautando os mercado. Nos EUA, os principais índices de ações recuaram após dados mostrarem que as atividades empresariais norte-americanas estagnaram em fevereiro. Nesta sexta-feira, a comissão de saúde da província chinesa de Hubei revisou para cima o número de casos do novo coronavírus confirmados para dar conta de um relatório do departamento penitenciário. Além disso, a Coreia do Sul registrou mais casos da doença. O fim de semana prolongado no Brasil em razão do Carnaval, com a B3 reabrindo apenas na quarta-feira, enquanto as praças financeiras funcionam no exterior, corrobora o tom mais cauteloso. Dólar bate R$ 4,40 pela primeira vez na história O surto já matou mais de 2 mil pessoas até o momento e interrompeu a atividade industrial da China, causando perturbações para vários fabricantes no mundo. A equipe da Oxford Economics estimou que uma pandemia do coronavírus poderia cortar US$ 1 trilhão do PIB mundial embora esse não seja o seu cenário base, que contempla um efeito grande, mas de vida curta e centrado na China. Variação do Ibovespa em 2020 Arte/G1

A China é o terceiro maior mercado no mundo da Coca-Cola em volume unitário. Garrafas de Coca-Cola em prateleira de supermercado. Reuters/Regis Duvignau A epidemia de coronavírus na China vai impactar negativamente os resultados operacionais e financeiros da Coca-Coca no primeiro trimestre de 2020. Em comunicado, a fabricante de bebidas estima que o efeito será de US$ 0,01 a US$ 0,02 no lucro por ação. Mesmo assim, ainda mantém a previsão de lucro ajustado por ação de US$ 2,25 para o ano. O volume unitário vendido deve sofrer um impacto aproximado de 2 a 3 pontos e o efeito na receita orgânica deve ficar entre 1 a 2 pontos entre janeiro e março. A China é o terceiro maior mercado no mundo da Coca-Cola em volume unitário. A empresa sediada em Atlanta afirmou que “vê grandes oportunidades e continuará investindo para crescer no longo prazo”. Hoje, o presidente James Quincey e o diretor financeiro John Murphy participarão de um evento para analistas em Nova York. Com base em suas previsões mais recentes, divulgadas em janeiro, a fabricante ainda espera alcançar suas metas para 2020. A situação com o Covid-19 continua evoluindo e mais detalhes sobre o efeito nos resultados serão divulgados em abril. A Coca-Cola adotou medidas de precaução para proteger os funcionários na China, o que inclui o fornecimento de máscaras faciais e desinfetantes para as mãos, triagem de temperatura em escritórios e fábricas e monitoramento de saúde em todas suas unidades naquele país. Nesta madrugada, o governo da China voltou a mudar o critério de diagnóstico do novo coronavírus. O número de mortes aumentou para 2.236, são 118 a mais que ontem. A quantidade de infectados subiu para 75.465, com 889 novos casos.
No mês passado, despesas lá fora recuaram 15%, para US$ 1,43 bilhão, segundo o Banco Central. Dólar subiu 6,86%, e atingiu R$ 4,28. Com a forte alta do dólar neste começo de ano, os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 1,438 bilhão em janeiro, o menor valor para o mês em quatro anos. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (21) pelo Banco Central. Na comparação com janeiro de 2019, quando as despesas no exterior totalizaram US$ 1,689 bilhão, a queda foi de 15%. Janeiro é um tradicional mês de férias. Em anos anteriores, quando a moeda norte-americana estava mais barata, os gastos no exterior superaram a marca dos US$ 2 bilhões. O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, afirmou nesta sexta que as despesas de brasileiros no exterior sofrem um impacto grande da alta do dólar – que avançou 10,9%, segundo ele, na comparação de janeiro deste ano contra o mesmo período de 2019. “Há uma tendência de redução de despesas e compras como um todo”, declarou. Rocha afirma que o mesmo fenômeno pode ser observado em fevereiro quando, na parcial até o dia 19 (2/3 do mês já registrados), os gastos de brasileiros lá fora somaram US$ 678 milhões, o que aponta para uma nova queda na comparação com fevereiro de 2019 fechado (US$ 1,3 bilhão em despesas). O chefe do Departamento de Estatísticas observou que, mesmo estando mais barato para os estrangeiros virem ao Brasil, com a desvalorização do Real, não tem sido registrado aumento de gastos de turistas de outros países na economia brasileira. “A gente deveria esperar que ele acontecesse. Mas não é obrigatório que aconteça”, disse. Ele não soube dizer porquê essa alta não está acontecendo. Questionado sobre o aumento do rombo das contas externas, que somou US$ 11,879 bilhões em janeiro, o maior para janeiro em cinco anos, e o fato de o ingresso de investimentos estrangeiros não ter sido suficiente para cobrir esse déficit no mês passado, Rocha afirmou que a comparação “mais adequada” é no período de 12 meses. “Achamos que a forma mais adequada de fazer essa comparação é olhar o resultado em prazos mais longos. Em 12 meses até janeiro, o investimento estrangeiro somou US$ 78 bilhões, enquanto que o déficit em conta corrente totalizou US$ 52 bilhões. Os investimentos ainda superam por marga margem o déficit transações correntes e garantem financiamento estável do balanço de pagamentos”, declarou. No mês passado, por conta dos desdobramentos dos riscos relacionados ao coronavírus e seu possível impacto econômico na China, o dólar subiu 6,86%, para R$ 4,28. Foi a maior alta para qualquer mês desde agosto de 2019 (8,51%) e a mais intensa para meses de janeiro desde 2010 (8,86%), segundo a Reuters. Nesta sexta-feira (21), o dólar abriu em alta, batendo pela primeira vez na história o patamar de R$ 4,40. Às 9h30, a moeda norte-americana era negociada a R$ 4,4031 na venda, em alta de 0,26%. Na máxima até o momento chegou a R$ 4,4061. Veja mais cotações Com a alta do dólar, as viagens de brasileiros ao exterior ficam mais caras. Isso porque as passagens e as despesas com hotéis, por exemplo, são cotadas em moeda estrangeira. O papel moeda também fica mais oneroso. Além da taxa de câmbio, o nível de atividade, que tem impacto no emprego e na renda do brasileiro, também é outro fator que influencia o nível de gastos no exterior. Neste ano, a economia do país segue crescendo, embora ainda tenha dificuldade para engatar um ritmo mais forte. A previsão dos economistas para 2019 é de uma alta de 2,23% no Produto Interno Bruto (PIB). Dólar bate máxima e encosta nos R$ 4,40, e Ibovespa cai 1,66%; entenda o mercado Paulo Guedes e as domésticas A alta do dólar foi motivo de controvérsia neste mês. Isso porque, no dia 13 de fevereiro, ao comentar as sucessivas altas da cotação do dólar, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que, na época em que o dólar era mais baixo, havia "empregada doméstica indo pra Disneylândia, uma festa danada". Nesta quinta-feira (20), em discurso no Palácio do Planalto, Guedes, pediu desculpas às empregadas domésticas. "E justamente também as famílias mais humildes, empregadas domésticas, inclusive, a quem eu peço desculpas, se puder ter ofendido, dizendo que a mãe do meu pai foi uma empregada doméstica", disse ele, na ocasião. Gastos de estrangeiros no Brasil De acordo com dados do Banco Central, a alta do dólar, que barateia viagens ao Brasil, não está gerando aumento de gastos de estrangeiros no país. Em janeiro deste ano, informou o Banco Central, os estrangeiros gastaram US$ 582 milhões no Brasil, com queda frente ao patamar registrado no mesmo mês de 2019 (US$ 704 milhões). Para estimular o turismo no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro assinou no começo do ano um decreto para dispensar o visto de visita para turistas de Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão que viajarem ao Brasil.

A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 4,3926 na venda, em alta de 0,02%. Na máxima da sessão, a moeda alcançou a faixa de R$ 4,40 pela primeira vez. Cédulas de dólar Visual Hunt O dólar subiu e renovou o patamar recorde de fechamento nominal (sem considerar a inflação) nesta sexta-feira (21). Na máxima da sessão, a moeda norte-americana alcançou a faixa de R$ 4,40 pela primeira vez. O dólar encerrou o dia a R$ 4,3926 na venda, em alta de 0,02%. Na abertura, chegou a R$ 4,4061 – nova máxima nominal intradia já registrada. Na mínima, foi a R$ 4,3725. Veja mais cotações. Já o dólar turismo foi negociado a R$ 4,5882. Nas casas de câmbio, considerando a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), chegou a ser oferecido pela manhã acima de R$ 4,60 para compra em papel moeda e a R$ 4,84 no cartão pré-pago. Dólar bate R$ 4,40 pela primeira vez na história A marca de R$ 4,40 é o maior valor nominal já registrado. Considerando a inflação, no entanto, a maior cotação do dólar desde lançamento do Plano Real foi a atingida no final de 2002. Segundo a Economatica, com a correção pelo IPCA, a máxima histórica é a do dia 22 de outubro de 2002, quando a moeda dos EUA fechou a R$ 3,9552, o equivalente atualmente a R$ 11,016. No início da tarde, o dólar chegou a perder força, após a divulgação de dados ruins nos Estados Unidos sobre a atividade nos setores de manufatura e serviços e com as empresas cada vez mais preocupadas com os impactos do coronavírus. O Índice IHS Markit caiu para 49,4 em fevereiro, o menor desde outubro de 2013, segundo a agência Reuters. Na semana, o dólar acumulou alta de 2,16%. No mês, o avanço é de 2,51%. Em 2020, já subiu 9,55%. Gasto de brasileiros no exterior é o menor para janeiro em 4 anos Taxa de câmbio para cartão de crédito no exterior será a do dia do gasto a partir de março Cena externa No exterior, a cautela continuou pautando os mercado, com investidores de olho no impacto econômico do surto de coronavírus da China, segunda maior economia do mundo e agente de peso no comércio internacional. Nesta sexta-feira, a comissão de saúde da província chinesa de Hubei revisou para cima o número de casos confirmados para dar conta de um relatório do departamento penitenciário. Além disso, a Coreia do Sul registrou mais casos da doença. O surto já matou mais de 2 mil pessoas até o momento e interrompeu a atividade industrial da China, causando perturbações para vários fabricantes no mundo. Variação do dólar em 2020 Arte/G1 Considerando a correção pelo IPCA, a máxima histórica do dólar desde o Plano Real é a do dia 22 de outubro de 2002. Divulgação/Economatica Cena doméstica O fim de semana prolongado no Brasil em razão do Carnaval, com os bancos e B3 reabrindo apenas na quarta-feira, enquanto as praças financeiras funcionam no exterior, corroborou o tom mais cauteloso. Na véspera, o ministro da Economia, Paulo Guedes, repetiu em evento que o novo normal é um câmbio mais desvalorizado, em declaração feita na presença do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que dois dias atrás disse que o BC está "tranquilo" com o câmbio uma vez que não tem havido impactos sobre a inflação. Na semana passada, a disparada do dólar levou o BC a realizar leilão extraordinário de swaps, atitude que ajudou o real a se recuperar momentaneamente na quinta e sexta. Desde então, porém, o BC não voltou a intervir sem aviso prévio e tem se limitado a realizar operações diárias de rolagem de swap cambial, destaca a agência Reuters. Paulo Guedes pede desculpa após declaração sobre domésticas na Disney O que explica as altas recentes Além das preocupações sobre o impacto do coronavírus na economia global, o dólar mais valorizado nas últimas semanas tem refletido os juros em mínimas históricas no Brasil e as perspectivas sobre o ritmo de crescimento da economia brasileira e andamento das reformas. Diversas instituições financeiras têm revisado para baixo suas perspectivas para o crescimento econômico em 2020 na esteira da disseminação do novo coronavírus e da percepção de uma lentidão um pouco maior que o esperado no ritmo de crescimento neste início de ano. O mercado brasileiro reduziu para 2,23% a previsão a alta do PIB em 2020, segundo pesquisa Focus divulgada na segunda-feira, mas diversos bancos e consultorias já estimam um crescimento de, no máximo, 2%. A redução sucessiva da Selic desde julho de 2019 também contribui para uma maior desvalorização do real ante o dólar. Isso porque diminuiu ainda mais o diferencial de juros entre Brasil e outros pares emergentes, o que pode tornar o investimento no país menos atrativo para estrangeiros e gerar um fluxo de saída de dólar. Variação do dólar em 2020 Arte/G1
Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,7 ponto na comparação com janeiro. Melhora das expectativas, no entanto, ocorre em sentido contrário ao dos consumidores. A confiança do comércio aumentou entre janeiro e fevereiro, segundo divulgou nesta sexta-feira (21) a undação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,7 ponto e passou de 98,1 para 99,8 pontos, retornando ao patamar de fevereiro de 2019 (99,8 pontos). Foi a terceira alta mensal seguida do indicador. “A confiança do comércio inicia 2020 em alta, sob influência dos indicadores de expectativas, que se consolidaram acima do nível neutro de 100 pontos. Essa melhora das expectativas, no entanto, ocorre em sentido contrário ao dos consumidores, que em fevereiro se tornaram bem mais cautelosos em relação ao futuro próximo, lançando dúvidas sobre a possibilidade de sustentação da atual tendência de alta da confiança do comércio“, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE. Na véspera, a FGV mostrou que a confiança do consumidor registrou em fevereiro o menor patamar desde maio de 2019. Carnaval movimenta comércio e serviços de SP Em fevereiro, a confiança dos empresários do comércio subiu em 5 dos 6 segmentos. A melhora do índice foi mais influenciada pelo resultado favorável do Índice de Expectativas (IE-COM), que avançou 2,6 pontos, ao passar de 104,4 para 107,0, maior nível desde fevereiro de 2019 (107,2) superando o nível neutro pelo nono mês consecutivo. Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) variou, 0,7 ponto, saindo de 91,9 para 92,6 pontos. “Apesar da ligeira melhora dos indicadores da situação atual em fevereiro, o resultado foi insuficiente para compensar a perda de janeiro, sugerindo que ainda existem dificuldades para o setor engrenar um ritmo mais forte de vendas”, avaliou Tobler. Vendas do comércio crescem pelo 3º ano seguido, mas perdem ritmo em 2019 Confiança da Construção recua em fevereiro O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, por sua vez, recuou 1,4 ponto em fevereiro, para 92,8 pontos. Apesar da queda pontual, o índice regista a nona alta em médias móveis trimestrais, passando de 91,9 pontos em janeiro para 93,0 pontos. “Em fevereiro, o Índice de Expectativas, que havia avançado em ritmo forte nos meses anteriores, mostrou uma correção no otimismo setorial. Essa moderação pode ter muitas origens como uma frustração com o ritmo da recuperação ou o aumento das incertezas em relação à continuidade do Programa Habitacional. Ainda assim, os empresários do setor apresentam uma confiança superior à alcançada no mesmo mês de 2019 e a percepção em relação à situação corrente dos negócios continuou avançando e já está em patamar equivalente ao do início de 2015, o que, por enquanto, validam as projeções de crescimento para o ano, disse Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.
Índice de Xangai encerrou melhor semana em 10 meses, com avanço de 4,2%. O índice acionário de Xangai fechou em alta nesta sexta-feira (21), registrando a melhor semana desde abril passado, uma vez que as autoridades chinesas prometeram ajudar as empresas afetadas pelo surto de coronavírus. O índice de Xangai teve alta de 0,31%, avançando 4,2% nesta semana, maior ganho semanal desde abril de 2019. Já o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,12%, chegando a um ganho semanal de 4,1%, o maior desde junho passado. Ambos os índices atingiram novas máximas de um mês durante a sessão. O subíndice do setor financeiro perdeu 0,5%, o setor de tecnologia da informação avançou 2,6% e as ações de saúde ganharam 0,3%. A China adotou uma série de medidas de suporte para aliviar o impacto econômico do surto de coronavírus. China muda metodologia para diagnosticar os casos do novo coronavírus, o Covid-19 Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,39%, a 23.386 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,09%, a 27.308 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,31%, a 3.039 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,12%, a 4.149 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 1,49%, a 2.162 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,33%, a 11.686 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,55%, a 3.181 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,33%, a 7.139 pontos.

Entre 2011 e 2019, produção encolheu 15% no país e hoje opera no mesmo nível de 2004; entre 14 Estados acompanhados pelo IBGE, 11 acumulam resultado negativo — em São Paulo, queda foi de 20%. Produção industrial caiu 1,1% em 2019, após dois anos de alta Fabio Tito/G1 Desde que o dólar começou a subir, em meados do ano passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem repetido que o câmbio desvalorizado é o "novo normal" no Brasil. Mais que isso, disse que "é bom pra todo mundo" — como ressaltou no episódio polêmico em que comentou que o último ciclo de real forte "era uma festa danada", com "empregada doméstica indo para a Disney". O dólar ultrapassou a barreira de R$ 4 em meados de agosto do ano passado e, desde então, poucas vezes recuou desse patamar. Pelo contrário, nas últimas semanas ele tem batido recordes e chegou a R$ 4,39 no pregão de quinta (20/02). Em discurso, Paulo Guedes pede desculpas às empregadas domésticas Para a indústria, entretanto, que em tese se beneficiaria do câmbio desvalorizado — que deixaria os produtos brasileiros mais baratos lá fora —, o dólar mais caro não impediu que a produção recuasse em 2019. A queda de 1,1% levou a produção industrial ao mesmo nível registrado em junho de 2004, 15 anos atrás, de acordo com os cálculos do economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs. No acumulado entre 2011 e 2019, a queda é de quase 15%. Ainda que em 2020 o setor reaja e o resultado seja positivo, não será suficiente para evitar que esta seja uma "década perdida" para a indústria, ressalta o economista Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Um levantamento feito pelo pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) Marcel Balassiano a pedido da BBC News Brasil, com dados dos 14 Estados que compõem a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, mostra que em 11 a produção recuou entre 2011 e 2019. A pior situação é a do Espírito Santo (-35,2%) e de Minas Gerais (-27%), onde o desempenho do setor é bastante dependente da mineração. Na sequência vem São Paulo, dono do maior parque industrial do país, com perda acumulada de 20%, queda maior que a média nacional. Os únicos Estados que conseguiram crescer no acumulado dos 9 anos desta década que se encerra em 2020 foram Mato Grosso (16,3%), Goiás (17,6%) e Pará (50,8%). Produção industrial anual Arte/G1 Dólar alto ajuda ou atrapalha? A indústria brasileira exporta pouco. Mais da metade de tudo o que o Brasil vende para fora são produtos básicos — 52% em 2019. Outros 12,6% são semimanufaturados e 34,5%, manufaturados. Em contrapartida, o setor tem importado cada vez mais. Se não produtos acabados, partes e peças que vão compor as mercadorias. Um estudo realizado pelo Banco Central e divulgado em março do ano passado mostrou que, entre 2002 e 2013, quando o real ganhou força e o dólar ficou mais barato, as importações chegaram a representar 20,3% do consumo aparente da indústria nacional (que soma a produção destinada ao mercado doméstico e as importações). Esse percentual chegou a cair durante a crise, mas voltou a subir com a recuperação (ainda que lenta) da economia e, em 2018, voltou ao patamar de 20%. Isso quer dizer que, para parte da indústria, o dólar mais caro representa um aumento de custos. É o caso, por exemplo, de uma das maiores empresas de eletrodomésticos brasileiras, a Mondial. Os importados representam cerca de 40% do que a marca comercializa, diz Giovanni Marins Cardoso, sócio-fundador da companhia. Além disso, a moeda americana afeta direta ou indiretamente os preços de cerca de 80% da matéria-prima utilizada na linha de produção. "Então eu prefiro o dólar mais baixo", diz o empresário. A Mondial tem centros de desenvolvimento de produtos dentro e fora do Brasil — dois na China, nas cidades de Guangzhou e Ningbo. A escolha do que vai ser produzido no país asiático e o que fica a cargo das unidades brasileiras (localizadas na Bahia e em Manaus) não é apenas uma questão de preço, diz Cardoso, mas também de escala — ou seja, a possibilidade de produzir os volumes que a empresa precisa no período em que precisa. "Sempre que a Mondial vai lançar um produto novo, a gente se pergunta: é viável produzir no Brasil? Se não for, produzimos lá fora." Ao contrário de boa parte do setor, a fabricante não viu o faturamento cair durante a crise — segundo Cardoso, as vendas crescem de forma contínua desde a fundação, no ano 2000, em parte porque a marca vem ganhando mais participação no mercado. Produção industrial recua 1,1% em 2019, após dois anos de alta Uma barreira contra os importados Já a Toledo do Brasil, líder no mercado de balanças, viveu cada uma das etapas do ciclo de recessão — e tem conseguido se recuperar. Depois de um ano forte em 2013, quando a empresa chegou a faturar quase R$ 430 milhões, veio o que o diretor e vice-presidente, Edson José Freire, chama de "crise da Dilma", com inflação e juros altos. Em 2015, os gestores, "atônitos", resolveram esperar. Depois de o PIB recuar 3,8% naquele ano, contudo, em 2016 a companhia reduziu salários e jornada por 9 meses para tentar segurar os funcionários. Como a economia não deu sinais claros de retomada, o ano seguinte foi de "fortes ajustes". A Toledo chegou a demitir algo entre 25% e 30% dos 1,8 mil empregados, eliminou níveis gerenciais, reformulou as áreas de supervisão e engenharia. Hoje, são 1.350, entre técnicos, funcionários da área administrativa e na fábrica em São Bernardo do Campo (SP). "Aproveitamos para arrumar a casa e nos prepararmos para voltar a crescer." Os dois últimos anos foram de "forte recuperação", puxada em parte pelo desempenho positivo do setor agrícola, que responde por um terço das vendas, e pela retomada do emprego, que tem estimulado o varejo, responsável por mais um terço do faturamento. Em 2019, o faturamento chegou a R$ 469 milhões — se considerada a inflação do período, a empresa hoje está próxima do nível "pré-crise", registrado em 2013. Cerca de 40% de tudo o que a fábrica consome é importado. Assim, a desvalorização do real também acaba elevando o custo dos produtos. Ainda assim, Freire afirma que o "câmbio um pouco depreciado é bom", porque onera os produtos importados — e o mercado de balanças enfrenta forte concorrência de mercadorias vindas de fora. Motores da exportação O mesmo estudo do Banco Central que apontou que o coeficiente de penetração das importações voltou ao nível de 20% destaca que "o coeficiente de exportação não apresenta resposta significativa ao câmbio". Ou seja, no período estudado, o câmbio não foi uma variável relevante para impulsionar ou desacelerar as exportações. "Por outro lado, o crescimento da economia mundial alavanca as exportações", acrescenta o texto. Essa dinâmica explicaria porque as exportações brasileiras recuaram 5,8% em 2019, apesar do dólar mais caro. No ano passado, além do arrefecimento do comércio global como um todo, por conta da guerra comercial entre EUA e China, a crise na Argentina, principal comprador de bens manufaturados brasileiros, se aprofundou. O "efeito Argentina" foi sentido não apenas pelo segmento automotivo, mas por toda a cadeia de bens intermediários, partes e peças exportadas pelo Brasil e que são usadas pela indústria do vizinho. Não por acaso, o segmento de bens intermediários registrou a maior queda na produção entre as grandes categorias (que incluem bens de capital, bens de consumo duráveis etc), de 2,2%, o dobro do total. Mesmo nesse cenário, uma parte da indústria comemora o "novo normal" do câmbio. É o caso do setor calçadista, que já tem alguma inserção internacional e utiliza muita matéria-prima local. Para a Ferracini, do polo de Franca (SP), a moeda americana valorizada dá à empresa mais margem de negociação frente a "competidores de peso, como China, Portugal e Vietnã", diz Roberto Barbosa, diretor comercial da companhia. Cerca de 20% das vendas hoje são para o exterior. Para aproveitar o ganho de competitividade e tentar aumentar essa participação, a empresa se prepara para tirar certificação halal, de olho em um mercado que considera importante na Europa e na América do Norte — a chamada geração M, os millennials muçulmanos. Mais emprego, mais informalidade O mercado interno tem ajudado a indústria, especialmente a de bens de consumo, mas esse efeito benigno é limitado pela qualidade dos empregos gerados pelo país, ressalta o economista Nelson Marconi, da Fundação Getulio Vargas (FGV). A redução da taxa de desemprego tem se dado em parte à custa da geração de vagas mais precárias, informais ou por conta própria (categoria em que estão, por exemplo, os motoristas e entregadores de aplicativo). Além dos salários muitas vezes menores, quem trabalha sem carteira assinada tem acesso mais difícil a crédito — ou tem acesso a taxas de juros mais altas. Balassiano, da FGV, calcula que cerca de 60% da força de trabalho no Brasil esteja em "uma situação mais precária do mercado de trabalho". Levando-se em consideração a média de 2019, são 67,4 milhões de brasileiros — que estão desempregados (11,6 milhões), na informalidade (41,2 milhões), que trabalham menos do que gostariam ou precisariam (6,8 milhões), que estão desalentados (4,6 milhões) ou que gostariam de trabalhar, mas que estavam impedidos de procurar (3,2 milhões), como as mulheres que têm de ficar em casa com os filhos porque não conseguem uma vaga na creche. Juros e incerteza Os juros em mínimas históricas, por sua vez, ainda não alavancaram os investimentos — na indústria ou na economia por um todo. Para Cagnin, do Iedi, o impacto sobre o setor da mudança no patamar dos juros tem sido lento, entre outras razões porque as taxas aos consumidores e empresas não baixaram no mesmo ritmo da Selic e porque as companhias estão se adaptando a uma nova realidade, com menor participação do financiamento público, com a reformulação do BNDES, e maior participação do privado. "As empresas estão aprendendo a captar (com) debêntures", exemplifica. Balassiano acrescenta ainda o nível elevado de incerteza — dentro e fora do país —, que estimula as empresas a manterem os projetos de investimento na gaveta mesmo com as taxas de juros mais baixas. O último Indicador de Incerteza da Economia da FGV, de janeiro deste ano, cresceu e chegou a 112,9 pontos, nível historicamente elevado (acima de 110).

Contaminação de componentes de hardware permite criar vírus que não são removidos com a reinstalação do sistema. A empresa de segurança Eclypsium publicou um alerta sobre problemas de segurança em componentes de notebooks e computadores, como webcams, touchpads e placas de rede. De acordo com a análise dos especialistas, esses periféricos muitas vezes não possuem funções para autenticar o software de controle dos chips, permitindo que hackers alterem seu funcionamento. Uma das falhas encontradas está em um modelo de webcam presente em notebooks Spectre da HP. Qualquer programa no computador é capaz de alterar o software de controle da câmera e, como a câmera é um dispositivo USB, ela poderia ser transformada em um "teclado' USB programado para executar comandos automaticamente. Esses comandos poderiam instalar outros programas ou roubar informações do sistema. O que difere esse tipo de ataque de um vírus normal é que a programação estaria armazenada na própria câmera. Reinstalar o sistema ou trocar o dispositivo de armazenamento não removeriam o código malicioso. A HP publicou uma atualização na terça-feira (18) que deve ser aplicada por donos de notebooks Spectre de 13 polegadas da linha ap0XXX. O download está disponível no site de segurança da HP. O mesmo problema foi encontrado em um touchpad instalado em notebooks ThinkPad X1 Carbon da Lenovo. A fabricante explicou que, na geração atual do produto, o fornecedor da peça não disponibiliza um meio de eliminar a falha. O erro também foi encontrado em placas de rede sem fio da marca Killer (Rivet Networks com chip Qualcomm). A Qualcomm explicou que a responsabilidade pela verificação dos códigos cabe ao sistema operacional, que chegou a detectar um problema, mas não impediu o uso da placa. A Microsoft, no entanto, disse que essa verificação cabe ao fabricante do dispositivo. Após adulteração de software embutido em placa de rede, Windows deixou de exibir 'certificado' que indica uma assinatura digital válida. Dispositivo continuou funcionando apesar da adulteração, segundo especialistas. Eclypsium/Divulgação Nos três casos – a webcam, o touchpad e a placa de rede sem fio –, a Eclypsium apenas verificou a possibilidade de explorar a brecha não desenvolveu um ataque completo. Mas a empresa demonstrou um ataque real contra outra placa de rede usada em servidores, instalando um software capaz de monitorar os dados que passavam pelo equipamento. O objetivo foi acessar os protocolos de controle, que normalmente ficam fora do alcance do sistema operacional. Software 'embarcado' Diversos componentes e periféricos possuem um pequeno software embarcado (ou "embutido") chamado de "firmware". Ele é responsável por controlar funções básicas do hardware, mas, em alguns dispositivos – como impressoras, consoles de videogame e modems –, as funções do firmware permeiam todo o funcionamento do equipamento. Na opinião da Eclypsium, o firmware deve ser protegido e autenticado por assinatura digital. Se um hacker tentar gravar um firmware não autorizado, essa operação deve ser bloqueada para garantir a integridade do equipamento. Essa proteção já existe em muitos periféricos, mas, como a pesquisa mostrou, não é universal. A recorrência dessas falhas preocupa. Em 2015, a fabricante de antivírus Kaspersky Lab divulgou a existência do vírus Equation, capaz de ser instalado diretamente no firmware de discos rígidos. A contaminação do firmware isolava a área de armazenamento do vírus, impedindo que os arquivos fossem removidos com a formatação. O vírus foi usado contra poucos alvos para fins de espionagem, mas deveria ter sido um alerta para a necessidade de melhorias na segurança do firmware. Ataques são complexos, mas existem Em 2017, o Google criou um chip de segurança chamado Titan para ser usado em seus servidores. O chip é instalado na placa-mãe e verifica todos os firmwares carregados antes de permitir que o sistema operacional seja iniciado. Mas, mesmo em computadores comuns – que não possuem chips como o Titan – há alguns desafios para a exploração dessas falhas. Como o firmware é programado para um chip específico, qualquer diferença no hardware pode anular o ataque. Outra limitação é o espaço de memória. O firmware costuma ser pequeno e pode não haver espaço disponível para armazenar um programa malicioso complexo sem prejudicar o funcionamento do componente. Por essas razões, ataques contra firmware são uma preocupação maior para grandes empresas e outros alvos valiosos, que são vítimas de ataques personalizados e de alta sofisticação. O problema também é mais grave em roteadores, câmeras IP e dispositivos da Internet das Coisas, que tem um firmware mais amplo e usam arquiteturas mais parecidas. Em 2018, o vírus VPNFilter atingiu roteadores de diversas marcas. O único ataque em massa contra firmwares de componentes de computadores foi realizado pelo vírus Chernobyl, de 1998. Algumas placas-mãe dos computadores da época não possuíam proteção contra a modificação do firmware, permitindo que o vírus apagasse a programação do chip e deixasse a placa inoperante. O vírus não destruía os computadores imediatamente, já que isso acabaria inibindo a propagação da praga digital. Em vez disso, ele era ativado apenas no dia 26 de abril, a mesma data do acidente da usina nuclear de Chernobyl – daí o nome do vírus. Depois do ataque, diversas placas-mãe passaram a verificar a integridade do firmware da BIOS. Alguns modelos hoje também possuem dois chips para que a placa possa ser facilmente reparada caso um deles seja danificado. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para [email protected]

É o primeiro leilão de rodovias do ano realizado pelo governo Bolsonaro. Trecho de 220 km vai do município de Paulo Lopes (SC) à divisa com o Rio Grande do Sul. O governo federal realiza nesta sexta-feira (21) o leilão de concessão do trecho sul da BR-101/SC. O leilão está marcado para às 10h, na sede da B3, em São Paulo. Trata-se da primeira concessão de rodovia federal do ano e o segundo leilão do setor no governo Bolsonaro. O último foi o da BR-364/365, realizado em setembro e arrematado pela Ecorodovias. Leilão do trecho sul da BR-101/SC Infografia: Amanda Paes/G1 O trecho que será oferecido nesta sexta-feira possui 220 quilômetros, entre os municípios de Paulo Lopes (SC) e São João do Sul (SC), na divisa do estado com o Rio Grande do Sul. A rodovia dá acesso às praias mais importantes do estado, como a Praia do Rosa, Ferrugem, Balneário Camboriú e Bombinhas. O edital prevê quatro praças de pedágio, com tarifa-máxima de R$ 5,19, por praça. Vencerá a disputa o grupo que oferecer o maior deságio (desconto) nessa tarifa. O Ministério da Infraestrutura prevê investimentos da ordem de R$ 7,37 bilhões ao longo do período de 30 anos de concessão. A concessionária terá que construir, entre outras intervenções, 70 km de vias marginais, 98 km de faixas adicionais, 31 melhorias de acessos, 25 pontos de ônibus, 18 passarelas e 23 rotatórias. Além disso, 100% do trecho será monitorado por meio de câmeras, painéis de mensagem e sensores de tráfego. Por se tratar também do primeiro leilão de concessão do ano de um projeto do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o evento tende a ser um termômetro do apetite dos investidores e da atratividade dos ativos que estão sendo oferecidos pelo governo federal à iniciativa privada. O governo prevê leiloar mais 6 rodovias em 2020. Na quarta-feira, anunciou a inclusão de 22 novos projetos no PPI, incluindo a relicitação de trecho da BR-040 entre MG e DF. Governo inclui 3 florestas nacionais em programa de privatizações Mapa das privatizações: governo prevê leiloar mais de 60 projetos em 2020 Modelagem vai mudar a partir dos próximos leilões O leilão da BR-101/SC deverá ser o último a seguir a modelagem atual, pela qual é declarado vencedor da concessão o grupo que oferece a menor tarifa de pedágio. A partir dos próximo leilão de rodovia, a disputa terá um modelo híbrido, que prevê também o pagamento de outorga (taxa paga para o governo para explorar a concessão). Segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, a mudança busca garantir que o consórcio vencedor realize todos os investimentos previstos. Haverá um teto para o desconto tarifário oferecido pelas interessadas, a partir do qual começará a ser cobrada a outorga. "É uma forma de qualificar a competição a garantir caixa", afirmou ao explicar a nova modelagem no começo do mês. A concessão da Dutra deverá ser a primeira concessão sob o novo modelo, que ainda está em discussão pelo governo e também é alvo de críticas.
Contas de consumo e carnês com vencimento em 24 ou 25 de fevereiro poderão ser pagos, sem acréscimo, na quarta-feira, segundo a Febraban. As agências bancárias ficarão fechadas durante o carnaval, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Não haverá atendimento na segunda (24) nem na terça-feira (25). Quem precisar de atendimento presencial só vai encontrar portas abertas a partir das 12h da quarta-feira de Cinzas. Carnaval é feriado? Tire dúvidas As exceções serão as agências que normalmente fecham antes das 15h: para garantir um mínimo de três horas de funcionamento na quarta, elas abrirão mais cedo neste dia. A Febraban lembra que as contas de consumo (água, energia, telefone etc.) e carnês com vencimento em 24 ou 25 de fevereiro poderão ser pagos, sem acréscimo, na quarta-feira (26). Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a sugestão é antecipar o pagamento ou, no caso dos títulos que têm código de barras, agendar o pagamento nos caixas eletrônicos, internet banking e pelo atendimento telefônico dos bancos. Nos dias em que não houver expediente bancário, a entidade orienta os clientes a utilizarem os canais digitais, como sites e aplicativo dos bancos, para a realização de transferências e pagamento de contas. Os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado). Initial plugin text

Antes da abertura do período de entrega da declaração é importante já fazer a busca dos documentos necessários; prazo de declaração vai de 2 de março a 30 de abril. Imposto de Renda 2020 Arte G1 O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2020 - ano base 2019 começa no próximo dia 2 de março e vai até 30 de abril. Quem estiver de folga no carnaval pode aproveitar para organizar os documentos para a declaração. SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA Antes da abertura do período de entrega da declaração é importante fazer a busca dos documentos necessários e, em caso de faltar algum, já ir atrás de uma nova via. Há ainda os informes de rendimentos das fontes pagadoras e instituições financeiras e recibos de pagamentos e compras (veja lista abaixo). "Por mais que o início do prazo seja em março, é importante se antecipar e já separar os documentos, garantindo a melhor restituição ou menor pagamento e minimizando os riscos de malha fina. Lembrando que quem entrega nos primeiros dias normalmente recebe a restituição já nos primeiros lotes", orienta o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos. Receita Federal libera programa para declaração do Imposto de Renda Veja abaixo a lista dos principais documentos a serem reunidos: Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões, etc; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas percebidas no exercício de 2019, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas em 2019; cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; boleto do IPTU de 2020; documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos em 2019. Rendas variáveis Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. Quem tem que declarar IR A Confirp detalha quem está obrigado a declarar o Imposto de Renda 2020: Quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 28.559,70; Quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00; Quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; Relativamente à atividade rural, quem obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50; ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2019 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2019; Quem teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00; Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro; Quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda. "Estão dispensados de entregar a declaração os contribuintes que não estejam relacionados em nenhuma das hipóteses acima. Contudo, isso não impede a elaboração da declaração, sendo que muitas vezes isso é interessante, garantindo uma renda extra ou segurança tributária", diz Richard Domingos. Novidades para 2020 De acordo com o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, duas novidades se destacam. Uma delas é que a contribuição previdenciária paga pelo empregador doméstico não pode mais ser deduzida do IRPF/2020. Assim, neste ano, o contribuinte que tem regularizado esse tipo de contratação deixa de se beneficiar de até R$ 1.251,00 do incentivo fiscal por registrar um empregado doméstico. Além disso, existe a necessidade de o contribuinte incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens, tais como imóveis, veículos, aeronaves e embarcações. Além de conta corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira.

Discussão envolve aspectos jurídicos e técnicos da tecnologia. Nos Estados Unidos e na Europa, onde autoridades e municípios começam a questionar o reconhecimento, discussão já é forte Crescimento no uso de reconhecimento facial pelo poder público levanta debate sobre a aplicação da tecnologia no Brasil e no mundo REUTERS/Thomas Peter O aumento do uso de reconhecimento facial no Brasil tem levantado uma questão no país que já é comum em outros lugares: quais são os limites dessa tecnologia para a segurança pública? Alguns dos principais pontos da discussão são: Os problemas jurídicos da tecnologia e uso exclusivo para segurança pública; Os problemas técnicos envolvidos: proteção do sistema e precisão do algoritmo. No carnaval do ano passado, um homem fantasiado foi preso em Salvador, depois de ser capturado pelo sistema de reconhecimento facial comprado pelo governo da Bahia. Ele era procurado desde 2017 por homicídio. Foi o primeiro caso de grande repercussão de sucesso da tecnologia. Suspeito de homicídio, vestido de mulher, foi preso após ser flagrado por câmera de reconhecimento facial no carnaval de Salvador em 2019 Divulgaçao/SSP-BA Em 2020, o governo do estado de São Paulo anunciou o uso de um algoritmo para analisar imagens de câmera durante o Carnaval na capital e o Metrô fechou um contrato, ainda no ano passado, de R$ 58 milhões para instalação da tecnologia nas vias paulistas. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que a tecnologia de reconhecimento móvel para o Carnaval será fornecida pela prefeitura. Na operação programada para o Carnaval 2020, serão testadas câmeras estrategicamente instaladas e outras acopladas a drones, alimentadas por uma lista com registros de dez mil pessoas desaparecidas e outras 30 mil com mandados de prisão expedidos. A Justiça ordenou que o Metrô de São Paulo dê detalhes de como será a implementação do projeto — já que muitas informações, como a base de dados, a coleta das informações e estudos sobre eficácia não foram apresentados. Mas nem todos os casos são de sucessos. No Rio de Janeiro, no segundo dia de uso da tecnologia, uma mulher foi detida por engano após ter sido reconhecida pelas câmeras. Ela foi solta depois. Além do engano no reconhecimento, havia um erro na base de dados — a pessoa com quem ela foi confundida já estava presa, mas essa informação não havia sido atualizada nos registros. Mulher detida por engano por causa de erro em reconhecimento facial no Rio de Janeiro era inocente Por causa desse tipo de problema, e por receios de que a tecnologia possa ser usada para perseguição política — como aconteceu durante os protestos de Hong Kong em 2019 — o uso do reconhecimento facial na segurança pública é um debate constante em países democráticos. Nos Estados Unidos, por exemplo, cidades como São Francisco e Cambridge já proibiram que essa tecnologia seja usada pela polícia. No início de fevereiro, o Parlamento Europeu disse que não tinha planos de implementar a tecnologia. Do outro lado, a polícia de Londres anunciou recentemente que usaria sistemas de reconhecimento para segurança pública na cidade. Discussão é técnica e jurídica De acordo com especialistas, o uso da tecnologia de reconhecimento envolve diferentes barreiras técnicas e jurídicas. Do lado jurídico, segundo Adriano Mendes, sócio da Assis e Mendes Advogados, especializado em proteção de dados e de direito digital, a discussão não é sobre a eficácia das ferramentas para segurança e proteção da vida, mas como é feito o cruzamento das informações e de onde elas vêm. “São bancos de dados públicos ou vêm de redes sociais e aplicativos? Qual é a base e o objetivo desse monitoramento? É de fato a segurança pública ou monitorar horários da população, hábitos de consumo?”, questionou. De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que deve entrar em vigor no país em agosto deste ano, informações usadas e coletadas para uso em segurança pública estão excluídas das regras. Segundo Ivo Corrêa, sócio do XVV Advogados e professor do Insper, a implementação da lei está atrasada — a LGPD só entra em vigor em agosto, depois de ter sido sancionada em 2018 —, e a falta de uma autoridade que pudesse nortear discussões sobre dados é sentida quando discutimos assuntos como reconhecimento facial e uso na segurança pública, algo não previsto na lei. “Temos uma insegurança quanto à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O ideal seria que a autoridade já existisse e pudesse dar direcionamentos sobre a implementação desses sistemas”, afirmou. Para Rafael Zanatta, coordenador de pesquisas na Data Privacy Brasil, organização de defesa da privacidade digital, é preciso que a administração pública faça demonstração de necessidade e avaliação de impacto da tecnologia de reconhecimento facial — algo que não foi feito no processo do Metrô e levou aos questionamentos da Defensoria Pública e de grupos como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. “Temos um problema grave de segurança pública, as cidades sofrem com um problema estrutural. Mas isso não nos leva a abandonar ideias democráticas de segurança, de sabermos o porquê, de avaliar necessidade”, disse. “O poder público tem que fundamentar decisões.” Para especialistas, falta segurança jurídica e governo precisa ser mais transparente na implementação do reconhecimento facial. David Mcnew / AFP Em termos técnicos, além de detalhes sobre funcionamento da plataforma, banco de dados e segurança do ambiente de instalação, também é preciso garantir que a tecnologia evite os “falsos positivos”, como o que aconteceu no Rio, citado no início da reportagem. Além da certeza de que o sistema é inviolável a ataques e alterações nas bases de dados. “Do ponto de vista de um atacante, os possíveis vetores de ataque [ao sistema de reconhecimento facial] são vários: retirar pessoas do banco de dados, incluir pessoas no banco de dados ou roubar as informações. Esses casos podem ser gravíssimos”, explica Sandro Suffert diretor do conselho da Apura, empresa especializada em cibersegurança. Para ele, é necessário que os governos façam auditorias e tenham transparência na hora de implementar essas tecnologias, assim como têm com outras informações públicas. "A tecnologia pode estar boa, mas se o processo [guardar informações, fazer a segurança do sistema] tiver uma falha é um problema”. Afinal, como funciona? Via de regra, os sistemas de reconhecimento facial fazem uma leitura dos rostos em tempo real — caso do sistema baiano e do projeto do Metrô em São Paulo — ou comparam uma imagem de sistema de monitoramento, um “quadro” do vídeo, por exemplo, com imagens de um banco de dados, como no projeto proposto para o carnaval paulistano. Para fazer a análise, o sistema lê diversos pontos do rosto, levando em conta as diferenças que as pessoas guardam umas para as outras. Os algoritmos funcionam de maneira distinta e por isso podem ter resultados e mesmo uma base de funcionamento diferente. Polícia vai começar a usar sistema de reconhecimento facial para identificar criminosos durante carnaval em São Paulo “Nossos rostos são tão únicos quanto nossas digitais. As características faciais incluem distância entre as pupilas, tamanho do nariz, formato do sorriso e recorte da mandíbula. Quando os computadores usam fotografias para mapear essas características eles criam a fundação para uma equação matemática que pode ser acessada por algoritmos”, explicam Brad Smith e Carol Ann Browne, dois executivos da Microsoft, que escreveram o livro “Tools and Weapons” (Armas e Ferramentas), sobre diferentes usos das tecnologias. Nesse sentido, quanto maior o número de sensores e tecnologias envolvidas, melhor o funcionamento da tecnologia. Usando o caso dos smartphones, por exemplo, aqueles que contam com sensores de reconhecimento facial têm mais certeza dos resultados do que aqueles que contam apenas com uma câmera frontal. Apesar disso, especialistas apontam que existem problemas no treino e na precisão do reconhecimento. No final de 2019, uma pesquisa do governo dos Estados Unidos, que analisou mais de 200 algoritmos, apontou que vários deles continham falhas e vieses contra determinados tipos de população, como pessoas de origem asiática, negros e nativos americanos. Isso acontece porque, muitas vezes, a tecnologia original é treinada em um local específico que nem sempre representa uma amostra diversa da população. Há ainda o problema que algoritmos de reconhecimento facial têm diferentes graus de acurácia e precisão. Eles podem gerar falsos positivos, quando pessoas inocentes são reconhecidas como criminosos, ou falsos negativos, quando um criminoso passa despercebido. Para os especialistas consultados pela reportagem, isso requer um trabalho diferenciado da polícia, com novas maneiras de abordar pessoas pegas no reconhecimento facial, usando a tecnologia como um dos elementos de uma investigação mais ampla. Na obra de Smith e Browne, os autores deixam uma reflexão sobre confiança em tecnologia. “A polícia pode recorrer excessivamente a essa ferramenta para identificar um suspeito sem refletir que o reconhecimento facial, como toda tecnologia, nem sempre funciona perfeitamente”, escrevem. “Qual papel queremos para essa inteligência artificial na nossa sociedade?”.

São oportunidades para instalador de sistema fotovoltaico, auxiliar de depósito, caseiro, entre outros. Sine Amapá oferta emprego para instalador de sistema fotovoltaico Pexels O Sistema Nacional de Emprego no Amapá (Sine-AP) oferece vagas de empregos para Macapá. O número de vagas está disponível de acordo com as empresas cadastradas no Sine e são para todos os níveis de escolaridade e experiência. Os interessados podem procurar o Sine, localizado na Rua General Rondon, nº 2350, em frente à praça Floriano Peixoto. Em toda a rede Super Fácil tem guichês do Sine e neles é possível obter informações sobre vagas na capital. Para se cadastrar e atualizar os dados, o trabalhador deverá apresentar Carteira de Trabalho, RG, CPF e comprovante de residência (atualizado). Veja as vagas disponíveis de acordo com as solicitações das empresas: auxiliar de depósito auxiliar financeiro instalador de sistema fotovoltaico padeiro designer gráfico caseiro repositor de perecíveis vendedor externo (para pessoas com deficiência) embalador a mão (para pessoas com deficiência) O Sine informa que as vagas oferecidas podem sofrer alterações de um dia para o outro, pois o sistema não contabiliza os atendimentos ao longo do dia realizado nas unidades Superfácil, que funcionam após o fechamento da agência central. Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.

Desempenho foi ajudado pelo aumento das vendas e controle de despesas nas operações de atacarejo e de supermercados do grupo. Carrefour Regis Duvignau/Reuters O Carrefour Brasil teve lucro líquido de R$ 735 milhões no quarto trimestre, aumento 7,6% ante igual período de 2018, desempenho apoiado em aumento de vendas e controle de despesas nas operações de atacarejo e de supermercados do grupo. A companhia divulgou crescimento de 16,5% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, para R$ 1,465 bilhão, e a margem subiu de 8,8% para 9,1%. O resultado foi divulgado um dia depois que o principal rival, GPA, publicou seus números trimestrais, mostrando queda de 71% no lucro do período. Atacado A divisão Atacadão, principal geradora de receitas do Carrefour Brasil, teve expansão de 10,7% nas vendas líquidas no trimestre, enquanto as vendas da divisão de supermercados, chamada de Carrefour Varejo, tiveram aumento de 12,8%. Enquanto isso, as despesas com vendas, gerais e administrativas avançaram 4,7% no Atacadão e 4,1% no Carrefour Varejo, informou o grupo no balanço. O Carrefour afirmou que as vendas mesmas lojas do Atacadão nos três últimos meses do ano passado subiram 5,5% sobre um ano antes e as da divisão de supermercados saltaram 12,7%, excluindo combustível e comércio eletrônico. A empresa afirmou que o Atacadão cumpriu meta de abrir 20 lojas em 2019 no país, atingindo 186 pontos de venda, com oito inaugurações no quarto trimestre. "A concentração de aberturas de lojas no último trimestre do ano deverá exercer um efeito positivo em nossas vendas mesmas lojas no futuro, com a maturação dessas lojas", afirmou a empresa no balanço. O balanço da companhia também saiu dias depois do grupo anunciar a compra de 30 lojas de atacarejo no Brasil do grupo europeu Makro por cerca de R$ 1 bilhões, o que deverá reforçar a presença do Atacadão no país.

Vendas maiores e avanço das operações de comércio eletrônico alavancaram resultado. Consumidores se reuniram na frente das Lojas Americanas para aguardar abertura do local com ofertas da Black Friday. Kid Júnior/ SVM A Lojas Americanas teve lucro líquido de R$ 398 milhões no quarto trimestre, avanço de 62% sobre o desempenho de um ano antes, com vendas maiores e avanço das operações de comércio eletrônico do grupo. Incluindo efeitos de créditos fiscais não recorrentes, o lucro da empresa somou quase R$ 600 milhões nos três últimos meses do ano passado, mais que dobrando sobre os 245,5 milhões registrados no quarto trimestre de 2018. A companhia, controladora do grupo de varejo online B2W, teve crescimento de 9,2% na receita líquida, para R$ 6,46 bilhões, entre outubro e dezembro, concluindo um ano em que inaugurou um recorde de 230 lojas no país. A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 1,3 bilhão de reais, crescimento de 16,2% na comparação anual. Expectativas Analistas, em média, esperavam lucro líquido de 439,6 milhões para a Lojas Americanas no trimestre e um Ebitda de R$ 1,1 bilhão, segundo dados da Refinitiv. Também nesta quinta-feira (20), a B2W divulgou seu balanço, mostrando queda no prejuízo do trimestre passado sobre o ano anterior, para R$ 22,3 milhões, e expansão de cerca de 31% na receita bruta de vendas (GMV). As despesas com vendas, gerais e administrativas da Lojas Americanas em 2019 subiram 6,8%, mas recuaram 0,4 ponto como percentual da receita líquida. Já o resultado financeiro líquido negativo do grupo em 2019 foi 2,5% menor, para uma despesa de R$ 1,52 bilhão.
Projeção passou de saldo positivo de R$ 9 bi para zero (despesa igual à receita). Motivo é previsão de alta das despesas neste ano, quando serão gastos recursos de leilão da cessão onerosa. O secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira, afirmou nesta quinta-feira (20) que o governo prevê um resultado pior para as contas de estados e municípios neste ano. A projeção passou de um saldo positivo de R$ 9 bilhões para zero (despesa igual à receita). Com a mudança, o resultado do setor público consolidado, que engloba as contas de União, estados, municípios e empresas estatais, vai passar de um déficit de até R$ 118,9 bilhões para um déficit de até R$ 127,9 bilhões. Segundo Ladeira, a União vai encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta para mudar a projeção atual, que consta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Ele explicou que a piora no resultado dos governos regionais se deve principalmente ao repasse de R$ 11,7 bilhões do megaleilão da cessão onerosa do pré-sal. Governo transfere R$ 11,7 bi a estados e municípios da chamada cessão onerosa Os recursos entraram no caixa de estados e municípios somente em 31 de dezembro e, portanto, não foram gastos no ano passado. Isso aumentou a receita dos entes federativos em 2019 e melhorou seu resultado fiscal, gerando superávit (receitas maiores que despesas). Por outro lado, haverá aumento das despesas neste ano, quando os recursos serão efetivamente gastos, o que vai piorar o saldo das contas de estados e municípios em 2020. “Quando você entrega recursos para um ente da federação no dia 31 de dezembro, ele não consegue gastar naquele ano, mas leva caixa para o ano seguinte", explicou Otávio Ladeira. Segundo ele, o resultado fiscal de estados e municípios "ficou pior este ano em função de terem um dinheiro que veio do ano anterior que eles devem gastar só em 2020". A meta de resultado da União permanece o mesma – déficit de até R$ 124,1 bilhões. Limite de empréstimos Otávio Ladeira anunciou também que estados e municípios poderão contrair até R$ 8,5 bilhões em empréstimos neste ano. A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que se reuniu nesta quinta-feira (20). Do total, R$ 4,5 bilhões serão destinados a operações com garantia da União. Nesse caso, o ente federativo consegue captar recursos em melhores condições porque, em caso de inadimplência, o governo federal arca com o pagamento da dívida junto às instituições financeiras. Outros R$ 3,9 bilhões são para empréstimos sem garantia da União. A maior parte (R$ 3,5 bilhões) será destinada a estados, Distrito Federal e municípios. Empresas públicas terão acesso a R$ 400 milhões. O secretário-adjunto do Tesouro Nacional explicou que, nos últimos dois anos, o limite para operações de crédito era da ordem de R$ 24 bilhões. A redução também foi diretamente influenciada pelo repasse dos recursos da cessão onerosa. Com mais despesas neste ano, na prática, os estados e municípios têm menor espaço para endividamento.

Desempenho da mineradora em 2019 foi o segundo resultado negativo da empresa registrado nos últimos 20 anos. Sede da Vale, no Rio de Janeiro Reuters A Vale informou nesta quinta-feira (20) que registrou prejuízo de R$ 6,672 bilhões no ano passado. O resultado foi influenciado pela tragédia de Brumadinho, que deixou 259 mortos e 11 desaparecidos. O desempenho da mineradora em 2019 foi o segundo resultado negativo da empresa registrado nos últimos 20 anos. O último prejuízo da empresa foi apurado em 2015. Em 2018, a empresa reportou lucro de R$ 25,657. A Vale explicou, em relatório, que o prejuízo foi provocado, principalmente, pelas provisões e despesas de reparação relacionadas ao rompimento da barragem de Brumadinho. Veja os principais fatores: Provisões e despesas de reparação do rompimento da Barragem I, incluindo a descaracterização de barragens (R$ 10,3 bilhões) e provisões e despesas incorridas (R$ 18,5 bilhões). Provisões relacionadas à Fundação Renova (R$ 2,0 bilhões). Descaracterização da barragem de Germano (R$ 1,0 bilhão). Baixa contábil nas operações de níquel na Vale Nova Caledônia, devido a problemas de produção e processamento (R$ 10,3 bilhões). Baixa contábil nas operações da mina de Moatizes, em Moçambique (R$ 6,9 bilhões). Com a tragédia de Brumadinho, a mineradora chegou a perder bilhões em valor de mercado, mas conseguiu recuperar a confiança dos investidores e mitigou boa parte do impacto financeiro da tragédia. Os investimentos da companhia sofreram uma leve redução no ano passado. Ao todo, somaram US$ 3,704 bilhões, abaixo dos US$ 3,784 bilhões de 2018. Vale tem prejuízo de R$ 6,6 bilhões em 2019 Produção em queda No ano passado, a produção de minério de ferro da Vale somou 301,97 milhões de toneladas, queda de 21,5% na comparação com 2018, em meio a paradas de produção devido às consequências do rompimento da barragem em Brumadinho (MG). No quarto trimestre, a mineradora produziu 78,344 milhões de toneladas de minério de ferro, recuo de 22,4% ante o mesmo período de 2018. Já na comparação com o 3º trimestre, a queda foi de 9,6%. Dívida continuou caindo O endividamento da companhia continuou caindo em 2019. No ano, a dívida líquida totalizou US$ 4,880 bilhões, uma redução de US$ 4,770 bilhões em comparação com 2018 (US$ 9,650 bilhões). "A redução da dívida líquida deveu-se, principalmente, à forte geração de caixa ao longo do ano", destaca a companhia, em relatório. Já a dívida bruta foi de US$ 13,056 bilhões, queda de US$ 2,410 bilhões em relação ao ano anterior, em decorrência do pagamento líquido de dívidas no valor de US$ 2,270 bilhões relacionadas à recompra antecipada de bonds (títulos emitidos pela empresa) durante o ano. Resultado do quarto trimestre No quarto trimestre, a empresa reportou prejuízo de R$ 6,408 bilhões. O prejuízo da Vale entre outubro e dezembro é explicado, em parte, pelas despesas com a tragédia de Brumadinho. No quatro trimestre, elas somaram R$ 4,689 bilhões. No mesmo período, a receita da companhia somou R$ 41,019 bilhões, acima do observado nos três meses imediatamente anteriores (R$ 40,664 bilhões). Remuneração aos acionistas Após três dias à tragédia de Brumadinho, o Conselho de Administração da Vale suspendeu a remuneração aos acionistas. "Em 2019, a Vale registrou uma perda de R$ 6,7 bilhões e, não havendo, portanto, obrigatoriedade de distribuição de remuneração mínima, de acordo com a legislação brasileira", disse a empresa. No dia 19 de dezembro de 2019, a Vale aprovou a distribuição de R$ 7,2 bilhões de lucros e dividendos aos seus acionistas. Porém, esse valor só será liberado em "momento oportuno".

Criação de nova empresa que englobará o braço de aviação comercial da Embraer ainda depende de aprovação da União Europeia. No Brasil, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou compra de parte da Embraer pela Boeing em janeiro. Marc Allen, executivo da Boeing que lidera o processo de fusão da empresa americana com a Embraer Poliana Casemiro/G1 A Boeing planeja para maio o início das operações da nova empresa de aviação a ser formada em fusão com a Embraer. A negociação entre as fabricantes, que prevê a criação de uma joint venture que englobará o braço de aviação comercial da Embraer, ainda depende da aprovação da União Europeia. A informação foi dada em entrevista de Marc Allen, executivo da Boeing que lidera o processo de fusão, à Rede Vanguarda, afiliada da Globo. A nova empresa de aviação irá se chamar Boeing Brasil Commercial. “Nós estamos planejando com a aprovação para primeira semana de maio. Claro que precisamos esperar o sinal verde da União Europeia. Assim que tivermos o sinal verde, nós vamos começar”, disse. Na entrevista, Marc Allen também classificou como 'notícia fantástica' a decisão do Cade pelo arquivamento do recurso do Ministério Público Federal (MPF), que pedia que o órgão reavaliasse a operação entre as empresas. Segundo o executivo, o acordo já tem a aprovação de vários outros países no mundo e a Boeing está engajada para que todas as aprovações saiam dentro do cronograma planejado pela empresa. Boeing planeja para maio início de operação de nova empresa em fusão com Embraer Marc Allen disse que a empresa não pretende demitir, mas expandir o mercado de aviação, com projeção de geração de empregos. “Essa parceria é sobre criar empregos no Brasil, nos Estados Unidos e no mundo. É fundamental para a inovação criar produtos com valor agregado. [Essa parceria] é sobre criar dentro da Boeing novas capacidades e maneiras de expandir os horizontes. A gente vai crescer. Essa parceria é a nossa promessa. Vamos pegar as melhores capacidades aeroespaciais, do time em São José e Seatle, por exemplo, e formarmos um grande time”. Marc ainda falou que a inclusão de São José dos Campos no ‘grande time’ não trata apenas dos empregados diretos, mas de toda a cadeia produtiva que serve a Embraer. O executivo não citou números ou projetos, mas afirmou que o primeiro passo concreto para a expansão é usar a unidade em Taubaté para fornecer trens de pouso para a Boeing. De acordo com Allen, a fabricante americana hoje depende de fornecedores para a peça, mas o projeto é ampliar a unidade para que, com a fusão, isso passe a fazer parte da Boeing. “Taubaté tem uma capacidade que a Boeing não tem de fornecer trens de pouso. Nós dependemos totalmente de fornecedores de trens de pouso, então pense na diferença. Você em uma capacidade única de desenvolver componentes para aviões e isso é muito animador. Nós projetamos aviões de maneira muito diferente. E estamos aprendendo uns com os outros", concluiu. Marc Allen, executivo da Boeing que lidera o processo de parceria da empresa americana com a Embraer Poliana Casemiro/G1

Empresa incluiu novas opções de serviço, que firmam contratos entre usuários e motoristas. Uber volta a operar na Colômbia. REUTERS/Shannon Stapleton A Uber retomou as operações na Colômbia nesta quinta-feira (20) com um novo modelo de serviço que permite que usuários aluguem carros já com motoristas. A gigante de transporte havia deixado de operar no país há 20 dias, depois de uma decisão de reguladores descrita pela Uber como "arbitrária". A Superintendência da Indústria e Comércio (SIC), que regula a concorrência e protege os consumidores na Colômbia, decidiu em dezembro que a Uber violou as regras da concorrência. "Nosso novo modelo permitirá que os usuários aluguem um veículo com um motorista, sob um acordo entre as duas partes. O aplicativo será o ponto de contato que une as duas partes para formar um contrato", afirmou a empresa. Para contornar o problema, a empresa vai oferecer cinco opções de serviço, incluindo aluguel por hora e um carro econômico ou de porte grande. A empresa tem mais de 2 milhões de usuários na Colômbia e cerca de 88 mil motoristas. "Buscamos novas alternativas para continuar trabalhando e ajudar a conectar as pessoas no país e também para responder ao apoio que recebemos da comunidade nas últimas semanas", afirmou a Uber em comunicado. A Uber disse em 3 de fevereiro que estava considerando levar a decisão à arbitragem internacional, afirmando que viola um acordo comercial EUA-Colômbia e que os danos pela suspensão de seu serviço poderiam exceder US$ 250 milhões A Uber disse que pagou mais de US$ 20 milhões em impostos na Colômbia e planeja expandir seu investimento no país.
Segundo a FUP, trabalhadores da Petrobras concordaram em participar de audiência de mediação com a empresa no TST. Foram 20 dias de paralisação. Petroleiros suspendem greve para negociar com Petrobras A Federação Única dos Petroleiros (FUP) disse em comunicado nesta quinta-feira (19) que os trabalhadores do Sistema Petrobras decidiram suspender temporariamente a greve que já durava 20 dias. A decisão foi tomada pela maioria das assembleias realizadas pelos 13 sindicatos filiados à federação. "Com isso, os petroleiros reforçam sua disposição em dialogar com a Petrobras na manhã desta sexta-feira (21), em Brasília, em audiência de mediação proposta pelo ministro Ives Gandra, do Tribunal Superior do Trabalho (TST)", diz o comunicado. Com a suspensão temporária da greve, os quatro integrantes da Comissão Permanente de Negociação – Deyvid Bacelar, Cibele Vieira, Tadeu Porto e José Genivaldo da Silva, da FUP, e Ademir Jacinto, do Sindiquímica-PR – deixaram o edifício-sede da Petrobras (Edise), no Rio. Eles irão a Brasília para participar da audiência de mediação, que contará também com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT). A comissão ocupava uma sala no 4º andar do Edise desde 31 de janeiro – portanto, há 21 dias. A paralisação começou em 1º de fevereiro com o pedido da categoria para suspender as demissões na subsidiária da Petrobras. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as demissões afetam mais de mil famílias. Reivindicações e posição da Petrobras Os petroleiros também querem o estabelecimento de negociação com a Petrobras para cumprimento de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que, segundo a federação, vem sendo descumpridos. A FNP aponta ainda entre as reivindicações o fim da política de paridade de preços com o mercado internacional. Em nota divulgada no início da greve, a Petrobras afirmou que o movimento é "descabido" e que tomou as providências necessárias para garantir a continuidade das atividades. De acordo com a estatal, todos os compromissos assumidos na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2019-2020 vêm sendo integralmente cumpridos por parte da empresa. A Petrobras tem informado que "não há impactos na produção de petróleo e de combustíveis decorrentes da greve" e que "nenhuma plataforma de produção, refinaria, unidade de processamento de gás natural ou térmica teve adesão total à paralisação". No dia 17, Ives Gandra considerou a greve dos petroleiros 'ilegal', atendendo a pedido da Petrobras. Ele autorizou ainda que a estatal tome "medidas administrativas cabíveis", como corte de salários, sanções disciplinares e demissão por justa causa. Os petroleiros, no entanto, decidiram recorrer e manter a greve. Na terça-feira, a desembargadora Rosalie Michaele Bacila Batista, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região, determinou a suspensão da demissão dos trabalhadores da subsidiária da Petrobras Araucária Nitrogenados (Ansa), em Araucária (PR), que motivou o início da greve dos petroleiros.

Ação foi proposta pela PGR; órgão argumentou que trechos da lei violam princípio da moralidade e compromete qualidade do serviço. Para maioria dos ministros, não há ilegalidade. Ministros do STF reunidos no plenário do tribunal durante a sessão desta quinta-feira 920) Rosinei Coutinho/SCO/STF O Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta quinta-feira (20), por 7 votos a 2, a suspensão de trechos de uma lei que estabelece as diretrizes para a prorrogação antecipada de contratos de concessões ferroviárias. A ação foi proposta pela Procuradoria Geral da República (PGR), durante a gestão de Raquel Dodge. O órgão argumentou que trechos da Lei 13.334 violam os princípios constitucionais da eficiência, da impessoalidade, da moralidade e da razoabilidade; a regra da licitação; e comprometem a qualidade dos serviços. Nesta quinta, os ministros analisaram um pedido para que fosse concedida uma decisão liminar (provisória) suspendendo os trechos questionados. A maioria dos ministros, porém, entendeu que não há ilegalidades aparentes. O STF ainda terá de analisar o tema definitivamente, mas ainda não há data prevista. O ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, afirmou que a decisão do STF favorece o desenvolvimento do país. Segundo ele, a estimativa é de injeção de R$ 30 bilhões no setor ferroviário nos próximos cinco anos com as renovações de concessões. "O resultado do julgamento de hoje passa uma mensagem muito otimista de convergência em favor do desenvolvimento da infraestrutura do Brasil e das ferramentas com as quais vamos atingir esse objetivo de todos. Essa demonstração de alinhamento entre Poder Executivo, parlamento, Judiciário, Ministério Público Federal e demais órgãos de controle terá um impacto muito positivo no ambiente de atração de investimentos no Brasil", afirmou, segundo a assessoria da pasta. PGR muda de posição Sucessor de Raquel Dodge na PGR, Augusto Aras informou que o órgão mudou de posicionamento e pediu que a ação fosse rejeitada. Ele argumentou que surgiram fatos novos em relação ao tema e, diante disso, defendeu que não haja relicitação das ferrovias. Aras citou um acordo de cooperação técnica assinado nesta quarta entre o Ministério Público Federal (MPF) e a União, por meio dos ministérios da Infraestrutura e da Economia. Segundo Aras, o MP passará a atuar de forma preventiva em todos os processos licitatórios de infraestrutura, prevenindo lesões de consumo. "Este é um momento histórico porque o Ministério Público deixa de ser, no aspecto econômico, uma instituição punitivista, para ser uma instituição que contribui para a indução das políticas públicas, participando ativamente, mas acima de tudo agir preventivamente na fiscalização e no controle de todos os atos”, afirmou. Em seguida, o advogado-geral da União, André Mendonça, também defendeu que não haja nova licitação de ferrovias. Segundo a AGU, a lei trouxe critérios seguros e visa o interesse público. "O que se quer aqui é trazer significância, revolução para o bem do interesse público. E eu não consigo ver o interesse da administração sem a perspectiva do interesse público", disse. Votos dos ministros Relatora da ação, a ministra Cármen Lúcia votou por negar a suspensão, afirmando que não encontrou nenhuma fraude a licitação capaz de invalidar os contratos. ”Nesse caso não vislumbro fraude à licitação”, disse. O ministro Alexandre de Moraes acompanhou o voto da relatora, também afirmando que não houve nenhuma ilegalidade na lei que previu a prorrogação. “Não há dúvidas que a lei no seu conjunto trouxe mecanismos efetivos de que será mais vantajosa para o poder público”, afirmou. Em seguida, o ministro Edson Fachin divergiu, argumentando que há aparência de violação de princípios constitucionais por desrespeito a requisitos como eficiência, interesse público e impessoalidade dos contratos da administração pública. “A redução do prazo aparenta estar em confronto com os princípios constitucionais.” “Há aparente violação dos princípios da eficiência e impessoalidade”, disse o ministro, que também citou “entrave ao poder fiscalizatório da ANTT” como possível desrespeito à Constituição. O ministro Luís Roberto Barroso também acompanhou a relatora e votou a favor de manter a validade da lei. “O contexto geral do que ocorreu entre nós - de uma corrupção estrutural, sistêmica e institucionalizada - gerou um subproduto indesejável: a desconfiança de que por trás de toda decisão político-administrativa que envolva grandes interesses estão ocultas tenebrosas transações”, disse Barroso. A ministra Rosa Weber também acompanhou a ministra Cármen Lúcia. Em seguida, o ministro Ricardo Lewandowski também afirmou não ver ilegalidade. O ministro Gilmar Mendes negou o pedido, entendendo que cabe aos órgãos envolvidos avaliar a conveniência e oportunidade da antecipação da prorrogação, levando em conta a qualidade dos serviços. Marco Aurélio Mello foi o segundo voto divergente. O ministro afirmou que “tudo recomenda uma parada”, “que não se deixe latente a possibilidade dessas prorrogações, para depois julgar-se em definitivo o requerimento formalizado pela PGR”. O presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, também acompanhou o voto da relatora.

Empresas digitais como OLX, Mercado Livre e Zap também foram notificadas para que forneçam informações sobre quais providências têm tomado para garantir segurança dos consumidores. O Procon-SP anunciou nesta quinta-feira (20) a notificação do WhatsApp, por causa de golpes que acontecem na plataforma. Foram notificadas também empresas de comércio on-line OLX, Mercado Livre e Zap, para que forneçam informações sobre quais providências têm adotado para garantir a segurança dos consumidores. Criminosos usam anúncios, ingressos e convites falsos para roubar contas do WhatsApp "Foi solicitado também que esclareçam como o consumidor tem sido alertado sobre o golpe e se existe uma campanha de esclarecimento sobre os serviços ofertados", afirmou o Procon-SP em nota. De acordo com o Procon-SP as plataformas digitais foram notificadas porque vendedores desses serviços acabam sendo contatados por golpistas, que fingem ser compradores, e acabando solicitando o envio do código de autenticação da conta. O G1 explica como os golpes funcionam e dá dicas de como se proteger, e também mostra como proteger o smartphone e os aplicativos de mensagens. Em nota, a OLX afirmou que ainda não foi notificada pelo Procon-SP, que não solicita códigos de verificação e que orienta usuários para que conduzam negociações dentro da plataforma. "A OLX investe continuamente em tecnologia e na comunicação de melhores práticas de compra e venda, com alertas durante a jornada do consumidor na plataforma e informações em seus canais oficiais e redes sociais", disse. Como é o golpe? Os criminosos utilizam plataformas existentes para se passar por vendedores e convencer usuários do WhatsApp a enviar um código, que é recebido por SMS, e permite a ativação do aplicativo em outro smartphone. Criminosos invadem contas do WhatsApp para pedir dinheiro aos contatos das vítimas Nas redes sociais, circulam versões sobre golpistas que dizer ser funcionários de empresas de prestação de serviços, como as que fazem cobrança automática de pedágio e instalação de TV a cabo, que ligam e informam dados reais da vítima. A conversa sempre termina do mesmo jeito: com o pedido para confirmar um código enviado via SMS supostamente enviado pelo chamador. Na verdade, se trata do código de ativação que o WhatsApp manda quando se quer ativar o aplicativo em outro aparelho. Ao descobrirem o código, informado pela própria vítima, os criminosos passam a ter acesso à conta dela no app. O que é o código de ativação do WhatsApp? Quando você instala o WhatsApp em um aparelho novo (ao trocar de celular, por exemplo) e coloca seu número de telefone, vai receber uma mensagem SMS nesse número, dentro de alguns segundos. Ela informa um link e um "código do WhatsApp", para ativar a conta — é um número criado pelo próprio aplicativo (o Facebook também usa esse recurso, por exemplo). Mensagens de SMS traz código de seis dígitos que ativa o WhatsApp e alerta para que usuário não o compartilhe. Reprodução Isso é uma medida de segurança do app, justamente para evitar que outras pessoas tentem usar a sua conta. Caso receba uma mensagem de ativação de código que você não pediu, nada vai acontecer se você simplesmente ignorá-la. Mas jamais forneça esse código a ninguém.